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TÉRMICAS VÃO GANHAR MAIOR FATIA NA GERAÇÃO DE ENERGIA

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a necessidade de aumentar a capacidade de geração de energia elétrica para sustentar um crescimento robusto da economia está empurrando o Brasil em direção a uma outra matriz energética. Conforme o levantamento, com a implementação dos projetos em construção e os licenciados nos últimos anos, a participação das térmicas deve passar dos atuais 25% para 31,4%.

Embora aí estejam incluídas usinas de biomassa, consideradas menos poluentes, a alta da participação das termelétricas na matriz é puxada pelas fontes de combustíveis fósseis, como óleo diesel e carvão mineral. Dentre os empreendimentos à base térmica, os movidos a carvão mineral, um dos mais poluentes, praticamente triplicarão sua participação.

Segundo especialistas no tema, o avanço de fontes mais poluentes é inevitável.

— A quebra dessa proporção é muito difícil, porque o Brasil vai crescer muito. Mesmo que seja um crescimento de menos de 5%, ele exige uma expansão grande da quantidade de energia disponível e apenas as fontes alternativas renováveis não dão conta de suprir — afirma Gesmar Rosa dos Santos, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

TAM ENCOMENDA 32 AVIÕES DA AIRBUS

A TAM encomendou 32 aviões modelo A320 da fabricante europeia Airbus, incluindo 22 na versão A320neo, mais eficiente no gasto de combustível, indicou um comunicado da Airbus. A TAM será a primeira companhia aérea da América Latina a receber os novíssimos A320neo - que, segundo a Airbus, devem ser entregues em 2016. O novo modelo proporciona uma economia de até 15% no consumo de combustível em relação às aeronaves tradicionais.

A Airbus não divulgou o valor da compra, mas de acordo com os preços de catálogo do fabricante, apenas o lote de 22 A320neo teria custado mais de dois bilhões de dólares.

O comunicado da Airbus destaca que o A320neo virá equipado com novos motores, mais eficientes, e com um sistema de "sharklets", enormes dispositivos instalados nos extremos dos planos de sustentação, que permitem ao avião emitir até 15% menos CO2. Ao longo de um ano, isso equivale a menos 3.600 toneladas de dióxido de carbono emitidas por aeronave.

USO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL CAI EM JANEIRO

A indústria brasileira começou 2011 operando bem abaixo de sua capacidade de produção, de acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala em que 50 pontos indicam o patamar usual para o período, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) nas fábricas ficou em 45,2 pontos em janeiro.

O indicador também mostrou aumento da ociosidade na comparação com dezembro de 2010, quando a UCI registrou 48,2 pontos, também abaixo do usual para o último mês do ano. O indicador não apresentava dois meses seguidos abaixo da linha dos 50 pontos desde a crise financeira de 2008. De acordo com a CNI, a indústria brasileira operou em média com 72% de uso do parque instalado em janeiro.

Para o economista da entidade, Marcelo Azevedo, a redução da demanda no início do ano ocasionou o freio na produção em janeiro. "A indústria se antecipou e ajustou a sua produção ao perceber que a demanda está em declínio desde o final do ano passado" afirmou, em nota.

Da mesma forma, a produção industrial em janeiro ficou abaixo do esperado para o mês, com indicador em 46 pontos. Em dezembro, porém, o indicador havia registrado um patamar ainda menor, de 44,7 pontos. A CNI também destacou que, apesar da redução da atividade industrial, os estoques do setor permaneceram dentro do planejado no período, com indicador praticamente sobre a linha divisória, registrando 50,9 pontos.

DEPUTADOS DISCUTEM NOVO MÍNIMO NA CÂMARA

Após a apresentação do parecer favorável do relator Vicentinho (PT-SP) ao projeto do governo sobre o novo salário mínimo, os deputados iniciaram por volta das 15h50min a discussão sobre o projeto na Câmara. O projeto de lei 382/11 do Executivo fixa o valor do mínimo em R$ 545 e estabelece diretrizes para a política de valorização do salário entre 2012 e 2015.

A sessão extraordinária para votação do mínimo começou por volta das 14h. Nas galerias, representantes de centrais sindicais vaiaram Vicentinho enquanto ele fazia a defesa da proposta do governo.

— Não façam isso, companheiros, vocês estão vaiando a mãe de vocês, o pai, os idosos deste país. O debate é de fundamental importância — reclamou Vicentinho.

Um acordo estabelecido entre as lideranças da Casa permitirá que 20 deputados discursem a favor e 20 deputados discursem contra o projeto após a apresentação do parecer.

Depois do debate, o projeto do governo será votado. Se for aprovado, serão votadas as duas emendas, devido a acordo entre governo e oposição, fechado na semana passada. Uma das emendas é do PSDB, que fixa o valor de R$ 600, e outra, do DEM, que reajusta o mínimo para R$ 560. Se alguma das emendas for aprovada, o projeto será alterado apenas no que se refere ao valor do salário.

VENDAS NO VAREJO CRESCEM 10,9%

As vendas do comércio varejista no Brasil fecharam 2010 com alta de 10,9%, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o melhor resultado desde 2001. Em 2009, de acordo com os dados do instituto, a alta acumulada havia sido de 5,9%.

Em dezembro, as vendas ficaram estáveis em relação a novembro. O resultado mensal veio no piso do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam de estabilidade a um aumento de 1,80%. A mediana das previsões estava em alta de 0,30%.

Na comparação com dezembro de 2009, as vendas do varejo subiram 10,1% em dezembro do ano passado. Neste caso, as projeções variavam de 9,10% a 13,50%, com mediana de 11%. O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista subiu 0,28% no trimestre encerrado em dezembro, ante o terminado em novembro, segundo o IBGE.

Receita nominal
A receita nominal das vendas do comércio varejista subiu 1,0% em dezembro ante novembro. Na comparação com dezembro de 2009, a receita nominal das vendas do comércio cresceu 15,6% em dezembro do ano passado. O IBGE informou ainda que, com o resultado de dezembro, a receita nominal encerrou o ano de 2010 em alta de 14,5% em relação a 2009.

EXPODIRETO DEVE MOVIMENTAR R$ 500 MI

No embalo de uma safra positiva e com preços acima da média, a expectativa é superar meio bilhão de reais em negócios na 12ª edição da Expodireto Cotrijal, que ocorrerá de 14 a 18 de março em Não-Me-Toque, no norte do Estado.

O lançamento oficial será às 12h desta segunda-feira, no Hotel Deville, em Porto Alegre. A escolha pela Capital busca mobilizar autoridades e lideranças do agronegócio, inclusive internacionais, uma vez que investidores de mais de 50 países participarão da feira.

A previsão é superar os 168,5 mil visitantes e os R$ 512 milhões em negócios da edição passada. O otimismo para a edição deste ano é justificado pelo cenário positivo no agronegócio.

CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS GAÚCHOS INICIA ANO EM ALTA

Os empresários gaúchos começaram o ano otimistas. Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI/RS), anunciado nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o indicador cresceu 2,3 pontos em relação a dezembro de 2010, passando para 60,4. Valores acima de 50 pontos indicam confiança.

Segundo a Fiergs, parte do resultado pode ser creditada a um efeito sazonal, que é o comportamento normalmente mais otimista em início de ano, apesar da taxa de câmbio valorizada e dos sinais de aumento de juros. Na comparação com janeiro de 2010, porém, o indicador demonstra uma queda de sete pontos na avaliação dos entrevistados, o que mesmo assim o mantém acima da média histórica, de 57,5.

De acordo com a federação, o comportamento do índice foi determinado mais pelas expectativas para os próximos seis meses do que pela situação atual.

— Neste contexto, espera-se um acréscimo dos investimentos, das compras de matéria-prima e do emprego, com reflexos positivos sobre a atividade industrial — destacou em nota, o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.

O indicador que mede a percepção quanto às condições atuais da economia gaúcha alcançou 53,9 pontos, mantendo-se estável em relação a dezembro (53,7 pontos). Sobre a economia brasileira, a avaliação é de que ela melhorou ligeiramente (52,4 pontos) nos últimos seis meses.

No que se refere ao futuro, 42,7% dos empresários estão confiantes na economia brasileira. Os pessimistas são apenas 7,5%, e 49,7% acreditam na continuidade do atual cenário econômico .Com isso, o indicador de expectativa registrou 63,7 pontos, o que sugere uma perspectiva positiva para os negócios neste semestre.

O levantamento para o ICEI/RS de janeiro foi feito entre os dias 3 e 20 do mês passado, com 126 empresas, sendo 54 pequenas, 50 médias e 22 grandes.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL GAÚCHA TEM CRESCIMENTO ACUMULADO DE 6,9% EM 2010

Levantamento divulgado hoje pelo IBGE, com relação à produção industrial, revela que o Rio Grande do Sul registrou um crescimento acumulado de 6,9% em 2010. No entanto, o setor gaúcho teve queda de 3% em dezembro, na comparação com novembro passado.

Segundo o instituto, no acumulado do ano passado, a produção industrial brasileira cresceu nos 14 locais pesquisados, com cinco unidades da federação assinalando altas acima da média nacional (+10,5%). O destaque foi o Espírito Santo (+22,3%), seguido por Goiás (+17,1%), Amazonas (+16,3%), Minas Gerais (+15,0%) e Paraná (+14,2%).

Merecem destaques, também, os crescimentos de dois dígitos registrados em Pernambuco (+10,2%) e São Paulo (+10,1%) que cresceram próximos à média da indústria brasileira.

Na comparação entre dezembro de 2010 e o mesmo mês do ano anterior, os índices foram positivos em 10 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Pará (+13,5%) e Goiás (+10,3%), que assinalaram taxas de dois dígitos. Amazonas (+8,7%), Minas Gerais (+6,5%) e Santa Catarina (+5,2%) também cresceram acima da média nacional (+2,7%), seguidos de Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com +1,2%), Rio Grande do Sul (+0,7%), Paraná e Pernambuco (ambos com +0,2%). Por outro lado, registraram queda o Espírito Santo (-0,8%), Região Nordeste (-5,5%), Ceará (-9,7%) e Bahia (-10,8%).

Já entre novembro e dezembro de 2010, os índices com ajuste sazonal apontaram quedas em 11 dos 14 locais. Além do RS, houve queda acentuada no Rio de Janeiro (-5,7%), Paraná (-5,0%), Bahia (-3,9%) e Goiás (-3,8%), seguidos de Espírito Santo (-1,9%), Ceará (-1,6%), São Paulo (-1,2%), Pernambuco (-1,2%), Região Nordeste (-0,7%), que repetiu o resultado nacional, e Amazonas (-0,4%). Por outro lado, os três locais com alta foram Santa Catarina (+3,0%), Minas Gerais (+2,0%) e Pará (+0,8%).

ATIVIDADE INDUSTRIAL TEM MAIOR CRESCIMENTO EM 10 ANOS

A atividade industrial no Rio Grande do Sul terminou 2010 com maior crescimento nos últimos dez anos, anunciou a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Entre janeiro e dezembro, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) obteve um incremento de 8,7%, o segundo maior avanço da história, só perdendo para 2000, quando o aumento foi de 10,2%.

Apesar da recuperação, o desempenho ainda é insuficiente para anular a queda recorde de 12,1% de 2009, segundo a Fiergs.

— As expansões do crédito, do emprego e da renda do brasileiro, aliadas aos estímulos tributários ao consumo até março do ano passado, fizeram com que o mercado interno contribuísse decisivamente para o resultado positivo — afirmou em nota divulgada pela entidade o presidente da federação, Paulo Tigre.

De acordo com a Fiergs, a recuperação dos investimentos, com impulso ao setor metal-mecânico, o ajuste dos estoques das empresas no final de 2009, a fraca base de comparação do ano anterior e a recuperação parcial das exportações industriais foram outras razões que colaboraram para a alta do IDI-RS em 2010.

As seis variáveis que compõem o indicador cresceram em 2010. As que mais contribuíram para a ascensão do IDI-RS foram compras (18,7%), massa salarial (8,8%) e faturamento (8,7%). O emprego no setor subiu 4,3%, representando mais 28 mil vagas na indústria do Rio Grande do Sul no último ano.

Dos 17 setores da economia pesquisados para o indicador, 14 tiveram expansão, com destaque para montagem de veículos (23,1%), máquinas e equipamentos (19,6%), metalurgia básica (19,4%) e móveis e diversos (14,9%). Os setores que registraram queda foram fumo (-12,2%), edição, impressão e reprodução de gravações (-3,3%) e alimentos e bebidas (-2,2%).

CRESCIMENTO INDUSTRIAL EM 2011 VAI SER MODERADO

O ritmo da indústria caiu no fim do ano passado, de acordo com a sondagem de dezembro divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, os números de produção e de uso da capacidade instalada no quarto trimestre indicam que o ritmo de crescimento da atividade industrial em 2011 será moderado.

Em uma escala em que valores acima de 50 pontos indicam crescimento, a evolução da produção industrial no mês ficou em 44,7 pontos - 5,3 pontos abaixo da linha divisória. Em novembro, o indicador havia registrado 52,7 pontos. A última vez em que o indicador mensal havia apurado desaceleração na atividade foi em janeiro de 2010. No documento divulgado, a CNI afirma que "a produção cresceu de forma moderada em outubro e novembro e recuou em dezembro mais que o esperado".

A utilização da capacidade instalada em dezembro foi inferior ao usual para o mês. O indicador, que caiu para 48,2 pontos, foi o menor valor do ano. Em novembro, tinha alcançado 50,4 pontos.

Os empresários também estão pessimistas com o desempenho das exportações. Eles acreditam que as vendas externas de suas empresas cairão nos próximos seis meses. Em janeiro de 2011, o índice de expectativa da quantidade exportada foi de 49 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos. O resultado ficou acima do registrado em dezembro de 2010, quando o indicador foi de 48,3 pontos.

DESEMBOLSOS DO BNDES EM 2010 TOTALIZAM r$ 168,4 BI

Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 168,4 bilhões em 2010, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. O resultado leva em conta a operação de capitalização da Petrobras, no valor de R$ 24,7 bilhões. Descontada a operação, os desembolsos do banco encerraram o ano passado em R$ 143,7 bilhões, com alta de 5% na comparação com 2009.

A indústria respondeu por 47% das liberações totais do banco, seguido por infraestrutura, com presença de 31%, e por comércio e serviços, com 16%.

A carteira de financiamentos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) superou R$ 120 bilhões em 2010, sendo R$ 87 bilhões em liberações. De acordo com o BNDES, o programa elevou e diversificou a demanda por máquinas e equipamentos industriais. Os desembolsos da Finame, financiamento voltado especificamente para produção e aquisição de máquinas e equipamentos novos de fabricação nacional, cresceram 119% no ano passado, somando R$ 52,7 bilhões.

A performance positiva se refletiu também no nível das aprovações do BNDES, de R$ 200,7 bilhões, um crescimento de 18% na comparação com 2009, e das consultas, que atingiram R$ 255,9 bilhões, uma alta de 14%.

O BNDES também fechou 2010 com volume recorde de operações de crédito: 610 mil, resultado 56% maior que o do ano anterior. Desse total, 93% (568 mil) foram efetuados com micro, pequenas e médias empresas e pessoas físicas (MPMEs). Em 2010, os financiamentos às MPMEs, de R$ 45,7 bilhões, quase dobraram de tamanho em relação ao ano anterior. Segundo o banco, o PSI também teve papel de destaque nos investimentos das empresas de menor porte.

VENDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SOBE EM 2010

As vendas de materiais de construção no Brasil cresceram 12,14% em 2010 em relação ao ano anterior, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat).

O resultado ficou dentro do esperado pela entidade, que previa expansão próxima de 12%. O índice ainda está 1,57% abaixo do alcançado em 2008.

Seguindo a tendência que já vinha sendo observada no segundo semestre do ano passado, por segmento, o indicador de vendas para itens de acabamento registrou no mesmo intervalo acréscimo de 15,15%, enquanto o da indústria de materiais básicos subiu 10,62%.

Para 2011, as projeções apontam um avanço menos vigoroso das vendas, com alta de 9%. Inicialmente, a entidade previa crescimento entre 10% e 12% no faturamento para este ano.

FESTA DA UVA, AMEIXA E MELÃO COMERCIALIZA 45 TONELADAS DE FRUTAS

A 21ª Festa da Uva, Ameixa e Melão de Porto Alegre, realizada nos finais de semana dos dias 8 e 9, e 15 e 16 de janeiro, no Centro de Eventos Rurais da Vila Nova (João Salomoni, 2.637), registrou a venda de 45 toneladas de frutas.

A festa é promovida anualmente pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), por intermédio da Divisão de Fomento Agropecuário e do Centro Agrícola Demonstrativo, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto Alegre e o Sindicato Rural de Porto Alegre, e o apoio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul, e da Emater-RS.

Até o dia 28 de janeiro, as frutas podem ser adquiridas na feira dos produtores no Largo Glênio Perez, no Centro Histórico da Capital. A feira acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 18h. Além de uvas, amoras e melões, também podem ser adquiridos morangos, flores e diversas outras frutas, todas produzidas e comercializadas por agricultores locais.

PASSO FUNDO DEVE RECEBER FÁBRICA DE GUINDASTES

A empresa norte-americana Manitowoc Cranes assinou um protocolo de intenções para instalar uma unidade em Passo Fundo, na região do Planalto Médio. A companhia deverá invstir R$ 70 milhões no empreendimento.

A decisão de ter produção no país é creditada às projeções de crescimento acelerado da economia nos próximos anos, puxado pela exploração do pré-sal, construção civil e eventos como Copa do Mundo e Olimpíada.

A Manitowoc faz projeções ousadas de resultados no Brasil com a unidade de Passo Fundo. Em 2013, no segundo ano de operação, esperar faturar R$ 400 milhões e, em 2016, saltar para R$ 2,7 bilhões.

— Estamos no mercado brasileiro há 20 anos e sentimos que chegou a hora de fazermos um investimento no país — disse ontem no Palácio Piratini o vice-presidente da empresa para as Américas, Lawrence
Weyers.

Apesar da negociação com o governo ter iniciado ainda este ano, as tratativas com a prefeitura de Passo Fundo ocorrem há seis meses. O custo menor da mão de obra na comparação com o mercado paulista e
pacote de incentivos fiscais e econômicos oferecido pela prefeitura decidiram a disputa em favor de Passo Fundo.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO VAI REPRESENTAR 11% DO PIB EM 2014

O Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) estima que a participação do crédito imobiliário dentro do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil passará dos atuais 4% para 11% em 2014. A perspectiva tem como base estudos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e do Banco Central (BC).

Ao fazer um balanço do ano passado e da década, o sindicato reafirmou ainda a projeção de crescimento de 50% nos financiamentos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para 2011, que deve saltar de R$ 57 bilhões para R$ 85 bilhões.

Em 2010, a entidade estima que os recursos do SBPE tenham financiado 450 mil unidades. Até novembro, dados da Abecip apontam que já foram financiados 358,7 mil imóveis por essa via, sendo 183,5 mil para aquisição e 175,2 mil para construção. O montante equivale a R$ 47,9 bilhões.

Conforme o presidente do Secovi-SP, João Crestana, os instrumentos alternativos de recursos para o crédito imobiliário devem continuar ganhando importância em 2011, com destaque para os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Covered Bonds, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Financiamento Imobiliário (LFI).

Em meio à perspectiva de que em breve os recursos da poupança não serão suficientes para atender à demanda por crédito, o setor tem discutido há alguns meses a necessidade de novas fontes e instrumentos de captação. Na opinião do Secovi, essas medidas deverão permitir a transição do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e a manutenção da saúde financeira do segmento produtivo e do consumidor, que terão crédito disponível para novos negócios.

Com relação aos avanços do "Minha Casa, Minha Vida", a entidade já o considera um programa permanente do Estado, que tem contribuído para a desburocratização do setor. O sindicato lembra, citando dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), que até novembro de 2010, 48% dos lançamentos residenciais na capital paulista foram de imóveis de dois dormitórios, com boa parte sendo enquadrada no programa do governo.

O sindicato chama a atenção ainda para a necessidade de investimentos em inovação tecnológica, desburocratização de processos e qualificação de mão-de-obra para que se mantenha um ritmo de crescimento sustentável do mercado imobiliário. Segundo a entidade, essa expansão deve seguir em linha com a variação do PIB.

POTENCIAL EXPORTADOR FOI DETERMINANTE NA ESCOLHA DA TAP

A adoção de um voo direto de Porto Alegre para Europa, a ser operado pela TAP, foi determinada principalmente por fatores como o apoio do governo, a localização no Cone Sul e o potencial exportador da capital gaúcha. A ideia, segundo o vice-presidente da TAP Portugal, Luiz da Gama Mór, "é conectar o RS com o resto do mundo".

— A capital gaúcha é o centro de uma área econômica forte, o Cone Sul. Vamos fazer do Rio Grande do Sul a porta de entrada dos europeus para essa região — afirmou Mór em entrevista coletiva no Hotel Sheraton, em Porto Alegre.

A TAP terá quatro voos semanais para a Europa, com duração de 10h30min, em uma aeronave Airbus A330.

Com mais um voo que deve sair de São Paulo, a TAP pretende fechar 2011 com 75 voos semanais envolvendo o Brasil.

A meta da empresa TAP é obter uma ocupação acima de 80% no primeiro voo de Porto Alegre para a Europa, em junho, quando será período de alta temporada. TAP ainda não divulgou valor das tarifas para a Europa, mas promete campanha de lançamento.

— Será mais vantajoso — garante Mór.

Gama Mór enfatizou ainda que, para o voo se consolidar, precisará contar com a opção dos gaúchos pela nova rota. Apesar de a maior parte dos voos de negócios a partir da Capital ter destino Frankfurt, Alemanha, o executivo da TAP diz que o passageiro voando para cidades alemãs teria facilidade na escala em Lisboa.

— Um aeroporto moderno, central, onde não neva e que fecha muitas poucas vezes no ano — adianta o vice-presidente da companhia.

RESOLUÇÃO AUTORIZA FUNDO SOBERANO A ATUAR SOBRE O CÂMBIO

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira uma resolução do conselho deliberativo do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Pela resolução, do dia 17 de setembro de 2010, o conselho autorizou a aplicação de recursos do fundo em depósitos especiais remunerados em instituição financeira federal no exterior.

Para essa finalidade, o Tesouro Nacional ficou, pela portaria, autorizado a celebrar convênio com o Banco Central do Brasil, para comprar ou vender moeda estrangeira e/ou realizar outras operações cambiais, inclusive mediante contratos de derivativos.

A resolução é assinada pelos então três integrantes do conselho, o ministro da Fazenda Guido Mantega, João Bernardo de Azevedo Bringel (em nome do ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo) e o ex-presidente do BC Henrique Meirelles.

O Diário Oficial não informou o motivo para a resolução de setembro ter sido publicada apenas agora. No ano passado, o ministro da Fazenda chegou a informar que o FSB iria fazer um convênio com o BC para a compra de dólares, mas não divulgou detalhes na época.

GM PRETENDE AMPLIAR ÁREA NO PORTO A DE RIO GRANDE

Se por muito tempo o espaço destinado ao setor automotivo no porto de Rio Grande ficou ocioso, em 2010, faltou lugar para receber os veículos desembarcados. Tanto que a General Motors (GM), empresa que ocupa a maior parte do local, solicitou ampliação da área prevendo mais investimentos em 2011.

Dos 100 mil metros quadrados atuais, a nova área a ser cedida à empresa deve acrescentar mais 30 mil metros quadrados, segundo estima a GM, possibilitando a chegada de mais 2 mil veículos. As tratativas apontam que o local oferecido à GM será o do atual 6º Batalhão da Brigada Militar, que seria transferido para uma área central do município, devido à localização do seu terreno ao lado do pátio automotivo. Para atender à demanda, enquanto se decide pela nova área, os veículos têm sido acomodados numa área provisória.

A quantidade de carros importados pela GM pelo porto de Rio Grande cresceu, acompanhando o avanço no mercado brasileiro. Em 2010, 80.033 veículos desembarcaram no local ante 60.701 de 2009 e 72.856 de 2008. A chegada de mais três modelos (Camaro, Malibu e Omega), somada ao crescimento do mercado, contribuiu para a diferença.

BC ADOTA MEDIDAS PARA CONTER QUEDA DO DOLAR

O Banco Central (BC) anunciou, nesta quinta-feira, uma medida para redimensionar a posição de câmbio vendida das instituições financeiras. A medida aperfeiçoa os instrumentos de regulação existentes e contribui para manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A circular publicada hoje no Sisbacen determina que as instituições financeiras deverão recolher ao Banco Central, sob a forma de depósito compulsório, 60% sobre o valor da posição de câmbio vendida que exceder o menor dos seguintes valores: US$ 3 bilhões, ou o patrimônio de referência (PR).

No jargão do mercado financeiro, "estar vendido" sinaliza realização de negócios que exigem a entrega futura de dólar ou pagamento da variação cambial. Na prática, isso representa a aposta dos bancos de que o real vai se valorizar. Estar "comprado", por consequência, sinaliza a expectativa de depreciação da moeda brasileira.

A nota do BC, divulgada nesta manhã, informa que a diretoria da instituição decidiu adotar essa medida de caráter prudencial. Segundo a autoridade monetária, a medida aperfeiçoa os instrumentos de regulação existentes e contribui para manter a estabilidade do sistema financeiro nacional.

O depósito compulsório será recolhido em espécie e não será remunerado. Segundo o BC, as instituições terão 90 dias para se adequar à nova regra e a medida terá efeitos a partir do dia 4 de abril.

Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo brasileiro não permitirá que o dólar "derreta", ou seja, continue em queda. Segundo o ministro, o dólar barato prejudica as condições de competitividade das empresas brasileiras, por deixar as exportações mais caras e as importações mais baratas.

PERDAS NA SAFRA DE SOJA ARGENTINA BENEFICIAM PRODUTORES GAÚCHOS

Ainda que o governo argentino tenha estimado uma colheita de 52 milhões de toneladas de soja, especialistas projetam que a safra seja de 43 milhões de toneladas — 21,8% a menos do que em 2009. A previsão de escassez do produto movimenta o mercado internacional, gerando elevação no preço da commodity, que beira os US$ 14 o bushel, valor que a Bolsa de Chicago não registrava desde junho de 2008. O aquecimento no mercado anima o produtor gaúcho.

Pasto amarelado, gado magro, plantações de diversas culturas secas. Assim é o cenário das terras argentinas a poucos quilômetros da fronteira de Uruguaiana. Localizada em uma das regiões mais castigadas pelo fenômeno La Niña, a estância Timboy, em Monte Caseros, a 400 quilômteros de Buenos Aires, já calcula os prejuízos. O capataz da propriedade, Ricardo Passarella, diz que, dos 230 hectares de soja plantados normalmente em setembro, neste ano, só foram semeados cem.

"Ainda nem sabemos se vamos colher nesta área porque a planta está pouco desenvolvida para a época devido à seca", diz Passarella.