| REMÉDIOS
E SUPERMERCADOS LIDERAM LISTA DE
COMPRAS NOS ESTADOS DO SUL
Depois
de dois anos de crescimento, um estudo
sobre os hábitos
de consumo do brasileiro aponta a consolidação
da classe C como o maior grupo de consumo.
O triunfo ocorreu em meio ao furacão
da crise mundial, fortalecendo a conquista.
Outra boa notícia: a renda familiar
cresceu em todos os grupos em 2008.
Na
comparação com o
resto do país, a Região
Sul tem os maiores gastos essenciais,
como nas compras no supermercado e
na farmácia, aponta a pesquisa
O Observador. Os três Estados
do Sul também registram o maior
uso do crédito na aquisição
do automóvel e no pagamento à vista
do computador doméstico, indicando
critério e cuidado na hora de
gastar.
Para
Marcos Etchegoyen, vice-presidente
da Cetelem – empresa do grupo
BNP Paribas, líder em crédito
ao consumo na Europa e responsável
pelo estudo com a empresa de pesquisa
Ipsos –, os dados refletem o
padrão econômico e cultural
mais elevado da Região Sul.
Surpreendente no país, e também
na Região Sul, é o uso
do financiamento no caixa do supermercado
na compra de alimentos.
"Há mais
lojas aceitando cartões de
crédito", cogita
Etchegoyen.
Para
o economista da Fundação
de Economia e Estatística (FEE),
Alfredo Meneghetti Neto, a situação é reflexo
da presença das maiores redes
supermercadistas em Porto Alegre e
Curitiba.
A
pesquisa analisou hábitos
de 1,5 mil pessoas em nove regiões
metropolitanas do país (incluindo
as três da Região Sul),
no período de 16 a 29 de dezembro
passado. Não foram divulgados
dados sobre o Rio Grande do Sul.
Classes no Brasil
No último ano, a proporção
se manteve estável:
2007 2008
Classe A/B 15% 15%
Classe C 46% 45%
Classe D/E 39% 40%
A RENDA POR CLASSE
A renda familiar cresceu em todos os
grupos no último ano
2007 2008
Classe A/B R$ 2.217 R$ 2.586
Classe C R$ 1.062 R$ 1.201
Classe D/E R$ 580 R$ 650 A pesquisa
segue o Critério de Classificação
Econômica Brasil, que divide
os grupos por classe econômicas.
O consumidor recebe pontos segundo
a posse de itens como TV e rádio
e o grau de instrução
do chefe de família
Visão do futuro
PREOCUPAÇÃO
Palavra que define o futuro
Região Sul 58%
Brasil 45%
OTIMISMO
Região Sul 21%
Brasil 32%
IPC-S
RECUA NA MAIORIA DAS CAPITAIS
A inflação
recuou em seis das sete capitais pesquisadas
pela Fundação Getulio
Vargas (FGV) na passagem da terceira
para a quarta semanas de junho. A maior
queda no Índice de Preços
ao Consumidor – Semanal (IPC-S)
foi verificada em Salvador, de 0,40
ponto percentual, passando de 0,68%
para 0,28%.
A menor
taxa, no entanto, voltou a ser registrada
no Recife:
o indicador na capital pernambucana
ficou deflacionário em 0,12%,
seguindo uma taxa também negativa
de 0,03% na semana anterior.
As demais desacelerações,
segundo a FGV, foram verificadas em
Belo Horizonte (de 0,24% para 0,19%),
Porto Alegre (de 0,19% para 0,09%),
Rio de Janeiro (de 0,32% para 0,24%)
e São Paulo (de 0,04% para 0,02%).
Em Brasília, o IPC-S ficou
estável em 0,25%. Nenhuma capital
registrou aceleração
do indicador no período.
PASSAGENS
DE ÔNIBUS INTERESTADUAIS E INTERNACIONAIS
ESTÃO MAIS CARAS
A
partir desta quarta, 01, os passageiros
que embarcarem em ônibus
interestaduais e internacionais pagarão
mais caro. O aumento, autorizado pela
Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), é de 7,048%,
e vale para viagem cuja distância
entre os destinos ultrapassa 75 quilômetros.
Confira
as novas tarifas das passagens dos ônibus que circulam na rodoviária
de Porto Alegre diretamente com as
empresas:
Interestaduais
Real Expresso: (51) 3231 5766 ou pelo
site
Brasil Sul: (51) 3221 7048 ou pelo
site
Eucatur e Nova Integração:
(51) 3901 5920 ou pelo site
Santo Anjo: (51) 3225 6500 ou pelo
site
Ouro e Prata: (51) 3225 8771 ou pelo
site
Unesul: (51) 3931 1113 ou pelo site
Penha: (51)3225 0759 ou pelo site
Itapemirim: (51) 3212 4625 ou pelo
site
Pluma: (51) 3228 5112 ou pelo site
Internacionais
Ega: (51) 3228 2722
Flecha Bus: (51) 3224 0672 ou pelo
site
Chile Bus: (51) 3228 7673 ou pelo site
TTL: (51) 3224 7690 ou pelo site
Mais
informações no
tele-passagens da rodoviária:
3210 0101
CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR É A MAIOR
DESDE SETEMBRO
O
consumidor brasileiros está recuperando
a sua confiança. É o
que mostrou o Índice de Confiança
do Consumidor (ICC), calculado pela
Fundação Getulio Vargas
(FGV), no mês de junho. Houve
uma alta de 4,1% na comparação
com abril, alcançando 106,4
pontos — o maior nível
desde setembro de 2008, quando ficou
em 109,2 pontos.
Houve melhora tanto
na avaliação
sobre a situação presente
quanto nas expectativas para os próximos
meses. O Índice da Situação
Atual (ISA) subiu 5,4%, de 100,7 para
106,1 pontos. Já o Índice
de Expectativas (IE) avançou
4,3%, de 103,7 para 108,2 pontos, alcançando
o maior nível desde setembro
de 2008 (108,6).
Segundo a FGV, a maior
contribuição
para a alta da confiança foi
dada pelo indicador que mede as expectativas
em relação à situação
econômica local nos próximos
seis meses. Entre maio e junho, a proporção
de consumidores que preveem melhora
aumentou de 28,3% para 30,9%, enquanto
a parcela dos que projetam piora diminuiu
de 18,4% para 14,8%.
Também houve melhora na avaliação
sobre a situação econômica
local presente: a proporção
dos que a avaliam como boa elevou-se
de 8,3% para 10,0% do total. Já a
dos que a julgam ruim reduziu-se de
46,1% para 40,3%.
RS
TEM MAIOR ALTA NO VALOR DO LEITE
O
Rio Grande do Sul registrou a maior
alta no preço do leite
pasteurizado: 19,8%. Em todo o Brasil,
o produto teve um aumento de 12,2% em junho. No Índice de Preços
ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o
RS registrou aumento de 0,35%, bem
próximo da média nacional
(0,38%).
Depois
do leite, a batata inglesa (15,9%),
o óleo de soja (5,05%),
os ovos (4,1%) e o queijo (3,41%) foram
os alimentos com maior aceleração.
Durante o período analisado
(de 15 de maio a 15 de junho), segundo
o IBGE, as maiores altas foram identificadas
nos alimentos (1,25%) e no vestuário
(2,08%).
Na
prática, o que mais pesou
no orçamento das famílias
gaúchas foi a alimentação
(22,98%). Com roupas, foram dispensados
apensas 7,2% da renda.
A
gasolina, entretanto, teve queda
de 1,75% na região metropolitana
de Porto Alegre e fez com que os transportes
apresentassem pequena deflação.
O setor de comunicação
e artigos de residência também
tiveram queda de 0,5% e 1,1%, respectivamente.
No Brasil, o IPCA ficou abaixo da
taxa de 0,59% de maio. Em junho de
2008, o IPCA-15 havia sido 0,90%.
INFLAÇÃO
PELO IPC-S TEM MAIOR RESULTADO
DESDE OUTUBRO
A
inflação
no varejo segue em desaceleração.
A terceira prévia do Índice
de Preços ao Consumidor - Semanal
(IPC-S), apurada até segunda,
22, registrou alta de 0,20%, após
o índice avançar 0,29%
na leitura anterior, apurada até o
dia 15 de junho.
Os
dados foram divulgados
pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Esse foi o menor resultado
desde a primeira semana de outubro
de 2008, quando o índice subiu
0,16%.
Segundo a FGV, dos
sete grupos que compõem o IPC-S, quatro apresentaram
taxas de inflação menos
intensas, na passagem da segunda para
a terceira prévia de junho do
indicador. É o caso da movimentação
de preços em Habitação
(de 0,48% para 0,30%); Despesas Diversas
(de 1,96% para 1,11%); Saúde
e Cuidados Pessoais (de 0,47% para
0,32%); e Educação, Leitura
e Recreação (de 0,11%
para 0,05%).
Ainda de acordo com
a entidade, em cada uma dessas classes
de despesa,
respectivamente, houve quedas e desaceleração
de preços em tarifa de eletricidade
residencial (de +0,14% para -0,71%),
cigarros (4,90% para 2,51%), artigos
de higiene e cuidado pessoal (de 0,48%
para 0,12%) e salas de espetáculo
(de 1,14% para 0,28%). Esses itens
foram os que mais contribuíram
para a taxa menor do IPC-S anunciada
hoje.
Já as outras classes de despesa
apresentaram taxas de inflação
mais intensas, queda mais fraca ou
fim de deflação, no mesmo
período. É o caso de
Alimentação (de -0,04%
para +0,01%); de Transportes (de -0,15%
para -0,07%) e de Vestuário
(de 0,55% para 0,64%).
Produtos
Ao
analisar a movimentação
de preços entre os produtos,
no âmbito da terceira prévia
de junho do IPC-S, a FGV informou que
as mais significativas altas de preço
no varejo foram apuradas em leite tipo
longa vida (12,91%); cigarro (2,51%);
e aluguel residencial (0,64%). Já as
mais significativas quedas de preços
foram registradas em mamão papaia
(-26,11%); cenoura (-14,68%) e tarifa
de eletricidade residencial (-0,71%).
CAI
PREÇO DOS IMÓVEIS
COMERCIAIS EM PORTO ALEGRE
Em
maio, os cinco tipos de imóveis
comerciais pesquisados pelo Sindicato
da Habitação (Secovi-RS)
tiveram queda de 1% a 7% no valor
do aluguel em relação
a abril. Pavilhões e depósitos
apresentaram a maior redução,
seguidos por casas e lojas. A entidade
faz o levantamento a partir das ofertas
nas imobiliárias da Capital
e nos classificados de jornal.
No
mesmo período, o número
de unidades para locação
caiu quase 5%. Em relação
a maio do ano passado, foi 12% menor.
Com a redução da oferta,
os preços tenderiam a subir.
Segundo o presidente do Secovi, Moacyr
Schukster, o motivo da queda pode
ser a desaceleração
econômica.
O
movimento contrário acontece
com os imóveis residenciais.
Os valores desses aluguéis
têm subido mais do que o IGP-M, índice
usado como referência para
reajuste. O número de ofertas
também aumentou.
TAXAS
DOS JUROS BANCÁRIOS ATINGEM MENOR
NÍVEL DESDE 2008
A taxa
de juros média
geral para pessoa física cobrada
pelos bancos ficou em 7,28% ao mês
em maio. Foi uma queda de 0,05 ponto
percentual em relação
aos 7,33% de abril. O índice é o
menor desde abril de 2008, conforme
levantamento da Associação
Nacional dos Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade.
A taxa
de juros média geral
para empresas também atingiu
em maio o menor patamar desde abril
do ano passado, saindo de 4,21% ao
mês em abril para 4,15% no mês
passado.
Em abril
de 2008, a taxa de juros média para pessoa física
estava em 7,25% e para pessoa jurídica
em 4,13%. Segundo a Anefac, a redução
nas taxas de juros pode ser atribuída à redução
da taxa básica (Selic) pelo
Banco Central e à confiança
do mercado financeiro de que haverá novos
cortes nos juros.
No período de dezembro de 2008
a maio de 2009, a taxa Selic foi reduzida
em de 3,50 pontos percentuais de 13,75%
para 10,25% ao ano. Na semana passada,
a Selic teve uma nova redução
e chegou a 9,25%.
PROJETO
PREVÊ PROTEÇÃO
A HOMÔNIMO DEVEDOR
O
Senado aprovou
projeto que obriga cartórios e distribuidores
judiciais a publicarem, em todas as
certidões, os dados completos
do devedor. Hoje, esses documentos
são publicados com dados incompletos,
só com o nome do devedor, o
que gera diferentes interpretações
de empresas de serviço de proteção
ao crédito e prejuízos
aos homônimos.
O projeto, que precisa
de sanção
presidencial, visa evitar que a pessoa
de nome igual ao do devedor seja impedido
de obter crédito ou abrir contas
bancárias. Deverão constar
das certidões, salvo se não
forem oferecidos pela Justiça:
nome completo do devedor, nacionalidade,
estado civil, número de identidade
e órgão expedidor, CPF
ou CNPJ, filiação, residência
ou domicílio.
CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR SOBE 3,7% NO SEGUNDO
TRIMESTRE
A
confiança do consumidor brasileiro
melhorou no segundo trimestre deste
ano, depois de ter caído por
dois trimestres consecutivos. Pesquisa
realizada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI)
mostra que o Índice Nacional de Expectativa
do Consumidor (INEC) cresceu 3,7% no
segundo trimestre de 2009, na comparação
com o índice registrado no trimestre
anterior, ficando em 110,3. Em relação
ao segundo trimestre de 2008, quando
o INEC foi de 109,8, o índice
ficou praticamente estável.
De
acordo com a CNI, o melhora do índice
de confiança do consumidor deve-se,
principalmente, à melhora "significativa" das
expectativas em relação
ao desemprego e à inflação.
No período entre abril e junho
deste ano, o índice de expectativa
de inflação registrou
crescimento de 11,2% na comparação
com os meses de janeiro a março
de 2009, situando-se em 115,9.
Pela
metodologia da pesquisa, quanto maior
o índice apurado, melhor
a expectativa do consumidor com relação àquele
item. No caso da inflação,
isso significa que houve um aumento
na expectativa positiva em relação à queda
da inflação.
O
mesmo aconteceu com as expectativas
com relação ao desemprego.
O índice apurado mostra um aumento
de 17% na expectativa positiva de que
o desemprego deve cair, situando-se
em 118,4 no atual trimestre, ante 101,2
do período imediatamente anterior.
Apesar
dessa melhora nas expectativas, destaca
a CNI, ela ainda não
foi suficiente para compensar a queda
desde o terceiro trimestre de 2008.
O índice continua 1,8% abaixo
do registrado no segundo trimestre
de 2008 (120,5) e 8,6% menor do que
o verificado no terceiro trimestre
do mesmo ano (129,5).
A
melhora na confiança do consumidor
no segundo trimestre deste ano ainda
não deve se traduzir em crescimento
de compras de bens de maior valor,
segundo avaliação da
CNI. A expectativa de compras de bens
de maior valor, segundo a pesquisa,
registrou leve aumento de 0,2% na comparação
com o índice do primeiro trimestre
de 2009, e queda de 2,2% na comparação
com o segundo trimestre de 2008.
O índice também mostra
uma melhora de 3,4% na questão
do endividamento, em relação
ao trimestre anterior, mas a evolução
da situação financeira
recuou 0,6%. Por outro lado, a expectativa
de evolução da renda
pessoal ficou praticamente estável,
com o índice situando-se em
110,5 ante 110,9 do primeiro trimestre
do ano.
O
INEC é elaborado pela CNI
a partir de uma pesquisa de opinião
pública de abrangência
nacional, conduzida pelo Ibope, com
2.002 pessoas. O período de
coleta dessa pesquisa foi de 29 de
maio a 1º de junho.
ALTA
DO LEITE ELEVA PREÇOS
DE OUTROS PRODUTOS NA CAPITAL
A
elevação
dos preços de derivados do leite
reflete a alta dos últimos meses
no produto. Pesquisa da Fundação
Getúlio Vargas em Porto Alegre mostra que os laticínios ficaram
11% mais caros nos últimos 30
dias. No mesmo período, o leite
longa vida subiu 19% na Capital, mais
do que o leite fresco e o produto em
pó.
Houve
impacto forte também
nos preços dos queijos mussarela,
prato e minas, do creme de leite e
do leite condensado. As exceções
foram o iogurte, que teve leve aumento,
e o preço do requeijão,
que caiu. O coordenador da FGV, Márcio
Mendes Silva, explica que o preço
dos derivados depende bastante do estoque.
Apesar
do preço do leite estar
em alta, alguns estabelecimentos estão
fazendo promoções com
valores até 30% abaixo da média.
Levantamento do Centro de Estudos e
Pesquisas Econômicas da UFRGS
mostra que o litro do leite longa vida
integral fechou maio custando em média
R$ 1,95 na Região Metropolitana
de Porto Alegre, alta de 14% em relação
a abril e a principal influência
de aumento no índice de inflação.
Em maio do ano passado, o litro custava
R$ 1,64.
José Antonio Villanova Filho,
do Núcleo de Pesquisa e Estatística,
explica que, entre os tipos de leite,
o longa vida tem o maior peso nas compras
familiares.
A
expectativa é que o preço
do leite se estabilize nas próximas
semanas. Só deve ocorrer uma
queda quando houver recuperação
das pastagens afetadas pela seca, que
são a principal justificativa
apresentadas pela cadeia leiteira para
a elevação de preço.
IPC-S
TE MENOR TAXA DESDE FEVEREIRO
A
inflação
no varejo no conjunto de sete capitais
recuou para quase a metade na segunda
prévia de junho. Segundo a Fundação
Getúlio Vargas (FGV), o Índice
de Preços ao Consumidor - Semanal
(IPC-S) subiu 0,29% na segunda leitura
deste mês, medida até segunda,
15, após avançar 0,43%
na leitura anterior do índice,
de até 7 de junho. Foi a menor
taxa desde a quarta semana de fevereiro
deste ano, quando o IPC-S subiu 0,21%.
Ainda
segundo a FGV, dos sete grupos componentes
do IPC-S, quatro apresentaram
taxas de inflação menos
intensas, ou início de deflação,
na passagem da primeira para a segunda
prévia de junho do IPC-S. No
período, o recuo na taxa de
variação dos preços
de cigarros (de 8,81% para 4,9%) foi
determinante para a taxa menor do IPC-S
na segunda prévia de junho.
Segundo a FGV, esse item derrubou a
taxa de inflação do grupo
Despesas Diversas , de 3,27% para 1,96%,
classe de despesa que mais contribuiu
para o menor avanço do índice,
na passagem da primeira para a segunda
leitura deste mês.
Além de Despesas Diversas,
mais três classes de despesa
apresentaram taxa de inflação
mais fraca, ou início de deflação,
no mesmo período. É o
caso de Alimentação (de
0,04% para -0,04%); Habitação
(de 0,65% para 0,48%); e Vestuário
(de 0,59% para 0,55%). Outros dois
grupos apresentaram aceleração
de preços, como Saúde
e Cuidados Pessoais (de 0,45% para
0,47%); e Educação, Leitura
e Recreação (de 0,09%
para 0,11%). A classe de despesa restante,
Transportes, manteve a mesma taxa de
variação de preços
no período, de -0,15%.
Produtos
Ao
analisar a movimentação
de preços entre os produtos,
no âmbito da segunda prévia
de junho do IPC-S, a FGV informou que
as mais significativas altas de preço
no varejo foram apuradas em leite tipo
longa vida (12,35%); cigarro (4,9%);
e aluguel residencial (0,72%).
Já as mais significativas quedas
de preços foram registradas
em mamão da Amazônia -
papaia (-26,05%); tomate (-9,25%);
e alface (-9,04%).
JUROS
DO CHEQUE ESPECIAL CAEM PELO
6º MÊS
CONSECUTIVO
Os
juros médios cobrados pelos
bancos no cheque especial e no empréstimo
pessoal caíram em junho, segundo
pesquisa da Fundação
Procon de São Paulo. Foi o
sexto mês consecutivo de queda
nas taxas. Foram pesquisadas 10 instituições:
Banco do Brasil, Bradesco, Caixa
Econômica Federal, HSBC, Itaú,
Nossa Caixa, Real, Safra, Santander
e Unibanco.
No
cheque especial, a taxa média
cobrada pelos bancos passou de 8,89%
em maio para 8,87% em junho. A queda
de 0,02 ponto percentual, no entanto,
foi menor que a dos meses anteriores.
De abril para maio, por exemplo,
a queda havia sido de 0,14 ponto.
No empréstimo pessoal, a taxa
média dos bancos pesquisados
ficou em 5,52%, inferior aos 5,57%
cobrados no mês anterior.
Dos
10 bancos pesquisados, quatro reduziram
suas taxas no empréstimo pessoal,
e três no cheque especial.
Na passagem de abril para maio, praticamente
todos os bancos haviam promovido
reduções em suas taxas.
Em
nota, o Procon ressalta que a pesquisa
foi feita antes do corte da taxa
básica de juros pelo Banco
Central, na última quarta-feira,
quando a Selic foi reduzida para
9,25%.
CONTAS
PODEM SER PAGAS NA SEXTA
As
agências bancárias
estão fechadas nesta quinta,
11, feriado de Corpus Christi, mas
as contas
de consumo (água, luz, telefone
e TV por assinatura) e carnês
com vencimentos nesta data pode podem
ser pagos na sexta-feira sem multa,
de acordo com a Federação
Brasileira de Bancos (Febraban).
A
entidade esclarece que também
podem ser feitos agendamentos bancários
para pagamentos de contas.
Os
bancos voltam a funcionar normalmente
nesta sexta.
INADINPLÊNCIA
CRESCE EM MAIO
O
número de consumidores
com dívida em atraso voltou
a crescer em maio, depois de forte
queda registrada em abril, revelou
o Indicador de Inadimplência
da empresa de informações
econômicas Serasa Experian.
A
quantidade de brasileiros com pendências
não quitadas registrou no mês
passado uma alta de 1,8% na relação
com o mês anterior, resultado
que se contrapõe à forte
baixa de 9,5% apontada pelo mesmo indicador
em abril ante março. A Serasa
leva em conta para considerar uma dívida
em atraso o prazo dado por cada empresa
consultada ao seu consumidor.
Ainda
que a inadimplência tenha
aumentado entre os consumidores em
maio, os economistas da Serasa Experian
avaliam o resultado do mês passado
como favorável, uma vez que
revela queda exponencial nos níveis
de endividamento de pessoas físicas
registrados este ano. Em março,
a alta chegou a 22,6% em relação
a fevereiro.
Na
análise dos primeiros cinco
meses de 2009, o resultado do indicador
também não é positivo.
O número de consumidores com
dívida em atraso teve salto
de 10,3% no período em relação
a iguais meses de 2008. Nessa mesma
base de comparação, a
pesquisa da Serasa também indica
que a inadimplência de pessoas
físicas foi liderada por dívidas
não quitadas em bancos (43,7%),
seguida por pendências em cartão
de crédito e financeiras (36,9%).
Outra categoria de dívida também
comum entre os brasileiros foi por
meio da compra com cheques sem fundos
(17,5%).
O
indicador Serasa também calculou
o valor médio das dívidas
em atraso dos consumidores brasileiros.
De janeiro a maio deste ano, as pendências
com cartões de crédito
e financeiras foram em média
de R$ 373,12, o que representou diminuição
de 12,3% ante o mesmo acumulado de
2008. Quanto às dívidas
com os bancos, nos cinco primeiros
meses de 2009, o valor médio
registrado foi de R$ 1.344,04, com
queda de 2,8%, na comparação
com os cinco primeiros meses de 2008.
Já os cheques devolvidos registraram,
no mesmo período de análise,
um valor médio de R$ 855,83,
o que resultou em 33,3% de crescimento.
CONSUMO
DAS FAMÍLIAS CRESCE 0,7%
O
consumo das famílias
voltou a crescer no primeiro trimestre
deste ano e subiu 0,7% em relação
ao quarto trimestre do ano passado.
Na comparação com os
três primeiros meses de 2008,
o consumo das famílias teve
alta de 1,3%, informou
o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
O
consumo do governo continuou em expansão, de 0,6%, no primeiro
trimestre de 2009 em relação
ao último trimestre de 2008.
Ante igual período do ano passado,
o crescimento foi de 2,7% nos três
primeiros meses de 2009.
Investimentos
Os investimentos em produção,
ou Formação Bruta de
Capital Fixo (FBCF), caíram
12,6% no primeiro trimestre deste ano
em relação ao quarto
trimestre do ano passado, informou
o IBGE. Em relação aos
primeiros três meses de 2008,
a queda foi ainda maior, de 14%.
As
variações foram ainda
piores que as do quarto trimestre do
ano passado. Nos últimos três
meses de 2008, os investimentos caíram
9,8% em relação ao trimestre
imediatamente anterior, mostrando o
efeito do agravamento da crise econômica,
mas ainda com aumento de 3,8% em relação
ao quarto trimestre de 2007.
A
taxa de investimento (FBCF/PIB) no
primeiro trimestre de 2009 foi de
16,6%. No ano de 2008, a taxa ficou
em 19% e no primeiro trimestre de 2008
em 18,4%. A formação
bruta de capital fixo é constituída
principalmente por máquinas
e equipamentos (bens de capital) e
pela construção civil.
A
taxa de poupança (poupança/PIB)
nos três primeiros meses deste
ano foi de 11,1%. Em 2008, tinha sido
16,9% e no primeiro trimestre de 2008
de 15,3%.
Comércio
exterior
As exportações caíram
16% entre janeiro e março de
2009 em relação ao período
de outubro a dezembro de 2008 e recuaram
15,2% em relação a igual
período do ano passado, de acordo
com o IBGE. As importações
se reduziram ainda mais, 16,8% no primeiro
trimestre deste ano em relação
ao quarto do ano passado e 16% na comparação
com os primeiros três meses de
2008.
A
contabilidade das exportações
e importações no PIB é diferente
da realizada para a elaboração
da balança comercial. No PIB,
entram bens e serviços e as
variações percentuais
divulgadas dizem respeito ao volume.
Já na balança comercial,
entram só bens e o registro é feito
em valores, com grande influência
dos preços.
PRIMEIRA
PARCIAL DO IPC-S SOBE 0,43%
O Índice
de Preços
ao Consumidor - Semanal (IPC-S)
subiu
0,43% na primeira
prévia
de junho, após
avançar 0,39% na leitura anterior
do índice, apurada até 31
de maio, informou a Fundação
Getúlio Vargas (FGV). Segundo
a fundação, dos sete
grupos componentes do índice,
quatro apresentaram taxas de inflação
mais intensas, ou de deflação
mais fraca, na passagem do dado fechado
de maio do IPC-S para a primeira leitura
de junho do indicador.
O fim da queda nos
preços dos
alimentos no varejo, de -0,30% para
+0,04%, impulsionou a aceleração
na taxa do IPC-S no período.
Segundo a FGV, os preços dessa
classe de despesa foram os que mais
influenciaram no avanço do índice.
No grupo, foram registradas quedas
mais fracas e taxas de inflação
mais fortes em frutas (de -8,34% para
-7,21%), laticínios (de +4,5%
para +5,27%) e aves e ovos (de -1,97%
para -0,18%).
Outras três classes de despesa,
entre as sete usadas para cálculo
do IPC-S, apresentaram aceleração
de preços, ou deflação
mais fraca, no mesmo período. É o
caso de Vestuário (de 0,52%
para 0,59%); Educação,
Leitura e Recreação (de
zero para 0,09%); e Transportes (de
-0,19% para -0,15%). Já as três
classes de despesa restantes apresentaram
desaceleração de preços. é o
caso de Habitação (de
0,76% para 0,65%); Saúde e Cuidados
Pessoais (de 0,61% para 0,45%); e Despesas
Diversas (de 4,04% para 3,27%).
Ao analisar a movimentação
de preços entre os produtos,
no âmbito da primeira prévia
do IPC-S, a FGV informou que as mais
significativas altas de preço
no varejo foram apuradas em leite tipo
longa vida (11,54%); cigarro (8,81%);
e batata-inglesa (10,10%). Já as
mais significativas quedas de preços
foram registradas em mamão papaia
(-24,63%); manga (-18,84%); e alface
(-9,69%).
RECEITA
LIBERA CONSULTA AO PRIMEIRO LOTE
DE RESTITUIÇÃO
DESTE ANO
Cerca
de 1,3 milhão de contribuintes poderão verificar
a lliberação da restituição
do Imposto de Renda a partir da próxima
sexta-feira. A Receita Federal vai
liberar a consulta ao primeiro lote
unificado de restituições
do Imposto de Renda da Pessoa Física
de 2008 e 2009, a partir das 9h. As
restituições serão
pagas no dia 15.
Esse
lote incluirá tanto aqueles
que declararam o Imposto de Renda este
ano como contribuintes que caíram
na malha fina, no ano passado, mas
foram liberados e ganharam direito à restituição.
É a primeira vez que a Receita
unifica o pagamento de exercícios
fiscais diferentes.
PENDÊNCIAS
DO IRPF PODERÃO SER REGULARIZADAS
VIA INTERNET
A Receita
Federal anunciou um
novo serviço que vai
facilitar a regularização
de pendências pelo próprio
contribuinte na Declaração
do Imposto de Renda Pessoa Física.
Para tanto, a Receita criou um novo
extrato de declaração
do IRPF, disponível pela internet,
que detalha o tipo de pendência
que o cidadão tem e precisa
regularizar e orienta sobre os procedimentos
que ele precisará adotar para
resolver o problema. Antes, a Receita
informava apenas genericamente que
havia uma pendência que o contribuinte
precisaria resolver para não
ficar na malha fina.
"A
nova ferramenta vai dar grande transparência
e mais informações
sobre as pendências. Antes, havia
um extrato muito simplificado. A medida
facilita ao contribuinte resolver pendências",
disse a coordenadora de Atendimento
e Educação
Fiscal da Receita, Maria Helena Cardozo.
A
Receita estima que o índice
de regularização de problemas,
que no ano passado foi de cerca de
50% dos 1 milhão de contribuintes
com pendências, suba para cerca
de 70% em 2009, quando também
trabalha com uma estimativa de 1 milhão
de pendências iniciais.
O
novo extrato poderá ser acessado
na página da Receita na internet
por meio do código de acesso
ou certificação digital.
O código de acesso é a
maneira mais simples e é obtido
no próprio site da Receita,
fornecendo as seguintes informações:
CPF, data de nascimento e os dois últimos
recibos de entrega de declaração
- 2008 e 2009.
Além da verificação
de pendências, o novo extrato
permitirá ao contribuinte acompanhar
o andamento do pagamento do imposto
devido (para quem tem imposto a pagar),
alterar opção de débito
automático de cotas e até alterar
o número de cotas, identificar
problemas no depósito da restituição
e parcelar possíveis débitos
em atraso existentes com a Receita.
A
Receita também anunciou que,
a partir de agora, fará restituição
de mais de um exercício em um
mesmo lote. A medida, chamada de lote
multiexercício, valerá a
partir do exercício de 2008
e já será implementada
no primeiro lote de restituição
de 2009, que será liberado em
15 de junho. Ou seja, nesse lote serão
liberadas as primeiras restituições
de 2009 e também algumas da
malha fina de 2008. Para os anos de
2007 a 2004, a sistemática continuará sendo
a mesma, com liberações
em lotes residuais específicos.
O
chefe substituto da divisão
de Pessoa Física da Coordenação
de Arrecadação e Cobrança
da Receita, Frederico Faber, explicou
que, a partir de 2013, só valerá a
nova sistemática, já que
a Receita sempre trabalha com os cinco
anos anteriores. Ele disse que a utilização
do lote multiexercício já com
a malha fina de 2008 não vai
atrapalhar as liberações
de 2009 porque os lotes residuais têm
valores pequenos.
VENDAS
DE VEÍCULOS CHEGAM A 246,9
MIL
As
vendas de veículos
no país somaram 246.981 unidades
em maio de 2009, tendo alta de 5,37%
ante abril e de 2,04% sobre o mesmo
mês de 2008, revelou ontem a
Federação Nacional da
Distribuição de Veículos
Automotores (Fenabrave). No acumulado
dos primeiros cinco meses do ano, foram
comercializados 1.149.682 veículos,
com queda de 0,14% ante igual período
de 2008. Os dados incluem automóveis
comerciais leves, caminhões
e ônibus. Considerando apenas
automóveis e comerciais leves,
as vendas de 237.388 mil unidades exibiram
acréscimo de 5,78% entre abril
e maio. Em relação a
maio de 2008, houve elevação
de 3,22%.
IPC-S
ENCERRA MAIO COM ALTA DE 0,39%
A
inflação
medida pelo Índice de Preços
ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu
0,39% em maio, informou nesta segunda
a Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Segundo a entidade, quatro
classes de despesa comandaram a desaceleração
na taxa do IPC-S, que passou de 0,46%
na terceira prévia do mês
passado para 0,39% no dado fechado
de maio. Em abril, o IPC-S tinha registrado
alta de 0,47%.
É o caso das movimentações
de preços em Alimentação
(de -0,11% para -0,30%); Vestuário
(de 0,70% para 0,52%); Educação,
Leitura e Recreação (de
0,06% para zero) e Saúde e Cuidados
Pessoais (de 0,87% para 0,61%). A FGV
disse que, em cada um destes grupos,
respectivamente, foram registradas
quedas e desaceleração
de preços em frutas (de -6,67%
para -8,34%); medicamentos em geral
(de 2,92% para 1,63%); roupas (de 1,08%
para 0,77%); e jornais (de 2,39% para
0,02%).
Somente
uma classe de despesa apresentou
aceleração de preços,
no período: Habitação
(de 0,66% para 0,76%). Os outros dois
grupos mantiveram a mesma taxa de variação
de preços: Transportes (-0,19%)
e Despesas Diversas (4,04%).
Ao
analisar a movimentação
de preços entre os produtos,
no âmbito do IPC-S de maio, a
FGV informou que as mais significativas
altas de preço no varejo foram
apuradas em cigarro (12,11%); leite
tipo longa vida (10,36%) e batata-inglesa
(12,61%). Já as mais significativas
quedas de preços foram registradas
em mamão da Amazônia -
papaia (-21,21%); manga (-19,25%) e
alface (-8,76%).
ÍNDICE
QUE REAJUSTA ALUGUEIS REDUZ QUEDA
EM MAIO
A
deflação
no Índice Geral de Preços-Mercado
(IGP-M) diminuiu o ritmo neste
mês.
O indicador caiu 0,07% em
maio, após
apresentar queda de 0,15% em
abril, informou nesta quinta, 28, a
Fundação
Getúlio Vargas (FGV).
A
entidade anunciou ainda os resultados
dos três indicadores que compõem
o IGP-M de maio. O Índice de
Preços por Atacado-Mercado (IPA-M) caiu 0,3% em maio, após apresentar
deflação de 0,44% em
abril. Por sua vez, o Índice
de Preços ao Consumidor-Mercado
(IPC-M) desacelerou a alta para 0,42%
este mês, em comparação
com o avanço de 0,58% no mês
anterior.
Já o Índice
Nacional de Custos da Construção-Mercado
(INCC-M) registrou taxa positiva
de 0,25% no indicador,
em comparação com a leve
baixa de 0,01% na leitura do mês
passado. Até maio, o IGP-M acumula
queda de 1,14% em 2009 e alta de 3,64%
nos últimos 12 meses. O período
de coleta de preços para cálculo
do indicador deste mês foi de
21 de abril a 20 de maio.
INFLAÇÃO
NA CAPITAL AVANÇA PARA
0,49%
A
inflação
na Capital, medida pelo Índice
de Preços ao Consumidor Semanal
(IPC-S), registrou variação
de 0,49%, na terceira semana de maio.
O resultado foi 0,14 ponto percentual
inferior ao da segunda semana deste
mês (0,63%). Os dados foram divulgados
pelo coordenador do escritório
da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) em Porto Alegre, Márcio
Fernando Mendes da Silva. De janeiro
a abril, o IPC-S acumula taxa de 3,05%
na cidade.
Cinco
das sete classes de despesas tiveram
desaceleração,
com destaque para Vestuário
e Saúde (de 0,45% para 0,21%).
A maior pressão foi das Despesas
Diversas (3,29%). O grupo Alimentação – que
pesa na cesta básica – caiu
de 0,50% para 0,27%. No país,
o IPC-S variou 0,46%, 0,02 ponto percentual
abaixo da última apuração.
Das sete capitais avaliadas, também
houve decréscimo em Belo Horizonte
(0,12%), Recife (1,06%) e São
Paulo (0,36%).
STJ
DECIDE QUE PLANO DE SAÚDE NÃO
PODE LIMITAR VALOR DO TRATAMENTO
Por unanimidade,
a Quarta Turma do Superior
Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os planos de saúde
não podem limitar o valor do
tratamento e de internações
de seus associados. Acompanhando o
voto do relator, ministro Aldir
Passarinho Junior, a Turma concluiu que a limitação
de valor é mais lesiva que a
restrição do tempo de
internação, vetada pela
Súmula 302 do Tribunal.
A súmula dispõe que é abusiva
a cláusula contratual de plano
de saúde que limita o tempo
da internação hospitalar
do segurado. Para o relator, da mesma
forma que não tem lógica
determinar contratualmente o prazo
de recuperação do paciente,
não se pode limitar o custo
do tratamento médico-hospitalar.
No caso julgado, os
familiares de Alberto de
Souza Meirelles,
de São
Paulo, recorreram ao STJ contra a decisão
do Tribunal de Justiça de São
Paulo que não reconheceu como
abusiva a limitação de
valor anual imposta pela seguradora
Notre Dame.
Como a seguradora se
recusou a custear a despesa excedente
ao valor de 2.895
Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de
São Paulo) prevista em contrato,
a família herdou uma dívida
com o Hospital Samaritano (SP), onde
Alberto Meirelles ficou internado durante
quase 30 dias, em 1996.
Segundo Aldir Passarinho
Junior, a exemplo da limitação
do tempo de internação,
quando se restringe o valor do custeio,
independentemente do estado de saúde
do paciente segurado, esvazia-se o
propósito do contrato, que é o
de assegurar os meios para sua cura.
Para ele, está claro que limitar
o valor do tratamento é lesivo
ao segurado, pois reduz a eficácia
do tratamento. Ao acolher o recurso,
a Turma reformou o acórdão
do Tribunal de Justiça de São
Paulo e determinou que o pagamento
seja integralmente feito pela seguradora.
DIA
DE PROTESTO CONTRA IMPOSTOS TEM
GASOLINA MAIS BARATA NO RS
A
venda de gasolina mais barata em
um posto de combustível
de Porto Alegre marca nesta segunda,
25, a quinta edição
do Dia da Liberdade de Impostos,
que
terá também
atividades em Novo Hamburgo e Lajeado,
no Estado, além de Belo
Horizonte,
Rio de Janeiro e Rio
Branco (Acre).
Com
distribuição de
senhas a partir das 7h, o consumidor
poderá comprar combustível
sem impostos ao preço de R$
1,249 por litro. Com limite de 20 litros
por veículo, o abastecimento
será feito a partir das 10h
até esgotar os 5 mil litros
de gasolina oferecidos na campanha.
A economia do consumidor será de
R$ 1,20 por litro de combustível,
considerando as deduções
de ICMS e Cide.
A
iniciativa é da Associação
da Classe Média (Aclame), em
conjunto com o Instituto de Estudos
Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade,
além de ter apoio da Federação
das Indústrias do Estado do
Rio Grande do Sul (Fiergs).
"O
objetivo da mobilização é o
de informar e conscientizar a população,
que são os consumidores que
bancam a elevada carga tributária",
afirma o arquiteto Fernando Bertuol,
presidente
da Aclame.
Lembrando
que em 2008 a carga tributária
representou 36,56% do Produto Interno
Bruto (PIB), com um total arrecadado
de R$ 1,056 trilhão, Bertuol
enfatiza que só no Ministério
da Fazenda são 18 mil normas
correspondentes a tributos e impostos.
Segundo esses dados, cada brasileiro
pagou em média R$ 5.572,00 em
impostos no ano passado, com aumento
de R$ 652, ou 13,25%, em relação
aos valores pagos em 2007. Para ele,
o excesso de impostos contribuiu para
a evasão e a sonegação,
que atinge cerca de um terço
da arrecadação fiscal
do país.
Uma
palestra do presidente do Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, no
Salão de Convenções
da Associação Comercial
e Industrial (ACI), será uma
das atividades em Novo Hamburgo, onde
também estão programadas
uma caminhada, uma corrida e uma pedalada,
além da comercialização
de produtos sem tributos embutidos.
Em Lajeado, a programação
prevê uma carreata pela BR-386
até o município de Estrela,
seguida de caminhada pelo centro da
cidade.
RANKING
DE JUROS TEM NOVA TABELA
O Banco
Central (BC), a Febraban e os principais
bancos de
varejo estão acertando detalhes
para a nova forma de apresentação
do ranking de juros, divulgado diariamente.
Na nova tabela, as instituições
serão separadas por grupos conforme
o porte do banco e serão incluídas
novas operações, como
leasing e cartão de crédito.
Há expectativa de que o mal-estar
causado pelo aumento dos juros registrado
no Banco do Brasil após a posse
de Aldemir Bendine na presidência
da instituição acelere
o fechamento dos últimos detalhes.
'O ranking reduzirá problemas
gerados pela leitura dos dados', diz
fonte envolvida.
PROMOÇÃO
DE GASOLINA SEM TRIBUTOS ACONTECE
DIA 25 EM PORTO ALEGRE
O Instituto
de Estudos Empresariais (IEE), o Instituto
Liberdade (IL) e a Associação da
Classe Média (Aclame), com apoio
da Fiergs, realizam a 5ª edição
da venda de gasolina sem tributos dia
25, na Capital. O ato faz parte do
Dia da Liberdade de Impostos. Os motoristas
poderão abastecer seus veículos
com até 20 litros de gasolina
em um posto que será divulgado
na próxima semana. Também
haverá atividades em Lajeado
e Novo Hamburgo.
CÁLCULO
DA TR, QUE CORRIGE CADERNETA, SERÁ MANTIDO
A
estrutura de cálculo
da Taxa Referencial (TR) de juros,
que hoje corrige a caderneta de poupança
e também os contratos de crédito
imobiliário, não será alterada
neste momento, garantiu ontem o presidente
do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.
O presidente do BC vem negando versões
nesse sentido, que ocorreram nos últimos
dias. 'Há uma decisão
de não alterar a TR. Não
se mexe ' , afirmou.
'A
conclusão a que chegamos é a
de que não se justifica, diante
da medida de passar a taxar aplicações
em poupança acima de R$ 50 mil,
a partir de 2010', disse. A caderneta
rende atualmente 6,17% ao ano mais
a variação da TR. A TR é calculada
com base na média do custo das
captações dos bancos,
pela emissão de certificados
de depósitos bancários
(CDB), por exemplo. Meirelles afirmou
que a mudança na poupança
retira o impedimento institucional
mais importante para a queda na taxa
de juros. Ele disse que outros problemas
relativos ao período de inflação
elevado do Brasil, que também
atrapalham a queda dos juros, estão
sendo naturalmente revistos.
Segundo
Meirelles, no longo prazo, eventualmente,
a tributação
sobre a caderneta de poupança
não vai eliminar a questão
de haver um piso da taxa de juros,
o que precisará ser enfrentado.
'Mas este não é um problema
para agora', disse o presidente do
BC. Já a redução
da tributação dos fundos
de investimento, explicou, será feita
por meio de Medida Provisória
(MP), que deve sair antes da próxima
decisão sobre juros, prevista
para junho.
NOVAS
REGRAS PARA APLICAÇÕES PERTO DE
UMA DEFINIÇÃO
Está quase pronta
a proposta do governo com as novas
regras para o funcionamento das cadernetas
de poupança ou dos fundos de
investimento, disse ontem o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo. Uma
das ideias em estudo é a redução
do Imposto de Renda (IR) incidente
sobre os fundos de investimento para
que o ganho dessas aplicações
continue mais atrativo do que o da
caderneta de poupança.
Segundo
informações
do Ministério da Fazenda, o
ministro Guido Mantega deve apresentar
hoje ao presidente Lula uma proposta
para evitar que grandes investidores
migrem para a poupança em busca
de taxas melhores. Entre as mudanças,
uma possibilidade é a cobrança
do imposto de renda sobre as cadernetas
acima de R$ 50 mil a partir de 2010.
"Não
sei se ele (Mantega) vai apresentar
amanhã (hoje).
Acho que vai ter de ser feito nos próximos
dias. Essa questão não
pode ficar em aberto para dar margem à especulação",
disse Bernardo, em audiência
pública
na Câmara dos Deputados.
Ambos os ministros insistiram que
o governo não prejudicará o
pequeno poupador. Bernardo assegurou
que as alterações nas
regras são no sentido de preservar
a caderneta como instrumento de poupança
popular:
"Costumo
dizer que o George Soros (megainvestidor
internacional)
pode vir ao Brasil abrir uma poupança
de US$ 20 milhões e ter o dinheiro
protegido. A poupança não
foi feita para isso".
Em
abril, o governo anunciou que pretendia
mudar as regras desse tipo de aplicação
para evitar que haja fuga de recursos
dos fundos de investimentos para a
caderneta. A polêmica ocorre
justamente por conta do temor de que
uma mudança desse tipo afete
também o pequeno investidor.
Com
a queda da taxa básica
de juro, a Selic, os juros da caderneta
de poupança ficaram mais atrativos
do que outros investimentos. A preocupação
do governo é que os grandes
investidores tirem dinheiro da renda
fixa, por exemplo, e passem para a
poupança, reduzindo o volume
de financiamento no país.
Expectativa é de decisão
até a próxima reunião
do Copom
A
Selic está em 10,25% ao ano – o
menor patamar desde 2003. Uma das vantagens
da poupança é que não
há cobrança de Imposto
de Renda nem taxa de administração,
como ocorre nos fundos. E, como a queda
dos juros diminui o rendimentos dos
fundos, fica mais vantajoso investir
na caderneta.
O
plano original da equipe econômica
era conter esse efeito atuando nas
cadernetas de poupança, limitando
os rendimentos. Mas a reação
da oposição contra o
plano e o temor do Palácio do
Planalto sobre os desdobramentos políticos
num ano de véspera de eleições
nacionais frearam essa ação.
A
expectativa é de que as novas
regras sejam definidas antes do dia
9 de junho, quando o Comitê de
Política Monetária (Copom)
do Banco Central volta a se reunir
para definir o novo patamar da Selic.
FEIRA
BELLA CASA EXIBE MÓVEIS E DECORAÇÃO
Novidades
e tendências
em decoração, móveis
e serviços para o lar podem
ser conferidas na feira Bella
Casa,
que vai até domingo, 17, no
shopping
Praia de Belas, em
Porto Alegre. Há mais
de 70 expositores no terceiro piso,
além de espaços diferenciados
para móveis sob medida e artesanato.
A mostra é aberta ao público,
especialmente para quem pretende mobiliar,
decorar ou montar um novo ambiente
e precisa de ideias e soluções.
AZUL
LINHAS AÉREAS JÁ OPERA
EM 11 DESTINOS
A Azul
Linhas Aéreas foi autorizada a operar a rota Campinas-Campo
Grande a partir do dia 27 de maio.
Agora são 11 destinos conectados
pela nova companhia, entre eles Porto
Alegre. Também já é possível
comprar as passagens para mais este
destino servido pela Azul. Outras rotas
partindo de Campo Grande estão
com preços especiais e as passagens
variam a partir de R$ 299,00 (por trecho
para viagens de ida e volta).
SHOPPING
TOTAL ABRE 1º FEIRÃO DE PROMOÇÕES
O
Shopping Total e
a Webcontinental promovem
dsta sexta, 08, até dia
17 o 1º Feirão Total, sempre
das 10h às 22h, de segunda a
sábado, e das e 14h às
20h no domingo. No Largo Cultural do
Total – localizado na Cristóvão
Colombo, 545, na Capital – são
oferecidas promoções
em produtos de informática,
eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
Mais informações no site
www.shoppingtotal.com.br.
PORTO
ALEGRE PAGA R$ 234,81 PELA
CESTA BÁSICA
Pelo
quarto mês
seguido, o custo da cesta básica
em abril, na Capital, caiu 1,64%, passando
de R$ 238,73 em março para os
atuais R$ 234,81, segundo
pesquisa divulgada pelo Dieese gaúcho.
Dos 13 produtos que compõem
os gêneros essenciais previstos
para Porto Alegre, seis tiveram queda
em abril, com destaque para tomate
(-24,33%), feijão (-9,47%) e óleo
(-4,32%). Sete itens subiram. As altas
foram: batata (20,78%), café (4,70%)
e açúcar (3,42%). No
país, sete das 17 capitais pesquisadas
pelo Dieese tiveram queda no custo.
Os maiores recuos foram em Manaus e
Aracaju. Em outras 10 localidades,
o custo subiu, com destaque para João
Pessoa, Fortaleza e Belo Horizonte.
Porto Alegre lidera ranking com a cesta
mais cara.
FEIRÃO
CASA SHOW DO BIG OFERECE MIL ÍTENS
O
Feirão Casa Show
prossegue até este domingo no
estacionamento do Big Sertório,
em Porto Alegre, oferecendo
mais de mil produtos com descontos e
condições especiais de
pagamento. A linha branca – fogões,
geladeiras e lavadoras – estão
com volume de vendas 40% superior a
2008, impulsionados pela redução
do IPI. A feira atrai 4 mil pessoas
por dia e a expectativa é de
que as vendas aumentem com a procura
de presentes para as mães.
INFLAÇÃO
SEMANAL DESACELERA EM PORTO ALEGRE
A
inflação medida pelo
Índice de Preços ao Consumidor
Semanal (IPC-S) desacelerou
em quatro das sete capitais pesquisadas
pela Fundação
Getulio Vargas (FGV). A cidade
que apresentou o maior decréscimo
em sua taxa de variação
foi São Paulo, cujo índice
passou de 0,74% para 0,50%. A capital
paulista é também a que
tem maior peso na formação
do IPC-S. Em Porto Alegre, houve desaceleração
de preços de 0,66% para 0,52%.
De
acordo com dados divulgados nesta terça-feira
pela FGV também desaceleraram
as taxas de Brasília (de 0,14%
para 0,05%) e do Rio de Janeiro (de
0,31% para 0,29%). Por outro lado, os
preços subiram com mais intensidade
em Belo Horizonte (de 0,79% para 0,80%),
Recife (de 0,63% para 0,66%) e Salvador
(de 0,34% para 0,40%).
A
inflação na média
nacional apurada pelo IPC-S de 30 de
abril ficou em 0,47%, 0,11 ponto percentual
abaixo do resultado do levantamento
anterior. A desaceleração
foi puxada principalmente pelo grupo
alimentação (de 1,12%
para 0,64%), com influência das
frutas (de 4,36% para 1,03%) e hortaliças
e legumes (de 5,12% para 4,47%).
RECEITA
RECEBEU 25,5 MILHÕES DE DECLARAÇÕES
DE IR EM 2009
A
Secretaria da Receita Federal
informou que recebeu aproximadamente
25,566 milhões de declarações
de ajuste do Imposto de Renda
da Pessoa Física (IRPF)
2009 (ano-base 2008), até o encerramento
do prazo, que foi à meia-noite
da quinta-feira da semana passada, dia
30 de abril. O coordenador nacional
do programa do IRPF, Joaquim Adir, disse
que esse número superou, pela
primeira vez nos últimos anos,
a expectativa inicial da Receita, que
era de receber 25 milhões de
declarações até
o prazo final.
Na
comparação com o número
de declarações entregues
dentro do prazo em 2008, houve um crescimento
de 5,3% já que, até 30
de abril do ano passado, foram entregues
24,3 milhões de declarações.
Por causa disso, Adir afirmou que a
expectativa é que este ano haja
um número menor de declarações
entregues em atraso. A Receita espera
que pelo menos 500 mil documentos sejam
entregues após o prazo final,
enquanto, em 2008, esse número
foi em torno de um milhão de
declarações.
"Houve
uma grande divulgação,
que na nossa avaliação
superou a divulgação de
muitos outros anos, e isso de alguma
forma estimulou as pessoas a entregarem
no prazo", afirmou Adir.
No
entanto, quase seis milhões de
pessoas deixaram para entregar a declaração
nos dois últimos dias de prazo
(dias 29 e 30 de abril). Segundo Adir,
2,954 milhões de documentos chegaram
à Receita no penúltimo
dia, quando foi registrado o maior número
de entregas de todo o período
de recebimento da declaração.
No último dia, até a meia-noite,
foram entregues 2,922 milhões.
O
coordenador do programa da Receita informou
ainda que, para quem entregar a declaração
em atraso, a multa mínima é
de R$ 165,74 e pode chegar a até
20% do imposto devido. Quem for entregar
a declaração original
a partir de hoje ou uma retificadora
terá de baixar novamente a versão
do programa no site da Receita Federal.
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