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CONGRESSO
NORTE-AMERICANO AMEAÇA TIRAR
BENEFÍCIOS DO BRASIL
O
Congresso
americano
está ameaçando
retirar
as
vantagens
tarifárias
que
alguns
produtos
brasileiros
recebem
ao
entrar
no
mercado
dos
Estados
Unidos
por
causa
da
retaliação
aos
subsídios
do
algodão.
Líderes
democratas
e
republicanos
reunidos
na
Comissão
de
Agricultura
do
Senado
disse
que
a
atitute
brasileira é um
indicador
para
reconsiderar
os
os
benefícios
dos
programas
de
comércio
preferencial
dos
EUA.
Eles
se
referem
ao
Sistema
Geral
de
Preferências
(SGP),
programa
que
contempla
a
indústria
brasileira,
reduzindo
as
tarifas
de
importação
para
cerca
de
10%
das
exportações
do
Brasil
para
os
Estados
Unidos.
Entre
os
produtos
beneficiados
estão
máquinas,
autopeças,
aço
e
químicos.
Em
2008,
o
Brasil
vendeu
US$
2,8
bilhões
aos
Estados
Unidos
por
meio
do
SGP.
Em
um
comunicado
conjunto,
a
presidente
da
Comissão
da
Agricultura,
senadora
democrata
Blanche
Lincoln,
e
o
vice-presidente,
o
senador
republicano
Saxby
Chambliss,
fizeram
duras
críticas
ao
governo
brasileiro.
"Infelizmente,
o
Brasil
seguiu
adiante
com
a
retaliação
sem
se
engajar
em
negociações
significativas
para
resolver
essa
disputa",
disseram
os
senadores.
Na
segunda-feira,
o
governo
brasileiro
divulgou
uma
lista
de
102
produtos
cujas
tarifas
de
importação
devem
subir
dentro
de
30
dias
se
os
EUA
não
apresentarem
uma
proposta
significativa
ao
Brasil:
retirar
os
subsídios
ao
algodão
ou
conceder
compensações
relevantes.
Na
próxima
semana,
o
país
deve
anunciar
também
a
lista
de
retaliação
em
patentes
e
royalties,
um
tema
ainda
mais
sensível
para
os
Estados
Unidos.
No
comunicado,
os
senadores
afirmam
que
o
Brasil
deve
fazer
o
primeiro
movimento
na
negociação.
A
posição
brasileira é aguardar
uma
proposta
americana.
O
senadores
já adiantavam
que
os
altos
funcionários
americanos
que
estiveram
no
país
esta
semana
não
trariam
nenhuma
proposta
concreta.
SEM
OFERTAS DOS EUA, BRASIL VAI
ADIANTAR LISTA DE PATENTES
QUE PODEM SOFRER SANÇÕES
Diante
da
ausência
de
uma
oferta
americana
para
negociar
uma
alternativa "pacífica" para
as
retaliações
comerciais
do
Brasil
aos
Estados
Unidos,
o
governo
brasileiro
deve
antecipar
para
a
próxima
semana
o
início
da
consulta
pública
da
lista
de
direitos
de
propriedade
intelectual
-
como
patentes
e
royalties
-
que
também
podem
sofrer
sanções.
A
informação é de
uma
fonte
envolvida
nas
conversas
com
o
governo
americano.
Na
segunda-feira,
o
governo
havia
informado
que
os
termos
da
consulta
pública
seriam
aprovados
pelos
ministros
da
Câmara
de
Comércio
Exterior
(Camex)
no
dia
23
de
março.
A
expectativa
alimentada
pelo
Itamaraty
era
de
que
uma
primeira
proposta
de
compensação
comercial
fosse
entregue
por
Michael
Froman,
conselheiro
adjunto
de
Segurança
Nacional
para
Assuntos
Econômicos
Internacionais
dos
Estados
Unidos.
Froman
foi
recebido
pelo embaixador
Pedro
Luiz
Carneiro
de
Mendonça,
subsecretário
de
Assuntos
Econômicos
e
Tecnológicos
do
Itamaraty.
Mas
preferiu
tratar
da
controvérsia
apenas
como
um
tópico
da
agenda
econômica
bilateral.
Em
paralelo,
o
secretário
de
Comércio
americano,
Gary
Locke,
insistia
com
o
ministro
do
Desenvolvimento,
Indústria
e
Comércio
Exterior,
Miguel
Jorge,
que
os
EUA
não
querem
iniciar
uma
guerra
comercial
contra
o
Brasil.
Mas
a
intenção
de
Washington
de
negociar
ainda
não
saiu
do
plano
retórico.
Um
avanço
poderá ocorrer
no
início
de
abril,
quando
o
chefe
da
Representação
dos
Estados
Unidos
para
o
Comércio
(USTR),
Ron
Kirk,
deve
se
reunir
com
autoridades
brasileiras.
No
entanto,
segundo
Miguel
Jorge,
não
se
sabe
ainda
se
esse
encontro
ocorrerá antes
ou
depois
do
dia
7,
data
marcada
pelo
governo
para
iniciar
a
aplicação
das
retaliações
sobre
bens
americanos
incluídos
na
lista
divulgada
segunda-feira
pela
Camex.
FINANCIAL
TIMES: "DECISÃO SOBRE TAXAS
DE IMPORTAÇÃO
PODE CAUSAR GUERRA COMERCIAL
COM OS EUA"
O
anúncio
de
elevação
de
impostos
de
importação
para
produtos
norte-americanos
no
Brasil
causa
polêmica
nos
Estados
Unidos.
Em
reportagem,
o
jornal
americano
Financial
Times
afirma
que
a
medida
pode
impulsionar
uma
guerra
comercial
entre
os
países.
A
retaliação
por
parte
do
Brasil é resultado
de
uma
disputa
de
oito
anos
na
Organização
Mundial
do
Comércio
(OMC)
sobre
subsídios
que
o
governo
americano
destina
aos
produtores
de
algodão
americanos.
A
medida
tem
30
dias
para
entrar
em
vigor.
Até lá,
de
acordo
com
o
jornal,
o
governo
americano
deve
tentar
uma
negociação.
A
reportagem
destaca
o
efeito
que
a
retaliação
deve
causar
principalmente
sobre
o
algodão,
que
atualmente é taxado
entre
6%
e
35%,
e
deve
passar
a
100%.
O
produto
está em
uma
lista
de
mais
de
100
itens
que
deverão
sofrer
aumento
de
impostos.
Segundo
o
jornal,
o
escritório
de
comércio
de
Washington
se
manifestou
desapontado
com
a
decisão
do
Brasil:
"Estamos
desapontados
ao
saber
que
as
autoridades
do
Brasil
decidiram
avançar
com
medidas
contra
os
EUA
na
disputa
sobre
o
algodão.
O
escritório
de
Comércio
dos
Estados
Unidos
tem
trabalhado
para
chegar
a
uma
solução
para
os
problemas",
publicou
o
jornal.
Em
entrevista
ao
Financial,
Jon
Huenemann,
assessor
do
escritório
de
advocacia
Miller & Chevalier,
afirmou
que
a única
forma
de
evitar
que
a
medida
se
transforme
em
desastre é oferecer
algo
significativo
ao
Brasil.
RETALIAÇÃO
AOS EUA VAI TER IMPACTO DE
US$ 591 MILHÕES
O
diretor
do
Departamento
Econômico
do
Itamaraty,
Carlos
Cozendey,
disse
que
a
lista
publicada
nesta
segunda-feira,
de
retaliação
na
importação
de
102
itens
dos
Estados
Unidos,
deve
ter
um
impacto
comercial
de
US$
591
milhões.
Segundo
ele,
o
valor é estimado
com
base
no
impacto
do
aumento
da
tarifa
no
valor
final
do
produto.
Esse
valor é maior
que
os
US$
560
milhões
autorizados
pela
Organização
Mundial
do
Comércio
(OMC)
para
o
setor
de
bens.
Cozendey
explicou
que
o
valor
autorizado
pela
OMC
era
o
piso,
mas
poderia
chegar
a
até US$
829
milhões.
No
entanto,
o
Brasil
decidiu
que
US$
238
milhões
serão
utilizados
na
retaliação
na área
de
propriedade
intelectual
e
serviços.
A
secretária
executiva
da
Câmara
de
Comércio
Exterior
(Camex),
Lytha
Spíndola,
informou
que,
na
próxima
reunião
da
Camex,
marcada
para
23
de
março,
os
ministros
devem
aprovar
os
termos
da
consulta
pública
das áreas
de
propriedade
intelectual
e
serviços
que
serão
objeto
de
retaliação.
Ela
disse
que
a
consulta
pública,
assim
como
ocorreu
com
a
lista
de
bens,
deve
durar
20
dias.
-
O
governo
brasileiro
não
acredita
que
a
retaliação
comercial é o
meio
mais
apropriado
para
lograr
um
comércio
internacional
em
bases
mais
justas.
Mas,
após
oito
anos
de
litígio
e
na
ausência
de
oferta
de
opções
concretas
para
uma
solução
para
o
contencioso,
resta
ao
Brasil
fazer
valer
seu
direito,
autorizado
pela
OMC,
e
até para
salvaguardar
a
credibilidade
do
sistema
de
solução
de
controvérsias
-
disse
a
secretária.
Segundo
ela,
o
Brasil
permanece
aberto
para
receber
propostas
do
governo
norte-americano
para
acabar
com
a
aplicação
de
subsídios à produção
doméstica
e à exportação
de
algodão.
Na
lista,
a
maior
parte
dos
itens
são
alimentos
(16).
Na
sequência,
aparecem
aparelhos
eletrônicos
(14),
higiene
e
cosméticos
(14),
produtos
agrícolas
(11)
e
têxteis
e
confecções
(10).
Cozendey
disse
que
a
decisão
de
incluir
produtos
agrícolas é uma
tentativa
de
forçar
setores
norte-americanos
a
pressionarem
o
Congresso
dos
EUA
a
retirar
essa
política "ultrapassada" de
subsídios
domésticos.
A
ideia
do
governo
brasileiro é fazer
com
que
setores
que
não
são
beneficiados
com
o
subsídio
agrícola
ao
algodão
pressionem
as
autoridades
norte-americanas,
para
não
serem
prejudicados
com
a
retaliação
brasileira.
Cozendey
disse
ainda
que
a
lista
vale
por
365
dias,
com
base
nos
dados
de
subsídios
aplicados
em
2008.
Após
esse
prazo,
caso
não
haja
uma
reversão
da
política
pelos
EUA,
o
Brasil
fará uma
revisão
da
lista
para
ajustá-la
aos
números
de
subsídios
de
2009.
Entre
os
produtos
agrícolas,
o
de
maior
peso é o
trigo,
que
teve
a
alíquota
do
imposto
de
importação
ampliada
de
10%
para
30%.
Lytha
disse
que
as
importações
de
trigo
dos
Estados
Unidos
em
2008
somaram
US$
318
milhões,
de
um
total
de
US$
374
milhões
em
importações
de
produtos
agrícolas
do
país.
A
secretária
destacou,
no
entanto,
que
houve
uma
avaliação
dos
ministérios
da
Fazenda
e
da
Agricultura
sobre
a
safra
de
trigo
nacional
e
os
riscos
de
desabastecimento.
Chegou-se à conclusão
de
que
poderia
haver
o
encarecimento
do
produto
norte-americano
sem
prejuízos
para
o
mercado
nacional.
Lytha
disse
que,
além
de
haver
um
aumento
da
safra
brasileira
nos últimos
anos,
o
Brasil
pode
importar
trigo
da
Argentina,
do
Uruguai
e
do
Canadá.
A
secretária
também
destacou
que
o
critério
utilizado
para
selecionar
os
produtos
que
permaneceram
na
lista
definitiva
dos
222
colocados
em
consulta
pública
foi
priorizar
produtos
de
bens
de
consumo
e
evitar
bens
de
capital
e
insumos
que
pudessem
prejudicar
o
processo
produtivo
brasileiro.
Cozendey
disse
ainda
que
o
aumento
das
tarifas
não é proibitivo,
ou
seja,
os
consumidores
que
forem
fiéis
a
marca
podem
continuar
comprando,
mesmo
com
aumento
do
preço,
ou
terão
a
opção
de
substituir
por
produtos
de
outros
mercados.
Lytha
acrescentou
que
a
expectativa
do
governo
brasileiro é que
haja
um
desvio
de
comércio
para
o
mercado
interno
e
para
fornecedores
de
outros
países.
De
acordo
com
Cozendey,
até o
momento
houve
várias
sinalizações
políticas
de
negociação,
mas
nenhuma
proposta
concreta
de
retirada
de
subsídios
foi
apresentada
pelos
EUA
ao
Brasil.
GM
ANUNCIA AMPLIAÇÃO
DA UNIDADE
DE
GRAVATAÍ
O
vice-presidente
da
General
Motors
José Carlos
Pinheiro
Netto anunciou
que
a
unidade
da
montadora
deve
ampliar
a
produção
em
2010.
Netto
afirmou
que
a
companhia
dará início às
obras
de
caráter
civil
da
nova
planta
de
Gravataí em
julho.
Este é o
pressuposto
para
que
a
capacidade
de
produção
seja
ampliada
em
380
mil
novas
unidades
INDÚSTRIA
AUTOMOTIVA DEVE CRESCER EM
2010
O
ministro
da
Fazenda,
Guido
Mantega,
afirmou
que
a
perspectiva
para
a
indústria
automobilística
em
2010 é excelente
e
aponta
para
um
desempenho
em
2010
melhor
do
que
o
de
2009,
quando
as
vendas
do
setor
cresceram
11,35%
em
relação
a
2008.
Mantega,
que
participa
de
evento
promovido
pela
Associação
Nacional
dos
Fabricantes
de
Veículos
Automotores
(Anfavea)
em
São
Paulo,
destacou
que
em
fevereiro
a
indústria
automobilística
já atingiu
seu
melhor
fevereiro
da
história,
com
221
mil
unidades
vendidas,
contrariando
a
sazonalidade
do
período.
Ele
disse
que,
para
março,
já há a
previsão
de
venda
recorde
de
310
mil
unidades.
As
empresas
têm
se
preparado
para
investir
e
a
indústria
automobilística
tem
sido
um
dos
polos
de
dinâmica
da
economia,
afirmou
Mantega.
O
ministro
ressaltou
que
o
setor
automotivo
dará grande
contribuição
para
o
crescimento
do
PIB
em
2010,
que
deve
superar
5%.
O
ministro
ressaltou
que
o
setor
automotivo
foi
um
exemplo
de
sucesso
no
combate à crise
no
Brasil
e
também
no
mundo.
"A
indústria
teve
um
comportamento
exemplar,
soube
superar
a
crise
com
eficácia",
afirmou.
Segundo
o
ministro,
a
ação
do
setor
privado
em
conjunto
com
a
ação
do
poder
público
derrotou
a
maior
crise
do
capitalismo.
"O
desempenho
do
setor
foi
extraordinário
para
um
ano
de
crise.
Consolidamos
o
posto
de
quinto
maior
mercado
de
veículos
do
mundo
e
agora
queremos
passar
para
o
quarto
lugar",
disse.
Segundo
Mantega,
a
indústria
automobilística
tem
um
papel
importante
para
a
geração
de
empregos,
o
que
deverá continuar
acontecendo
daqui
para
a
frente.
Mantega
lembrou
que
ainda
está em
vigor
um
restinho
de
estímulo
fiscal,
que
termina
neste
mês,
e
também
o
instrumento
de
crédito
a
juros
mais
baixos
oferecido
pelo
Banco
Nacional
de
Desenvolvimento
Econômico
e
Social
(BNDES)
para
caminhões
e
máquinas
agrícolas.
CORDILAT PRETENDE
DOBRAR FATURAMENTO
EM 2010
Com
um
parque
industrial
de
alta
tecnologia
e
produtos
de
qualidade
a
catarinense
Cordilat
que
tem
unidades
de
processamento
de
leite
em
Cordilheira
Alta
e
Ponte
Serrada,
no
Oeste
de
Santa
Catarina,
inicia
do
ano
com
projetos
ousados
que
incluem
o
lançamento
de
um
leite
longa
vida
UHT
em
uma
embalagem
inovadora
no
mercado
brasileiro
e
o
incremento
na
produção
creme
de
leite
pasteurizado.
No
plano
de
expansão
dos
negócios
os
produtos
serão
comercializados
em
todo
o
estado
de
SC
e
outros
estados
através
de
uma
estrutura
logística
própria
e
terceirizada
que
vai
colocar
nos
pontos
de
venda
os
produtos
Cordilat
que
tem
como
slogan “Cordilat – Tudo
fica
mais
gostoso”.
O
empresário
Daniel
Tozzo
aposta
na
recuperação
do
setor
em
2010,
depois
da
queda
nos
preços
internacionais
provocada
pela
crise
no
ano
passado,
e
pretende
faturar
mais
de
R$60
milhões
colocando
no
mercado
brasileiro
produtos
de
qualidade
diferenciada “Santa
Catarina é hoje
o
quinto
estado
em
produtividade
no
ranking
nacional,
tende
a
ser
o
quarto
em
curto
espaço
de
tempo.
Para
melhorar
a
situação,
precisamos
de
incentivos
fiscais,
bem
como
aumentar
nossa
capacidade
e
eficiência
industrial
de
maneira
rápida,
para
assim
podermos
agregar
valor
ao
nosso
leite”,
afirma
o
empreendedor
que
gera
mais
de
mil
empregos
diretos
e
indiretos.
A
Cordilat,
que
começou
a
produção
em
setembro
de
2003,
foi
uma
das
empresas
de
laticínios
que
mais
cresceu
no
ano
passado
em
todo
o
estado,
com
uma
capacidade
de
processamento
de
200
mil
litros
de
leite
que
são
transformados
em
queijo
mussarela,
queijo
prato,
ricota
fresca,
minas
frescal,
manteiga,
queijo
provolone,
creme
de
leite
pasteurizado
e
a
partir
de
2010
a
de
leite
longa
vida
integral
e
desnatado.
Tudo
produzido
dentro
do
mais
rigoroso
controle
de
qualidade
exigido
pelo
Serviço
de
Inspeção
Federal –SIF.
Grande
parte
do
leite
processado
nas
duas
unidades
vem
de
propriedades
com
base
na
agricultura
familiar
de
Cordilheira
Alta,
Chapecó,
Xaxim,
Coronel
Freitas
e
outros
20
municípios
do
oeste
catarinense,
gerando
desenvolvimento
econômico
e
de
tecnologia
na
produção
de
leite
para
uma
das
bacias
leiteiras
que
mais
cresce
no
mundo.
BRASIL
E INDONÉSIA CORREM RISCO DE
BOLHA ECONÔMICA
O
diretor-gerente
do
Fundo
Monetário
Internacional
(FMI),
Dominique
Strauss-Kahn,
alertou
que
Brasil,
Indonésia
e
outros
países
emergentes
sofrem
um "risco
real" de
sofrer
uma
bolha
no
preço
de
seus
ativos
por
causa
da
avalanche
de
dinheiro
externo
que
entra
nestas
nações.
"Grandes
quantidades
de
capital
entram
no
Brasil,
Indonésia
e
outros
países,
que
estão
em
risco
real
de
sofrer
com
bolhas",
advertiu
o
diretor
do
FMI
em
um
fórum
econômico
em
Washington.
DUPONT
NA 20ª ABERTURA
OFICIAL DA COLHEITA
DO ARROZ
Dirigentes
e
especialistas
da
DuPont
Brasil
Produtos
Agrícolas participam
esta
semana
da
20ª Abertura
Oficial
da
Colheita
do
Arroz.
O
evento,
de
grande
tradição
na
rizicultura
nacional,
será realizado
no
município
gaúcho
de
Camaquã (RS),
no
período
de
25
a
27
de
fevereiro,
no
Parque
do
Sindicato
Rural.
De
acordo
com
a
organização
do
encontro,
os
temas
principais
da
edição
2010
serão
a
sustentabilidade
da
cultura
e
a
renda
da
lavoura
gaúcha
de
arroz.
Posicionada
entre
as
mais
inovadoras
empresas
do
setor
de
agroquímicos
atuantes
no
Brasil,
a
DuPont é um
dos
principais
provedores
de
tecnologia
para
proteção
da
cultura
de
arroz.
Recentemente,
a
empresa
colocou
no
mercado
o
inseticida
de última
geração
Altacor®,
sobre
o
qual
os
rizicultores
participantes
do
evento
terão
informações
detalhadas
no
espaço
reservado à companhia
no
parque
do
Sindicato.
Altacor® é indicado,
sobretudo,
no
controle
de
pragas
como
a
bicheira-da-raiz.
A
Abertura
da
Colheita
será promovida
pela
Federação
das
Associações
de
Arrozeiros
do
Rio
Grande
do
Sul
(Federarroz)
e
pela
Associação
de
Arrozeiros
de
Camaquã.
A
programação
completa
do
evento
pode
ser
conferida
no
http://www.colheitadoarroz.com.br.
20ª Abertura
Oficial
da
Colheita
do
Arroz
Local:
Parque
do
Sindicato
Rural
de
Camaquã -
Rua
João
Ferreira,
850,
Bairro
Gaúcho
Datas
e
horários:
25
a
27/02 – a
partir
das
7h
VOLUME
DE CRÉDITO
CRESCE 15,7% EM
12
MESES
O
crédito
total
ofertado
pelo
sistema
financeiro
nacional
chegou
a
R$
1,422
trilhão
em
janeiro,
com
expansão
de
0,7%
no
mês
e
de
15,7%
em
12
meses,
segundo
dados
divulgados
nesta
quarta-feira
pelo
Banco
Central.
Com
esse
resultado,
os
empréstimos
representaram
44,6%
do
Produto
Interno
Bruto
(PIB),
a
soma
de
todos
os
bens
e
serviços
produzidos
no
país.
Houve
uma
queda
em
relação
a
dezembro
do
ano
passado,
quando
essa
relação
chegou
a
45%.
Em
janeiro
de
2009,
o
crédito
em
relação
ao
PIB
ficou
em
40%.
De
acordo
com
o
BC,
os
bancos
públicos
ampliaram
a
participação
relativa
na
carteira
total
de
crédito
de
41,4%,
em
dezembro,
para
41,6%,
em
janeiro.
As
instituições
privadas
nacionais
mantiveram
40,4%
de
participação,
enquanto
os
bancos
estrangeiros
tiveram
redução
de
18,2%
para
18%.
Os
empréstimos
com
recursos
livres
(com
taxas
de
juros
livremente
pactuadas
entre
as
instituições
financeiras
e
os
clientes)
responderam
por
67,3%
do
crédito
total.
O
resultado
foi
de
R$
957,4
bilhões,
em
janeiro,
com
aumento
de
0,3%
no
mês.
O
aumento,
segundo
o
BC,
refletiu
o
crescimento
de
0,9%
nas
operações
para
as
pessoas
físicas,
com
destaque
para
o
crédito
pessoal,
nos
financiamentos
de
veículos
e
nas
modalidades
de
crédito
rotativo.
Por
sua
vez,
os
financiamentos
para
as
empresas
recuaram
0,3%
no
mês,
com
o
total
de
R$
483,5
bilhões.
De
acordo
com
o
BC,
houve
retração
de
7,5%
no
saldo
de
operações
de
desconto
de
duplicatas,
o
que é comum
no
início
do
ano.
O
financiamento
com
recursos
direcionados
(operações
com
taxas
ou
recursos
preestabelecidos
em
normas
governamentais,
destinados
basicamente
para
os
setores
rural,
habitacional
e
de
infraestrutura)
cresceram
1,7%
no
mês,
com
o
total
de
R$
464,9
bilhões.
JAPÃO
TEME IMPACTO DO RECALL DA
TOYOTA NAS EXPORTAÇÕES
O
governo
do
Japão
rebaixou
sua
avaliação
para
as
exportações
do
país
em
seu
relatório
de
fevereiro
sobre
as
condições
econômicas,
em
parte
em
consequência
do
recall
de
milhões
de
veículos
feitos
pela
Toyota.
O
governo
manteve
inalterada
sua
avaliação
sobre
as
perspectivas
econômicas
de
modo
geral
pelo
sétimo
mês
seguido,
dizendo
que
a
economia
tem
dado
sinais
de
recuperação,
mas
que
permanece
em
uma "situação
difícil" e
que
não
há muitos
fatores
domésticos
positivos
sustentando
a
demanda.
O
relatório
não
mencionou
o
nome
da
Toyota,
citando
questões
de
recall
de "automóveis
japoneses".
O
secretário
de
gabinete
do
governo,
Keisuke
Tsumura,
disse
que
o
governo
não
acredita
que
o
problema
do
recall
irá atingir
diretamente
o
desempenho
da
economia
de
modo
geral,
tampouco
provocará queda
das
exportações.
Mas
a
possibilidade
de
o
recall
oferecer
riscos
ao
setor
exportador
não
foi
descartado
e
o
governo
está atento
para
a
necessidade
de
medidas
de
estímulo
adicionais.
"É muito
desapontador.
As
vendas
de
automóveis
japoneses
já estão
caindo
nos
Estados
Unidos.
Concluímos
que
os
desdobramentos
devem
ser
acompanhados
com
cuidado",
observou
Tsumura.
Ele
citou
pesquisas
feitas
por
instituições
privadas
mostrando
queda
de
4,3%
nas
vendas
de
automóveis
japoneses
em
janeiro
nos
Estados
Unidos
em
comparação
ao
mesmo
período
do
ano
passado.
Segundo
ele,
contatos
recentes
com
as
concessionárias
de
automóveis
japoneses
nos
EUA
indicam
que
as
vendas
não
estão
bem
em
fevereiro.
A
Toyota
informou
que
sua
produção
cresceu
29%
no
Japão
em
janeiro
em
comparação
com
igual
mês
do
ano
passado,
para
268.888
veículos.
A
produção
do
grupo
fora
do
país,
enquanto
isso,
atingiu
um
recorde
para
o
mês
de
janeiro,
de
375.037
veículos,
um
crescimento
de
80%
ante
janeiro
de
2009.
Desse
total,
a
produção
nos
EUA
mais
do
que
dobrou,
para
98
mil
veículos.
As
vendas
domésticas
do
grupo
aumentaram
quase
50%,
para
121.043
unidades,
enquanto
as
exportações
cresceram
44%,
para
130.928
unidades.
Os
números,
no
entanto,
não
refletem
ainda
totalmente
o
impacto
dos
recalls
de
mais
de
8
milhões
de
carros
anunciados
em
todo
o
mundo,
que
deverão
custar
ao
grupo
cerca
de
US$
2
bilhões.
Outras
montadoras
japonesas
também
anunciaram
nesta
terça-feira
uma
melhoria
de
seu
desempenho
no
mês
passado
na
comparação
anual.
A
produção
doméstica
da
Honda
cresceu
0,2%
ante
janeiro
de
2009,
para
77.384
unidades,
o
primeiro
aumento
em
15
meses.
As
vendas
do
grupo
no
Japão,
por
sua
vez,
subiram
40%,
para
47.818
veículos,
enquanto
as
exportações
saltaram
51,6%,
para
16.990
unidades.
A
produção
da
Nissan,
por
sua
vez,
disparou
83,1%
no
Japão
na
comparação
anual,
para
86.938
unidades.
Suas
vendas
domésticas
aumentaram
17,5%,
para
49.096
veículos,
enquanto
as
exportações
cresceram
29,6%,
para
35.737
unidades.
ECONOMIA
DA
AMÉRICA
LATINA AINDA NÃO
VOLTOU
AO PATAMAR PRÉ-CRISE
No
primeiro
mês
de
2010,
a
economia
da
América
Latina
continuou
em
recuperação
após
a
crise
global,
que
marcou
o
ano
passado,
mas
o
ritmo
econômico
da
região
ainda
não
alcançou
os
bons
resultados
registrados
no
cenário
pré-crise,
em
meados
de
2008.
A
conclusão
consta
da
Sondagem
Econômica
da
América
Latina,
feita
em
parceria
pelo
Institute
for
Economic
Research
at
the
University
of
Munich
(Instituto
IFO)
e
a
Fundação
Getúlio
Vargas
(FGV).
De
acordo
com
os
dados,
o Índice
de
Clima
Econômico
(ICE)
da
América
Latina
atingiu
patamar
de
5,6
pontos
em
janeiro
deste
ano,
acima
do
desempenho
de
5,2
pontos
apurado
na
pesquisa
anterior,
referente
a
outubro
de
2009.
Resultados
abaixo
de
cinco
pontos
indicam "clima
ruim",
enquanto
desempenhos
acima
disso
são
considerados
positivos.
Na
prática,
o
ritmo
da
economia
da
América
Latina
acompanha
a
velocidade
de
recuperação
da
economia
mundial,
após
a
crise
global.
O
resultado
de
janeiro,
de
acordo
com
as
instituições,
foi
impulsionado
por
uma
melhora
na
avaliação
sobre
o
momento
presente
na
economia.
De
outubro
do
ano
passado
a
janeiro
deste
ano,
o Índice
de
Expectativas
(IE),
um
dos
dois
componentes
do
ICE,
avançou
de
3,3
para
4,0
pontos,
enquanto
o Índice
da
Situação
Atual
(ISA)
subiu
de
7
para
7,1
pontos.
Para
as
instituições,
o
ISA
mostra
uma
sinalização
de
otimismo
do
mercado
financeiro
em
relação às
economias
latino-americanas
durante
o
primeiro
semestre
de
2010.
Brasil
Em
janeiro,
o
clima
econômico
do
Brasil
foi
o
melhor
da
América
Latina
pela
segunda
vez
consecutiva.
Entre
11
países
pesquisados,
o Índice
de
Clima
Econômico
(ICE)
do
Brasil
em
janeiro
foi
de
7,8
pontos,
acima
do
desempenho
anterior,
de
outubro
do
ano
passado,
de
7,4
pontos.
O
resultado
também
foi
o
mais
elevado
entre
as
nações
utilizadas
na
pesquisa.
Em
comunicado,
as
instituições
comentam
que
a
economia
brasileira
continuou
em
ritmo
de
expansão
no
primeiro
mês
do
ano,
após
enfrentar
a
crise
global
em
2009.
Na
pesquisa
anterior,
o
Brasil
também
tinha
mostrado
o
melhor
ICE
entre
os
11
países
pesquisados.
Assim
como
no
levantamento
anterior,
o
desempenho
de
clima
econômico
do
Brasil
em
janeiro
ficou
acima
da
média
do
ICE
da
América
Latina
para
o
mesmo
mês
(5,6
pontos).
De
acordo
com
o
informe,
o
Brasil
ainda
permanece
em
segundo
no
ranking
de
clima
econômico
dos
países
da
América
Latina,
perdendo
para
o
Peru,
que
permanece
na
primeira
posição.
Isso
porque
o
ranking
não
leva
em
conta
apenas
o
resultado
mais
recente
do
ICE,
mas
sim
a
média
de
pontuação
do
indicador
nos últimos
quatro
trimestres.
Por
isso,
o
Peru
continua
a
apresentar
um
clima
econômico
médio
superior
ao
do
brasileiro
nos últimos
quatro
trimestres.
Ao
analisar
o
desempenho
de
clima
econômico
nos
11
países
pesquisados,
as
entidades
comentam
que,
em
janeiro,
cinco
nações
estão
em
fase
de
expansão
econômica.
Além
do
Brasil,
este é o
caso
de
Argentina,
Chile,
Peru
e
Uruguai.
Bolívia,
Colômbia,
Equador,
México
e
Paraguai
estão
em
fase
de
recuperação
na
economia.
A
Venezuela é o único
país
da
América
Latina,
entre
os
analisados,
que
permanece
em
recessão
na
região.
A
Sondagem
Econômica
da
América
Latina é trimestral.
Para
a
pesquisa
de
janeiro
foram
consultados
139
especialistas
em
17
países.
BRASIL
E ARGENTINA INICIAM NEGOCIAÇÕES
PARA DEFINIÇÃO DE POLÍTICA
INDUSTRIAL COMUM
Representantes
do
Brasil
e
da
Argentina
se
reúnem
na
quinta
e
sexta-feira
para
definir
as
linhas
de
uma
política
industrial
comum
envolvendo
até 13 áreas.
O
objetivo é integrar
os
dois
parques
produtivos
para
que
argentinos
e
brasileiros
ampliem
a
capacidade
de
competitividade
internacional
em
setores
que
vão
do
leite à alta
tecnologia.
Nos
dois
dias,
a
expectativa é de
concentrar
a
atenção
em
propostas
e áreas
específicas.
As
reuniões
ocorrem
em
Buenos
Aires
e
contam
com
a
presença
de
representantes
dos
governos
e
de
setores
de
investimentos.
A
ideia é acelerar
e
aprofundar
o
trabalho
em
conjunto
para
desenvolver
a
integração
produtiva.
Os
negociadores
deverão
trocar
informações
sobre
as áreas
de
interesses
dos
dois
países,
apresentar
propostas
de
método
para
a
execução
do
programa
e
sugerir
um
cronograma
de
ações.
Áreas
de
interesse
A
penúltima
etapa
de
articulações
ocorreu
em
São
Paulo
no
ano
passado.
As
agências
de
financiamento
dos
dois
países
apresentaram
programas
e
fundos
que
podem
ser
disponibilizados
para
esses
fins.
Para
o
Brasil
há,
pelo
menos,
13 áreas
que
podem
ser
trabalhadas.
A
relação
de
alternativas
inclui
leite,
derivados
de
amido,
bebidas,
aeronaves,
veículos
espaciais
e
autopeças,
além
de
produção
de
madeira
e
papel,
além
de
mineração,
exploração
de
biodiesel
e
máquinas
agrícolas.
Há também
perspectivas
para
o
intercâmbio
de
mão
de
obra.
Por
enquanto,
não
foram
abordadas
as
questões
de
licença
de
importação
e
comércio.
Negociação
Do
Brasil
foram
a
Buenos
Aires
para
as
reuniões
o
presidente
da
Agência
Brasileira
de
Desenvolvimento
Industrial
(ABDI),
Reginaldo
Arcuri,
o
secretário
de
Comércio
Exterior,
Welber
Barral,
e
representantes
do
Banco
Nacional
de
Desenvolvimento
Econômico
e
Social
(BNDES),
da
Câmara
de
Comércio
Exterior
(Camex)
e
do
Ministério
das
Relações
Exteriores.
Do
lado
argentino
participam
os
secretários
da
Indústria,
Eduardo
Bianchi,
de
Política
Comercial
e
Gestão,
Eduardo
Faingerch,
e
das
Pequenas
e
Médias
Empresas,
Horacio
Roura,
além
do
coordenador
nacional
do
Grupo
de
Integração
Produtiva
(Ministério
das
Relações
Exteriores,
Comércio
Internacional
e
Culto),
Hugo
Varsky,
o
diretor
da
Agência
Nacional
de
Investimento
para
o
Desenvolvimento,
Javier
Rando,
representantes
do
Banco
de
la
Nación
Argentina
(
BNA)
e
do
Banco
de
Investimentos
e
Comércio
Exterior
(BICE),
e
a
ministra
da
Indústria
e
do
Turismo,
Debora
Giorgi.
MERCADO
VOLTA A ELEVAR PROJEÇÃO DE
INFLAÇÃO
PARA 2010
A
estimativa
para
a
inflação
apresentou
uma
nova
alta
na
pesquisa
semanal
Focus
divulgada
pelo
Banco
Central
(BC).
No
levantamento
realizado
junto
a
instituições
financeiras,
a
previsão
para
o Índice
de
Preços
ao
Consumidor
Amplo
(IPCA)
em
2010
subiu
de
4,78%
para
4,80%.
Assim,
a
previsão
dos
analistas
segue
se
afastando
ainda
mais
do
centro
da
meta
de
inflação
para
este
ano,
que é de
4,50%.
Na
mesma
pesquisa,
a
estimativa
para
o
IPCA
em
2011
permaneceu
em
4,50%.
A
pesquisa
Focus
manteve
a
previsão
de
que
a
taxa
básica
de
juros
da
economia
(Selic)
deve
terminar
2010
em
11,25%
ao
ano.
Para
o
fim
de
2011,
a
projeção
para
a
taxa
Selic
subiu
de
11%
ao
ano
para
11,25%
ao
ano.
BANCO
DO BRASIL, BRADESCO E SANTANDER
VÃO
PARTILHAR
TERMINAIS
O
Banco
do
Brasil,
o
Bradesco
e
o
Santander
terão
terminais
de
autoatendimento
compartilhados
no
país.
Os
bancos
pretendem
concluir
a
operação
em
cerca
de
cinco
meses.
A
proposta é que
os
clientes
tenham
acesso
a
11
mil
terminais
instalados
fora
de
agências,
como
em
aeroportos,
postos
de
combustíveis,
supermercados,
shopping
centers,
farmácias
e
rodoviárias.
Segundo
comunicado
do
Banco
do
Brasil,
o
modelo
proporcionará aumento
da
disponibilidade
e
alcance
da
rede
em
relação à utilização
individualizada
das
respectivas
redes
de
autoatendimento.
CHINA SE
TORNA MAIOR EXPORTADORA DO
MUNDO
Agora é oficial:
a
China é a
maior
exportadora
do
mundo,
superando
Alemanha
e
Estados
Unidos.
Em
20
anos,
Pequim
multiplicou
por
20
suas
exportações
e
sobrepujou
tradicionais
potências
europeias
e
os
americanos.
A
China
também
caminha
para
ultrapassar
os
japoneses
e
ocupar
a
posição
de
segunda
maior
economia
do
mundo,
atrás
apenas
dos
Estados
Unidos.
Os
dados
sobre
o
comércio
mundial
foram
confirmados
na
terça-feira
diante
da
constatação
das
autoridades
alemãs
de
que
as
exportações
do
país
sofreram
em
2009
a
maior
queda
desde
os
anos
50.
Segundo
o
departamento
de
estatísticas
da
Alemanha,
as
vendas
chinesas
atingiram
US$
1,201
trilhão
em
2009.
Já as
exportações
alemãs
foram
de
US$
1,121
trilhão
no
ano
passado.
Parte
da
posição
de
número
um
da
China é resultado
da
recessão
que
atingiu
o
mundo
entre
2008
e
2009.
Nos últimos
anos,
a
expansão
das
exportações
alemãs
tem
sido
o
pilar
da
economia
do
país.
Mas
a
recessão
gerou
uma
reviravolta
no
modelo
de
crescimento
defendido
pela
chanceler
Angela
Merkel.
Em
2009,
os
alemães
-
que
lideravam
o
ranking
mundial
de
vendas
externas
desde
o
início
da
década
-
registraram
uma
queda
de
18,4%
em
suas
exportações.
Já as
importações
recuaram
17,2%.
O
ano
passado
ainda
marcou
a
recessão
mais
intensa
na
economia
alemã desde
a
2ª Guerra,
com
uma
contração
de
5%
do
Produto
Interno
Bruto
(PIB).
Em
2009,
62%
das
vendas
dos
alemães
foram
para
outros
países
europeus.
Isso
ainda
garantiu
um
superávit
de
136,1
bilhão
para
as
contas
do
país.
Mas
o
saldo
positivo é 40
bilhões
abaixo
dos
níveis
de
2008.
A
maior
economia
da
Europa
ainda
teve
uma
alta
de
3,4%
nas
exportações
em
dezembro
de
2009,
o
primeiro
sinal
positivo
desde
outubro
de
2008.
Já a
China
era
apenas
o
sétimo
maior
exportador
do
mundo
há dez
anos,
com
US$
250
bilhões
em
vendas
e
4%
do
mercado
mundial.
Em
1990,
a
China
exportou
apenas
US$
62
bilhões,
20
vezes
menos
que
os
níveis
de
2009.
A
China é a
principal
parceira
comercial
do
Brasil
e
já substituiu
os
americanos
como
o
principal
fornecedor
de
mercadorias
para
a
Europa.
A
distância
entre
Brasil
e
China
também
se
ampliou.
Em
1990,
o
Brasil
exportava
um
terço
do
valor
vendido
pela
China.
Em
2009,
Pequim
exportou
oito
vezes
mais
que
as
empresas
brasileiras.
CRESCE
ACEITAÇÃO NO G7 SOBRE TAXAÇÃO
A BANCOS
A
ideia
de
uma
taxa
global
sobre
bancos
ganha
força
no
G7,
o
grupo
dos
países
mais
ricos.
Mas
não
há ainda
uma
indicação
sobre
como
o
novo
imposto
poderia
ser
cobrado.
Na
reunião
do
G7
realizada
no
norte
do
Canadá,
ministros
de
finanças
deram
seu
aval à ideia,
depois
que
o
governo
de
Barack
Obama
apresentou
a
proposta.
A
meta
do
G7 é ter
um
plano
claro
de
como
seria
a
taxação
antes
da
reunião
do
G20,
em
meados
do
ano.
Em
julho,
então,
os
países
emergentes,
entre
eles
o
Brasil,
seriam
apresentados à uma
proposta
que
seria
válida
para
todos.
A
proposta é de
que
a
taxa
financie
os
custos
os
que
governos
tiveram
para
salvar
a
economia
mundial
de
um
colapso,
desde
setembro
de
2008.
Dados
oficiais
indicam
que
o
mundo
gastou
mais
de
5%
do
Produto
Interno
Bruto
apenas
para
salvar
os
bancos.
Por
enquanto,
a única
decisão
dos
ministros
foi
a
de
encomendar
um
estudo
para
tentar
viabilizar
a
imposição
da
taxa.
Segundo
o
G7,
deve
haver
pelo
menos
duas
condições
para
a
implementação
do
imposto:
a
primeira é ter
uma
coordenação
internacional,
e
a
segunda,
a
de
que
a
taxa
não
signifique
um
novo
obstáculo
para
a
recuperação
da
economia
mundial.
"No
geral,
ficou
acordado
que
bancos
terão
de
pagar
pelo
custo
da
crise",
afirmou
o
ministro
de
Finanças
da
Alemanha,
Wolfgang
Schaeuble.
Christine
Lagarde,
ministra
francesa,
insistiu
que
a
taxa
teria
de
ser "universal" para
evitar
que
bancos
escapem
do
imposto
indo
para
outros
países
ou
que
bancos
de
economias
sem
impostos
acabem
sendo
mais
competitivos.
CRÉDITO
AO CONSUMIDOR EM ROTA DE DESACELERAÇÃO
GRADUAL
Crédito às
empresas
segue
em
trajetória
de
normalização
1)
O
Indicador
Serasa
Experian
de
Perspectiva
do
Crédito
ao
Consumidor
recuou
1,2%
em
dezembro
de
2009,
atingindo
o
valor
de
103,9.
Foi
a
terceira
queda
mensal
consecutiva
deste
indicador,
sinalizando
que
o
ritmo
de
concessões
de
crédito às
pessoas
físicas
entrará em
rota
de
desaceleração
durante
o
primeiro
semestre
de
2010,
especialmente
ao
longo
do
segundo
trimestre.
A
retirada
dos
estímulos
fiscais às
aquisições
de
eletroeletrônicos
e
automóveis,
recentemente
confirmadas
pelo
governo,
as
expectativas
de
elevação
da
taxa
básica
de
juros,
a
alta
do
dólar
e
o
aumento
do
endividamento
dos
consumidores,
que
responderam
favoravelmente
ao
pacote
de
incentivos
fiscais à antecipação
de
consumo
de
produtos
de
maior
valor
agregado,
estão
entre
os
fatores
que
deverão
imprimir
um
menor
ritmo
ao
crescimento
do
crédito
aos
consumidores
nestes
próximos
meses.
Contudo,
o
Indicador
Serasa
Experian
de
Perspectiva
do
Crédito
ao
Consumidor,
apesar
dos últimos
recuos
mensais,
permanece
acima
do
nível
100,
atestando
que
esta
desaceleração
das
concessões
de
crédito
para
as
pessoas
físicas
se
dará de
uma
forma
bastante
gradual.
2)
O
Indicador
Serasa
Experian
de
Perspectiva
do
Crédito às
Empresas
caiu
0,6%,em
dezembro
de
2009,
atingindo
o
valor
de
99,6.
A
oscilação
deste
indicador
ao
redor
do
nível
100,
o
que
vem
ocorrendo
durante
todo
o
segundo
semestre
de
2009
confirma
a
trajetória
de
normalização
das
condições
de
crédito às
empresas,
o
que
de
fato
vem
ocorrendo
ao
longo
destes últimos
meses.
Todavia,
o fato deste indicador não
estar ultrapassando, para cima,
o nível
100, apesar do bom momento em
termos de ritmo de crescimento
econômico,
reflete que boa parte da demanda
de crédito
das empresas ainda continua sendo
suprida com recursos direcionados,
especialmente através
de operações
de repasse de recursos do BNDES.
Estas, segundo dados divulgado
pelo Banco Central, cresceram
20,5% em 2009 ao passo que o
saldo das operações
de crédito
com recursos livres às
empresas avançou
apenas 1,2% no ano passado.
SUPERAVIT
NO SETOR PÚBLICO
FICA ABAIXO
DO ESPERADO EM 2009
O
setor
público
consolidado
registrou,
em
2009,
um
superávit
primário
(economia
para
o
pagamento
dos
juros
da
dívida
pública)
de
R$
64,518
bilhões,
informou
nesta
quinta-feira
o
Banco
Central
(BC).
A
cifra
corresponde
ao
esforço
fiscal
de
2,06%
do
Produto
Interno
Bruto
(PIB),
abaixo
da
meta
de
2,50%
estabelecida
para
o
ano
passado.
Com
o
número
inferior à meta,
o
governo
terá que
usar
o
correspondente
a
0,44
ponto
porcentual
de
abatimento
dos
investimentos
realizados
no
Plano
de
Aceleração
do
Crescimento
(PAC).
A
meta
ajustada
de
superávit
primário,
se
for
considerada
a
possibilidade
de
abatimento
dos
investimentos
do
PAC,
era
de
1,93%
do
PIB
para
2009.
O
resultado
do
superávit
primário
do
ano
passado
foi
bastante
inferior
ao
registrado
em
2008,
quando
ele
atingiu
R$
106,420
bilhões,
o
equivalente
a
3,54%
do
PIB.
De
acordo
com
o
BC,
o
resultado
fiscal
de
2009
teve
a
contribuição
superavitária
do
governo
central
(Previdência
Social,
governo
federal
e
Banco
Central)
de
R$
42,443
bilhões
(1,35%
do
PIB).
Houve
ainda
um
superávit
de
R$
21,003
bilhões
(0,67%
do
PIB)
dos
governos
regionais
e
um
superávit
de
R$
1,072
bilhão
(0,03%
do
PIB)
das
empresas
estatais.
RS
DEVE TER ARRECADAÇÃO
RECORDE
DE ICMS EM JANEIRO
A
projeção
de
arrecadação
bruta
do
Imposto
sobre
Circulação
de
Mercadorias
e
Prestação
de
Serviços
(ICMS)
chega
a
R$
1,536
bilhão
em
janeiro,
o
maior índice
de
arrecadação
para
um
mês
na
história
do
Estado.
O
secretário
da
Fazenda,
Ricardo
Englert,
apresentou
nesta
terça-feira
o
balanço
das
finanças
do
Estado
no
mês
e
divulgou
o
calendário
de
pagamento
do
funcionalismo.
Segundo
o
secretário,
o
desempenho
se
deve
principalmente
a
medidas
de
combate à sonegação
e à recuperação
da
economia.
A
arrecadação
supera
pelo
segundo
mês
consecutivo
as
expectativas,
segundo
o
secretário.
Em
valores
nominais,
a
arrecadação
de
janeiro
deve
ficar
R$
193
milhões
acima
da
do
mesmo
mês
em
2009,
que
foi
de
R$
1,343
bilhão.
O
secretário
também
destacou
que
R$
131
milhões
da
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