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CONGRESSO NORTE-AMERICANO AMEAÇA TIRAR BENEFÍCIOS DO BRASIL

O Congresso americano está ameaçando retirar as vantagens tarifárias que alguns produtos brasileiros recebem ao entrar no mercado dos Estados Unidos por causa da retaliação aos subsídios do algodão.

Líderes democratas e republicanos reunidos na Comissão de Agricultura do Senado disse que a atitute brasileira é um indicador para reconsiderar os os benefícios dos programas de comércio preferencial dos EUA.

Eles se referem ao Sistema Geral de Preferências (SGP), programa que contempla a indústria brasileira, reduzindo as tarifas de importação para cerca de 10% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Entre os produtos beneficiados estão máquinas, autopeças, aço e químicos. Em 2008, o Brasil vendeu US$ 2,8 bilhões aos Estados Unidos por meio do SGP.

Em um comunicado conjunto, a presidente da Comissão da Agricultura, senadora democrata Blanche Lincoln, e o vice-presidente, o senador republicano Saxby Chambliss, fizeram duras críticas ao governo brasileiro.

"Infelizmente, o Brasil seguiu adiante com a retaliação sem se engajar em negociações significativas para resolver essa disputa", disseram os senadores.

Na segunda-feira, o governo brasileiro divulgou uma lista de 102 produtos cujas tarifas de importação devem subir dentro de 30 dias se os EUA não apresentarem uma proposta significativa ao Brasil: retirar os subsídios ao algodão ou conceder compensações relevantes.

Na próxima semana, o país deve anunciar também a lista de retaliação em patentes e royalties, um tema ainda mais sensível para os Estados Unidos. No comunicado, os senadores afirmam que o Brasil deve fazer o primeiro movimento na negociação.

A posição brasileira é aguardar uma proposta americana. O senadores já adiantavam que os altos funcionários americanos que estiveram no país esta semana não trariam nenhuma proposta concreta.

SEM OFERTAS DOS EUA, BRASIL VAI ADIANTAR LISTA DE PATENTES QUE PODEM SOFRER SANÇÕES

Diante da ausência de uma oferta americana para negociar uma alternativa "pacífica" para as retaliações comerciais do Brasil aos Estados Unidos, o governo brasileiro deve antecipar para a próxima semana o início da consulta pública da lista de direitos de propriedade intelectual - como patentes e royalties - que também podem sofrer sanções. A informação é de uma fonte envolvida nas conversas com o governo americano.

Na segunda-feira, o governo havia informado que os termos da consulta pública seriam aprovados pelos ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) no dia 23 de março. A expectativa alimentada pelo Itamaraty era de que uma primeira proposta de compensação comercial fosse entregue por Michael Froman, conselheiro adjunto de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos Internacionais dos Estados Unidos.

Froman foi recebido pelo embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, subsecretário de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty. Mas preferiu tratar da controvérsia apenas como um tópico da agenda econômica bilateral.

Em paralelo, o secretário de Comércio americano, Gary Locke, insistia com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que os EUA não querem iniciar uma guerra comercial contra o Brasil. Mas a intenção de Washington de negociar ainda não saiu do plano retórico.

Um avanço poderá ocorrer no início de abril, quando o chefe da Representação dos Estados Unidos para o Comércio (USTR), Ron Kirk, deve se reunir com autoridades brasileiras. No entanto, segundo Miguel Jorge, não se sabe ainda se esse encontro ocorrerá antes ou depois do dia 7, data marcada pelo governo para iniciar a aplicação das retaliações sobre bens americanos incluídos na lista divulgada segunda-feira pela Camex.

FINANCIAL TIMES: "DECISÃO SOBRE TAXAS DE IMPORTAÇÃO PODE CAUSAR GUERRA COMERCIAL COM OS EUA"

O anúncio de elevação de impostos de importação para produtos norte-americanos no Brasil causa polêmica nos Estados Unidos. Em reportagem, o jornal americano Financial Times afirma que a medida pode impulsionar uma guerra comercial entre os países.

A retaliação por parte do Brasil é resultado de uma disputa de oito anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre subsídios que o governo americano destina aos produtores de algodão americanos.

A medida tem 30 dias para entrar em vigor. Até lá, de acordo com o jornal, o governo americano deve tentar uma negociação. A reportagem destaca o efeito que a retaliação deve causar principalmente sobre o algodão, que atualmente é taxado entre 6% e 35%, e deve passar a 100%. O produto está em uma lista de mais de 100 itens que deverão sofrer aumento de impostos.

Segundo o jornal, o escritório de comércio de Washington se manifestou desapontado com a decisão do Brasil:

"Estamos desapontados ao saber que as autoridades do Brasil decidiram avançar com medidas contra os EUA na disputa sobre o algodão. O escritório de Comércio dos Estados Unidos tem trabalhado para chegar a uma solução para os problemas", publicou o jornal.

Em entrevista ao Financial, Jon Huenemann, assessor do escritório de advocacia Miller & Chevalier, afirmou que a única forma de evitar que a medida se transforme em desastre é oferecer algo significativo ao Brasil.

RETALIAÇÃO AOS EUA VAI TER IMPACTO DE US$ 591 MILHÕES

O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Cozendey, disse que a lista publicada nesta segunda-feira, de retaliação na importação de 102 itens dos Estados Unidos, deve ter um impacto comercial de US$ 591 milhões. Segundo ele, o valor é estimado com base no impacto do aumento da tarifa no valor final do produto.

Esse valor é maior que os US$ 560 milhões autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o setor de bens. Cozendey explicou que o valor autorizado pela OMC era o piso, mas poderia chegar a até US$ 829 milhões. No entanto, o Brasil decidiu que US$ 238 milhões serão utilizados na retaliação na área de propriedade intelectual e serviços.

A secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, informou que, na próxima reunião da Camex, marcada para 23 de março, os ministros devem aprovar os termos da consulta pública das áreas de propriedade intelectual e serviços que serão objeto de retaliação. Ela disse que a consulta pública, assim como ocorreu com a lista de bens, deve durar 20 dias.

- O governo brasileiro não acredita que a retaliação comercial é o meio mais apropriado para lograr um comércio internacional em bases mais justas. Mas, após oito anos de litígio e na ausência de oferta de opções concretas para uma solução para o contencioso, resta ao Brasil fazer valer seu direito, autorizado pela OMC, e até para salvaguardar a credibilidade do sistema de solução de controvérsias - disse a secretária.

Segundo ela, o Brasil permanece aberto para receber propostas do governo norte-americano para acabar com a aplicação de subsídios à produção doméstica e à exportação de algodão. Na lista, a maior parte dos itens são alimentos (16). Na sequência, aparecem aparelhos eletrônicos (14), higiene e cosméticos (14), produtos agrícolas (11) e têxteis e confecções (10).

Cozendey disse que a decisão de incluir produtos agrícolas é uma tentativa de forçar setores norte-americanos a pressionarem o Congresso dos EUA a retirar essa política "ultrapassada" de subsídios domésticos. A ideia do governo brasileiro é fazer com que setores que não são beneficiados com o subsídio agrícola ao algodão pressionem as autoridades norte-americanas, para não serem prejudicados com a retaliação brasileira.

Cozendey disse ainda que a lista vale por 365 dias, com base nos dados de subsídios aplicados em 2008. Após esse prazo, caso não haja uma reversão da política pelos EUA, o Brasil fará uma revisão da lista para ajustá-la aos números de subsídios de 2009. Entre os produtos agrícolas, o de maior peso é o trigo, que teve a alíquota do imposto de importação ampliada de 10% para 30%. Lytha disse que as importações de trigo dos Estados Unidos em 2008 somaram US$ 318 milhões, de um total de US$ 374 milhões em importações de produtos agrícolas do país.

A secretária destacou, no entanto, que houve uma avaliação dos ministérios da Fazenda e da Agricultura sobre a safra de trigo nacional e os riscos de desabastecimento. Chegou-se à conclusão de que poderia haver o encarecimento do produto norte-americano sem prejuízos para o mercado nacional. Lytha disse que, além de haver um aumento da safra brasileira nos últimos anos, o Brasil pode importar trigo da Argentina, do Uruguai e do Canadá.

A secretária também destacou que o critério utilizado para selecionar os produtos que permaneceram na lista definitiva dos 222 colocados em consulta pública foi priorizar produtos de bens de consumo e evitar bens de capital e insumos que pudessem prejudicar o processo produtivo brasileiro. Cozendey disse ainda que o aumento das tarifas não é proibitivo, ou seja, os consumidores que forem fiéis a marca podem continuar comprando, mesmo com aumento do preço, ou terão a opção de substituir por produtos de outros mercados.

Lytha acrescentou que a expectativa do governo brasileiro é que haja um desvio de comércio para o mercado interno e para fornecedores de outros países. De acordo com Cozendey, até o momento houve várias sinalizações políticas de negociação, mas nenhuma proposta concreta de retirada de subsídios foi apresentada pelos EUA ao Brasil.

GM ANUNCIA AMPLIAÇÃO DA UNIDADE DE GRAVATAÍ

O vice-presidente da General Motors José Carlos Pinheiro Netto anunciou que a unidade da montadora deve ampliar a produção em 2010.

Netto afirmou que a companhia dará início às obras de caráter civil da nova planta de Gravataí em julho. Este é o pressuposto para que a capacidade de produção seja ampliada em 380 mil novas unidades

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DEVE CRESCER EM 2010

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a perspectiva para a indústria automobilística em 2010 é excelente e aponta para um desempenho em 2010 melhor do que o de 2009, quando as vendas do setor cresceram 11,35% em relação a 2008. Mantega, que participa de evento promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em São Paulo, destacou que em fevereiro a indústria automobilística já atingiu seu melhor fevereiro da história, com 221 mil unidades vendidas, contrariando a sazonalidade do período. Ele disse que, para março, já há a previsão de venda recorde de 310 mil unidades. As empresas têm se preparado para investir e a indústria automobilística tem sido um dos polos de dinâmica da economia, afirmou Mantega. O ministro ressaltou que o setor automotivo dará grande contribuição para o crescimento do PIB em 2010, que deve superar 5%. O ministro ressaltou que o setor automotivo foi um exemplo de sucesso no combate à crise no Brasil e também no mundo.

"A indústria teve um comportamento exemplar, soube superar a crise com eficácia", afirmou.

Segundo o ministro, a ação do setor privado em conjunto com a ação do poder público derrotou a maior crise do capitalismo.

"O desempenho do setor foi extraordinário para um ano de crise. Consolidamos o posto de quinto maior mercado de veículos do mundo e agora queremos passar para o quarto lugar", disse.

Segundo Mantega, a indústria automobilística tem um papel importante para a geração de empregos, o que deverá continuar acontecendo daqui para a frente. Mantega lembrou que ainda está em vigor um restinho de estímulo fiscal, que termina neste mês, e também o instrumento de crédito a juros mais baixos oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para caminhões e máquinas agrícolas.

CORDILAT PRETENDE DOBRAR FATURAMENTO EM 2010

Com um parque industrial de alta tecnologia e produtos de qualidade a catarinense Cordilat que tem unidades de processamento de leite em Cordilheira Alta e Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina, inicia do ano com projetos ousados que incluem o lançamento de um leite longa vida UHT em uma embalagem inovadora no mercado brasileiro e o incremento na produção creme de leite pasteurizado. No plano de expansão dos negócios os produtos serão comercializados em todo o estado de SC e outros estados através de uma estrutura logística própria e terceirizada que vai colocar nos pontos de venda os produtos Cordilat que tem como slogan “Cordilat – Tudo fica mais gostoso”.

O empresário Daniel Tozzo aposta na recuperação do setor em 2010, depois da queda nos preços internacionais provocada pela crise no ano passado, e pretende faturar mais de R$60 milhões colocando no mercado brasileiro produtos de qualidade diferenciada “Santa Catarina é hoje o quinto estado em produtividade no ranking nacional, tende a ser o quarto em curto espaço de tempo. Para melhorar a situação, precisamos de incentivos fiscais, bem como aumentar nossa capacidade e eficiência industrial de maneira rápida, para assim podermos agregar valor ao nosso leite”, afirma o empreendedor que gera mais de mil empregos diretos e indiretos.

A Cordilat, que começou a produção em setembro de 2003, foi uma das empresas de laticínios que mais cresceu no ano passado em todo o estado, com uma capacidade de processamento de 200 mil litros de leite que são transformados em queijo mussarela, queijo prato, ricota fresca, minas frescal, manteiga, queijo provolone, creme de leite pasteurizado e a partir de 2010 a de leite longa vida integral e desnatado. Tudo produzido dentro do mais rigoroso controle de qualidade exigido pelo Serviço de Inspeção Federal –SIF. Grande parte do leite processado nas duas unidades vem de propriedades com base na agricultura familiar de Cordilheira Alta, Chapecó, Xaxim, Coronel Freitas e outros 20 municípios do oeste catarinense, gerando desenvolvimento econômico e de tecnologia na produção de leite para uma das bacias leiteiras que mais cresce no mundo.

BRASIL E INDONÉSIA CORREM RISCO DE BOLHA ECONÔMICA

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, alertou que Brasil, Indonésia e outros países emergentes sofrem um "risco real" de sofrer uma bolha no preço de seus ativos por causa da avalanche de dinheiro externo que entra nestas nações.

"Grandes quantidades de capital entram no Brasil, Indonésia e outros países, que estão em risco real de sofrer com bolhas", advertiu o diretor do FMI em um fórum econômico em Washington.

DUPONT NA 20ª ABERTURA OFICIAL DA COLHEITA DO ARROZ

Dirigentes e especialistas da DuPont Brasil Produtos Agrícolas participam esta semana da 20ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento, de grande tradição na rizicultura nacional, será realizado no município gaúcho de Camaquã (RS), no período de 25 a 27 de fevereiro, no Parque do Sindicato Rural. De acordo com a organização do encontro, os temas principais da edição 2010 serão a sustentabilidade da cultura e a renda da lavoura gaúcha de arroz.

Posicionada entre as mais inovadoras empresas do setor de agroquímicos atuantes no Brasil, a DuPont é um dos principais provedores de tecnologia para proteção da cultura de arroz. Recentemente, a empresa colocou no mercado o inseticida de última geração Altacor®, sobre o qual os rizicultores participantes do evento terão informações detalhadas no espaço reservado à companhia no parque do Sindicato. Altacor® é indicado, sobretudo, no controle de pragas como a bicheira-da-raiz.

A Abertura da Colheita será promovida pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e pela Associação de Arrozeiros de Camaquã. A programação completa do evento pode ser conferida no http://www.colheitadoarroz.com.br.

20ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz
Local: Parque do Sindicato Rural de Camaquã - Rua João Ferreira, 850, Bairro Gaúcho
Datas e horários: 25 a 27/02 – a partir das 7h

VOLUME DE CRÉDITO CRESCE 15,7% EM 12 MESES

O crédito total ofertado pelo sistema financeiro nacional chegou a R$ 1,422 trilhão em janeiro, com expansão de 0,7% no mês e de 15,7% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.

Com esse resultado, os empréstimos representaram 44,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Houve uma queda em relação a dezembro do ano passado, quando essa relação chegou a 45%. Em janeiro de 2009, o crédito em relação ao PIB ficou em 40%.

De acordo com o BC, os bancos públicos ampliaram a participação relativa na carteira total de crédito de 41,4%, em dezembro, para 41,6%, em janeiro. As instituições privadas nacionais mantiveram 40,4% de participação, enquanto os bancos estrangeiros tiveram redução de 18,2% para 18%.

Os empréstimos com recursos livres (com taxas de juros livremente pactuadas entre as instituições financeiras e os clientes) responderam por 67,3% do crédito total. O resultado foi de R$ 957,4 bilhões, em janeiro, com aumento de 0,3% no mês. O aumento, segundo o BC, refletiu o crescimento de 0,9% nas operações para as pessoas físicas, com destaque para o crédito pessoal, nos financiamentos de veículos e nas modalidades de crédito rotativo.

Por sua vez, os financiamentos para as empresas recuaram 0,3% no mês, com o total de R$ 483,5 bilhões. De acordo com o BC, houve retração de 7,5% no saldo de operações de desconto de duplicatas, o que é comum no início do ano.

O financiamento com recursos direcionados (operações com taxas ou recursos preestabelecidos em normas governamentais, destinados basicamente para os setores rural, habitacional e de infraestrutura) cresceram 1,7% no mês, com o total de R$ 464,9 bilhões.

JAPÃO TEME IMPACTO DO RECALL DA TOYOTA NAS EXPORTAÇÕES

O governo do Japão rebaixou sua avaliação para as exportações do país em seu relatório de fevereiro sobre as condições econômicas, em parte em consequência do recall de milhões de veículos feitos pela Toyota. O governo manteve inalterada sua avaliação sobre as perspectivas econômicas de modo geral pelo sétimo mês seguido, dizendo que a economia tem dado sinais de recuperação, mas que permanece em uma "situação difícil" e que não há muitos fatores domésticos positivos sustentando a demanda.

O relatório não mencionou o nome da Toyota, citando questões de recall de "automóveis japoneses". O secretário de gabinete do governo, Keisuke Tsumura, disse que o governo não acredita que o problema do recall irá atingir diretamente o desempenho da economia de modo geral, tampouco provocará queda das exportações. Mas a possibilidade de o recall oferecer riscos ao setor exportador não foi descartado e o governo está atento para a necessidade de medidas de estímulo adicionais.

"É muito desapontador. As vendas de automóveis japoneses já estão caindo nos Estados Unidos. Concluímos que os desdobramentos devem ser acompanhados com cuidado", observou Tsumura.

Ele citou pesquisas feitas por instituições privadas mostrando queda de 4,3% nas vendas de automóveis japoneses em janeiro nos Estados Unidos em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo ele, contatos recentes com as concessionárias de automóveis japoneses nos EUA indicam que as vendas não estão bem em fevereiro.

A Toyota informou que sua produção cresceu 29% no Japão em janeiro em comparação com igual mês do ano passado, para 268.888 veículos. A produção do grupo fora do país, enquanto isso, atingiu um recorde para o mês de janeiro, de 375.037 veículos, um crescimento de 80% ante janeiro de 2009. Desse total, a produção nos EUA mais do que dobrou, para 98 mil veículos.

As vendas domésticas do grupo aumentaram quase 50%, para 121.043 unidades, enquanto as exportações cresceram 44%, para 130.928 unidades. Os números, no entanto, não refletem ainda totalmente o impacto dos recalls de mais de 8 milhões de carros anunciados em todo o mundo, que deverão custar ao grupo cerca de US$ 2 bilhões.

Outras montadoras japonesas também anunciaram nesta terça-feira uma melhoria de seu desempenho no mês passado na comparação anual. A produção doméstica da Honda cresceu 0,2% ante janeiro de 2009, para 77.384 unidades, o primeiro aumento em 15 meses. As vendas do grupo no Japão, por sua vez, subiram 40%, para 47.818 veículos, enquanto as exportações saltaram 51,6%, para 16.990 unidades. A produção da Nissan, por sua vez, disparou 83,1% no Japão na comparação anual, para 86.938 unidades. Suas vendas domésticas aumentaram 17,5%, para 49.096 veículos, enquanto as exportações cresceram 29,6%, para 35.737 unidades.

ECONOMIA DA AMÉRICA LATINA AINDA NÃO VOLTOU AO PATAMAR PRÉ-CRISE

No primeiro mês de 2010, a economia da América Latina continuou em recuperação após a crise global, que marcou o ano passado, mas o ritmo econômico da região ainda não alcançou os bons resultados registrados no cenário pré-crise, em meados de 2008. A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich (Instituto IFO) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com os dados, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina atingiu patamar de 5,6 pontos em janeiro deste ano, acima do desempenho de 5,2 pontos apurado na pesquisa anterior, referente a outubro de 2009.

Resultados abaixo de cinco pontos indicam "clima ruim", enquanto desempenhos acima disso são considerados positivos. Na prática, o ritmo da economia da América Latina acompanha a velocidade de recuperação da economia mundial, após a crise global.

O resultado de janeiro, de acordo com as instituições, foi impulsionado por uma melhora na avaliação sobre o momento presente na economia. De outubro do ano passado a janeiro deste ano, o Índice de Expectativas (IE), um dos dois componentes do ICE, avançou de 3,3 para 4,0 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) subiu de 7 para 7,1 pontos.

Para as instituições, o ISA mostra uma sinalização de otimismo do mercado financeiro em relação às economias latino-americanas durante o primeiro semestre de 2010.

Brasil
Em janeiro, o clima econômico do Brasil foi o melhor da América Latina pela segunda vez consecutiva. Entre 11 países pesquisados, o Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil em janeiro foi de 7,8 pontos, acima do desempenho anterior, de outubro do ano passado, de 7,4 pontos.

O resultado também foi o mais elevado entre as nações utilizadas na pesquisa. Em comunicado, as instituições comentam que a economia brasileira continuou em ritmo de expansão no primeiro mês do ano, após enfrentar a crise global em 2009.

Na pesquisa anterior, o Brasil também tinha mostrado o melhor ICE entre os 11 países pesquisados. Assim como no levantamento anterior, o desempenho de clima econômico do Brasil em janeiro ficou acima da média do ICE da América Latina para o mesmo mês (5,6 pontos).

De acordo com o informe, o Brasil ainda permanece em segundo no ranking de clima econômico dos países da América Latina, perdendo para o Peru, que permanece na primeira posição. Isso porque o ranking não leva em conta apenas o resultado mais recente do ICE, mas sim a média de pontuação do indicador nos últimos quatro trimestres. Por isso, o Peru continua a apresentar um clima econômico médio superior ao do brasileiro nos últimos quatro trimestres.

Ao analisar o desempenho de clima econômico nos 11 países pesquisados, as entidades comentam que, em janeiro, cinco nações estão em fase de expansão econômica. Além do Brasil, este é o caso de Argentina, Chile, Peru e Uruguai. Bolívia, Colômbia, Equador, México e Paraguai estão em fase de recuperação na economia.

A Venezuela é o único país da América Latina, entre os analisados, que permanece em recessão na região.

A Sondagem Econômica da América Latina é trimestral. Para a pesquisa de janeiro foram consultados 139 especialistas em 17 países.

BRASIL E ARGENTINA INICIAM NEGOCIAÇÕES PARA DEFINIÇÃO DE POLÍTICA INDUSTRIAL COMUM

Representantes do Brasil e da Argentina se reúnem na quinta e sexta-feira para definir as linhas de uma política industrial comum envolvendo até 13 áreas. O objetivo é integrar os dois parques produtivos para que argentinos e brasileiros ampliem a capacidade de competitividade internacional em setores que vão do leite à alta tecnologia. Nos dois dias, a expectativa é de concentrar a atenção em propostas e áreas específicas.

As reuniões ocorrem em Buenos Aires e contam com a presença de representantes dos governos e de setores de investimentos.

A ideia é acelerar e aprofundar o trabalho em conjunto para desenvolver a integração produtiva. Os negociadores deverão trocar informações sobre as áreas de interesses dos dois países, apresentar propostas de método para a execução do programa e sugerir um cronograma de ações.

Áreas de interesse
A penúltima etapa de articulações ocorreu em São Paulo no ano passado. As agências de financiamento dos dois países apresentaram programas e fundos que podem ser disponibilizados para esses fins. Para o Brasil há, pelo menos, 13 áreas que podem ser trabalhadas.

A relação de alternativas inclui leite, derivados de amido, bebidas, aeronaves, veículos espaciais e autopeças, além de produção de madeira e papel, além de mineração, exploração de biodiesel e máquinas agrícolas. Há também perspectivas para o intercâmbio de mão de obra. Por enquanto, não foram abordadas as questões de licença de importação e comércio.

Negociação
Do Brasil foram a Buenos Aires para as reuniões o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e do Ministério das Relações Exteriores.

Do lado argentino participam os secretários da Indústria, Eduardo Bianchi, de Política Comercial e Gestão, Eduardo Faingerch, e das Pequenas e Médias Empresas, Horacio Roura, além do coordenador nacional do Grupo de Integração Produtiva (Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto), Hugo Varsky, o diretor da Agência Nacional de Investimento para o Desenvolvimento, Javier Rando, representantes do Banco de la Nación Argentina ( BNA) e do Banco de Investimentos e Comércio Exterior (BICE), e a ministra da Indústria e do Turismo, Debora Giorgi.

MERCADO VOLTA A ELEVAR PROJEÇÃO DE INFLAÇÃO PARA 2010

A estimativa para a inflação apresentou uma nova alta na pesquisa semanal Focus divulgada pelo Banco Central (BC). No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 subiu de 4,78% para 4,80%.

Assim, a previsão dos analistas segue se afastando ainda mais do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 permaneceu em 4,50%.

A pesquisa Focus manteve a previsão de que a taxa básica de juros da economia (Selic) deve terminar 2010 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2011, a projeção para a taxa Selic subiu de 11% ao ano para 11,25% ao ano.

BANCO DO BRASIL, BRADESCO E SANTANDER VÃO PARTILHAR TERMINAIS

O Banco do Brasil, o Bradesco e o Santander terão terminais de autoatendimento compartilhados no país. Os bancos pretendem concluir a operação em cerca de cinco meses.

A proposta é que os clientes tenham acesso a 11 mil terminais instalados fora de agências, como em aeroportos, postos de combustíveis, supermercados, shopping centers, farmácias e rodoviárias.

Segundo comunicado do Banco do Brasil, o modelo proporcionará aumento da disponibilidade e alcance da rede em relação à utilização individualizada das respectivas redes de autoatendimento.

CHINA SE TORNA MAIOR EXPORTADORA DO MUNDO

Agora é oficial: a China é a maior exportadora do mundo, superando Alemanha e Estados Unidos. Em 20 anos, Pequim multiplicou por 20 suas exportações e sobrepujou tradicionais potências europeias e os americanos. A China também caminha para ultrapassar os japoneses e ocupar a posição de segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados sobre o comércio mundial foram confirmados na terça-feira diante da constatação das autoridades alemãs de que as exportações do país sofreram em 2009 a maior queda desde os anos 50.

Segundo o departamento de estatísticas da Alemanha, as vendas chinesas atingiram US$ 1,201 trilhão em 2009. Já as exportações alemãs foram de US$ 1,121 trilhão no ano passado. Parte da posição de número um da China é resultado da recessão que atingiu o mundo entre 2008 e 2009. Nos últimos anos, a expansão das exportações alemãs tem sido o pilar da economia do país. Mas a recessão gerou uma reviravolta no modelo de crescimento defendido pela chanceler Angela Merkel.

Em 2009, os alemães - que lideravam o ranking mundial de vendas externas desde o início da década - registraram uma queda de 18,4% em suas exportações. Já as importações recuaram 17,2%.

O ano passado ainda marcou a recessão mais intensa na economia alemã desde a 2ª Guerra, com uma contração de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2009, 62% das vendas dos alemães foram para outros países europeus. Isso ainda garantiu um superávit de 136,1 bilhão para as contas do país. Mas o saldo positivo é 40 bilhões abaixo dos níveis de 2008. A maior economia da Europa ainda teve uma alta de 3,4% nas exportações em dezembro de 2009, o primeiro sinal positivo desde outubro de 2008.

Já a China era apenas o sétimo maior exportador do mundo há dez anos, com US$ 250 bilhões em vendas e 4% do mercado mundial. Em 1990, a China exportou apenas US$ 62 bilhões, 20 vezes menos que os níveis de 2009. A China é a principal parceira comercial do Brasil e já substituiu os americanos como o principal fornecedor de mercadorias para a Europa. A distância entre Brasil e China também se ampliou. Em 1990, o Brasil exportava um terço do valor vendido pela China. Em 2009, Pequim exportou oito vezes mais que as empresas brasileiras.

CRESCE ACEITAÇÃO NO G7 SOBRE TAXAÇÃO A BANCOS

A ideia de uma taxa global sobre bancos ganha força no G7, o grupo dos países mais ricos. Mas não há ainda uma indicação sobre como o novo imposto poderia ser cobrado. Na reunião do G7 realizada no norte do Canadá, ministros de finanças deram seu aval à ideia, depois que o governo de Barack Obama apresentou a proposta.

A meta do G7 é ter um plano claro de como seria a taxação antes da reunião do G20, em meados do ano. Em julho, então, os países emergentes, entre eles o Brasil, seriam apresentados à uma proposta que seria válida para todos.

A proposta é de que a taxa financie os custos os que governos tiveram para salvar a economia mundial de um colapso, desde setembro de 2008. Dados oficiais indicam que o mundo gastou mais de 5% do Produto Interno Bruto apenas para salvar os bancos.

Por enquanto, a única decisão dos ministros foi a de encomendar um estudo para tentar viabilizar a imposição da taxa. Segundo o G7, deve haver pelo menos duas condições para a implementação do imposto: a primeira é ter uma coordenação internacional, e a segunda, a de que a taxa não signifique um novo obstáculo para a recuperação da economia mundial.

"No geral, ficou acordado que bancos terão de pagar pelo custo da crise", afirmou o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble.

Christine Lagarde, ministra francesa, insistiu que a taxa teria de ser "universal" para evitar que bancos escapem do imposto indo para outros países ou que bancos de economias sem impostos acabem sendo mais competitivos.

CRÉDITO AO CONSUMIDOR EM ROTA DE DESACELERAÇÃO GRADUAL

Crédito às empresas segue em trajetória de normalização

1) O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor recuou 1,2% em dezembro de 2009, atingindo o valor de 103,9. Foi a terceira queda mensal consecutiva deste indicador, sinalizando que o ritmo de concessões de crédito às pessoas físicas entrará em rota de desaceleração durante o primeiro semestre de 2010, especialmente ao longo do segundo trimestre.

A retirada dos estímulos fiscais às aquisições de eletroeletrônicos e automóveis, recentemente confirmadas pelo governo, as expectativas de elevação da taxa básica de juros, a alta do dólar e o aumento do endividamento dos consumidores, que responderam favoravelmente ao pacote de incentivos fiscais à antecipação de consumo de produtos de maior valor agregado, estão entre os fatores que deverão imprimir um menor ritmo ao crescimento do crédito aos consumidores nestes próximos meses.

Contudo, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor, apesar dos últimos recuos mensais, permanece acima do nível 100, atestando que esta desaceleração das concessões de crédito para as pessoas físicas se dará de uma forma bastante gradual.

2) O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas caiu 0,6%,em dezembro de 2009, atingindo o valor de 99,6. A oscilação deste indicador ao redor do nível 100, o que vem ocorrendo durante todo o segundo semestre de 2009 confirma a trajetória de normalização das condições de crédito às empresas, o que de fato vem ocorrendo ao longo destes últimos meses.

Todavia, o fato deste indicador não estar ultrapassando, para cima, o nível 100, apesar do bom momento em termos de ritmo de crescimento econômico, reflete que boa parte da demanda de crédito das empresas ainda continua sendo suprida com recursos direcionados, especialmente através de operações de repasse de recursos do BNDES. Estas, segundo dados divulgado pelo Banco Central, cresceram 20,5% em 2009 ao passo que o saldo das operações de crédito com recursos livres às empresas avançou apenas 1,2% no ano passado.

SUPERAVIT NO SETOR PÚBLICO FICA ABAIXO DO ESPERADO EM 2009

O setor público consolidado registrou, em 2009, um superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 64,518 bilhões, informou nesta quinta-feira o Banco Central (BC). A cifra corresponde ao esforço fiscal de 2,06% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo da meta de 2,50% estabelecida para o ano passado.

Com o número inferior à meta, o governo terá que usar o correspondente a 0,44 ponto porcentual de abatimento dos investimentos realizados no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta ajustada de superávit primário, se for considerada a possibilidade de abatimento dos investimentos do PAC, era de 1,93% do PIB para 2009.

O resultado do superávit primário do ano passado foi bastante inferior ao registrado em 2008, quando ele atingiu R$ 106,420 bilhões, o equivalente a 3,54% do PIB.

De acordo com o BC, o resultado fiscal de 2009 teve a contribuição superavitária do governo central (Previdência Social, governo federal e Banco Central) de R$ 42,443 bilhões (1,35% do PIB). Houve ainda um superávit de R$ 21,003 bilhões (0,67% do PIB) dos governos regionais e um superávit de R$ 1,072 bilhão (0,03% do PIB) das empresas estatais.

RS DEVE TER ARRECADAÇÃO RECORDE DE ICMS EM JANEIRO

A projeção de arrecadação bruta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) chega a R$ 1,536 bilhão em janeiro, o maior índice de arrecadação para um mês na história do Estado. O secretário da Fazenda, Ricardo Englert, apresentou nesta terça-feira o balanço das finanças do Estado no mês e divulgou o calendário de pagamento do funcionalismo.

Segundo o secretário, o desempenho se deve principalmente a medidas de combate à sonegação e à recuperação da economia. A arrecadação supera pelo segundo mês consecutivo as expectativas, segundo o secretário.

Em valores nominais, a arrecadação de janeiro deve ficar R$ 193 milhões acima da do mesmo mês em 2009, que foi de R$ 1,343 bilhão.

O secretário também destacou que R$ 131 milhões da