Dilma
garante reajuste do Salário Mínimo e do Bolsa Família
A presidente eleita Dilma Rousseff concedeu uma entrevista
coletiva na manhã desta quarta, 03, em Brasília,
e apontou alguns dos rumos que seu governo irá tomar
a partir de 1º de janeiro.
A
petista falou aos jornalistas após o primeiro encontro
oficial com o presidente o Lula e descartou anunciar o dia
em que divulgará o nome de seus ministros e, entre outros
assuntos, destacou o possível retorno da CPMF à pauta
do Congresso.
Os
questionamentos sobre a CPMF foram feitos em função
de o presidente Lula ter se manifestado sobre o tema na entrevista
com jornalistas, que antecedeu a fala de Dilma. Ele indicou
que gostaria de ver o tributo recriado para equacionar os problemas
da área de saúde e criticou a oposição
por ter se empenhado para derrubar o imposto.
Salário-mínimo e bolsa família
Dilma Rousseff
afirmou ainda que o salário mínimo
e o benefício pago pelo Programa Bolsa Família
terão reajustes nos próximos anos. Ela avaliou
como positivo o critério até então adotado
pelo governo de reajustar o salário mínimo com
base na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB)
do ano anterior.
Dilma
lembrou, entretanto, que o país enfrentou uma
crise econômica que afetou o PIB de 2009, fazendo com
os números se aproximassem de zero. Caso o cenário
de PIB crescente se mantenha, a previsão, segundo Dilma, é que
o salário mínimo ultrapasse os R$ 600 em 2011
e os R$ 700 em 2012.
Sobre
o Bolsa Família, Dilma reiterou que pretende
alcançar 100% de cobertura, mas admitiu dificuldades
no cadastro das famílias pelas prefeituras.
Dilma
nega pressão do PMDB
sobre distribuição de cargos
Sobre a relação com o PMDB na montagem da equipe,
Dilma declarou que o novo governo será pautado por uma
concepção de partilha, e que em nenhum momento
foi pressionada pelos peemedebistas na busca por cargos.
"Esse é um
governo que se pautará por
partilhas e não por processo de construção
de uma equipe única", afirmou.
Segundo
ela, as iniciativas do PMDB têm sido em favor
dessa concepção "sem conflitos", e
destacou o papel de seu vice, Michel Temer. Dilma acrescentou
que não antecipará a equipe de governo de forma
fragmentada.
Lula
pede que oposição não faça
com Dilma política da vingança
Ao discursar depois
do primeiro encontro com Dilma Rousseff, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva pediu que a oposição
tenha um papel diferente na gestão da candidata eleita
do PT.
"(Espero
que), dentro do Congresso Nacional, a oposição
não faça com a Dilma o que fez comigo: a política
da vingança".
Para
Lula, a oposição precisa saber diferenciar
os interesses nacional das brigas partidárias.
"(Peço
que) a oposição, a partir
de 1º de janeiro, olhe mais pelo Brasil e torça
para o país dar certo".
Eleições
de 2014
Lula comentou a possibilidade
de a presidente eleita, Dilma Rousseff, concorrer a um segundo
mandato no próximo
pleito, daqui a quatro anos.
"Ela
sabe o que tem que fazer e tem todo o direito de, em 2014,
ser candidata outra vez. Eu sabia que tinha data
para entrar e data para sair. É como contrato de aluguel.
Dia 1º [de janeiro], tenho de dar o fora", disse.