ARQUIVOS POLI POSITION
Poli Position

/MICHAEL JACKSON VAI PRO CEU|'""\\__
| _____ MAS É A MADONA _____ |_|_| |_|
|____ QUEM FICA COM JESUS ___|_|_| |_]
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É regra demais e respeito de menos

Sei lá porque tanta proibição de acesso ao "caisinho" da Beira Mar norte, mas se não é pra subir ali, melhor tirar fora, ou a turma segue pescando.

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Una canción de my infanzia

O cenário é o MGM Grand, de Las Vegas. Como disse o motorista que nos trouxe do aeroporto; "5.900 dormitórios à sua disposição e um deles será o seu". Éramos apenas outro grupo entre os mais de 20.000 convencionais da Natpe, chegando de todo o mundo para mais uma edição da maior feira de produtos de televisão do planeta. Para ter-se uma idéia do evento, a garagem do hotel, aquela onde normalmente acontecem as grandes lutas de box, tem 3 de seus andares fechados para receber o evento. Põe-se o pé dentro do hotel e o ruído dos caça-níqueis é ensurdecedor. Não tem como não pensar em jogar. É um breve "pit stop" na suíte e logo já estamos num dos gigantescos salões, com um copo de moedas numa mão e um shot de mescal na outra, chuleando o tilintar daquele ladrão de um só braço.

Nos três dias que seguem não dá nem tempo pra relaxar, jogar ou fazer qualquer outra coisa. Representávamos produtores de programas de TV daqui e tínhamos de apresentar seus trabalhos aos 4 cantos do mundo. Uma média de 600 visitas por dia, onde se é obrigado a vender geladeira pra esquimó, na língua dele. Num dos episódios folclóricos, um dos maiores executivos norte-americanos do ramo, com quem havia me reunido no dia anterior, me flagra saindo do estande do Gay Channel, com aquele monte de bibas jogando purpurina e fazendo a maior algazarra após minha apresentação de Rock & Hudson - Os Caubóis Gays, criação de Adão Iturruzgaray e animação de Otto Guerra. Gelei, achando que ele pudesse ser um daqueles homofóbicos típicos e que suspenderia os negócios que armamos, mas apenas pisca o olho, dá um sorriso e comenta: "tudo pelas vendas, gaúcho".

Muito mais que o cansaço físico, era o mental, após 4 dias. Passar o dia trocando dezenas de vezes a língua em que se está expondo o produto dá um nó nos neurônios que ao fim da feira, eu estava sem ânimo sequer para uma cerveja. Sério. Os amigos ficaram impressionados. Tentaram até me tirar daquele ambiente cheio de Doroties e Homens de Lata hotel, conduzindo-me a uma cervejaria longe dali, a Red Caw. Não tinha jeito, não restava qualquer suspiro de vida inteligente dentro de mim. Fora abandonado por meus neurônios. Estava incapacitado de executar um raciocíonio que fosse e a central do desejo deixara de funcionar.

A gravidade da situação fez com que tomássemos medidas radicais. A feira terminara, então empacotamos tudo e jogamos no Buickão, rumo a Los Angeles. Na travessia entre o deserto de Mojave e o Vale da Morte, alguém chegou a sugerir visitarmos a Área 51, mas ante um grunhido meu optamos por deixar os alienígenas que lá pousaram para outra oportunidade.

O Pacífico estava logo ali. Chegamos à maior cidade americana, mas nada da minha vontade reaparecer. Encontramos uma beleza de boteco, bem onde termina a lendária rodovia 66, cheio de beldades e um bar de espíritos dos mais completos e tudo que eu consegui pedir foi um pratinho de feijão, daqueles que os caubóis comiam nos acampamentos de tropeada em filme de faroeste. Arrumamos um hotel na orla, em Santa Mônica, onde dormi com os pés na pia já que não cabia na cama. Fui o primeiro a levantar na manhã seguinte e saí para uma caminhada na praia. Tudo muito lindo, mas nada de meu desejo voltar. Entrei em um local desses que serve comida ao ar livre. No cardápio todos os mais picantes e assanhados acepipes da praia dos famosos. Pedi um mingau de aveia. A situação era terminal. A galera levantou acampamento, outra vez e atirou tudo dentro do Buickão. Rumamos para Tijuana. Meu humor começou a voltar.

Parã, pararã, pã, pã, pã e lá fomos nós, passando reto por San Diego e atravessando a fronteira para finalmente chegar na mais histérica cidade do universo, em plena noite de sábado. Completamente perdido, estacionei em frente ao distrito policial, entrei e pedi informações a um inspetor atônito entre duas famílias que brigavam como num programa do Ratinho; o mau menino de uma família teria "desonrado" a moçoila da outra... Pareceu ao dileto policial que minha demanda por um boteco e festa era mais interessante do que aquilo, largou todos, saltou dentro de sua possante viatura, ligou os "highlights" e num grito que me fez lembrar o Chapolin Colorado acenou: "sigam-me os bons". Lá fomos nós, furando sinais fechados, atrás da autoridade e suas luzes de alerta. Deteve-se em frente a uma casa cheia de luzes onde se lia: MexicoLindo. "Pude ser este", perguntou dom meganha? Imagina, se melhorar estraga...

Foi uma noite e tanto onde a tequila fez brotar tudo o que havia de alegria outra vez. Só que no dia seguinte... Bah, que ressaca. Sair da cama foi um parto. É claro que perdemos o horário do café da manhão do hotel. Fomos para a rua tentar encontrar algo para mastigar. Passamos por um misto de feira livre com brique, interminável para quem arrastava os pés, até que então, ao fim daquele mercado persa, entramos numa ruazinha daquelas de filme, sabe Drinque no Inferno? No local, todos ruminavam e olhavam somente para seus pratos. Até os cãos andavam armados. As garçonetes passavam longe de lembrar a Salma Hayeck. Sentamos e pedi o prato do dia. A mulher me atirou um prato de sopa rala na frente, que eu disciplinadamente levei a boca e repeti o gesto até terminar tudo. Mas o Valério não. O Valério é diferente e com ele nada é igual. Só pra contar a vocês, já fui a dois enterros dele e mesmo assim ele segue aprontando por aí. O Valério não podia se dar por satisfeito com aquele mísero repasto e em meio a aquele ambiente em que se podia cortar o ar com uma faca, o Valério levanta e aos brados se põe a discursar. Agarra os "mariachis" que íam passando e abraçado neles anuncia: "es un momento especial e voy a cantar una canción de my infanzia, la Canción Misteka..." Tentei me esconder sob a mesa, mas o Beto fora mais rápido e já ocupava o lugar e, o que é pior, os "mariachis" olharam com sinal de aprovação para o Valério. E começaram a tocar. E o Valério a cantar..."tan lejos que estoy del suelo donde hé nascido..." Tiros no teto. Gente gritando "yuhuuuu" e o bar inteiro acompanhando a canción Misteka, acho que até os cães. Que momento!

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"Não conseguimos jogar contra 12, fazer quê? #vamuinter a Recopa taí"

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Como num sonho

Quem viu o filme Matrix sabe que nem tudo que é sólido flutua no ar. Muitas vezes se tem aquela sensação. É inexplicável. Apenas se vê passar e é como uma intensa falta de ar em que nada se pode fazer para respirar e seguir assistindo a roda continuar girando.

Quando um Michael Jackson morre, toda uma geração sente a sensação de impotência. É ele o ícone dessa geração. Não era preciso gostar dele. Apenas o marco existencial, que ali estava, se vai.

Cresci ouvindo esse guri. Minha primeira dança "junto" foi ao som de I'll be There". Com certeza, a partir daquele momento em que o cheiro de uma fêmea da espécie entrou em minhas narinas de forma indelével, foi mais fulminante que crack; vício instantâneo.

Se ele cantava muito? Só um louco diria o contrário. Se ele dançava demais? Milhões de clones pelo mundo inteiro podem responder essa. Se ele era confuso e atrapalhado? Quem não é. Ele só estava mais em evidência que os outros.

A carreira já tinha terminado há tempos, mas agora foi-se o ícone de uma geração. A minha. Bola ao centro.

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Agora é guerra

Depois de ouvir a grande mídia qualificar a tentativa de Fernando Carvalho, em comprovar o tanto que o apito amigo vem ajudando o Corínthians, como fez em 2005, como sendo atitude de um "cartola querendo aparecer", pode-se ter certeza que o juiz entra em campo fardado de 12º homem do conringão, nesta decisão de Copa do Brasil. Desde os tempos de Arnaldo Cezar Coelho nos sonegando pênalti contra o Palmeiras é assim. Por que seria diferente agora? Então, combateremos contra 12.

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Menos tributos = mais dinheiro circulando

O Brasil foi o único país do mundo que conseguiu fazer do limão uma limonada, aumentando as vedas no setor automotivo, quando GM teve de ser estatizada e Chrysler vendida a preço de banana, nos EUA. Pelo simples fato de o governo brasileiro retirar o IPI que incide sobre veículos novos. Aqui a indústria automotiva cresceu, em vez de procurar os tribunais de falência. Foi só tirar um dos muitos impostos que incidem sobre um dos setores que mais emprega na indústria.

Havia um grave receio de que o governo retirasse o benefício, mas ele foi confirmado até o fim do ano, para os caminhões e por mais um trimestre sobre automóveis, retornando gradativamente depois. O mesmo benefício se estendeu à linha branca, o que aqueceu o varejo como há muito não se via e, agora, vai aquecer mais ainda, abrangendo os materiais de construção nessa vantagem fiscal.

Ora, só não vê quem não quer: com menos tributos, o dinheiro cirula mais e isso termina na mão do governo federal, também. Não faz sentido, embora seja mais fácil, tributar a produção e o consumo. Até mesmo a deputada comunista Manuela D'Ávila tem uma visão mais clara e eficiente sobre o assunto: "o que eu acho é que o Brasil precisaria fazer, e eu não tenho esperança que a gente faça nesse momento, é uma reforma tributária que tributasse a renda e não a produção". Aliás, está ótima a entrevista com nossa jovem e bela representante no Congresso. Clica aqui e vai lá conferir. Não perde.

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"A área é a minha casa, e nela só entra quem eu quiser”

(Dom Elias Figueroa)

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Contra tudo isto que aí está

Depois do escândalo do Campeonato Brasileiro de 2005, onde o Brasil inteiro concorda que o vitorioso foi o Inter, quando uma vergonhosa roubalheira que fez com que se alterasssem resultados de 12 partidas e que a vitória colorada no confronto final contra o Corínthians tivesse o um pênalti subtraído, com direito à expulsão da vítima, no caso Tinga, pelo árbitro Márcio Resende de Freitas, era de se pensar que não haveria espaço para armação na final da Copa do Brasil deste ano. Infelizmente não foi o que se viu na primeira partida da final. Cumpre portanto, levar em consideração o material apresentado por Fernando Carvalho, antes que a safadez se repita. Afinal, se for 11 contra 11 no campo, dá pra ganhar.

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Deu na Internet

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Hora de retribuir

Atendendo ao apelo orquestrado pela confraria Tambores de Yokohama, mais de cem colorados se somaram a doações de pessoas que não puderam comparecer ao jantar visando angariar fundos para o tratamento do ex-jogador colorado Escurinho. Além da presença dos ex-jogadores colorados Cléo, Tinga e Fabiano, da primeira-dama colorada Constance Píffero e parte da diretoria do Glorioso, a ação arrecadou um total de R$ 2.610, depositados na conta criada em ajuda ao tratamento do maior cabeceador da história do futebol e que, vive um calvário de limitações em função de uma diabetes bastante evoluída. O melhor, além dos fundos arrecadados, foi ver a participação das novas gerações coloradas, que se não assistiram em campo as proezas aéreas de Escurinho, sabem reverenciar seus ídolos, especialmente aqueles que mais dores impingiram ao tradicional adversário. Um momento da torcida retribuir, mesmo que parcialmente, as muitas alegrias conquistadas pela cabeça dessa figura que é Escurinho.

 

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Gripe Suína

Secretaria da Saúde prende o primeiro suspeito

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Para poucos

Nem tudo o que reluz foi revogado com a crise. Afinal, se muitas fortunas foram desfeitas, outras tantas estão aí para aproveitar o brilho das idéias de consumo mais sofisticadas. Como a edição 4810 da caneta Montblanc, dedicada ao arqueólogo Max von Oppenheim, que tornou acessível aos europeus a então desconhecida cultura do Oriente Próximo. A paixão do historiador é refletida no design da caneta-tinteiro de prata de lei 925, que relembra sua maior descoberta: o Palácio Templário em Tell Halaf, na Síria. A tampa e os anéis que envolvem o corpo da caneta são folheados a ouro e decorados com relevos inspirados nos motivos do templo do oriente, como a famosa cena de caça entre o cavalo e a carruagem, cujo original está em exposição no Metropolitan Museum of Art em Nova York. Além disso, o corpo e a tampa da caneta exibem um desenho geométrico existente tanto no templo como nas cerâmicas pré-históricas de Tell Halaf. O revestimento de laca translúcida dá ao design um efeito tridimensional fascinante. A fina gravura de uma caravana beduína na pena de ouro 18k feita à mão culmina o tributo a Oppenheim. Somente 4.810 peças desta edição estão disponíveis exclusivamente nas Boutiques Montblanc e em lojas selecionadas de todo o mundo e menos de 30 no Brasil. Aqui, ela será vendida ao preço de R$ 11.949,00 à vista.

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Deu na internet

Saiu na BBC

Vai que a moda pega e implantam essa no Congresso brasileiro, hein?

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Enquanto desanda a maionese

Por mais que a gente fale, ainda tem quem acredite em sair do buraco anunciando de formas tradicionais. Sem se lembrar que foram, justamente essas práticas, que levaram a maioria pro buraco. Peguemos o exemplo da mídia brasileira, cujos negócios dependem do mercado estar comprando. Os veículos tradicionais e, portanto, mais caros, apresentaram uma retração de quase 4% no mês de abril e só conseguiram fechar o primeiro quadrimestre no azul, graças ao fantástico e inesperado desempenho da indústria automotiva em janeiro e fevereiro. O dinheiro dos anúncios simplesmente abandonou os veículos tradicionais, migrando para as mídias alternativas, em especial a internet, com crescimento de 25,6%. Destaque também para cinema (com resultado 12,1% superior ao dos quatro primeiros meses de 2008), mídia exterior (11,4%) e TV por assinatura (10,8%). Como se vê, o dinheiro do anunciante não é capim e o fim da conversa mole de tempos antigos já está anunciado.

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Boazinha

Último pedido

Dois homens condenados à cadeira elétrica foram levados no mesmo dia para execução.

O padre deu a extrema-unção a eles, o carcereiro fez o discurso formal e os presentes rezaram uma prece final.
Voltando-se para o primeiro homem, o carrasco perguntou:
- Você tem um último pedido?
- Tenho! Antes de morrer, gostaria de ouvir CDs do Belo, Karametade, Katinguelê, Negritude Júnior, Os Morenos, Só Pra Contrariar e Os Travessos. Depois, CDs do Aviões do Forró, Calcinha Preta, Catuaba com Amendoim, Calypso, Forró Saborear, Rasta Chinela e Saia Rodada. E, se for possível, alguns CDs do Bruno & Marrone, Chitãozinho & Xororó, Vitor e Léo, Gretchen, Daniel, Edson & Hudson, Leonardo, Rio Negro & Solimões e Zezé di Camargo & Luciano.

Em seguida, o carrasco virou para o segundo condenado e perguntou:
- E você, qual seu último pedido?
- Posso morrer primeiro?

 

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