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LUCY SOUZA É A 1ª MULHER A ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DA APIMEC NACIONAL

Além de representar a renovação do quadro diretivo, é a primeira vez, desde a fundação da Apimec Nacional - Associação dos Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais- em 1988, que uma mulher assume a presidência da Associação. Lucy Sousa, que é a atual presidente da Apimec SP, já trabalha no mercado de capitais há mais de 25 anos. Atualmente, ela é diretora da Interlink Consultoria de Mercado de Capitais e também professora da FAAP; do MBA Mercado de Capitais da FIPECAFI - APIMEC SP, do Ibmec SP e do Curso de Especialização do Instituto de Economia da Unicamp.

Como presidente, Lucy pretende reforçar, modernizar e também democratizar a estrutura da Apimec Nacional, garantindo voz ativa e igualitária a todas as Apimecs Regionais “Queremos que as Regionais participem ativamente de nosso planejamento de decisões e ações” afirma Lucy Sousa. “Qualquer entidade que se diga ‘nacional’ tem que estar necessariamente bem representada e fortalecida institucionalmente”, complementa Adonis Assumpção.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI DEVIDO A FÉRIAS COLETIVAS

Os dados da produção industrial brasileira de outubro "já sugerem efeitos da mudança no cenário econômico na atividade do setor", segundo o coordenador de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Silvio Sales.

O recuo de 1,7% na produção industrial em outubro em relação a setembro já reflete algum impacto da crise financeira mundial sobre o Brasil. Comparada ao mesmo período no ano anterior, avançou 0,8%, mas esse é o menor crescimento anual apurado mês a mês na indústria desde dezembro de 2006, segundo o IBGE.

De acordo com a pesquisa, a indústria de produtos químicos - que registrou queda de 11,6% na produção em outubro ante setembro — representou o principal impacto de queda na produção industrial no período.

Segundo Silvio Sales, a principal pressão negativa foi de fabricantes que atendem o segmento de agricultura. Esse grupo de produtos químicos inclui fertilizantes, tintas e resinas e também foi afetado por paralisações

A pesquisa apontou que houve perda de quase um ponto percentual no indicador industrial de 12 meses apurado em setembro (6,8%) para outubro (5,9%). Também houve queda de 0,6% no índice de média móvel trimestral que quebra uma seqüência de quatro resultados positivos e foi puxada por bens intermediários (2% de queda no trimestre encerrado em outubro ante o terminado em setembro) e bens de consumo duráveis (-0,9%).

Os automóveis perderam, em outubro, o posto de líder em crescimento da produção industrial que manteve até setembro de 2008. A produção de veículos automotores, que havia aumentado 20,2% em setembro ante igual mês do ano passado e acumulado um aumento de 17,6% de janeiro a setembro deste ano, desacelerou a expansão para apenas 4,1% em outubro. Na comparação com setembro, a produção de veículos automotores registrou queda de 1,4%, após um aumento de 0,5% em setembro ante agosto.

DÓLAR ABRE SEMANA EM ALTA

O dólar comercial iniciou as negociações desta segunda-feira valendo R$ 2,368 no mercado interbancário, alta de 2,33% em relação ao fechamento de sexta-feira. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar abriu em alta de 1,71% a R$ 2,375, no contrato de liquidação à vista. Os dados continuam apontando para um encolhimento expressivo da economia global e os mercados começam dezembro replicando o clima de cautela que vem imperando há meses, desde o agravamento da crise internacional.

A semana reserva a divulgação de diversos indicadores, e os investidores, cansados de tanto apanhar, não estão dispostos a tomar grandes riscos. Os dados positivos de vendas no varejo durante o fim de semana da Black Friday, nos EUA, com vendas muito superiores ao estimado, são um alento, mas não têm força para imprimir ânimo aos mercados. As bolsas caem significativamente, inclusive os índices futuros norte-americanos.

Em meio a diversificadas informações relevantes, o mercado deve focar, entre todas, as sínteses das reuniões de política monetária da União Européia, Inglaterra e Japão. Na Europa, a expectativa é de queda nas taxas. No Japão, devem ser tomadas medidas em relação ao crédito corporativo. Mas tem mais. Nos EUA, por exemplo, há dados do setor de construção e de desemprego, entre outros. Para começar, hoje, tem o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta e um pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke.

No cenário brasileiro, esta segunda é dia de divulgação da balança comercial de novembro, o que deve chamar a atenção do mercado doméstico de câmbio. Os economistas estimam um superávit que varie entre US$ 700 milhões e US$ 1,5 bilhão. Se confirmado o resultado mais próximo ao piso, haverá praticamente uma estabilidade em relação ao dado de outubro, quando a balança registrou um saldo positivo de US$ 1,2 bilhão.

O dado que mais deve merecer avaliação de especialistas do mercado doméstico de câmbio, no entanto, é a redução das intervenções do Banco Central por meio de leilões de swap cambial. Na quinta-feira da semana passada não houve esse tipo de atuação e na sexta, a colocação foi restrita. Para hoje, novamente não há leilão de swap agendado. Isso sinaliza uma maior acomodação do mercado.

MEIRELLES: RECUPERAÇÃO EM 2010

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, considera que o Brasil está bem posicionado para enfrentar a crise financeira externa, não apenas pelas reservas internacionais e estrutura de dívida pública, mas pelo crescimento de sua economia. 'O Brasil tem condições de resistir (à crise) e continuar crescendo solidamente', disse Meirelles no 14º Congresso Nacional dos Jovens Empresários, em Goiânia. Conforme o presidente do BC, as raízes da crise não foram apenas os empréstimos problemáticos dos bancos norte-americanos, mas os ativos tóxicos que foram comprados naquelas oportunidades, em momentos de euforia, e estão sendo cobrados agora.

O investimento no Brasil cresceu, nos últimos anos, 16% ao ano. As vendas no varejo aumentaram em 12 meses, até setembro passado, 10,3% ao ano. Assim, o país entra na crise com um consumo forte, levando vantagem sobre países asiáticos baseados em exportações para EUA e Europa. Apesar do discurso otimista, Meirelles também citou que 2009 deverá ser um ano difícil. 'Porém, a recuperação começará em 2010: o país vai manter a trajetória de crescimento sustentado, apesar do nível mais baixo', projetou.

BOVESPA TEM QUEDA

Depois de acumular alta de 11,40% nos dois últimos pregões, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inicia em queda os negócios da quarta, 26. Por volta das 11h15, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, caía 0,80%, para os 34.533 pontos.

Os investidores repercutem notícias relacionadas à reação da economia global diante da crise. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, anunciou um plano de 200 bilhões de euros, o que representa cerca de 1,5% do PIB da União Européia, para estimular a economia regional.

O destaque do dia devem ser os indicadores econômicos norte-americanos, concentrados nesta quarta em função do o feriado do Dia de Ação de Graças, que manterá Wall Street inoperante na quinta-feira e com meio expediente na sexta-feira.

Na véspera, o Ibovespa subiu 1,83%, aos 34.812 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,72 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones acabou garantindo o terceiro dia seguido de alta ao avançar 0,43%, já a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 0,50%.

CITIGROUP E DEFINIÇÃO DE EQUIPE ESTIMULAM BOLSAS MUNDIAIS

A ajuda do governo americano ao Citigroup e a confirmação de nomes da equipe econômica de Barack Obama levaram as Bolsas a dispararem pelo mundo. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não foi diferente: Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas fizeram o principal índice doméstico de ações (Ibovespa) subir 9,40%, devolvendo parte das perdas acumuladas na última semana.

No mês, a Bolsa paulista acumula perdas de 8,23% e, no ano, de 46,48%. O giro financeiro totalizou R$ 3,595 bilhões. As Bolsas americanas fecharam ontem em forte alta: Dow Jones (4,93%), Standard & Poor's 500 (6,47%) e Nasdaq (6,33%). Na Europa, as medidas do governo britânico para ajudar a economia também fez as Bolsas dispararem. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 9,84%, para 4.152,96 pontos, registrando o maior ganho percentual em 21 anos. A Bolsa de Frankfurt avançou 10,34% e a de Paris, 10,09%.

Seguindo o otimismo apresentado pelos mercados acionários globais, o dólar caiu mais de 5% frente ao real ontem. A divisa americana fechou a R$ 2,328, em queda de 5,52%. Foi o recuo mais forte desde 13 de outubro. No mês, entretanto, o dólar ainda acumula uma alta de quase 8%.

BOVESPA DISPARA NA ABERTURA DO PREGÃO

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inicia as operações desta segunda, 24, em forte alta. Embora o nível de aversão ao risco continue alto, analistas apontam que a ajuda de US$ 20 bilhões do governo americano ao Citigroup pode trazer algum alívio para a jornada de hoje dos mercados. A expectativa pelo anúncio da equipe econômica do próximo presidente dos EUA, Barack Obama, também alimenta expectativas positivas. O câmbio reflete esse momento de trégua no mercados financeiros e desce para R$ 2,37.

APÓS QUEDA RECORDE, BOLSAS ASIÁTICAS FECHAM SEXTA EM ALTA

As principais bolsas da Ásia encerraram a semana em alta, mesmo após o mercado americano registrar queda recorde na quinta, 20.

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio subiu 207,75 pontos (2,69%), aos 7.910,79. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 20,41 pontos (2,60%), para 802,69. O índice Kospi da bolsa de Seul fechou hoje em forte alta de 55,04 pontos (5,80%), para 1.003,73. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq subiu 17,06 pontos (6,25%), aos 290,12.

Já a bolsa de Xangai registrou leve baixa de 0,72%, aos 1.969,39 pontos.

Ontem, novos sinais de recessão econômica provocaram acentuadas quedas nos mercados globais e levaram o petróleo a ser negociado em Londres e Nova York abaixo de US$ 50 por barril pela primeira vez desde maio de 2005. As ações desandaram 5,27% na Bolsa de Nova York (Nyse) e 5,07% na Nasdaq. Na Europa, epicentro do atual momento da crise, as perdas chegaram a 3,48% em Paris e 3,26% em Londres.

EDUARDO KUNST NA FEDERASUL

Eduardo Kunst, diretor-presidente da Artecola, que palestrou na Federasul sobre o tema "Estratégia de Líderes, Vencedores e Empreendores", afirmou que a crise deve frear as metas de aquisições e joint-ventures da empresa na América Latina, mas não a desviam da meta de faturamento estabelecida para os próximos anos.

Para o executivo, com impactos que recaem principalmente sobre a importação de matéria-prima e retração dos mercados compradores, a projeção, para 2010, uma meta de pouco menos de US$ 200 milhões de receita líquida, resultado aquém da meta estipulada em US$ 300 milhões. "Ainda assim, existe uma relação direta de causa e efeito entre estratégia e resultados", afirmou, apontando o crescimento imediato da Artecola a partir de 1997, com a abertura de Centros de Distribuição na Argentina, Chile e México, e a implementação da política de aquisições que culminou, neste ano, com a compra da empresa Probst, no México. Nesse meio tempo, a receita líquida das unidades no exterior saiu do patamar de US$ 1 milhão para mais de US$ 50 milhões em 2008. Para isso, a empresa se valeu de características como a busca pela inovação e a experiência na atuação em cenários de instabilidade econômica e política, o que levou a empresa, segundo Kunst, a investir em aquisições mesmo na Argentina, durante a crise que o país atravessou em 2002. "Empresas européias, por exemplo, talvez optassem por estar menos expostas nesse tipo de cenário", opinou.

Fundado em 1948, o grupo Artecola atua na fabricação de adesivos industriais, contrafortes e couraças, laminados especiais, cabedais e bordos plásticos industriais, com um mercado direcionado principalmente para os setores de papel e embalagem (42%), calçados (30%) e moveleiro (16%).

TAXA DE DESEMPREGO FICA ESTÁVEL EM OUTUBRO

Em outubro, a taxa de desocupação, estável em 7,5%, foi a segunda mais baixa da série histórica, iniciada em 2002, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita em seis regiões metropolitanas. Constatou-se expansão no rendimento médio real e na renda em Porto Alegre.

A população desocupada estabilizou-se em relação a setembro, em 1,8 milhão de pessoas, sofrendo decréscimo de 11,8% no confronto com outubro de 2007.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores em outubro, de R$ 1.258,20, apresentou declínio de 1,3% na comparação mensal, queda influenciada pela desvalorização da renda de pessoal sem carteira assinada. O rendimento médio dos empregados, com carteira assinada no setor privado, em média de R$ 1.214,10, registrou declínio de 0,4% neste mês e significativa expansão no ano, de 4,5%.

Foi registrada alta no rendimento em outubro frente a setembro somente em Porto Alegre (1,2%) e Belo Horizonte (0,8%). Na comparação anual, a renda sofreu elevação em cinco regiões metropolitanas: Porto Alegre (2,9%), Salvador (11,1%), Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo (2,0%) e Belo Horizonte (7,4%).

BOVESPA ABRE EM QUEDA DE 1%

O desânimo com os rumos da economia global afeta os negócios desta terça-feira na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A perspectiva de uma recessão mundial afeta os preços das commodities --o petróleo é cotado abaixo de US$ 55-- com impacto direto sobre as ações brasileiras. Refletindo o nervosismo dos investidores, o câmbio atinge R$ 2,31.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, retrocede 1,08% e alcança os 35.329 pontos. Na segunda, 17, a Bolsa fechou em baixa de 0,20%.

O dólar comercial é negociado a R$ 2,316 para venda, o que representa um avanço de 1,71% sobre a cotação anterior. O Banco Central realiza o seu habitual leilão de "swap" cambial, com oferta de 10 mil contratos a partir das 12h45. Esses contratos permitem proteção contra as oscilações do dólar e tendem a amenizar a pressão sobre os preços da moeda americana.

Além desse leilão, a autoridade monetária também realiza a rolagem dos contratos de "swap" que vencem nos meses de janeiro de 2009, março de 2009, outubro de 2009 e janeiro de 2010.

As Bolsas asiáticas fecharam em queda, principalmente após o ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, admitir que "é difícil encontrar fatores que possam contribuir para reverter [o PIB] em direção a um território positivo". Ontem, o governo japonês reconheceu que o país caiu em recessão. Em Tóquio, a Bolsa local perdeu 2,28%, enquanto o mercado de Hong Kong caiu 4,54%.

BOLSA DE TÓKIO FECHA EM ALTA MESMO COM ANÚNCIO DE RECESSÃO

A informação de que a economia do Japão está em recessão não levou a uma alta queda da Bolsa de Valores de Tóquio. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou nesta segunda-feira em alta de 60,19 pontos (0,71%), aos 8.522,58. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 3,58 pontos (0,42%), para 850,49. O governo do Japão declarou neste domingo que sua economia, a segunda maior do mundo, entrou em recessão, com o segundo trimestre consecutivo de contração econômica. É a primeira vez que isso ocorre desde 2001

A Bolsa de Seul fechou em baixa de 9,94 pontos (0,91%), aos 1.078,32. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq caiu 2,47 pontos (0,78%), para 314,98. Os dois pregões apresentaram instabilidade no decorrer das atividades. A Bolsa de Hong Kong fechou nesta segunda-feira em baixa de 0,10%, aos 13.529,53 pontos.

Entre as principais bolsas asiáticas, a Bolsa de Xangai foi a única que fechou em forte alta, de 44,05 pontos (2,22%), para 2.030,49.

PIB japonês
A crise financeira global aumentou as perdas do país no comércio internacional e enfraqueceu ainda mais a demanda doméstica. O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão caiu 0,1% entre julho e setembro em relação ao trimestre anterior, já ajustado o índice de inflação, ou 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados do Gabinete de Ministros.

FECHAMENTO POSITIVO EM NY FAZ BOLSAS SUBIREM

As Bolsas européias operam em alta nesta sexta,14, animadas com o ganho de 6,67% visto no índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), em um dia de forte oscilações. Notícias negativas sobre a economia e o crescimento de 10% do lucro do Wal-Mart no trimestre dividiram os investidores americanos. Os investidores europeus também voltaram aos negócios em busca de papéis a bons preços, após as perdas nesta semana.

Às 8h05 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 2,89% no índice FTSE 100, indo para 4.289,77 pontos; a Bolsa de Paris subia 1,61% no índice CAC 40, indo para 3.322,09 pontos; a Bolsa de Frankfurt tinha alta de 2,72% no índice DAX, operando com 4.776,02 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 2,31% no índice AEX General, que estava com 255,73 pontos; a Bolsa de Zurique estava em baixa de 2,08%, com 5.859,46 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha alta de 1,28% no índice MIBTel, que ia para 16.120 pontos.

Mais cedo, o índice FTSEurofirst 300 --que reúne as ações das principais empresas européias-- registrava alta de 2,5%, indo para 874,06 pontos. Na semana, no entanto, o índice acumula perda de mais de 4%; desde o início do ano, as perdas já passam de 41%.

"Hoje deve haver algum ânimo, após o ganho nos EUA, mas não há notícias que sustentem essa tendência", disse à agência de notícias Reuters o estrategista de investimentos Bernard McAlinden, da NCB Stockbrokers.

Entre as empresas mais ligadas ao setor de commodities subiam as ações das mineradoras BHP Billiton, Anglo American, Lonmin, Kazakhmys, Xstrata, Antofagasta e Rio Tinto, com ganhos entre 4,3% e 9,2%. Entre as petrolíferas subiam as ações da Total, ENI, BP, Royal Dutch Shell, Statoil e BG, com ganhos entre 3,9% e 6%.

Também tinham ganhos as ações da espanhola Telefónica (+3,7%), mesmo tendo anunciado uma queda de 28,7% em seu lucro líquido. No setor bancário as ações do francês Credit Agricole subiam 7,2% após anunciar uma queda menor que a esperada em seu lucro trimestral. Outros papéis do setor bancário que subiam eram Santander, Deutsche Bank, Standard Chartered Bank e UBS, com avanços entre 3% e 8,6%.

Nos EUA, o Wal-Mart informou ontem que seu lucro no trimestre encerrado em outubro foi de US$ 3,14 bilhões (US$ 0,80 por ação), contra US$ 2,86 bilhões (US$ 0,70 por ação) no mesmo período um ano antes. A empresa, no entanto, reduziu suas expectativas de ganhos para este ano. A desaceleração global da economia e o câmbio desfavorável foram os fatores que levaram às expectativas mais modestas, segundo o Wal-Mart.

O Departamento do Trabalho dos EUA, por sua vez, informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego no país cresceu em 32 mil, totalizando 516 mil solicitações iniciais do benefício. O dado acentua a grave situação do mercado americano de trabalho: no mês passado, foram eliminadas 240 mil vagas nos EUA.

PACOTE DO BB CONTRA A CRISE CHEGA A R$ 56 BI

O conjunto de medidas tomadas pelo Banco Central para injetar recursos no mercado já liberou R$ 56,068 bilhões desde setembro. O número se refere ao valor recolhido compulsoriamente pelas instituições financeiras junto ao BC. O propósito é reduzir o impacto da crise financeira internacional, que diminuiu drasticamente o dinheiro disponível nos bancos, além de incentivar a compra de carteiras de bancos pequenos por grandes instituições. O segmento que mais liberou recursos foi o que incide sobre a exigibilidade adicional dos dispositivos à vista, a prazo e poupança, que injetou R$ 22,730 bilhões no acumulado desde setembro. Em seguida, vêm o CDBs, que tiveram R$ 21,566 bilhões liberados.

PAGAMENTO DOS JUROSÉ O DOBRO DO GASTO COM EDUCAÇÃO, SAÚDE E INVESTIMENTO

O Brasil pagou em juros do endividamento público mais do que o dobro dos gastos com educação, saúde e investimentos somados entre 2000 e 2007, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o levantamento, feito com base em dados do governo, os juros responderam pelo desembolso de R$ 1,267 trilhão de 2000 a 2007. No mesmo período, os gastos com saúde (R$ 310,9 bilhões), educação (R$ 149,9 bilhões) e investimentos (R$ 93,8 bilhões) somaram R$ 554,6 bilhões.

De acordo com o estudo, não apenas os desembolsos devem ser observados, mas também "a qualidade do gasto público". Os juros, por exemplo, responderam por 7% ao ano, em média, do total da renda nacional.

"Ademais de poder ser considerado um gasto improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, termina fundamentalmente favorecendo a maior apropriação da renda nacional pelos detentores de renda da propriedade (títulos financeiros)", afirma o Ipea.

Entre 2000 e 2007, os gastos da União com saúde, educação e investimentos corresponderam a 43,8% do total das despesas com juros.

Desigualdade
O estudo faz parte da pesquisa sobre as desigualdades no Brasil e a participação da renda do trabalho no capital nacional.

A conclusão do trabalho é que a desigualdade pessoal está em queda. No entanto, a chamada desigualdade funcional (que envolve a renda do trabalho) sofreu brutal recuo em sua participação na renda nacional entre 1996 e 2004. Desde então, vem subindo, mas apenas deve se igualar aos níveis de 1990 (45,4%) em 2011, se mantiver a curva de crescimento de 4% ao ano.

Na comparação entre os mais pobres e os mais ricos, no entanto, o estudo aponta uma queda na diferença. Com isso, houve redução de 10,1% no chamado índice de Gini (que mede o nível de concentração da renda, de 0 a 1), de 0,600 para 0,528, entre 1990 e 2007.

Segundo o Ipea, a redução no índice de Gini esteve condicionada tanto pela elevação dos rendimentos na base da pirâmide social brasileira como pela diminuição real nas remunerações dos ocupados nos principais postos de trabalho do país.

No período em referência, o rendimento médio mensal real dos 10% mais pobres cresceu 44,4% (de R$ 67, em 1990, para R$ 97, em 2007), enquanto os 20% mais pobres aumentou 16,5% (de R$ 202 para R$ 236, no mesmo período). Os valores foram atualizados para 2007.

Já em relação aos 10% dos ocupados melhor remunerados, o rendimento médio mensal real registrou perda de 9,8% (R$ 4.559 em 1990 para R$ 4.114 em 2007). Para o 1% dos ocupados com maior rendimento, a queda foi maior, de 12,7% (de R$ 13.604 para R$ 11.878), entre 1990 e 2007.