Telecom

João Silveira, diretor de mercado da OI, fala sobre a chegada da operadora ao RS, as principais mudanças, investimentos e expectativas da empresa para o estado e o país.

Leia +

PLANO DE BANDA LARGA NÃO VAI SER IMPLANTADO EM TODO PAÍS ESTE ANO

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, afirmou que o Plano Nacional de Banda Larga não deverá ser implantado neste ano, mas reforçou a ideia de que o governo lançará as diretrizes do programa.

"É evidente que o Plano Nacional de Banda Larga não será realizado neste ano. Só um louco acharia que, até o fim do ano, nós teremos banda larga em todo o País. Você vai é discutir um plano que permita avançar neste ano e nos próximos anos", disse o ministro, ao participar de audiência pública para discutir o tema na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

O assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, que também participou da audiência pública e coordena a elaboração do programa, disse que a meta original do Plano para 2010 é alcançar de 200 a 300 cidades e atender os pontos de governo, como órgãos da administração federal, entre eles hospitais, postos de saúde, delegacias.

Para isso, seriam usadas as redes de fibras ópticas das estatais, incluindo as fibras da Eletrobrás e da Petrobras. A oferta dessas redes à iniciativa privada, como pequenos provedores de internet, vai depender, segundo Alvarez, da capacidade do governo federal e dos governos municipais e estaduais de fazer o entrelaçamento todas essas redes.

Tanto o ministro quanto Alvarez disseram que o objetivo do governo é fornecer o serviço de internet rápida a toda a população brasileira com qualidade e preços baixos e que, se for necessário, o governo prestará os serviços onde não interessa à iniciativa privada.

MOTOROLA TRAZ O NOVO ANDROID AO BRASIL

A Motorola anunciou o lançamento de mais um smartphone com sistema operacional Android no mercado brasileiro, o Backflip, que será vendido inicialmente pela operadora Vivo.

O Backflip usa sistema Android 1.5 e tem no design seu principal diferencial: é um telefone com a tela reversa, que vira o monitor e o teclado QWERTY ao avesso. A tela, sensível ao toque, tem 3,1 polegadas (resolução de 320 x 400 pixels), câmera de 5 megapixels - que fica integrada ao teclado - e conectividade Wi-Fi e 3G. A superfície traseira da tela atua como um touchpad, ajudando na navegação pelos serviços.

O smartphone vem com o serviço MotoBlur, que integra o acesso aos serviços de redes sociais em uma única interface, além de permitir a localização via GPS do aparelho por um portal na web (e a exclusão de dados em caso de perda ou roubo do aparelho). "O Blur mostra que não olhamos apenas para o design, mas também para o software", disse Sérgio Buniac, vice-presidente de produtos móveis da Motorola. Além disso, o aparelho conta com acesso aos serviços do Google, como e-mail, mensagens instantâneas e busca.

A Vivo vai vender o Backflip com um cartão de memória de 8 GB e um conjunto de alto-falantes estéreo Bluetooth. Em planos pré-pagos, o aparelho será vendido pelo preço sugerido de R$ 1.699. Com um plano de 200 minutos de voz e 500 MB de plano de dados, o Backflip será vendido por R$ 499.

Segundo a Motorola, este é seu oitavo aparelho lançado com Android em todo o mundo. Até o final do ano, serão 20 aparelhos.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA GVT APROVA LINHA DE CRÉDITO INTERCOMPANY DE € 250 MILHÕES

A GVT, operadora de telefonia fixa e banda larga com atuação nacional, anunciou, por meio de seu Conselho de Administração, a aquisição de uma linha de crédito intercompany de € 250 milhões da sua controladora, Vivendi. Cada saque terá o prazo de vencimento de cinco anos, e juros à taxa EURIBOR acrescida de 0,35 pontos percentuais ao ano. Atualmente o custo da taxa EURIBOR é de 0,9181% ao ano.

O recurso será utilizado para suportar o plano de expansão e investimento da GVT e para reforçar o balanço patrimonial da companhia.

ANATEL PUBLICA REGULAMENTO DO PGMU

A Anatel publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Resolução 539, de 23 de fevereiro de 2010, que aprova o Regulamento do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado Prestado em Regime Público (PGMU), aprovado pelo Decreto 4.769, de 27 de junho de 2003, alterado pelo Decreto no 6.424, de 4 de abril de 2008. O texto regulamenta diferentes dispositivos do atual PGMU, como as metas de implementação de backhaul (infraestrutura de rede de suporte do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC), de Telefones de Uso Público (TUPs, os chamados "orelhões") e de Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) em zonas rurais.

COM RECUPERAÇÃO FINANCEIRA, TIM FECHA 2009 NUM CRESCIMENTO DE 29%

A TIM encerrou 2009 com um lucro líquido de R$ 232 milhões, 29% acima do obtido em 2008, de R$ 180 milhões, e com uma evolução expressiva em todas as suas métricas operacionais e nos indicadores financeiros. No quarto trimestre, o lucro líquido atingiu R$ 330 milhões, demonstrando a evolução dos resultados e acompanhando o desenvolvimento da estratégia implementada a partir do início do ano, com o plano de relançamento da TIM. O período marcou um avanço na ofensiva comercial da operadora que conquistou o recorde histórico de 6 milhões de clientes no trimestre, crescimento de 30% em relação a igual período de 2008. No consolidado do ano, a empresa acrescentou mais 4,7 milhões de clientes.à sua base e encerrou 2009 com 41,1milhões de usuários. Em linha com a política de manter a qualidade de sua base, em dezembro, a companhia promoveu a desconexão de 500 mil usuários silentes, o que equivale a uma economia de aproximadamente R$ 20 milhões no pagamento do Fistel.

“O ano de 2009 foi marcado por grandes desafios, aos quais respondemos com o plano de relançamento da companhia com a reestruturação da gestão,; reposicionamento da marca, intensificação da estratégia comercial, renovação do portfólio de ofertas, implementação de um plano de eficiência para melhor alocação de recurso,; introdução de um programa de monitoramento da qualidade, e mudança da estratégia para o foco da rentabilidade. Foi um percurso difícil, mas os resultados e as conquistas alcançadas comprovam o acerto da estratégia: alcançamos a vice-liderança em valor entre as operadoras. Em 2010, já com Intelig, somos ainda mais fortes e, após a fase de integração, estaremos prontos para atacar o mercado de dados e de soluções – através de sua robusta rede metropolitana, além de um extensa estrutura de rede de transporte própria. Essa combinação de infraestrutura própria permitirá economias com custos de aluguel de meios, acelerar o desenvolvimento da rede 3G e também melhorar nosso posicionamento competitivo”, diz o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani.

Eficiência operacional
Apesar da maior atividade comercial frente ao ano passado e do crescimento de 28% nas despesas de vendas e marketing, que somaram R$ 906 milhões, a maior eficiência – com maior controle de custos, redução de subsídios e mecanismos de crédito e cobrança – resultou em crescimento no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que atingiu o recorde histórico de R$ 959 milhões, 26,3% superior ao trimestre anterior e 3% acima de igual período do ano passado. No ano, o EBITDA somou R$ 3,063 bilhões, crescimento de 5,6% em relação a 2008. A margem EBITDA alcançou 28,2% no quarto trimestre de 2009, dois pontos percentuais acima dos 26,1% do quarto trimestre de 2008. No ano, a margem atingiu 23,5%, acima da meta de 23% definida para 2009.

O fluxo de caixa operacional livre ficou positivo em R$ 1,11bilhão no útlimo trimestre do ano, redução de 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentado por um EBITDA de R$ 959 milhões, um capital de giro positivo em R$ 1,15 bilhão em investimentos, que ficaram em R$ 995,6 milhões. A TIM gerou um fluxo de caixa líquido positivo de R$ 859,8 milhões no trimestre.

Evolução do EBITDA e da margem EBITDA (Percentual) em 2009
Já a Receita Média por Usuário (ARPU) alcançou R$ 27 no quarto trimestre, a maior do setor e com crescimento de 1,7% na comparação trimestral.

A inadimplência atingiu um dos menores patamares somando R$ 82 milhões, o equivalente a 2,5% da receita líquida de serviços. Este desempenho é reflexo das ações para melhor concessão de crédito e cobrança, além dos resultados da oferta do TIM Chip Avulso. O custo de aquisição de clientes (SAC) caiu para R$ 111 milhões no quarto trimestre e manteve uma relação SAC/ARPU de 4,1 meses. Comparando-se com as métricas do mercado, sem a inclusão do Fistel, comodato e outras despesas, o SAC é de R$ 82 com uma relação SAC/ARPU de três meses.

A receita líquida de serviços foi de R$ 3,2 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 5,4% em relação ao trimestre anterior e estável em relação a igual período do ano passado. No consolidado do ano, a receita líquida de serviços alcançou R$ 12,1 bilhões. A receita bruta total atingiu R$ 18,1 bilhões. As receitas brutas de Serviços de Valor Agregado (VAS) somaram R$ 499 milhões no quarto trimestre, 5,7% superior aos R$ 472 milhões de igual período do ano passado, e acima 0,6% na comparação trimestral.

INTERNET E TELEFONIA NO BRASIL ENTRE AS MAIS CARAS

O preço que o brasileiro paga pelos serviços de telecomunicações (internet banda larga, telefonia fixa e celular) caiu no ano passado em relação a 2008. Mesmo assim, o Brasil ainda tem um dos custos mais altos do mundo para esses serviços. E o acesso ao celular no Brasil ainda está uma década atrasado em comparação aos países lideres no uso da tecnologia.

O alerta faz parte do relatório anual produzido pela União Internacional de Telecomunicações sobre tecnologias da informação, considerada a avaliação mais completa do mercado. Para a entidade, o Brasil ainda não completou sua liberalização do mercado para operadores, e a falta de concorrência em algumas áreas ainda é um obstáculo. A taxa de penetração de celulares, por exemplo, é equivalente ao que Hong Kong, Itália, Luxemburgo ou Emirados àrabes tinham em 2000.

O Brasil subiu de forma marginal no ranking que mede a preparação de cada país em termos de tecnologia de comunicação, passando do 61º lugar para o 60º entre 2008 e 2009. Mas o país ainda não voltou à posição que tinha em 2002, quando estava entre as 50 economias mais competitivas nesse setor. O motivo da queda seria a relativa baixa educação da população, que prejudica o uso de novas tecnologias.

Outro fator é o custo ainda cobrado por operadoras que prestam serviços de comunicações. No geral, um brasileiro gasta 4,1% de sua renda para pagar por tecnologias de comunicação, taxa superior a de 86 outros países. A taxa é a pior entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e perde também para Argentina e Irã, por exemplo.

Proporcionalmente, um brasileiro gasta mais de dez vezes o que um cidadão europeu ou canadense gasta para se comunicar. A boa notícia é que o custo vem caindo. Em 2008, o custo era de 7,6% da renda do brasileiro.

GOVERNO ESTUDA REATIVAR TELEBRAS DESDE 2004

O assessor especial da Presidência da República e coordenador dos estudos para implantação do Plano Nacional de Banda Larga, Cezar Alvarez, disse nesta terça-feira que o governo "está muito tranquilo" com a possibilidade de utilizar a Telebrás para ser a gestora do programa de expansão da internet rápida no Brasil, porque essa hipótese vem sendo considerada, segundo ele, desde 2004, quando o governo iniciou o projeto Computador para Todos.

"Não é segredo que o governo tenta usar suas redes como elemento ofertador e regulador do mercado. Se vai ser através desta ou daquela empresa, tem estudos que mostram que a Telebrás é a empresa com maior possibilidade, que acumula as melhores condições para exercer a gestão", afirmou.

O assessor disse que não tem conhecimento da denúncia publicada no jornal Folha de S.Paulo de que o ex-ministro José Dirceu tenha se favorecido no processo de reativação da Telebrás e de utilização das redes de fibras óticas da Eletronet no programa de massificação da banda larga. Depois de participar de seminário em Brasília, Alvarez disse que não havia lido ainda os jornais do dia, mas assegurou que não há nenhum constrangimento com as denúncias e especulações envolvendo as ações da Telebrás na Bolsa de Valores.

Sobre a possibilidade de criação da CPI da Telebrás, que será proposta pelo líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen, Alvarez disse que respeita as prerrogativas do Legislativo, mas provocou.

Sobre a valorização das ações da Telebrás, Alvarez disse que desconhece os mecanismos do mercado financeiro e que informações privilegiadas devem ser combatidas pela publicidade do fato.

"Desde 2004 há registros sobre a possibilidade de a Telebrás ser usada. A partir daí, qualquer observação será especulativa", disse.

Questionado sobre o motivo de o governo não anunciar oficialmente que usará a Telebrás, para evitar especulações, Alvarez disse que a decisão ainda não foi tomada e que deverá sair na próxima reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá com vários ministros. Inicialmente essa reunião estava prevista para a primeira quinzena de março, mas, segundo Alvarez, por problemas de agenda do presidente, ela deverá ocorrer no fim de março ou no início de abril.

Segundo ele o presidente Lula tem falado sobre a reativação da Telebrás, porque conhece os estudos e sabe que a Telebrás é a empresa que tem as melhores condições para ser a operadora da expansão da banda larga. Ele lembrou que o governo tenta há cinco anos, no Judiciário, através da Eletrobrás, recuperar as redes de fibras óticas que pertencem à Eletronet.