LUCY
SOUZA É A 1ª MULHER A ASSUMIR
A PRESIDÊNCIA DA APIMEC NACIONAL
Além
de representar a renovação
do quadro diretivo, é a primeira
vez, desde a fundação da
Apimec Nacional - Associação
dos Profissionais de Investimento do Mercado
de Capitais- em 1988, que uma
mulher assume a presidência da Associação.
Lucy Sousa, que é a atual presidente
da Apimec SP, já trabalha no mercado
de capitais há mais de 25 anos.
Atualmente, ela é diretora da Interlink
Consultoria de Mercado de Capitais e também
professora da FAAP; do MBA Mercado de
Capitais da FIPECAFI - APIMEC SP, do Ibmec
SP e do Curso de Especialização
do Instituto de Economia da Unicamp.
Como
presidente, Lucy pretende reforçar,
modernizar e também democratizar
a estrutura da Apimec Nacional, garantindo
voz ativa e igualitária a todas
as Apimecs Regionais “Queremos que
as Regionais participem ativamente de
nosso planejamento de decisões
e ações” afirma Lucy
Sousa. “Qualquer entidade que se
diga ‘nacional’ tem que estar
necessariamente bem representada e fortalecida
institucionalmente”, complementa
Adonis Assumpção.
PRODUÇÃO
INDUSTRIAL CAI DEVIDO A FÉRIAS
COLETIVAS
Os
dados da produção industrial
brasileira de outubro "já
sugerem efeitos da mudança no cenário
econômico na atividade do setor",
segundo o coordenador de indústria
do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Silvio Sales.
O
recuo de 1,7% na produção
industrial em outubro em relação
a setembro já reflete algum impacto
da crise financeira mundial sobre o Brasil.
Comparada ao mesmo período no ano
anterior, avançou 0,8%, mas esse
é o menor crescimento anual apurado
mês a mês na indústria
desde dezembro de 2006, segundo o IBGE.
De
acordo com a pesquisa, a indústria
de produtos químicos - que registrou
queda de 11,6% na produção
em outubro ante setembro — representou
o principal impacto de queda na produção
industrial no período.
Segundo
Silvio Sales, a principal pressão
negativa foi de fabricantes que atendem
o segmento de agricultura. Esse grupo
de produtos químicos inclui fertilizantes,
tintas e resinas e também foi afetado
por paralisações
A
pesquisa apontou que houve perda de quase
um ponto percentual no indicador industrial
de 12 meses apurado em setembro (6,8%)
para outubro (5,9%). Também houve
queda de 0,6% no índice de média
móvel trimestral que quebra uma
seqüência de quatro resultados
positivos e foi puxada por bens intermediários
(2% de queda no trimestre encerrado em
outubro ante o terminado em setembro)
e bens de consumo duráveis (-0,9%).
Os
automóveis perderam, em outubro,
o posto de líder em crescimento
da produção industrial que
manteve até setembro de 2008. A
produção de veículos
automotores, que havia aumentado 20,2%
em setembro ante igual mês do ano
passado e acumulado um aumento de 17,6%
de janeiro a setembro deste ano, desacelerou
a expansão para apenas 4,1% em
outubro. Na comparação com
setembro, a produção de
veículos automotores registrou
queda de 1,4%, após um aumento
de 0,5% em setembro ante agosto.
DÓLAR
ABRE SEMANA EM ALTA
O dólar comercial iniciou as negociações
desta segunda-feira valendo R$
2,368 no mercado interbancário,
alta de 2,33% em relação
ao fechamento de sexta-feira. No pregão
da Bolsa de Mercadorias & Futuros
(BM&F), o dólar abriu em alta
de 1,71% a R$ 2,375, no contrato de liquidação
à vista. Os dados continuam apontando
para um encolhimento expressivo da economia
global e os mercados começam dezembro
replicando o clima de cautela que vem
imperando há meses, desde o agravamento
da crise internacional.
A semana reserva a divulgação
de diversos indicadores, e os investidores,
cansados de tanto apanhar, não
estão dispostos a tomar grandes
riscos. Os dados positivos de vendas no
varejo durante o fim de semana da Black
Friday, nos EUA, com vendas muito superiores
ao estimado, são um alento, mas
não têm força para
imprimir ânimo aos mercados. As
bolsas caem significativamente, inclusive
os índices futuros norte-americanos.
Em meio a diversificadas informações
relevantes, o mercado deve focar, entre
todas, as sínteses das reuniões
de política monetária da
União Européia, Inglaterra
e Japão. Na Europa, a expectativa
é de queda nas taxas. No Japão,
devem ser tomadas medidas em relação
ao crédito corporativo. Mas tem
mais. Nos EUA, por exemplo, há
dados do setor de construção
e de desemprego, entre outros. Para começar,
hoje, tem o índice de atividade
industrial do Instituto para Gestão
de Oferta e um pronunciamento do presidente
do Federal Reserve (Fed, banco central
americano), Ben Bernanke.
No cenário brasileiro, esta segunda
é dia de divulgação
da balança comercial de novembro,
o que deve chamar a atenção
do mercado doméstico de câmbio.
Os economistas estimam um superávit
que varie entre US$ 700 milhões
e US$ 1,5 bilhão. Se confirmado
o resultado mais próximo ao piso,
haverá praticamente uma estabilidade
em relação ao dado de outubro,
quando a balança registrou um saldo
positivo de US$ 1,2 bilhão.
O dado que mais deve merecer avaliação
de especialistas do mercado doméstico
de câmbio, no entanto, é
a redução das intervenções
do Banco Central por meio de leilões
de swap cambial. Na quinta-feira da semana
passada não houve esse tipo de
atuação e na sexta, a colocação
foi restrita. Para hoje, novamente não
há leilão de swap agendado.
Isso sinaliza uma maior acomodação
do mercado.
MEIRELLES:
RECUPERAÇÃO EM 2010
O
presidente do Banco Central, Henrique
Meirelles, considera que o Brasil
está bem posicionado para enfrentar
a crise financeira externa, não
apenas pelas reservas internacionais e
estrutura de dívida pública,
mas pelo crescimento de sua economia.
'O Brasil tem condições
de resistir (à crise) e continuar
crescendo solidamente', disse Meirelles
no 14º Congresso Nacional dos Jovens
Empresários, em Goiânia.
Conforme o presidente do BC, as raízes
da crise não foram apenas os empréstimos
problemáticos dos bancos norte-americanos,
mas os ativos tóxicos que foram
comprados naquelas oportunidades, em momentos
de euforia, e estão sendo cobrados
agora.
O investimento no Brasil cresceu, nos
últimos anos, 16% ao ano. As vendas
no varejo aumentaram em 12 meses, até
setembro passado, 10,3% ao ano. Assim,
o país entra na crise com um consumo
forte, levando vantagem sobre países
asiáticos baseados em exportações
para EUA e Europa. Apesar do discurso
otimista, Meirelles também citou
que 2009 deverá ser um ano difícil.
'Porém, a recuperação
começará em 2010: o país
vai manter a trajetória de crescimento
sustentado, apesar do nível mais
baixo', projetou.
BOVESPA
TEM QUEDA
Depois
de acumular alta de 11,40%
nos dois últimos pregões,
a Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa) inicia em queda os negócios
da quarta, 26. Por volta das 11h15, o
Ibovespa, principal índice da bolsa
paulista, caía 0,80%, para os 34.533
pontos.
Os
investidores repercutem notícias
relacionadas à reação
da economia global diante da crise. O
presidente da Comissão Européia,
José Manuel Barroso, anunciou um
plano de 200 bilhões de euros,
o que representa cerca de 1,5% do PIB
da União Européia, para
estimular a economia regional.
O
destaque do dia devem ser os indicadores
econômicos norte-americanos, concentrados
nesta quarta em função do
o feriado do Dia de Ação
de Graças, que manterá Wall
Street inoperante na quinta-feira e com
meio expediente na sexta-feira.
Na
véspera, o Ibovespa subiu 1,83%,
aos 34.812 pontos. O giro financeiro somou
R$ 3,72 bilhões. Em Wall Street,
o Dow Jones acabou garantindo o terceiro
dia seguido de alta ao avançar
0,43%, já a bolsa eletrônica
Nasdaq perdeu 0,50%.
CITIGROUP
E DEFINIÇÃO DE EQUIPE ESTIMULAM
BOLSAS MUNDIAIS
A
ajuda do governo americano ao Citigroup
e a confirmação de nomes
da equipe econômica de Barack
Obama levaram as Bolsas a dispararem
pelo mundo. Na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa) não foi diferente:
Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas
fizeram o principal índice doméstico
de ações (Ibovespa) subir
9,40%, devolvendo parte das perdas acumuladas
na última semana.
No mês, a Bolsa paulista acumula
perdas de 8,23% e, no ano, de 46,48%.
O giro financeiro totalizou R$ 3,595 bilhões.
As Bolsas americanas fecharam ontem em
forte alta: Dow Jones (4,93%), Standard
& Poor's 500 (6,47%) e Nasdaq (6,33%).
Na Europa, as medidas do governo britânico
para ajudar a economia também fez
as Bolsas dispararem. Em Londres, o índice
FTSE 100 subiu 9,84%, para 4.152,96 pontos,
registrando o maior ganho percentual em
21 anos. A Bolsa de Frankfurt avançou
10,34% e a de Paris, 10,09%.
Seguindo o otimismo apresentado pelos
mercados acionários globais, o
dólar caiu mais de 5% frente ao
real ontem. A divisa americana fechou
a R$ 2,328, em queda de 5,52%. Foi o recuo
mais forte desde 13 de outubro. No mês,
entretanto, o dólar ainda acumula
uma alta de quase 8%.
BOVESPA
DISPARA NA ABERTURA DO PREGÃO
A
Bovespa (Bolsa de Valores de São
Paulo) inicia as operações
desta segunda, 24, em forte alta. Embora
o nível de aversão ao risco
continue alto, analistas apontam que a
ajuda de US$ 20 bilhões do governo
americano ao Citigroup pode trazer algum
alívio para a jornada de hoje dos
mercados. A expectativa pelo anúncio
da equipe econômica do próximo
presidente dos EUA, Barack Obama, também
alimenta expectativas positivas. O câmbio
reflete esse momento de trégua
no mercados financeiros e desce para R$
2,37.
APÓS
QUEDA RECORDE, BOLSAS ASIÁTICAS
FECHAM SEXTA EM ALTA
As
principais bolsas da Ásia
encerraram a semana em alta, mesmo após
o mercado americano registrar queda recorde
na quinta, 20.
O
índice Nikkei da bolsa de Tóquio
subiu 207,75 pontos (2,69%), aos 7.910,79.
O índice Topix, que reúne
todos os valores da primeira seção,
subiu 20,41 pontos (2,60%), para 802,69.
O índice Kospi da bolsa de Seul
fechou hoje em forte alta de 55,04 pontos
(5,80%), para 1.003,73. O indicador de
valores tecnológicos Kosdaq subiu
17,06 pontos (6,25%), aos 290,12.
Já
a bolsa de Xangai registrou leve baixa
de 0,72%, aos 1.969,39 pontos.
Ontem,
novos sinais de recessão econômica
provocaram acentuadas quedas nos mercados
globais e levaram o petróleo a
ser negociado em Londres e Nova York abaixo
de US$ 50 por barril pela primeira vez
desde maio de 2005. As ações
desandaram 5,27% na Bolsa de Nova York
(Nyse) e 5,07% na Nasdaq. Na Europa, epicentro
do atual momento da crise, as perdas chegaram
a 3,48% em Paris e 3,26% em Londres.
EDUARDO
KUNST NA FEDERASUL
Eduardo
Kunst, diretor-presidente da
Artecola, que palestrou
na Federasul sobre o
tema "Estratégia de Líderes,
Vencedores e Empreendores", afirmou
que a crise deve frear as metas de aquisições
e joint-ventures da empresa na América
Latina, mas não a desviam da meta
de faturamento estabelecida para os próximos
anos.
Para
o executivo, com impactos que recaem principalmente
sobre a importação de matéria-prima
e retração dos mercados
compradores, a projeção,
para 2010, uma meta de pouco menos de
US$ 200 milhões de receita líquida,
resultado aquém da meta estipulada
em US$ 300 milhões. "Ainda
assim, existe uma relação
direta de causa e efeito entre estratégia
e resultados", afirmou, apontando
o crescimento imediato da Artecola a partir
de 1997, com a abertura de Centros de
Distribuição na Argentina,
Chile e México, e a implementação
da política de aquisições
que culminou, neste ano, com a compra
da empresa Probst, no México. Nesse
meio tempo, a receita líquida das
unidades no exterior saiu do patamar de
US$ 1 milhão para mais de US$ 50
milhões em 2008. Para isso, a empresa
se valeu de características como
a busca pela inovação e
a experiência na atuação
em cenários de instabilidade econômica
e política, o que levou a empresa,
segundo Kunst, a investir em aquisições
mesmo na Argentina, durante a crise que
o país atravessou em 2002. "Empresas
européias, por exemplo, talvez
optassem por estar menos expostas nesse
tipo de cenário", opinou.
Fundado
em 1948, o grupo Artecola atua na fabricação
de adesivos industriais, contrafortes
e couraças, laminados especiais,
cabedais e bordos plásticos industriais,
com um mercado direcionado principalmente
para os setores de papel e embalagem (42%),
calçados (30%) e moveleiro (16%).
TAXA
DE DESEMPREGO FICA ESTÁVEL EM OUTUBRO
Em
outubro, a taxa de desocupação,
estável em 7,5%, foi a segunda
mais baixa da série histórica,
iniciada em 2002, informou o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME),
feita em seis regiões metropolitanas.
Constatou-se expansão no rendimento
médio real e na renda em Porto
Alegre.
A população desocupada estabilizou-se
em relação a setembro, em
1,8 milhão de pessoas, sofrendo
decréscimo de 11,8% no confronto
com outubro de 2007.
O rendimento médio real habitual
dos trabalhadores em outubro, de R$ 1.258,20,
apresentou declínio de 1,3% na
comparação mensal, queda
influenciada pela desvalorização
da renda de pessoal sem carteira assinada.
O rendimento médio dos empregados,
com carteira assinada no setor privado,
em média de R$ 1.214,10, registrou
declínio de 0,4% neste mês
e significativa expansão no ano,
de 4,5%.
Foi registrada alta no rendimento em outubro
frente a setembro somente em Porto Alegre
(1,2%) e Belo Horizonte (0,8%). Na comparação
anual, a renda sofreu elevação
em cinco regiões metropolitanas:
Porto Alegre (2,9%), Salvador (11,1%),
Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo
(2,0%) e Belo Horizonte (7,4%).
BOVESPA
ABRE EM QUEDA DE 1%
O
desânimo com os rumos da economia
global afeta os negócios desta
terça-feira na Bovespa (Bolsa de
Valores de São Paulo). A perspectiva
de uma recessão mundial afeta os
preços das commodities --o petróleo
é cotado abaixo de US$ 55-- com
impacto direto sobre as ações
brasileiras. Refletindo o nervosismo dos
investidores, o câmbio atinge R$
2,31.
O
Ibovespa, principal índice de ações
da Bolsa, retrocede 1,08% e alcança
os 35.329 pontos. Na segunda, 17, a Bolsa
fechou em baixa de 0,20%.
O
dólar comercial é negociado
a R$ 2,316 para venda, o que representa
um avanço de 1,71% sobre a cotação
anterior. O Banco Central realiza o seu
habitual leilão de "swap"
cambial, com oferta de 10 mil contratos
a partir das 12h45. Esses contratos permitem
proteção contra as oscilações
do dólar e tendem a amenizar a
pressão sobre os preços
da moeda americana.
Além
desse leilão, a autoridade monetária
também realiza a rolagem dos contratos
de "swap" que vencem nos meses
de janeiro de 2009, março de 2009,
outubro de 2009 e janeiro de 2010.
As
Bolsas asiáticas fecharam em queda,
principalmente após o ministro
da Economia do Japão, Kaoru Yosano,
admitir que "é difícil
encontrar fatores que possam contribuir
para reverter [o PIB] em direção
a um território positivo".
Ontem, o governo japonês reconheceu
que o país caiu em recessão.
Em Tóquio, a Bolsa local perdeu
2,28%, enquanto o mercado de Hong Kong
caiu 4,54%.
BOLSA
DE TÓKIO FECHA EM ALTA MESMO COM
ANÚNCIO DE RECESSÃO
A
informação de que a economia
do Japão está em recessão
não levou a uma alta queda da Bolsa
de Valores de Tóquio. O índice
Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou
nesta segunda-feira em alta de 60,19 pontos
(0,71%), aos 8.522,58. O índice
Topix, que reúne todos os valores
da primeira seção, subiu
3,58 pontos (0,42%), para 850,49. O governo
do Japão declarou neste domingo
que sua economia, a segunda maior do mundo,
entrou em recessão, com o segundo
trimestre consecutivo de contração
econômica. É a primeira vez
que isso ocorre desde 2001
A
Bolsa de Seul fechou em baixa de 9,94
pontos (0,91%), aos 1.078,32. O indicador
de valores tecnológicos Kosdaq
caiu 2,47 pontos (0,78%), para 314,98.
Os dois pregões apresentaram instabilidade
no decorrer das atividades. A Bolsa de
Hong Kong fechou nesta segunda-feira em
baixa de 0,10%, aos 13.529,53 pontos.
Entre
as principais bolsas asiáticas,
a Bolsa de Xangai foi a única que
fechou em forte alta, de 44,05 pontos
(2,22%), para 2.030,49.
PIB
japonês
A crise financeira global aumentou as
perdas do país no comércio
internacional e enfraqueceu ainda mais
a demanda doméstica. O Produto
Interno Bruto (PIB) do Japão caiu
0,1% entre julho e setembro em relação
ao trimestre anterior, já ajustado
o índice de inflação,
ou 0,4% em relação ao mesmo
período do ano passado, de acordo
com os dados do Gabinete de Ministros.
FECHAMENTO
POSITIVO EM NY FAZ BOLSAS SUBIREM
As
Bolsas européias
operam em alta nesta sexta,14, animadas
com o ganho de 6,67% visto no índice
Dow Jones Industrial Average, da Nyse
(Bolsa de Valores de Nova York, na sigla
em inglês), em um dia de forte oscilações.
Notícias negativas sobre a economia
e o crescimento de 10% do lucro do Wal-Mart
no trimestre dividiram os investidores
americanos. Os investidores europeus também
voltaram aos negócios em busca
de papéis a bons preços,
após as perdas nesta semana.
Às
8h05 (em Brasília), a Bolsa de
Londres estava em alta de 2,89% no índice
FTSE 100, indo para 4.289,77 pontos; a
Bolsa de Paris subia 1,61% no índice
CAC 40, indo para 3.322,09 pontos; a Bolsa
de Frankfurt tinha alta de 2,72% no índice
DAX, operando com 4.776,02 pontos; a Bolsa
de Amsterdã tinha alta de 2,31%
no índice AEX General, que estava
com 255,73 pontos; a Bolsa de Zurique
estava em baixa de 2,08%, com 5.859,46
pontos no índice Swiss Market;
e a Bolsa de Milão tinha alta de
1,28% no índice MIBTel, que ia
para 16.120 pontos.
Mais
cedo, o índice FTSEurofirst 300
--que reúne as ações
das principais empresas européias--
registrava alta de 2,5%, indo para 874,06
pontos. Na semana, no entanto, o índice
acumula perda de mais de 4%; desde o início
do ano, as perdas já passam de
41%.
"Hoje
deve haver algum ânimo, após
o ganho nos EUA, mas não há
notícias que sustentem essa tendência",
disse à agência de notícias
Reuters o estrategista de investimentos
Bernard McAlinden, da NCB Stockbrokers.
Entre
as empresas mais ligadas ao setor de commodities
subiam as ações das mineradoras
BHP Billiton, Anglo American, Lonmin,
Kazakhmys, Xstrata, Antofagasta e Rio
Tinto, com ganhos entre 4,3% e 9,2%. Entre
as petrolíferas subiam as ações
da Total, ENI, BP, Royal Dutch Shell,
Statoil e BG, com ganhos entre 3,9% e
6%.
Também
tinham ganhos as ações da
espanhola Telefónica (+3,7%), mesmo
tendo anunciado uma queda de 28,7% em
seu lucro líquido. No setor bancário
as ações do francês
Credit Agricole subiam 7,2% após
anunciar uma queda menor que a esperada
em seu lucro trimestral. Outros papéis
do setor bancário que subiam eram
Santander, Deutsche Bank, Standard Chartered
Bank e UBS, com avanços entre 3%
e 8,6%.
Nos
EUA, o Wal-Mart informou ontem que seu
lucro no trimestre encerrado em outubro
foi de US$ 3,14 bilhões (US$ 0,80
por ação), contra US$ 2,86
bilhões (US$ 0,70 por ação)
no mesmo período um ano antes.
A empresa, no entanto, reduziu suas expectativas
de ganhos para este ano. A desaceleração
global da economia e o câmbio desfavorável
foram os fatores que levaram às
expectativas mais modestas, segundo o
Wal-Mart.
O
Departamento do Trabalho dos EUA, por
sua vez, informou que o número
de pedidos iniciais de auxílio-desemprego
no país cresceu em 32 mil, totalizando
516 mil solicitações iniciais
do benefício. O dado acentua a
grave situação do mercado
americano de trabalho: no mês passado,
foram eliminadas 240 mil vagas nos EUA.
PACOTE
DO BB CONTRA A CRISE CHEGA A R$ 56 BI
O
conjunto de medidas tomadas pelo Banco
Central para injetar recursos
no mercado já liberou R$
56,068 bilhões
desde setembro. O número se refere
ao valor recolhido compulsoriamente pelas
instituições financeiras
junto ao BC. O propósito é
reduzir o impacto da crise financeira
internacional, que diminuiu drasticamente
o dinheiro disponível nos bancos,
além de incentivar a compra de
carteiras de bancos pequenos por grandes
instituições. O segmento
que mais liberou recursos foi o que incide
sobre a exigibilidade adicional dos dispositivos
à vista, a prazo e poupança,
que injetou R$ 22,730 bilhões
no acumulado desde setembro. Em seguida,
vêm o CDBs, que tiveram
R$ 21,566 bilhões liberados.
PAGAMENTO
DOS JUROSÉ O DOBRO DO GASTO COM
EDUCAÇÃO, SAÚDE E
INVESTIMENTO
O
Brasil pagou em juros
do endividamento público mais do
que o dobro dos gastos com educação,
saúde e investimentos somados entre
2000 e 2007, segundo estudo do Ipea (Instituto
de Pesquisas Econômicas Aplicadas)
divulgado nesta quarta-feira.
Segundo
o levantamento, feito com base em dados
do governo, os juros responderam pelo
desembolso de R$ 1,267 trilhão
de 2000 a 2007. No mesmo período,
os gastos com saúde (R$ 310,9 bilhões),
educação (R$ 149,9 bilhões)
e investimentos (R$ 93,8 bilhões)
somaram R$ 554,6 bilhões.
De
acordo com o estudo, não apenas
os desembolsos devem ser observados, mas
também "a qualidade do gasto
público". Os juros, por exemplo,
responderam por 7% ao ano, em média,
do total da renda nacional.
"Ademais
de poder ser considerado um gasto improdutivo,
pois não gera emprego e tampouco
contribui para ampliar o rendimento dos
trabalhadores, termina fundamentalmente
favorecendo a maior apropriação
da renda nacional pelos detentores de
renda da propriedade (títulos financeiros)",
afirma o Ipea.
Entre
2000 e 2007, os gastos da União
com saúde, educação
e investimentos corresponderam a 43,8%
do total das despesas com juros.
Desigualdade
O estudo faz parte da pesquisa sobre as
desigualdades no Brasil e a participação
da renda do trabalho no capital nacional.
A
conclusão do trabalho é
que a desigualdade pessoal está
em queda. No entanto, a chamada desigualdade
funcional (que envolve a renda do trabalho)
sofreu brutal recuo em sua participação
na renda nacional entre 1996 e 2004. Desde
então, vem subindo, mas apenas
deve se igualar aos níveis de 1990
(45,4%) em 2011, se mantiver a curva de
crescimento de 4% ao ano.
Na
comparação entre os mais
pobres e os mais ricos, no entanto, o
estudo aponta uma queda na diferença.
Com isso, houve redução
de 10,1% no chamado índice de Gini
(que mede o nível de concentração
da renda, de 0 a 1), de 0,600 para 0,528,
entre 1990 e 2007.
Segundo
o Ipea, a redução no índice
de Gini esteve condicionada tanto pela
elevação dos rendimentos
na base da pirâmide social brasileira
como pela diminuição real
nas remunerações dos ocupados
nos principais postos de trabalho do país.
No
período em referência, o
rendimento médio mensal real dos
10% mais pobres cresceu 44,4% (de R$ 67,
em 1990, para R$ 97, em 2007), enquanto
os 20% mais pobres aumentou 16,5% (de
R$ 202 para R$ 236, no mesmo período).
Os valores foram atualizados para 2007.
Já
em relação aos 10% dos ocupados
melhor remunerados, o rendimento médio
mensal real registrou perda de 9,8% (R$
4.559 em 1990 para R$ 4.114 em 2007).
Para o 1% dos ocupados com maior rendimento,
a queda foi maior, de 12,7% (de R$ 13.604
para R$ 11.878), entre 1990 e 2007.
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