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MERCADO DIMINUI PROJEÇÃO INFLACIONÁRIA PÁRA 2011

O mercado financeiro reduziu levemente a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, de 4,30% para 4,29%, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia seguiu em 4,50%.

O mercado financeiro também alterou levemente a previsão da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, após doze altas. A expectativa para a inflação neste ano caiu de 5,80% para 5,78%, mas ainda em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50% para o ano. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Os analistas subiram a projeção para a inflação em 2012 de 4,78% para 4,80%. O mercado manteve em 0,49% a previsão para o IPCA de março de 2011, de acordo com a Focus.

A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 seguiu em 4,10%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de 4,60% para 4,85%.

LEI QUE REAJUSTA MÍNIMO SAI NO DIÁRIO OFICIAL

Foi publicada no Diário Oficial da União a lei que reajusta o salário mínimo para R$ 545. O valor, até então, era de R$ 510. O reajuste entra em vigor nesta terça-feira. O projeto de lei, que também trata da política de valorização do salário mínimo até 2015, foi sancionado sem veto na última sexta-feira pela presidenta Dilma Rousseff.

A política permanente de reajuste do salário mínimo foi iniciada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de um acordo com as centrais sindicais. Ela leva em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (que mede a inflação) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois ano antes.

ÍNDICE DE CLIMA ECONÔMICA TEM MENOR PATAMAR DESDE JULHO DE 2009

O Índice de Clima Econômico (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve uma leve queda em janeiro deste ano, atingindo o menor patamar desde julho de 2009. Segundo dados divulgados hoje, o ICE de janeiro deste ano foi de 6,7 pontos, abaixo dos 6,8 da medição anterior, feita em outubro de 2010.

A FGV considera que a 'pequena queda no índice' sugere que os especialistas ouvidos pela pesquisa estão 'relativamente neutros' em relação ao novo governo, da presidenta Dilma Rousseff.

O Índice da Situação Atual da Economia chegou a 7,7 pontos, o menor resultado desde outubro de 2009 (quando haviam sido registrados 6,4 pontos) e igual ao de janeiro de 2010. O Índice de Expectativas em relação ao futuro ficou estável em relação ao de outubro de 2010 (5,7 pontos), que havia sido o nível mais baixo desde abril de 2009 (5,4 pontos).

O ICE do Brasil ficou acima da média de 5,8 pontos da América Latina, mas abaixo do índice do Chile (8,0), Uruguai (7,9), Paraguai (7,5) e Peru (7,3). Os países latino-americanos que apresentaram índice abaixo do brasileiro foram a Argentina (5,8), Colômbia (5,8), o México (5,5), Equador (5,4), a Bolívia (4,2) e Venezuela (1,8). A média mundial do ICE foi de 5,9 pontos.

PAÍS RECEBEU US$ 2,585 BI ATÉ 11 DE FEVEREIRO

O ingresso de dólares no Brasil ganhou força em fevereiro. O fluxo cambial para o país no mês, até o dia 11, está positivo em US$ 2,585 bilhões, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). O fluxo teve forte aumento na semana passada porque, até o dia 4 (a primeira semana do mês), ele estava positivo em US$ 39 milhões.

De acordo com os dados, a entrada de recursos pelo segmento financeiro - que registra investimentos diretos em títulos e ações, empréstimos e remessas de lucros, entre outros - puxou o resultado do mês até agora, com o ingresso líquido de US$ 3,144 bilhões. As compras de dólares nesse segmento somaram US$ 13,292 bilhões e as vendas atingiram US$ 10,148 bilhões.

No segmento comercial - que registra operações de exportação e importação -, o fluxo está negativo em fevereiro, até o dia 11, em US$ 559 milhões. O valor é resultado de importações de US$ 6,266 bilhões e exportações de US$ 5,708 bilhões. No mesmo período do ano passado (fevereiro, até o dia 11), o fluxo de dólares para o país estava positivo em US$ 806 milhões.

De janeiro a fevereiro de 2011, até o dia 11, o fluxo está positivo em US$ 18,098 bilhões. O valor é muito superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o fluxo estava positivo em US$ 1,880 bilhão.

MÍNIMO SUPERIOR A R$ 545 SERIA INCONGRUÊNCIA, AFIRMA MÂNTEGA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje na Câmara dos Deputados que o governo não tem condições do ponto de vista fiscal de reajustar o valor do salário mínimo acima dos R$ 545 propostos. Segundo ele, o governo não pode aumentar o nível das despesas. Ele lembrou que a folha de pagamento dos aposentados cresce R$ 300 milhões para cada R$ 1 de reajuste do mínimo.

— Não podemos dar um aumento maior. Seria uma incongruência darmos um aumento superior a R$ 545 sem recursos para viabilizar, visto que não estava previsto no orçamento — disse o ministro.

Mantega afirmou que se o salário mínimo chegasse a R$ 600, o impacto seria de R$ 16,5 bilhões no Orçamento de 2011, além do custo que já terá para reajustar de R$ 510 para R$ 545. Caso o mínimo fosse para R$ 580, o custo seria de R$ 10,5 bilhões este ano. Ele disse ainda que o governo também tem uma limitação do ponto de vista da confiança: segundo o ministro, a sociedade espera que o governo cumpra os acordos feitos. Ele lembrou que já está sendo colocada em dúvida a capacidade do governo de realizar o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento.

— Nós vamos cumprir — garantiu.

No entanto, segundo ele, se o governo concordar com o reajuste do mínimo acima de R$ 545, será colocada em dúvida a capacidade de o governo alcançar os resultados fiscais esperados. Mantega disse que o compromisso do governo é com todos os trabalhadores e não somente com aqueles que ganham salário mínimo.

O ministro argumentou que a proposta que ele veio defender é a manutenção da atual fórmula de reajuste do salário mínimo, acordada pelo governo com as centrais sindicais ainda no fim de 2006.

— Mesmo com a queda na arrecadação em 2009, o governo cumpriu o acordo — disse Mantega aos parlamentares.

— Acho desaconselhável que em 2011 mudemos uma regra acordada em 2006 — acrescentou.

O ministro citou que durante a crise o governo abriu mão de receitas concedendo desonerações, desde que os empresários se comprometessem a não demitir. Além disso, alegou, a correção da tabela do Imposto de Renda gerou uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões por ano, desde 2009.

Segundo o ministro, o governo não pode dar um aumento maior para o salário mínimo porque isso fará com que "haja desconfiança sobre o rumo das despesas do Estado brasileiro". Por isso, Mantega propôs aos deputados a prorrogação por mais quatro anos da atual fórmula de reajuste, que aumenta o valor do piso salarial segundo a inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes.

O ministro pediu que um novo acordo seja firmado, contemplando também a correção da tabela do Imposto de Renda, como o acordo anterior previu para os anos de 2007 a 2010.

— A implantação de uma política de longo prazo é importante. Propomos que a mesma fórmula seja usada de 2011 a 2015 — disse.

O ministro lembrou que se houver a manutenção da regra atual, o mínimo deve ter um grande reajuste em 2012, de 13% a 14%, chegando a R$ 616.

CHINA PASSA JAPÃO E ASSUME POSTO DE SEGUNDA ECONOMIA MUNDIAL

A China superou o Japão como segunda potência econômica mundial em 2010, com um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao nipônico para o conjunto do ano, anunciou o governo de Tóquio. O PIB do Japão chegou a 5,4742 trilhões de dólares, segundo os dados divulgados em Tóquio, e o governo destacou que o da China alcançou a marca de 5,8786 trilhões de dólares.

A economia chinesa superou em 2010 a do país vizinho e ficou atrás apenas do resultado dos Estados Unidos, uma posição que a economia nipônica ocupava desde 1968.

— Como nação vizinha, saudamos a rápida progressão da economia chinesa — declarou Kaoru Yosano, ministro delegado japonês de Política Econômica e Orçamentária.

— Isto pode ser o sustento de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, a Ásia oriental e do sudeste — completou, antes de afirmar que deseja melhorar as relações entre Japão e China no campo econômico.

A China registra há vários anos um índice de crescimento próximo ou superior a 10%. O PIB aumentou 10,3% em 2010.

PETROBRÁS BATE RECORDE NA PRODUÇÃO DE GASOLINA

A Petrobras bateu novo recorde de produção de gasolina tipo A em janeiro. A companhia informou nesta quinta-feira que Petrobras e Refap produziram um volume de 1.816 mil m³, número que representa um aumento de 2,36% em relação à marca anterior, de 1.774 mil m³, obtida em dezembro de 2010.

Segundo a Petrobras, o recorde é resultado dos esforços da companhia para atender ao mercado brasileiro sem recorrer a importações. A companhia explicou ainda que, para atingir este objetivo, foram alteradas condições operacionais das unidades de processo e otimizadas as misturas de naftas.

ENTRADA DE DÓLARES NO PAÍS É A MAIOR DESDE 2007

O Brasil recebeu US$ 15,513 bilhões em janeiro, o que representa o saldo mais alto para um mês desde junho de 2007, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC).

No acumulado até o dia 4 de fevereiro, o saldo da entrada e saída de dólares do país, denominado fluxo cambial, totalizou US$ 39 milhões até o dia 4. Com isso, o saldo deste ano é de US$ 15,552 bilhões até a última sexta-feira, contra US$ 2,938 bilhões registrados em igual período de 2010.

O segmento financeiro - que registra investimentos diretos, em títulos e ações, empréstimos e remessas de lucros, entre outras operações - puxou o resultado de janeiro e também determinou o fraco desempenho na primeira semana de fevereiro.

Segundo o BC, o fluxo financeiro no mês passado foi positivo em US$ 14,435 bilhões, valor que supera com folga o verificado em quase todos os meses de 2010, perdendo apenas para os US$ 16,716 bilhões de setembro, mês marcado pela capitalização da Petrobras.

No segmento comercial, o saldo em janeiro foi positivo em US$ 1,077 bilhão, ante os US$ 140 milhões negativos de igual mês de 2010. Nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro, houve superávit no segmento comercial de US$ 157 milhões, ante os US$ 504 milhões de fevereiro de 2010.

O BC informou ainda que as compras de dólares executadas no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em janeiro em US$ 7,992 bilhões e, em fevereiro, até o dia 4, em US$ 2,836 bilhões. É importante lembrar que o dado das intervenções da autoridade monetária têm defasagem de dois dias em relação à compra executada em mercado.

AÇÕES DO PANEMARICANO SOBEM DEPOIS DE VENDA PARA O BTG

As ações preferenciais do banco Panamericano apresentam forte alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) após o anúncio, na noite de segunda, da aquisição por parte do BTG Pactual da parcela do Grupo Silvio Santos na instuituição por R$ 450 milhões. Por volta das 14h36min, o papel subia 16,20%, sendo negociado a cerca de R$ 4,95.

Com data de 31 de janeiro, o Panamericano enviou um fato relevante aos acionistas e investidores, publicado no site da Bovespa, para comunicar a operação de venda ao BTG do correspondente a 67.259.328 ações ordinárias e 24.712.286 ações preferenciais. Pela compra, o BTG pagará o equivalente a R$ 4,89 por ação.

Com o acordo, o banco passa a ter 37,64% do Panamericano, com 51% das ações ordinárias e 21,97% das preferenciais. O BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal também firmaram acordo de acionistas, pelo qual a Caixa manterá sua participação de 36,56% no capital social total do banco.

O fato relevante informa ainda que a Caixa reiterou o compromisso de manutenção da parceria estratégica com o Panamericano através da celebração de um acordo de cooperação operacional por meio do qual irá adquirir direitos creditórios e aplicará em depósitos interfinanceiros do Panamericano. Os recursos serão utilizados nas futuras atividades do banco. O BTG também assumiu o mesmo compromisso.

INFLAÇÃO EVOLUIU DE FORMA DESFAVORÁVEL

A ata da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada hoje, reconhece que o cenário para a inflação "evoluiu desfavoravelmente" desde a reunião de dezembro. A afirmação consta no parágrafo 24 do primeiro documento produzido sob a presidência de Alexandre Tombini no BC. Na última reunião do Copom, a Selic (a taxa básica de juros da economia) subiu de 10,75% para 11,25% ao ano.

"De fato, no último trimestre do ano passado, a inflação foi forte e negativamente influenciada pela dinâmica dos preços de alimentos", cita o documento, ao lembrar que esses preços sofreram com choques de oferta no Brasil e no exterior. O BC reconhece que esses aumentos dos preços de alimentos "tendem a ser transmitidos ao cenário prospectivo" da inflação de várias maneiras, como a inércia inflacionária e as projeções do mercado.

Ainda no trecho 24 da ata, os diretores do BC avaliam como "relevantes" os riscos gerados pela persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda. "Note-se, também, a estreita margem de ociosidade dos fatores de produção, especialmente, de mão de obra." O documento cita que, nessas circunstâncias, há um risco importante na "possibilidade de concessão de aumentos nominais de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade".

Apesar do alerta, a ata do Copom lembra que há sazonalidade da inflação característica no primeiro trimestre, bem como concentração atípica de reajustes de preços administrados no período. "Embora, para o ano como um todo, o comportamento desses itens tenda a ser relativamente benigno."

EMPRESAS QUE GERAM LUCROS E IMPACTAM POSITIVAMENTE A SOCIEDADE

A ideia de montar um negócio próprio não entrou há pouco tempo na cabeça dos jovens. A diferença é que agora eles estão cada dia mais habilidosos e exigentes. Além disso, o mundo também está mais frenético e, em muitos aspectos, carente. Talvez por motivos como esses, uma nova forma de empreender os conquiste. Nesse contexto, a proposta feita pela Oscip Artemisia - Negócios Sociais, é tentadora:

- Entre ganhar dinheiro e fazer a diferença no mundo, fique com os dois - afirma Marcio Jappe, diretor executivo da Artemisia.

É pensando em deixar uma marca positiva na sociedade em que vivem que muitos jovens têm decidido empreender de forma diferente. Não é algo como ser dono de uma empresa e colaborar com uma ONG. Também não é viver trabalhando em uma ONG.

A atividade-fim dessas novas empresas tem um impacto positivo na sociedade sem deixar de proporcionar lucro para seus proprietários. Seja oferecendo microcrédito para jovens de baixa renda, promovendo a inclusão digital ou reunindo pequenos produtores de alimentos orgânicos, homens e mulheres administram uma nova possibilidade de futuro.

- Sabe quantas pessoas no Brasil acessam a internet em lan houses? São quase 45% do total.

Com esse argumento, Bernardo Faria, CEO da CDI Lan, justifica a importância da ONG que avança para se transformar em uma empresa com foco no social. Esse caminho é, de acordo com a professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Graziella Comini, seguido por muitas outras empresas sociais que partem de um braço de uma empresa ou de uma ONG.

O grande objetivo da CDI Lan é qualificar, por meio de soluções inteligentes, os serviços oferecidos por lan houses de todo o Brasil. Normalmente em regiões de periferia, elas colaboram para a inclusão digital, mas, muitas vezes, têm dificuldade em se manter no mercado. Por essa razão, Faria, 39 anos, largou o emprego em um grande banco para se dedicar à nova atividade.

Para a economista Graziella, os negócios sociais estão longe de ser uma ideia simplista e, por esse motivo, o caminho a ser percorrido é longo. Ao mesmo tempo, o desejo de encontrar um denominador comum que permita gerar renda e valor social pode ser considerado uma evolução no empreendedorismo.

Para fomentar ainda mais essa forma de fazer negócios, um grupo de alunos do curso de Administração da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, decidiu produzir um filme.

- Queremos inspirar uma nova geração de empreendedores - afirma Nina Valentini, sócia da produtora Dois e Meio.
O resultado do Projeto Setor Dois e Meio será um documentário a ser finalizado no final deste ano. Com relatos de empreendedores do Brasil, da Índia e de Bangladesh, os sócios Nina, 23, Fernando, 25, e Antonio, 24, querem angariar mais gente para o movimento que atua na redução dos problemas sociais e, ao mesmo tempo, na formação de novos empreendedores de sucesso.

CHINA CRESCE 10,3% EM 2010

A China registrou em 2010 um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 10,3%, com uma inflação de 3,3%, número que supera a meta oficial de 3%, anunciou nesta quinta-feira o governo.

O crescimento acelerou no quarto trimestre, a 9,8%, contra 9,6% no terceiro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas.

A economia da China cresceu 9,2% em 2009, segundo dados revisados recentemente.

O resultado de 2010 é o mais elevado desde a crise financeira de 2008 e confirma o vigor da economía chinesa.

O PIB da China superou o do Japão no segundo e terceiro trimestres de 2010 e o crescimento anunciado para o quarto trimestre deve permitir a Pequim confirmar a condição de segunda maior economia do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos, quando Tóquio anunciar os resultados oficiais em fevereiro.

A China também anunciou que as vendas no varejo no país cresceram 19,1% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2009, depois do aumento de 18,7% registrado em novembro.

JURO NOMINAL BRASILEIRO É O 3º MAIOR DO MUNDO

Independentemente da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o Brasil continuará a ser um dos campeões mundiais do juro alto. Em termos nominais, a taxa básica brasileira - a Selic, atualmente em 10,75% ao ano - só perde hoje para a praticada no Paquistão (14,00%) e na Venezuela (18,10%).

A diferença é que, em ambos os países, a inflação é bem mais alta. No vizinho sul-americano, os índices ao consumidor oscilam em torno de 27%. No Paquistão, estão na casa dos 20%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial do Brasil, subiu 5,91% em 2010.

Por isso, o juro real (que desconta os índices de preços) brasileiro é o mais elevado do planeta. Hoje, levando-se em conta as projeções de inflação para os próximos 12 meses, o juro real está perto de 7% ao ano.

Segundo especialistas do mercado financeiro, a perspectiva é de que essa situação não mude no curto nem no médio prazo. Eles entendem que o país ainda não criou condições estruturais para ter uma taxa básica de juros mais baixa. Hoje, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando do novo presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, deve ser definida uma elevação de 0,5 ponto percentual na Selic.

CHINA RECEBE US$ 105 BI DE INVESTIMENTOS DIRETOS EM 2010

O crescimento do investimento estrangeiro direto (IED) na China se desacelerou em dezembro, depois de três meses de ganhos, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Comércio do país. Ainda assim, o total de 2010 superou a marca de US$ 100 bilhões, em meioà recuperação da economia global.

O IED cresceu 15,6% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2009, para US$ 14,03 bilhões. Em novembro, a alta havia sido de 38,2% (US$ 9,7 bilhões). Em todo o ano passado, o IED da China aumentou 17,4%, para US$ 105,74 bilhões.

De janeiro a novembro, a taxa de crescimento do IED havia sido de 17,7%. De acordo com o Departamento do Comércio, os investimentos de empresas chinesas de setores não financeiros no exterior totalizou US$ 59 bilhões em 2010, uma alta de 36,3% ante o ano anterior.

BANCO MUNDIAL PREVÊ DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO EM 2011

O Banco Mundial prevê uma desaceleração do crescimento global em 2011 e advertiu para a possível repetição do ciclo inflacionário das matérias-primas registrado em 2008. A instituição informou, na quarta-feira, que suas previsões de crescimento foram revisadas para baixo em relação há seis meses, de 3,9% a 3,3%. O motor deste crescimento seguirá sendo as economias emergentes, que avançarão duas vezes mais rápido (6%) que os países ricos (2,4%).

Segundo o Banco Mundial, este ritmo de crescimento não será suficiente: "lamentavelmente, estas taxas de crescimento têm poucas possibilidades de eliminar o desemprego e a subutilização dos recursos nas economias e nos setores econômicos mais afetados".

O Bird se mostra particularmente preocupado com a alta dos preços das matérias-primas devido às políticas monetárias generosas nos países ricos e à demanda sólida nos países emergentes. "Ainda que os preços reais da alimentação na maioria dos países em desenvolvimento não tenham aumentado tanto, subiram muito em alguns países pobres".

GOVERNO FEDERAL DEVE LIBERAR R$ 700 MI PARA CIDADES AFETADAS PELA CHUVA

O governo editará medida provisória liberando R$ 700 milhões para ajudar os Estados atingidos pelas fortes chuvas dos

últimos dias. O Ministério do Planejamento confirmou ter recebido do Ministério da Integração Nacional pedido de crédito extraordinário no Orçamento deste ano.

A medida provisória pode ser publicada ainda nesta quarta-feira em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Em princípio, a medida provisória deve liberar ajuda para municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo. O Ministério do Planejamento não informou se outros Estados serão incluídos no pacote de ajuda financeira.

NÃO HÁ NÚMEROS DEFINIDOS PAR CORTES NO ORÇAMENTO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que não há nenhum número definido para o corte do Orçamento de 2011. Segundo ele, os dados da peça orçamentária, aprovada pelo Congresso, ainda estão sendo processados e serão feitas, a partir de agora, reuniões com cada ministério para definir as restrições.

Ele reiterou que não há nenhum número definido para isso e disse que a ideia é que se faça um corte definitivo, que não seja revertido ao longo do ano.

Questionado se o governo trabalharia para fazer uma poupança extra além da meta de superávit primário deste ano - hipótese já mencionada pelo próprio ministro em outra ocasião -, Mantega apenas riu e agradeceu, encerrando a breve entrevista na portaria do Ministério da Fazenda.

BALANÇA COMERCIAL COMEÇA ANO COM DÉFICIT

A balança comercial brasileira começou o ano com déficit de US$ 486 milhões na primeira semana de janeiro, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre os dias 1º e 9 de janeiro, as exportações somaram US$ 2,781 bilhões, com média diária de US$ 556,2 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 3,267 bilhões, com média de US$ 653,4 milhões.

Em relação à média diária de embarques de janeiro do ano passado, houve queda de 1,6%. Na comparação com dezembro de 2009 o recuo foi de 38,8%. No caso das importações, o valor foi 13,8% superior à média registrada em janeiro de 2010 e 3,4% inferior ao apurado em dezembro passado.

PETROBRÁS VAI ANTECIPAR PROJETOS DO PRÉ-SAL

A Petrobras informou por meio de nota nesta sexta-feira que foi aprovado o afretamento de duas novas plataformas de petróleo e gás do tipo FPSO destinadas aos projetos-pilotos da área de Guará-Norte e do campo de Cernambi (antiga área de Iracema), localizadas no pólo pré-sal da Bacia de Santos.

Cada uma das plataformas terá capacidade de produzir diariamente até 150 mil barris de óleo e 8 milhões de m³ de gás. A previsão é que entrem em operação em 2014, antecipando a produção das áreas anteriormente prevista para o período pós-2014.

As duas novas plataformas integram a primeira fase do desenvolvimento da produção de Guará-Norte (BMS-9) e Cernambi (BMS-11).

Segundo a Petrobras, os consórcios tomaram a decisão de afretar as unidades para viabilizar a antecipação da produção dessas áreas, cujos testes iniciais de vazão apresentaram "resultados excelentes".

A conversão das unidades, assim como a construção e a integração dos módulos deve ser feita no Brasil. Ainda de acordo com a nota, a meta é alcançar um índice de conteúdo local na construção das unidades superior a 65%.

O consórcio do Bloco BMS-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG Group (30%) e Repsol Brasil S.A. (25%). Já consórcio do Bloco BMS-11 é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG Group (25%) e Galp Energia (10%).

GOVERNO SINALIZA QUE PODE AUMENTAR MÍNIMO PARA R$ 550

Diante da pressão do PMDB, o governo já dá sinais de que tem margem para elevar o salário mínimo acima dos R$ 540 propostos no Orçamento. Na área econômica, se fala em R$ 550, principalmente depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi repreendido pela presidente Dilma Rousseff por ameaçar vetar qualquer aumento do piso salarial.

O sinal de que os R$ 540 poderiam subir partiu do próprio governo, que anunciou terça-feira o reajuste das aposentadorias em 6,41%. é um reajuste maior do que o proposto para o mínimo, que é de 5,88%. Ocorre que os dois preços são corrigidos pelo mesmo indicador: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) estimado para 2010.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), também sinalizou nesta quinta-feira que está disposto a discutir a alteração na proposta do governo para o mínimo caso continue na presidência da Casa, em eleição que ocorrerá no dia 1º de fevereiro.

"O governo mandou a proposta do mínimo para o parlamento, só que o governo precisa também entender que ali é também um espaço de diálogo", argumentou.

E continuou:

"O que nós esperamos é que tanto o governo quanto os parlamentares estejam dispostos a essa discussão. Se teremos ou não alteração, vai depender do debate, das discussões e dos convencimentos. O que posso garantir é que na presidência da Câmara será feito o debate".

Nesta semana, o PMDB decidiu reagir ao anúncio de Mantega, de vetar o aumento do mínimo. O partido já havia anunciado que o deputado Eduardo Cunha, da bancada do PMDB do Rio, iria apresentar uma emenda passando o valor para R$ 560. Além da emenda aumentando o valor, o mesmo Eduardo Cunha apresentará, em resposta às declarações de Mantega, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) alterando as regras para derrubar vetos do presidente.

Atualmente, pelo artigo 66 da Constituição, se o Congresso quiser derrubar um veto presidencial, os parlamentares têm de fazê-lo por maioria absoluta das duas Casas reunidas em sessão conjunta, no prazo de 30 dias a contar do recebimento da mensagem do Planalto. O valor de R$ 540 para o mínimo foi fixado em Medida Provisória pelo governo Lula (com consentimento da então presidente eleita).

Segundo Mantega, o valor de R$ 540 está em um patamar que preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal. Um aumento acima disso, segundo o ministro, elevaria os gastos com a Previdência e deterioraria as contas públicas.

INGRESSO DE DÓLARES POR OPERAÇÕES FINANCEIRAS É RECORDE EM 2010

O ingresso de dólares no ano passado por operações financeiras foi o maior da série histórica do Banco Central, iniciada em 1982, US$ 26,004 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje pelo BC. O recorde anterior era de 2009, quando a conta registrou saldo positivo de US$ 18,808 bilhões.

O ano de 2010 terminou com a entrada líquida de US$ 24,354 bilhões no Brasil, apesar de positivo, o resultado foi 15,2% menor que o registrado em 2009, quando a conta terminou apontando ingresso líquido de US$ 28,732 bilhões.

Na conta comercial, o ano passado terminou com saída líquida de US$ 1,650 bilhão. Esse foi o segundo pior resultado da série histórica, atrás apenas de 1997, quando a conta do comércio exterior amargou saída líquida de US$ 2,658 bilhões. Em 2009, essa conta havia fechado positiva em US$ 9,924 bilhões.

ATIVIDADE NO COMÉRCIO CRESCEU 10% EM 2010

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio cresceu 2,9% no mês de dezembro em relação ao mês anterior (novembro/10), já descontadas as influências sazonais. Com este resultado, o varejo brasileiro cresceu 10,3% em 2010 na comparação com o ano de 2009.

O setor de material de construção foi o destaque da atividade varejista em 2010, crescendo 17% em relação ao ano anterior. O setor de móveis, eletroeletrônicos e informática cresceu 14,9% em relação ao ano de 2009. O segmento de veículos, motos e peças teve alta de 10,9% em 2010, na comparação com o ano passado.

A oferta de crédito em condições favoráveis, o elevado grau de confiança dos consumidores e o bom momento vivido pelo mercado de trabalho foram as principais causas que fundamentaram o desempenho exibido pela atividade varejista no ano de 2010, observam os economistas da Serasa Experian.

Segundo os economistas da Serasa, para 2011, as expectativas são de um crescimento positivo da atividade do comércio, porém em taxas mais moderadas do que as exibidas ao longo de 2010, principalmente pelas medidas de aperto no crédito baixadas pelo Banco Central no início de dezembro.