B 2 C

REMÉDIOS E SUPERMERCADOS LIDERAM LISTA DE COMPRAS NOS ESTADOS DO SUL

Depois de dois anos de crescimento, um estudo sobre os hábitos de consumo do brasileiro aponta a consolidação da classe C como o maior grupo de consumo. O triunfo ocorreu em meio ao furacão da crise mundial, fortalecendo a conquista. Outra boa notícia: a renda familiar cresceu em todos os grupos em 2008.

Na comparação com o resto do país, a Região Sul tem os maiores gastos essenciais, como nas compras no supermercado e na farmácia, aponta a pesquisa O Observador. Os três Estados do Sul também registram o maior uso do crédito na aquisição do automóvel e no pagamento à vista do computador doméstico, indicando critério e cuidado na hora de gastar.

Para Marcos Etchegoyen, vice-presidente da Cetelem – empresa do grupo BNP Paribas, líder em crédito ao consumo na Europa e responsável pelo estudo com a empresa de pesquisa Ipsos –, os dados refletem o padrão econômico e cultural mais elevado da Região Sul. Surpreendente no país, e também na Região Sul, é o uso do financiamento no caixa do supermercado na compra de alimentos.

"Há mais lojas aceitando cartões de crédito", cogita Etchegoyen.

Para o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Alfredo Meneghetti Neto, a situação é reflexo da presença das maiores redes supermercadistas em Porto Alegre e Curitiba.

A pesquisa analisou hábitos de 1,5 mil pessoas em nove regiões metropolitanas do país (incluindo as três da Região Sul), no período de 16 a 29 de dezembro passado. Não foram divulgados dados sobre o Rio Grande do Sul.

Classes no Brasil
No último ano, a proporção se manteve estável:
2007 2008
Classe A/B 15% 15%
Classe C 46% 45%
Classe D/E 39% 40%
A RENDA POR CLASSE
A renda familiar cresceu em todos os grupos no último ano
2007 2008
Classe A/B R$ 2.217 R$ 2.586
Classe C R$ 1.062 R$ 1.201
Classe D/E R$ 580 R$ 650 A pesquisa segue o Critério de Classificação Econômica Brasil, que divide os grupos por classe econômicas. O consumidor recebe pontos segundo a posse de itens como TV e rádio e o grau de instrução do chefe de família
Visão do futuro
PREOCUPAÇÃO
Palavra que define o futuro
Região Sul 58%
Brasil 45%
OTIMISMO
Região Sul 21%
Brasil 32%

IPC-S RECUA NA MAIORIA DAS CAPITAIS

A inflação recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semanas de junho. A maior queda no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi verificada em Salvador, de 0,40 ponto percentual, passando de 0,68% para 0,28%.

A menor taxa, no entanto, voltou a ser registrada no Recife: o indicador na capital pernambucana ficou deflacionário em 0,12%, seguindo uma taxa também negativa de 0,03% na semana anterior.

As demais desacelerações, segundo a FGV, foram verificadas em Belo Horizonte (de 0,24% para 0,19%), Porto Alegre (de 0,19% para 0,09%), Rio de Janeiro (de 0,32% para 0,24%) e São Paulo (de 0,04% para 0,02%).

Em Brasília, o IPC-S ficou estável em 0,25%. Nenhuma capital registrou aceleração do indicador no período.

PASSAGENS DE ÔNIBUS INTERESTADUAIS E INTERNACIONAIS ESTÃO MAIS CARAS

A partir desta quarta, 01, os passageiros que embarcarem em ônibus interestaduais e internacionais pagarão mais caro. O aumento, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é de 7,048%, e vale para viagem cuja distância entre os destinos ultrapassa 75 quilômetros.

Confira as novas tarifas das passagens dos ônibus que circulam na rodoviária de Porto Alegre diretamente com as empresas:

Interestaduais
Real Expresso: (51) 3231 5766 ou pelo site
Brasil Sul: (51) 3221 7048 ou pelo site
Eucatur e Nova Integração: (51) 3901 5920 ou pelo site
Santo Anjo: (51) 3225 6500 ou pelo site
Ouro e Prata: (51) 3225 8771 ou pelo site
Unesul: (51) 3931 1113 ou pelo site
Penha: (51)3225 0759 ou pelo site
Itapemirim: (51) 3212 4625 ou pelo site
Pluma: (51) 3228 5112 ou pelo site

Internacionais
Ega: (51) 3228 2722
Flecha Bus: (51) 3224 0672 ou pelo site
Chile Bus: (51) 3228 7673 ou pelo site
TTL: (51) 3224 7690 ou pelo site

Mais informações no tele-passagens da rodoviária: 3210 0101

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR É A MAIOR DESDE SETEMBRO

O consumidor brasileiros está recuperando a sua confiança. É o que mostrou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no mês de junho. Houve uma alta de 4,1% na comparação com abril, alcançando 106,4 pontos — o maior nível desde setembro de 2008, quando ficou em 109,2 pontos.

Houve melhora tanto na avaliação sobre a situação presente quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 5,4%, de 100,7 para 106,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,3%, de 103,7 para 108,2 pontos, alcançando o maior nível desde setembro de 2008 (108,6).

Segundo a FGV, a maior contribuição para a alta da confiança foi dada pelo indicador que mede as expectativas em relação à situação econômica local nos próximos seis meses. Entre maio e junho, a proporção de consumidores que preveem melhora aumentou de 28,3% para 30,9%, enquanto a parcela dos que projetam piora diminuiu de 18,4% para 14,8%.

Também houve melhora na avaliação sobre a situação econômica local presente: a proporção dos que a avaliam como boa elevou-se de 8,3% para 10,0% do total. Já a dos que a julgam ruim reduziu-se de 46,1% para 40,3%.

RS TEM MAIOR ALTA NO VALOR DO LEITE

O Rio Grande do Sul registrou a maior alta no preço do leite pasteurizado: 19,8%. Em todo o Brasil, o produto teve um aumento de 12,2% em junho. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o RS registrou aumento de 0,35%, bem próximo da média nacional (0,38%).

Depois do leite, a batata inglesa (15,9%), o óleo de soja (5,05%), os ovos (4,1%) e o queijo (3,41%) foram os alimentos com maior aceleração. Durante o período analisado (de 15 de maio a 15 de junho), segundo o IBGE, as maiores altas foram identificadas nos alimentos (1,25%) e no vestuário (2,08%).

Na prática, o que mais pesou no orçamento das famílias gaúchas foi a alimentação (22,98%). Com roupas, foram dispensados apensas 7,2% da renda.

A gasolina, entretanto, teve queda de 1,75% na região metropolitana de Porto Alegre e fez com que os transportes apresentassem pequena deflação. O setor de comunicação e artigos de residência também tiveram queda de 0,5% e 1,1%, respectivamente.

No Brasil, o IPCA ficou abaixo da taxa de 0,59% de maio. Em junho de 2008, o IPCA-15 havia sido 0,90%.

INFLAÇÃO PELO IPC-S TEM MAIOR RESULTADO DESDE OUTUBRO

A inflação no varejo segue em desaceleração. A terceira prévia do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), apurada até segunda, 22, registrou alta de 0,20%, após o índice avançar 0,29% na leitura anterior, apurada até o dia 15 de junho.

Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse foi o menor resultado desde a primeira semana de outubro de 2008, quando o índice subiu 0,16%.

Segundo a FGV, dos sete grupos que compõem o IPC-S, quatro apresentaram taxas de inflação menos intensas, na passagem da segunda para a terceira prévia de junho do indicador. É o caso da movimentação de preços em Habitação (de 0,48% para 0,30%); Despesas Diversas (de 1,96% para 1,11%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,47% para 0,32%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,11% para 0,05%).

Ainda de acordo com a entidade, em cada uma dessas classes de despesa, respectivamente, houve quedas e desaceleração de preços em tarifa de eletricidade residencial (de +0,14% para -0,71%), cigarros (4,90% para 2,51%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,48% para 0,12%) e salas de espetáculo (de 1,14% para 0,28%). Esses itens foram os que mais contribuíram para a taxa menor do IPC-S anunciada hoje.

Já as outras classes de despesa apresentaram taxas de inflação mais intensas, queda mais fraca ou fim de deflação, no mesmo período. É o caso de Alimentação (de -0,04% para +0,01%); de Transportes (de -0,15% para -0,07%) e de Vestuário (de 0,55% para 0,64%).

Produtos
Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da terceira prévia de junho do IPC-S, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas em leite tipo longa vida (12,91%); cigarro (2,51%); e aluguel residencial (0,64%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão papaia (-26,11%); cenoura (-14,68%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,71%).

CAI PREÇO DOS IMÓVEIS COMERCIAIS EM PORTO ALEGRE

Em maio, os cinco tipos de imóveis comerciais pesquisados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-RS) tiveram queda de 1% a 7% no valor do aluguel em relação a abril. Pavilhões e depósitos apresentaram a maior redução, seguidos por casas e lojas. A entidade faz o levantamento a partir das ofertas nas imobiliárias da Capital e nos classificados de jornal.

No mesmo período, o número de unidades para locação caiu quase 5%. Em relação a maio do ano passado, foi 12% menor. Com a redução da oferta, os preços tenderiam a subir. Segundo o presidente do Secovi, Moacyr Schukster, o motivo da queda pode ser a desaceleração econômica.

O movimento contrário acontece com os imóveis residenciais. Os valores desses aluguéis têm subido mais do que o IGP-M, índice usado como referência para reajuste. O número de ofertas também aumentou.

TAXAS DOS JUROS BANCÁRIOS ATINGEM MENOR NÍVEL DESDE 2008

A taxa de juros média geral para pessoa física cobrada pelos bancos ficou em 7,28% ao mês em maio. Foi uma queda de 0,05 ponto percentual em relação aos 7,33% de abril. O índice é o menor desde abril de 2008, conforme levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.

A taxa de juros média geral para empresas também atingiu em maio o menor patamar desde abril do ano passado, saindo de 4,21% ao mês em abril para 4,15% no mês passado.

Em abril de 2008, a taxa de juros média para pessoa física estava em 7,25% e para pessoa jurídica em 4,13%. Segundo a Anefac, a redução nas taxas de juros pode ser atribuída à redução da taxa básica (Selic) pelo Banco Central e à confiança do mercado financeiro de que haverá novos cortes nos juros.

No período de dezembro de 2008 a maio de 2009, a taxa Selic foi reduzida em de 3,50 pontos percentuais de 13,75% para 10,25% ao ano. Na semana passada, a Selic teve uma nova redução e chegou a 9,25%.

PROJETO PREVÊ PROTEÇÃO A HOMÔNIMO DEVEDOR

O Senado aprovou projeto que obriga cartórios e distribuidores judiciais a publicarem, em todas as certidões, os dados completos do devedor. Hoje, esses documentos são publicados com dados incompletos, só com o nome do devedor, o que gera diferentes interpretações de empresas de serviço de proteção ao crédito e prejuízos aos homônimos.

O projeto, que precisa de sanção presidencial, visa evitar que a pessoa de nome igual ao do devedor seja impedido de obter crédito ou abrir contas bancárias. Deverão constar das certidões, salvo se não forem oferecidos pela Justiça: nome completo do devedor, nacionalidade, estado civil, número de identidade e órgão expedidor, CPF ou CNPJ, filiação, residência ou domicílio.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR SOBE 3,7% NO SEGUNDO TRIMESTRE

A confiança do consumidor brasileiro melhorou no segundo trimestre deste ano, depois de ter caído por dois trimestres consecutivos. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) cresceu 3,7% no segundo trimestre de 2009, na comparação com o índice registrado no trimestre anterior, ficando em 110,3. Em relação ao segundo trimestre de 2008, quando o INEC foi de 109,8, o índice ficou praticamente estável.

De acordo com a CNI, o melhora do índice de confiança do consumidor deve-se, principalmente, à melhora "significativa" das expectativas em relação ao desemprego e à inflação. No período entre abril e junho deste ano, o índice de expectativa de inflação registrou crescimento de 11,2% na comparação com os meses de janeiro a março de 2009, situando-se em 115,9.

Pela metodologia da pesquisa, quanto maior o índice apurado, melhor a expectativa do consumidor com relação àquele item. No caso da inflação, isso significa que houve um aumento na expectativa positiva em relação à queda da inflação.

O mesmo aconteceu com as expectativas com relação ao desemprego. O índice apurado mostra um aumento de 17% na expectativa positiva de que o desemprego deve cair, situando-se em 118,4 no atual trimestre, ante 101,2 do período imediatamente anterior.

Apesar dessa melhora nas expectativas, destaca a CNI, ela ainda não foi suficiente para compensar a queda desde o terceiro trimestre de 2008. O índice continua 1,8% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2008 (120,5) e 8,6% menor do que o verificado no terceiro trimestre do mesmo ano (129,5).

A melhora na confiança do consumidor no segundo trimestre deste ano ainda não deve se traduzir em crescimento de compras de bens de maior valor, segundo avaliação da CNI. A expectativa de compras de bens de maior valor, segundo a pesquisa, registrou leve aumento de 0,2% na comparação com o índice do primeiro trimestre de 2009, e queda de 2,2% na comparação com o segundo trimestre de 2008.

O índice também mostra uma melhora de 3,4% na questão do endividamento, em relação ao trimestre anterior, mas a evolução da situação financeira recuou 0,6%. Por outro lado, a expectativa de evolução da renda pessoal ficou praticamente estável, com o índice situando-se em 110,5 ante 110,9 do primeiro trimestre do ano.

O INEC é elaborado pela CNI a partir de uma pesquisa de opinião pública de abrangência nacional, conduzida pelo Ibope, com 2.002 pessoas. O período de coleta dessa pesquisa foi de 29 de maio a 1º de junho.

ALTA DO LEITE ELEVA PREÇOS DE OUTROS PRODUTOS NA CAPITAL

A elevação dos preços de derivados do leite reflete a alta dos últimos meses no produto. Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas em Porto Alegre mostra que os laticínios ficaram 11% mais caros nos últimos 30 dias. No mesmo período, o leite longa vida subiu 19% na Capital, mais do que o leite fresco e o produto em pó.

Houve impacto forte também nos preços dos queijos mussarela, prato e minas, do creme de leite e do leite condensado. As exceções foram o iogurte, que teve leve aumento, e o preço do requeijão, que caiu. O coordenador da FGV, Márcio Mendes Silva, explica que o preço dos derivados depende bastante do estoque.

Apesar do preço do leite estar em alta, alguns estabelecimentos estão fazendo promoções com valores até 30% abaixo da média. Levantamento do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da UFRGS mostra que o litro do leite longa vida integral fechou maio custando em média R$ 1,95 na Região Metropolitana de Porto Alegre, alta de 14% em relação a abril e a principal influência de aumento no índice de inflação. Em maio do ano passado, o litro custava R$ 1,64.

José Antonio Villanova Filho, do Núcleo de Pesquisa e Estatística, explica que, entre os tipos de leite, o longa vida tem o maior peso nas compras familiares.

A expectativa é que o preço do leite se estabilize nas próximas semanas. Só deve ocorrer uma queda quando houver recuperação das pastagens afetadas pela seca, que são a principal justificativa apresentadas pela cadeia leiteira para a elevação de preço.

IPC-S TE MENOR TAXA DESDE FEVEREIRO

A inflação no varejo no conjunto de sete capitais recuou para quase a metade na segunda prévia de junho. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,29% na segunda leitura deste mês, medida até segunda, 15, após avançar 0,43% na leitura anterior do índice, de até 7 de junho. Foi a menor taxa desde a quarta semana de fevereiro deste ano, quando o IPC-S subiu 0,21%.

Ainda segundo a FGV, dos sete grupos componentes do IPC-S, quatro apresentaram taxas de inflação menos intensas, ou início de deflação, na passagem da primeira para a segunda prévia de junho do IPC-S. No período, o recuo na taxa de variação dos preços de cigarros (de 8,81% para 4,9%) foi determinante para a taxa menor do IPC-S na segunda prévia de junho. Segundo a FGV, esse item derrubou a taxa de inflação do grupo Despesas Diversas , de 3,27% para 1,96%, classe de despesa que mais contribuiu para o menor avanço do índice, na passagem da primeira para a segunda leitura deste mês.

Além de Despesas Diversas, mais três classes de despesa apresentaram taxa de inflação mais fraca, ou início de deflação, no mesmo período. É o caso de Alimentação (de 0,04% para -0,04%); Habitação (de 0,65% para 0,48%); e Vestuário (de 0,59% para 0,55%). Outros dois grupos apresentaram aceleração de preços, como Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,45% para 0,47%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,09% para 0,11%). A classe de despesa restante, Transportes, manteve a mesma taxa de variação de preços no período, de -0,15%.

Produtos
Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da segunda prévia de junho do IPC-S, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas em leite tipo longa vida (12,35%); cigarro (4,9%); e aluguel residencial (0,72%).

Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão da Amazônia - papaia (-26,05%); tomate (-9,25%); e alface (-9,04%).

JUROS DO CHEQUE ESPECIAL CAEM PELO 6º MÊS CONSECUTIVO

Os juros médios cobrados pelos bancos no cheque especial e no empréstimo pessoal caíram em junho, segundo pesquisa da Fundação Procon de São Paulo. Foi o sexto mês consecutivo de queda nas taxas. Foram pesquisadas 10 instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

No cheque especial, a taxa média cobrada pelos bancos passou de 8,89% em maio para 8,87% em junho. A queda de 0,02 ponto percentual, no entanto, foi menor que a dos meses anteriores. De abril para maio, por exemplo, a queda havia sido de 0,14 ponto. No empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados ficou em 5,52%, inferior aos 5,57% cobrados no mês anterior.

Dos 10 bancos pesquisados, quatro reduziram suas taxas no empréstimo pessoal, e três no cheque especial. Na passagem de abril para maio, praticamente todos os bancos haviam promovido reduções em suas taxas.

Em nota, o Procon ressalta que a pesquisa foi feita antes do corte da taxa básica de juros pelo Banco Central, na última quarta-feira, quando a Selic foi reduzida para 9,25%.

CONTAS PODEM SER PAGAS NA SEXTA

As agências bancárias estão fechadas nesta quinta, 11, feriado de Corpus Christi, mas as contas de consumo (água, luz, telefone e TV por assinatura) e carnês com vencimentos nesta data pode podem ser pagos na sexta-feira sem multa, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A entidade esclarece que também podem ser feitos agendamentos bancários para pagamentos de contas.

Os bancos voltam a funcionar normalmente nesta sexta.

INADINPLÊNCIA CRESCE EM MAIO

O número de consumidores com dívida em atraso voltou a crescer em maio, depois de forte queda registrada em abril, revelou o Indicador de Inadimplência da empresa de informações econômicas Serasa Experian.

A quantidade de brasileiros com pendências não quitadas registrou no mês passado uma alta de 1,8% na relação com o mês anterior, resultado que se contrapõe à forte baixa de 9,5% apontada pelo mesmo indicador em abril ante março. A Serasa leva em conta para considerar uma dívida em atraso o prazo dado por cada empresa consultada ao seu consumidor.

Ainda que a inadimplência tenha aumentado entre os consumidores em maio, os economistas da Serasa Experian avaliam o resultado do mês passado como favorável, uma vez que revela queda exponencial nos níveis de endividamento de pessoas físicas registrados este ano. Em março, a alta chegou a 22,6% em relação a fevereiro.

Na análise dos primeiros cinco meses de 2009, o resultado do indicador também não é positivo. O número de consumidores com dívida em atraso teve salto de 10,3% no período em relação a iguais meses de 2008. Nessa mesma base de comparação, a pesquisa da Serasa também indica que a inadimplência de pessoas físicas foi liderada por dívidas não quitadas em bancos (43,7%), seguida por pendências em cartão de crédito e financeiras (36,9%). Outra categoria de dívida também comum entre os brasileiros foi por meio da compra com cheques sem fundos (17,5%).

O indicador Serasa também calculou o valor médio das dívidas em atraso dos consumidores brasileiros. De janeiro a maio deste ano, as pendências com cartões de crédito e financeiras foram em média de R$ 373,12, o que representou diminuição de 12,3% ante o mesmo acumulado de 2008. Quanto às dívidas com os bancos, nos cinco primeiros meses de 2009, o valor médio registrado foi de R$ 1.344,04, com queda de 2,8%, na comparação com os cinco primeiros meses de 2008. Já os cheques devolvidos registraram, no mesmo período de análise, um valor médio de R$ 855,83, o que resultou em 33,3% de crescimento.

CONSUMO DAS FAMÍLIAS CRESCE 0,7%

O consumo das famílias voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano e subiu 0,7% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses de 2008, o consumo das famílias teve alta de 1,3%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O consumo do governo continuou em expansão, de 0,6%, no primeiro trimestre de 2009 em relação ao último trimestre de 2008. Ante igual período do ano passado, o crescimento foi de 2,7% nos três primeiros meses de 2009.

Investimentos
Os investimentos em produção, ou Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caíram 12,6% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre do ano passado, informou o IBGE. Em relação aos primeiros três meses de 2008, a queda foi ainda maior, de 14%.

As variações foram ainda piores que as do quarto trimestre do ano passado. Nos últimos três meses de 2008, os investimentos caíram 9,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mostrando o efeito do agravamento da crise econômica, mas ainda com aumento de 3,8% em relação ao quarto trimestre de 2007.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) no primeiro trimestre de 2009 foi de 16,6%. No ano de 2008, a taxa ficou em 19% e no primeiro trimestre de 2008 em 18,4%. A formação bruta de capital fixo é constituída principalmente por máquinas e equipamentos (bens de capital) e pela construção civil.

A taxa de poupança (poupança/PIB) nos três primeiros meses deste ano foi de 11,1%. Em 2008, tinha sido 16,9% e no primeiro trimestre de 2008 de 15,3%.

Comércio exterior
As exportações caíram 16% entre janeiro e março de 2009 em relação ao período de outubro a dezembro de 2008 e recuaram 15,2% em relação a igual período do ano passado, de acordo com o IBGE. As importações se reduziram ainda mais, 16,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto do ano passado e 16% na comparação com os primeiros três meses de 2008.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços e as variações percentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram só bens e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

PRIMEIRA PARCIAL DO IPC-S SOBE 0,43%

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,43% na primeira prévia de junho, após avançar 0,39% na leitura anterior do índice, apurada até 31 de maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a fundação, dos sete grupos componentes do índice, quatro apresentaram taxas de inflação mais intensas, ou de deflação mais fraca, na passagem do dado fechado de maio do IPC-S para a primeira leitura de junho do indicador.

O fim da queda nos preços dos alimentos no varejo, de -0,30% para +0,04%, impulsionou a aceleração na taxa do IPC-S no período. Segundo a FGV, os preços dessa classe de despesa foram os que mais influenciaram no avanço do índice. No grupo, foram registradas quedas mais fracas e taxas de inflação mais fortes em frutas (de -8,34% para -7,21%), laticínios (de +4,5% para +5,27%) e aves e ovos (de -1,97% para -0,18%).

Outras três classes de despesa, entre as sete usadas para cálculo do IPC-S, apresentaram aceleração de preços, ou deflação mais fraca, no mesmo período. É o caso de Vestuário (de 0,52% para 0,59%); Educação, Leitura e Recreação (de zero para 0,09%); e Transportes (de -0,19% para -0,15%). Já as três classes de despesa restantes apresentaram desaceleração de preços. é o caso de Habitação (de 0,76% para 0,65%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,61% para 0,45%); e Despesas Diversas (de 4,04% para 3,27%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da primeira prévia do IPC-S, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas em leite tipo longa vida (11,54%); cigarro (8,81%); e batata-inglesa (10,10%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão papaia (-24,63%); manga (-18,84%); e alface (-9,69%).

RECEITA LIBERA CONSULTA AO PRIMEIRO LOTE DE RESTITUIÇÃO DESTE ANO

Cerca de 1,3 milhão de contribuintes poderão verificar a lliberação da restituição do Imposto de Renda a partir da próxima sexta-feira. A Receita Federal vai liberar a consulta ao primeiro lote unificado de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2008 e 2009, a partir das 9h. As restituições serão pagas no dia 15.

Esse lote incluirá tanto aqueles que declararam o Imposto de Renda este ano como contribuintes que caíram na malha fina, no ano passado, mas foram liberados e ganharam direito à restituição.

É a primeira vez que a Receita unifica o pagamento de exercícios fiscais diferentes.

PENDÊNCIAS DO IRPF PODERÃO SER REGULARIZADAS VIA INTERNET

A Receita Federal anunciou um novo serviço que vai facilitar a regularização de pendências pelo próprio contribuinte na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Para tanto, a Receita criou um novo extrato de declaração do IRPF, disponível pela internet, que detalha o tipo de pendência que o cidadão tem e precisa regularizar e orienta sobre os procedimentos que ele precisará adotar para resolver o problema. Antes, a Receita informava apenas genericamente que havia uma pendência que o contribuinte precisaria resolver para não ficar na malha fina.

"A nova ferramenta vai dar grande transparência e mais informações sobre as pendências. Antes, havia um extrato muito simplificado. A medida facilita ao contribuinte resolver pendências", disse a coordenadora de Atendimento e Educação Fiscal da Receita, Maria Helena Cardozo.

A Receita estima que o índice de regularização de problemas, que no ano passado foi de cerca de 50% dos 1 milhão de contribuintes com pendências, suba para cerca de 70% em 2009, quando também trabalha com uma estimativa de 1 milhão de pendências iniciais.

O novo extrato poderá ser acessado na página da Receita na internet por meio do código de acesso ou certificação digital. O código de acesso é a maneira mais simples e é obtido no próprio site da Receita, fornecendo as seguintes informações: CPF, data de nascimento e os dois últimos recibos de entrega de declaração - 2008 e 2009.

Além da verificação de pendências, o novo extrato permitirá ao contribuinte acompanhar o andamento do pagamento do imposto devido (para quem tem imposto a pagar), alterar opção de débito automático de cotas e até alterar o número de cotas, identificar problemas no depósito da restituição e parcelar possíveis débitos em atraso existentes com a Receita.

A Receita também anunciou que, a partir de agora, fará restituição de mais de um exercício em um mesmo lote. A medida, chamada de lote multiexercício, valerá a partir do exercício de 2008 e já será implementada no primeiro lote de restituição de 2009, que será liberado em 15 de junho. Ou seja, nesse lote serão liberadas as primeiras restituições de 2009 e também algumas da malha fina de 2008. Para os anos de 2007 a 2004, a sistemática continuará sendo a mesma, com liberações em lotes residuais específicos.

O chefe substituto da divisão de Pessoa Física da Coordenação de Arrecadação e Cobrança da Receita, Frederico Faber, explicou que, a partir de 2013, só valerá a nova sistemática, já que a Receita sempre trabalha com os cinco anos anteriores. Ele disse que a utilização do lote multiexercício já com a malha fina de 2008 não vai atrapalhar as liberações de 2009 porque os lotes residuais têm valores pequenos.

VENDAS DE VEÍCULOS CHEGAM A 246,9 MIL

As vendas de veículos no país somaram 246.981 unidades em maio de 2009, tendo alta de 5,37% ante abril e de 2,04% sobre o mesmo mês de 2008, revelou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, foram comercializados 1.149.682 veículos, com queda de 0,14% ante igual período de 2008. Os dados incluem automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, as vendas de 237.388 mil unidades exibiram acréscimo de 5,78% entre abril e maio. Em relação a maio de 2008, houve elevação de 3,22%.

IPC-S ENCERRA MAIO COM ALTA DE 0,39%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,39% em maio, informou nesta segunda a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a entidade, quatro classes de despesa comandaram a desaceleração na taxa do IPC-S, que passou de 0,46% na terceira prévia do mês passado para 0,39% no dado fechado de maio. Em abril, o IPC-S tinha registrado alta de 0,47%.

É o caso das movimentações de preços em Alimentação (de -0,11% para -0,30%); Vestuário (de 0,70% para 0,52%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,06% para zero) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,87% para 0,61%). A FGV disse que, em cada um destes grupos, respectivamente, foram registradas quedas e desaceleração de preços em frutas (de -6,67% para -8,34%); medicamentos em geral (de 2,92% para 1,63%); roupas (de 1,08% para 0,77%); e jornais (de 2,39% para 0,02%).

Somente uma classe de despesa apresentou aceleração de preços, no período: Habitação (de 0,66% para 0,76%). Os outros dois grupos mantiveram a mesma taxa de variação de preços: Transportes (-0,19%) e Despesas Diversas (4,04%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito do IPC-S de maio, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas em cigarro (12,11%); leite tipo longa vida (10,36%) e batata-inglesa (12,61%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão da Amazônia - papaia (-21,21%); manga (-19,25%) e alface (-8,76%).

ÍNDICE QUE REAJUSTA ALUGUEIS REDUZ QUEDA EM MAIO

A deflação no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) diminuiu o ritmo neste mês. O indicador caiu 0,07% em maio, após apresentar queda de 0,15% em abril, informou nesta quinta, 28, a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A entidade anunciou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de maio. O Índice de Preços por Atacado-Mercado (IPA-M) caiu 0,3% em maio, após apresentar deflação de 0,44% em abril. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M) desacelerou a alta para 0,42% este mês, em comparação com o avanço de 0,58% no mês anterior.

Já o Índice Nacional de Custos da Construção-Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,25% no indicador, em comparação com a leve baixa de 0,01% na leitura do mês passado. Até maio, o IGP-M acumula queda de 1,14% em 2009 e alta de 3,64% nos últimos 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do indicador deste mês foi de 21 de abril a 20 de maio.

INFLAÇÃO NA CAPITAL AVANÇA PARA 0,49%

A inflação na Capital, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), registrou variação de 0,49%, na terceira semana de maio. O resultado foi 0,14 ponto percentual inferior ao da segunda semana deste mês (0,63%). Os dados foram divulgados pelo coordenador do escritório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Porto Alegre, Márcio Fernando Mendes da Silva. De janeiro a abril, o IPC-S acumula taxa de 3,05% na cidade.

Cinco das sete classes de despesas tiveram desaceleração, com destaque para Vestuário e Saúde (de 0,45% para 0,21%). A maior pressão foi das Despesas Diversas (3,29%). O grupo Alimentação – que pesa na cesta básica – caiu de 0,50% para 0,27%. No país, o IPC-S variou 0,46%, 0,02 ponto percentual abaixo da última apuração. Das sete capitais avaliadas, também houve decréscimo em Belo Horizonte (0,12%), Recife (1,06%) e São Paulo (0,36%).

STJ DECIDE QUE PLANO DE SAÚDE NÃO PODE LIMITAR VALOR DO TRATAMENTO

Por unanimidade, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os planos de saúde não podem limitar o valor do tratamento e de internações de seus associados. Acompanhando o voto do relator, ministro Aldir Passarinho Junior, a Turma concluiu que a limitação de valor é mais lesiva que a restrição do tempo de internação, vetada pela Súmula 302 do Tribunal.

A súmula dispõe que é abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita o tempo da internação hospitalar do segurado. Para o relator, da mesma forma que não tem lógica determinar contratualmente o prazo de recuperação do paciente, não se pode limitar o custo do tratamento médico-hospitalar.

No caso julgado, os familiares de Alberto de Souza Meirelles, de São Paulo, recorreram ao STJ contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que não reconheceu como abusiva a limitação de valor anual imposta pela seguradora Notre Dame.

Como a seguradora se recusou a custear a despesa excedente ao valor de 2.895 Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) prevista em contrato, a família herdou uma dívida com o Hospital Samaritano (SP), onde Alberto Meirelles ficou internado durante quase 30 dias, em 1996.

Segundo Aldir Passarinho Junior, a exemplo da limitação do tempo de internação, quando se restringe o valor do custeio, independentemente do estado de saúde do paciente segurado, esvazia-se o propósito do contrato, que é o de assegurar os meios para sua cura.

Para ele, está claro que limitar o valor do tratamento é lesivo ao segurado, pois reduz a eficácia do tratamento. Ao acolher o recurso, a Turma reformou o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo e determinou que o pagamento seja integralmente feito pela seguradora.

DIA DE PROTESTO CONTRA IMPOSTOS TEM GASOLINA MAIS BARATA NO RS

A venda de gasolina mais barata em um posto de combustível de Porto Alegre marca nesta segunda, 25, a quinta edição do Dia da Liberdade de Impostos, que terá também atividades em Novo Hamburgo e Lajeado, no Estado, além de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Rio Branco (Acre).

Com distribuição de senhas a partir das 7h, o consumidor poderá comprar combustível sem impostos ao preço de R$ 1,249 por litro. Com limite de 20 litros por veículo, o abastecimento será feito a partir das 10h até esgotar os 5 mil litros de gasolina oferecidos na campanha. A economia do consumidor será de R$ 1,20 por litro de combustível, considerando as deduções de ICMS e Cide.

A iniciativa é da Associação da Classe Média (Aclame), em conjunto com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade, além de ter apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

"O objetivo da mobilização é o de informar e conscientizar a população, que são os consumidores que bancam a elevada carga tributária", afirma o arquiteto Fernando Bertuol, presidente da Aclame.

Lembrando que em 2008 a carga tributária representou 36,56% do Produto Interno Bruto (PIB), com um total arrecadado de R$ 1,056 trilhão, Bertuol enfatiza que só no Ministério da Fazenda são 18 mil normas correspondentes a tributos e impostos. Segundo esses dados, cada brasileiro pagou em média R$ 5.572,00 em impostos no ano passado, com aumento de R$ 652, ou 13,25%, em relação aos valores pagos em 2007. Para ele, o excesso de impostos contribuiu para a evasão e a sonegação, que atinge cerca de um terço da arrecadação fiscal do país.

Uma palestra do presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, no Salão de Convenções da Associação Comercial e Industrial (ACI), será uma das atividades em Novo Hamburgo, onde também estão programadas uma caminhada, uma corrida e uma pedalada, além da comercialização de produtos sem tributos embutidos. Em Lajeado, a programação prevê uma carreata pela BR-386 até o município de Estrela, seguida de caminhada pelo centro da cidade.

RANKING DE JUROS TEM NOVA TABELA

O Banco Central (BC), a Febraban e os principais bancos de varejo estão acertando detalhes para a nova forma de apresentação do ranking de juros, divulgado diariamente. Na nova tabela, as instituições serão separadas por grupos conforme o porte do banco e serão incluídas novas operações, como leasing e cartão de crédito. Há expectativa de que o mal-estar causado pelo aumento dos juros registrado no Banco do Brasil após a posse de Aldemir Bendine na presidência da instituição acelere o fechamento dos últimos detalhes. 'O ranking reduzirá problemas gerados pela leitura dos dados', diz fonte envolvida.

PROMOÇÃO DE GASOLINA SEM TRIBUTOS ACONTECE DIA 25 EM PORTO ALEGRE

O Instituto de Estudos Empresariais (IEE), o Instituto Liberdade (IL) e a Associação da Classe Média (Aclame), com apoio da Fiergs, realizam a 5ª edição da venda de gasolina sem tributos dia 25, na Capital. O ato faz parte do Dia da Liberdade de Impostos. Os motoristas poderão abastecer seus veículos com até 20 litros de gasolina em um posto que será divulgado na próxima semana. Também haverá atividades em Lajeado e Novo Hamburgo.

CÁLCULO DA TR, QUE CORRIGE CADERNETA, SERÁ MANTIDO

A estrutura de cálculo da Taxa Referencial (TR) de juros, que hoje corrige a caderneta de poupança e também os contratos de crédito imobiliário, não será alterada neste momento, garantiu ontem o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. O presidente do BC vem negando versões nesse sentido, que ocorreram nos últimos dias. 'Há uma decisão de não alterar a TR. Não se mexe ' , afirmou.

'A conclusão a que chegamos é a de que não se justifica, diante da medida de passar a taxar aplicações em poupança acima de R$ 50 mil, a partir de 2010', disse. A caderneta rende atualmente 6,17% ao ano mais a variação da TR. A TR é calculada com base na média do custo das captações dos bancos, pela emissão de certificados de depósitos bancários (CDB), por exemplo. Meirelles afirmou que a mudança na poupança retira o impedimento institucional mais importante para a queda na taxa de juros. Ele disse que outros problemas relativos ao período de inflação elevado do Brasil, que também atrapalham a queda dos juros, estão sendo naturalmente revistos.

Segundo Meirelles, no longo prazo, eventualmente, a tributação sobre a caderneta de poupança não vai eliminar a questão de haver um piso da taxa de juros, o que precisará ser enfrentado. 'Mas este não é um problema para agora', disse o presidente do BC. Já a redução da tributação dos fundos de investimento, explicou, será feita por meio de Medida Provisória (MP), que deve sair antes da próxima decisão sobre juros, prevista para junho.

NOVAS REGRAS PARA APLICAÇÕES PERTO DE UMA DEFINIÇÃO

Está quase pronta a proposta do governo com as novas regras para o funcionamento das cadernetas de poupança ou dos fundos de investimento, disse ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Uma das ideias em estudo é a redução do Imposto de Renda (IR) incidente sobre os fundos de investimento para que o ganho dessas aplicações continue mais atrativo do que o da caderneta de poupança.

Segundo informações do Ministério da Fazenda, o ministro Guido Mantega deve apresentar hoje ao presidente Lula uma proposta para evitar que grandes investidores migrem para a poupança em busca de taxas melhores. Entre as mudanças, uma possibilidade é a cobrança do imposto de renda sobre as cadernetas acima de R$ 50 mil a partir de 2010.

"Não sei se ele (Mantega) vai apresentar amanhã (hoje). Acho que vai ter de ser feito nos próximos dias. Essa questão não pode ficar em aberto para dar margem à especulação", disse Bernardo, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Ambos os ministros insistiram que o governo não prejudicará o pequeno poupador. Bernardo assegurou que as alterações nas regras são no sentido de preservar a caderneta como instrumento de poupança popular:

"Costumo dizer que o George Soros (megainvestidor internacional) pode vir ao Brasil abrir uma poupança de US$ 20 milhões e ter o dinheiro protegido. A poupança não foi feita para isso".

Em abril, o governo anunciou que pretendia mudar as regras desse tipo de aplicação para evitar que haja fuga de recursos dos fundos de investimentos para a caderneta. A polêmica ocorre justamente por conta do temor de que uma mudança desse tipo afete também o pequeno investidor.

Com a queda da taxa básica de juro, a Selic, os juros da caderneta de poupança ficaram mais atrativos do que outros investimentos. A preocupação do governo é que os grandes investidores tirem dinheiro da renda fixa, por exemplo, e passem para a poupança, reduzindo o volume de financiamento no país.

Expectativa é de decisão até a próxima reunião do Copom
A Selic está em 10,25% ao ano – o menor patamar desde 2003. Uma das vantagens da poupança é que não há cobrança de Imposto de Renda nem taxa de administração, como ocorre nos fundos. E, como a queda dos juros diminui o rendimentos dos fundos, fica mais vantajoso investir na caderneta.

O plano original da equipe econômica era conter esse efeito atuando nas cadernetas de poupança, limitando os rendimentos. Mas a reação da oposição contra o plano e o temor do Palácio do Planalto sobre os desdobramentos políticos num ano de véspera de eleições nacionais frearam essa ação.

A expectativa é de que as novas regras sejam definidas antes do dia 9 de junho, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir para definir o novo patamar da Selic.

FEIRA BELLA CASA EXIBE MÓVEIS E DECORAÇÃO

Novidades e tendências em decoração, móveis e serviços para o lar podem ser conferidas na feira Bella Casa, que vai até domingo, 17, no shopping Praia de Belas, em Porto Alegre. Há mais de 70 expositores no terceiro piso, além de espaços diferenciados para móveis sob medida e artesanato. A mostra é aberta ao público, especialmente para quem pretende mobiliar, decorar ou montar um novo ambiente e precisa de ideias e soluções.

AZUL LINHAS AÉREAS JÁ OPERA EM 11 DESTINOS

A Azul Linhas Aéreas foi autorizada a operar a rota Campinas-Campo Grande a partir do dia 27 de maio. Agora são 11 destinos conectados pela nova companhia, entre eles Porto Alegre. Também já é possível comprar as passagens para mais este destino servido pela Azul. Outras rotas partindo de Campo Grande estão com preços especiais e as passagens variam a partir de R$ 299,00 (por trecho para viagens de ida e volta).

SHOPPING TOTAL ABRE 1º FEIRÃO DE PROMOÇÕES

O Shopping Total e a Webcontinental promovem dsta sexta, 08, até dia 17 o 1º Feirão Total, sempre das 10h às 22h, de segunda a sábado, e das e 14h às 20h no domingo. No Largo Cultural do Total – localizado na Cristóvão Colombo, 545, na Capital – são oferecidas promoções em produtos de informática, eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Mais informações no site www.shoppingtotal.com.br.

PORTO ALEGRE PAGA R$ 234,81 PELA CESTA BÁSICA

Pelo quarto mês seguido, o custo da cesta básica em abril, na Capital, caiu 1,64%, passando de R$ 238,73 em março para os atuais R$ 234,81, segundo pesquisa divulgada pelo Dieese gaúcho. Dos 13 produtos que compõem os gêneros essenciais previstos para Porto Alegre, seis tiveram queda em abril, com destaque para tomate (-24,33%), feijão (-9,47%) e óleo (-4,32%). Sete itens subiram. As altas foram: batata (20,78%), café (4,70%) e açúcar (3,42%). No país, sete das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese tiveram queda no custo. Os maiores recuos foram em Manaus e Aracaju. Em outras 10 localidades, o custo subiu, com destaque para João Pessoa, Fortaleza e Belo Horizonte. Porto Alegre lidera ranking com a cesta mais cara.

FEIRÃO CASA SHOW DO BIG OFERECE MIL ÍTENS

O Feirão Casa Show prossegue até este domingo no estacionamento do Big Sertório, em Porto Alegre, oferecendo mais de mil produtos com descontos e condições especiais de pagamento. A linha branca – fogões, geladeiras e lavadoras – estão com volume de vendas 40% superior a 2008, impulsionados pela redução do IPI. A feira atrai 4 mil pessoas por dia e a expectativa é de que as vendas aumentem com a procura de presentes para as mães.

INFLAÇÃO SEMANAL DESACELERA EM PORTO ALEGRE

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A cidade que apresentou o maior decréscimo em sua taxa de variação foi São Paulo, cujo índice passou de 0,74% para 0,50%. A capital paulista é também a que tem maior peso na formação do IPC-S. Em Porto Alegre, houve desaceleração de preços de 0,66% para 0,52%.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela FGV também desaceleraram as taxas de Brasília (de 0,14% para 0,05%) e do Rio de Janeiro (de 0,31% para 0,29%). Por outro lado, os preços subiram com mais intensidade em Belo Horizonte (de 0,79% para 0,80%), Recife (de 0,63% para 0,66%) e Salvador (de 0,34% para 0,40%).

A inflação na média nacional apurada pelo IPC-S de 30 de abril ficou em 0,47%, 0,11 ponto percentual abaixo do resultado do levantamento anterior. A desaceleração foi puxada principalmente pelo grupo alimentação (de 1,12% para 0,64%), com influência das frutas (de 4,36% para 1,03%) e hortaliças e legumes (de 5,12% para 4,47%).

RECEITA RECEBEU 25,5 MILHÕES DE DECLARAÇÕES DE IR EM 2009

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu aproximadamente 25,566 milhões de declarações de ajuste do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2009 (ano-base 2008), até o encerramento do prazo, que foi à meia-noite da quinta-feira da semana passada, dia 30 de abril. O coordenador nacional do programa do IRPF, Joaquim Adir, disse que esse número superou, pela primeira vez nos últimos anos, a expectativa inicial da Receita, que era de receber 25 milhões de declarações até o prazo final.

Na comparação com o número de declarações entregues dentro do prazo em 2008, houve um crescimento de 5,3% já que, até 30 de abril do ano passado, foram entregues 24,3 milhões de declarações. Por causa disso, Adir afirmou que a expectativa é que este ano haja um número menor de declarações entregues em atraso. A Receita espera que pelo menos 500 mil documentos sejam entregues após o prazo final, enquanto, em 2008, esse número foi em torno de um milhão de declarações.

"Houve uma grande divulgação, que na nossa avaliação superou a divulgação de muitos outros anos, e isso de alguma forma estimulou as pessoas a entregarem no prazo", afirmou Adir.

No entanto, quase seis milhões de pessoas deixaram para entregar a declaração nos dois últimos dias de prazo (dias 29 e 30 de abril). Segundo Adir, 2,954 milhões de documentos chegaram à Receita no penúltimo dia, quando foi registrado o maior número de entregas de todo o período de recebimento da declaração. No último dia, até a meia-noite, foram entregues 2,922 milhões.

O coordenador do programa da Receita informou ainda que, para quem entregar a declaração em atraso, a multa mínima é de R$ 165,74 e pode chegar a até 20% do imposto devido. Quem for entregar a declaração original a partir de hoje ou uma retificadora terá de baixar novamente a versão do programa no site da Receita Federal.