Cerca
de 1,4 milhão de eleitores podem perder o título
Cerca de 1,4 milhão de brasileiros terão um mês
para regularizar a situação na Justiça
Eleitoral. Segundo levantamento feito pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), essa é a quantidade de pessoas que
não votaram nem justificaram a ausência nas urnas
nas três últimas eleições. Pessoas
nesta situação devem procurar cartórios
eleitorais entre os dias 14 de fevereiro e 14 de abril para
pôr em ordem a documentação.
Listas com os nomes e números de inscrição
de quem foi enquadrado como irregular serão fixadas
nos cartórios eleitorais de cada cidade. O maior número
de eleitores faltosos é registrado nos estados com maior
colégio eleitoral: São Paulo (350.816), Rio de
Janeiro (140.339), Minas Gerais (131.098) e Bahia (109.126).
Os estados com menos faltosos são Roraima (4.182) e
Amapá (6.921).
A Justiça Eleitoral computou as ausências nas
eleições gerais e municipais, além de
pleitos suplementares determinados pelos tribunais regionais
eleitorais. Não foram registradas as ausências
em eleições que foram anuladas por determinação
da Justiça.
A partir do dia 2 de maio, a Justiça Eleitoral começa
a cancelar os títulos de quem não acertou sua
situação. O cancelamento, porém, não é definitivo,
uma vez que a pessoa pode reativar seu título caso pague
a multa e regularize a situação. Enquanto permanece
com o título irregular, o eleitor não pode votar
e tem suspensos a emissão de passaporte e de carteira
de identidade, o recebimento de salário, caso seja funcionário
público, e a obtenção de alguns empréstimos.
Os eleitores que têm voto facultativo não terão
os títulos cancelados. Se encaixam nesse quesito os
os analfabetos, os que à época da eleição
tinham entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos. Também
não terão os títulos cancelados os eleitores
portadores de deficiência que torne impossível
ou extremamente oneroso o cumprimento das obrigações
eleitorais.