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COMISSÃO EUROPÉIA APROVA BOVINOS, MAS VETA EXPORTAÇÃO DE SUÍNOS

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), disse que o Brasil impõe controles satisfatórios sobre a produção de carne bovina, mas não o faz em relação à carne suína. Por causa disso, o país continuará sem poder exportar carne suína e derivados para a UE.

O Executivo comunitário publicou os relatórios das últimas inspeções que o Escritório Veterinário Europeu fez no Brasil. Uma delas foi para examinar as medidas brasileiras contra a febre aftosa no gado bovino e a outra, para avaliar a vigilância no setor da carne suína.

Líder mundial no comércio de carne bovina, o Brasil é o maior abastecedor desse tipo de carne para a UE, com 117.605 exportadas, segundo dados de 2009. Por outro lado, o Brasil não vende atualmente carne de porco aos 27 países da UE por utilizar nas rações a ractopamina, substância que promove o crescimento e que é proibida no bloco europeu.

Há dois anos, depois da campanha de alguns eurodeputados britânicos e irlandeses - motivados por seus criadores de gado -, as exportações de carne bovina do Brasil para a UE sofreram restrições. Após as últimas inspeções, efetuadas em outubro passado, a Comissão Europeia concluiu que, em geral, as autoridades brasileiras dão a importância adequada à erradicação e ao controle da febre aftosa e que a cobertura da vacinação dos animais é boa.

A comissão disse ter detectado algumas "carências" no controle da aftosa, mas que essas deficiências não representam riscos para as exportações de carne bovina para a UE. O Brasil só pode exportar carne bovina para o mercado comunitário que proceda de uma lista de estabelecimentos autorizados.

O caso da carne suína é diferente. Segundo a última inspeção da Comissão Europeia, o sistema de vigilância destes produtos não é suficiente. Em sua missão, os especialistas europeus detectaram deficiências em aspectos como a identificação dos porcos e seu acompanhamento em todas as fases da cadeia alimentícia, como nos matadouros. A comissão aponta que, mesmo que os controles sanitários sejam bons, em geral, isso não é suficiente porque o Brasil não pode assegurar que suas exportações de carne suína fresca procedem de porcos que não consumiram ractopamina.

Bruxelas insiste que o Brasil não terá autorização para exportar sua carne suína para a UE até que a Comissão Europeia confirme uma aplicação "satisfatória" de um plano de ação por parte das autoridades do país que dê garantias suficientes nesse sentido.

MISSÃO EUROPÉIA INSPECIONA FAZENDA EM CACHOEIRA DO SUL

Depois de conhecer um frigorífico em Capão do Leão, os três técnicos da União Europeia que visitam o Estado realizaram a vistoria da rastreabilidade do rebanho bovino na fazenda Coxilha Bonita, em Cachoeira do Sul.

Desde domingo em solo gaúcho, o trio faz parte do grupo de seis especialistas que desembarcou na última terça-feira em Brasília para vistoriar o sistema de rastreamento da produção de carne bovina exportada para a União Europeia. Divididos em dois times, os técnicos inspecionam até o dia 15 propriedades e frigoríficos em cinco Estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Agnes Kerti, da Hungria, Vasco Antunes, de Portugal, e Roger Schmit, de Luxemburgo, chegaram à cidade às 7h30min e foram direto para a fazenda. Depois de fazer a vistoria nos animais, os técnicos passaram à avaliação dos documentos da propriedade durante a tarde.

"Como a fazenda sempre procurou seguir o padrão da União Europeia, estamos otimistas", contou o proprietário, Astor Wallauer.

A Coxilha Bonita exporta para a UE desde maio de 2009. O responsável pelo setor de rastreabilidade da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, Roberto Schroeder, acompanhou a visita. Às 19h, os técnicos devem partir do RS para Minas Gerais para dar continuidade às inspeções.

A pedido dos estrangeiros, o Ministério da Agricultura não informou o itinerário pelo país. Entrevistas foram negadas. No dia 15, haverá um pronunciamento oficial sobre as conclusões da vistoria. Se for positiva, aumenta a credibilidade da carne gaúcha no mercado externo.

BRASIL SE TORNA 3ª MAIOR EXPORTADOR AGRÍCOLA

O Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o país já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Europeia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros. Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados este ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil.

O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos já deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram 18,6%, em média, por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Europeia. Em 2000, o País ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas.

Uma série de fatores garantiu o avanço da agricultura brasileira nos últimos anos: recursos naturais (solo, água e luz) abundantes, diversidade de produtos, um câmbio relativamente favorável até 2006 (depois a valorização do real prejudicou a rentabilidade), o aumento da demanda dos países asiáticos e o crescimento da produtividade das lavouras.

"Houve uma mudança nas vantagens comparativas em favor do Brasil, que teve um custo de produção baixo para vários produtos nesse período graças aos seus recursos naturais e ao câmbio", disse o analista sênior da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Garry Smith.

Para o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, "o Brasil é hoje a única grande agricultura tropical do planeta". Ele ressalta que o aproveitamento da terra é melhor na zona tropical. Em algumas regiões do Brasil, é possível plantar milho depois de colher soja, o que significa duas safras no mesmo ano.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL TEM MELHOR JANEIRO DESDE 1995

A produção industrial brasileira subiu 1,1% em janeiro ante o mês anterior, com ajuste sazonal, depois de dois meses consecutivos de queda no final de 2009, divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com janeiro do ano passado, o avanço foi de 16%, apresentando o melhor janeiro para a indústria desde 1995.

No último bimestre de 2009, a produção nacional caiu 1%. O desempenho em janeiro foi impulsionado por produtos de metal (12%), material eletrônico e de comunicações (14,3%) e bebidas (8,1%). Na outra ponta, reduziram a atividade os setores de edição e impressão (-5%), veículos automotores (-1,2%) e farmacêutica (-2,2%).

"O início de 2010 mostra um quadro de continuidade do crescimento industrial com resultado expressivo em relação a janeiro de 2009, mas também ante dezembro. Esta última taxa leva a produção para nível próximo ao de janeiro de 2008, e devolve a perda acumulada nos últimos dois meses de 2009", afirmou o IBGE em nota.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve expansão em 23 das 27 atividades pesquisadas, com destaque para a indústria automobilística, que cresceu 41,4% no período. A maior pressão negativa veio de outros equipamentos de transporte, que caiu 20%, principalmente pelo recuo na fabricação de aviões.

Bens de consumo duráveis avançaram 8,6% e bens de consumo semi e não duráveis subiram 0,4%, enquanto a produção de bens de capital caiu 0,1%.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses segue negativo em 5%, mas vai reduzindo o ritmo de queda. O IBGE revisou ligeiramente para cima o dado de atividade em dezembro, de uma queda inicialmente divulgada de 0,3% sobre novembro para recuo de 0,2%.

PEDIDOS DE FALÊNCIA DE MICRO E PEQUENS EMPRESAS TÊM MENOR NÍVEL DESDE 2005

As micro e pequenas empresas tiveram no mês de fevereiro o menor índice de pedidos de falência desde 2005: 106 no total, segundo o Indicador de Falências e Recuperações divulgado nesta quarta-feira pela Serasa Experian. Em relação a fevereiro de 2009, a queda registrada foi de 8,6%, de 116 para 106 pedidos.

O indicador também mostra melhora no índice de recuperações judiciais requeridas: foram 23 em fevereiro deste ano, uma queda de 62,3% em relação a fevereiro de 2009 e de 48,9% em relação a janeiro de 2010.

A quantidade de micro e pequenas empresas com falência decretada caiu de 62, em fevereiro de 2009, para 47 no mesmo mês de 2010. Em janeiro deste ano, foram 63.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a consolidação do crescimento econômico, especialmente a partir do segundo semestre de 2009, juntamente com da redução dos níveis de inadimplência, tanto das empresas quanto dos consumidores, favorece quedas nos pedidos de falências e nos de recuperações judiciais.

ATIVIDADE NA INDÚSTIA FICA ESTÁVEL

A sondagem industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a produção em janeiro ficou praticamente no mesmo patamar que dezembro. A estabilidade foi medida pelo índice que reflete a percepção dos industriais em relação à produção naquele mês. No caso, o de janeiro ficou em 49,2 pontos. De acordo com os critérios da sondagem, o indicador vai de zero a cem, sendo que números inferiores a 50 denotam queda e acima, aumento da produção.

"O número de 49,2 ficou muito perto da margem de 50 pontos, dizemos que houve estabilidade", comentou o gerente da unidade de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

Essa é a primeira vez que a sondagem industrial é apurada mensalmente. Até o final de 2009, a CNI realizava a pesquisa trimestralmente. A sondagem verificou que em janeiro o uso da capacidade instalada da indústria ficou abaixo do usual para meses de janeiro. O índice relativo a essa pergunta ficou em 48,3 pontos. Os estoques também estão abaixo do esperado, com índice de 48,5.

"Janeiro é um mês fraco para a indústria. O fato de não ter havido evolução ante dezembro não é tão ruim. Foi até um bom resultado", comentou Fonseca.

Já a expectativa dos empresários para os meses futuros é positiva, com todos os índices acima de 50: o relativo à demanda ficou em 66,2; o que mede o futuro das exportações ficou em 53,5; e o que trata da percepção quanto à compra de matérias-primas ficou em 63,4. A pesquisa CNI foi feita entre os dias 1º e 24 fevereiro junto a 1.211 indústrias.

GOVERNO GARANTE R$ 600 MI PARA A SAFRA DE ARROZ

O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, confirmou a liberação de R$ 600 milhões para a comercialização da safra de arroz. Durante a tradicional abertura simbólica da colheita, realizada em Camaquã, Signor disse que os recursos serão disponibilizados pela modalidade EGF (Empréstimos do Governo Federal) via Banco do Brasil.

A verba tem o papel de preservar os preços do arroz no mercado, abalado pelo excesso de chuvas decorrentes do fenômeno El Niño, pelo dólar baixo e previsão de redução nos preços internacionais.

Outros R$ 600 milhões ainda podem ser liberados, caso os preços ao produtor fiquem abaixo dos R$ 23. Para Renato Rocha, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o volume é suficiente para os produtores na modalidade.

"São satisfatórios. O ano passado não usamos tudo isso, ficamos em R$ 528 milhões", disse.

A expectativa de preços mais altos no mercado interno, no entanto, não é garantia de queda nos embarques, de acordo com Rocha. Isso porque parte dos produtores e agroindustrias já têm embarques programados e outros devem optar por realizar as vendas para manter os clientes internacionais.

A ideia de preservar mercados fora do país também pode provocar uma ação do governo, garante Signor. Se o cenário de mercado prejudicar as exportações, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode realizar leilões de parte dos estoques de 1 milhão de toneladas exclusivamente para vendas externas.

LULA ANUNCIA NEGOCIAÇÃO PARA TRATADO ECONÔMICO COM O MÉXICO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do México, Felipe Calderón, anunciaram hoje o início de negociações para um acordo bilateral de integração econômica.

Após uma reunião ao fim da cúpula do Grupo do Rio, no México, Calderón assegurou que, com a decisão, ambos os países iniciam uma nova etapa e uma relação "mais forte e sólida".

Lula assegurou que México e Brasil têm condições para serem parceiros, já que não são adversários e "muito menos inimigos".

Entre os objetivos do tratado citados pelo presidente mexicano está o de promover o crescimento e o desenvolvimento econômico dos dois países.

O futuro tratado de livre-comércio permitirá fortalecer a competitividade e a presença regional nos mercados internacionais e aumentará o emprego e o bem-estar de mexicanos e brasileiros, afirmou Calderón.

Segundo o presidente mexicano, também garantirá o acesso de produtos aos dois mercados, integrará as cadeias produtivas e sustentará os fluxos de comércio, investimento, alianças estratégicas, transferências e cooperação.

Calderón disse que estes são apenas alguns dos muitos benefícios que os dois países podem ter caso consigam aproveitar a complementaridade de suas economias e os atrativos dos dois mercados.

O presidente do México convidou os empresários de ambos os países a participar do processo, cuja duração dependerá "da substância", ressaltou.

Para Lula, o México tem que virar a cabeça para a América do Sul, porque "o mundo é redondo, não retangular".

"É necessário olhar para todos os lugares", disse o presidente brasileiro.

Da mesma forma que Calderón, Lula se dirigiu aos empresários de Brasil e México e pediu para que "não tenham receios" e que se reunam para discutir a construção de alianças e investimentos conjuntos.

PARA EMPRESÁRIOS, PRESSA NA VOTAÇÃO SOBRE LEI TRABALHISTA É ELEITOREIRA

Os presidentes das federações das indústrias classificaram como "eleitoreira" a proposta de votação imediata do projeto que reduz a jornada de trabalho. Depois de uma reunião na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, os dirigentes visitaram a Câmara dos Deputados para pressionar contra a votação.

Segundo os empresários, a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais pode elevar custos e reduzir a competitividade das empresas. Além disso, os dirigentes alegam que a medida pode aumentar a informalidade no mercado de trabalho.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Paulo Tigre, alegou que o momento é inoportuno para a discussão, já que o setor industrial vive um momento de recuperação. Para Paulo Skaf, presidente Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), advertiu que, como 2010 é ano eleitoral, a medida que beneficia os trabalhadores pode ser confundida com interesses dos partidos na disputa de outubro.

INDIANOS AMPLIAM AÇÃO NO MERCADO DE AÇÚCAR E ÁLCOOL

O grupo indiano Shree Renuka Sugars finalizou hoje a aquisição de 50,8% da Equipav Açúcar e Álcool, que tem usinas nas cidades paulistas de Promissão e Brejo Alegre.

O negócio prevê a injeção de R$ 600 milhões na companhia sucroalcooleira e produtora de energia elétrica de biomassa. A empresa indiana assumirá, ainda, proporcionalmente, parte da dívida de R$ 1,5 bilhão da Equipav, que será renegociada.

A diretoria da Equipav, cujos acionistas ficarão com 49,2% das usinas, confirmou a negociação com o grupo indiano. No negócio, iniciado em agosto, o Shree Renuka Sugars Ltd. bateu as multinacionais Bunge, Noble Group, a parceria entre Rhodia e o fundo Vital Renewable Energy Company (VREC), bem como o Grupo Cosan, única companhia brasileira que ainda estava na disputa pelas usinas.

As usinas Equipav e Biopav devem processar 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra que será iniciada até o próximo mês e ampliar para 12 milhões de toneladas na safra 2011.

"A companhia é uma plataforma de crescimento do grupo indiano no Brasil", afirmou José Carlos Toledo, acionista e diretor da Equipav.

A compra da fatia majoritária da Equipav é o segundo negócio do grupo indiano em quase quatro meses no Brasil. Em 11 de novembro, a companhia anunciou a compra das duas unidades sucroalcooleiras da Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, em São Pedro do Ivaí (PR). O valor total das unidades paranaenses compradas, que processam 3,1 milhões de toneladas de cana, chegou a US$ 240 milhões e incluiu 18 mil hectares de terras, associações nos dois maiores terminais de exportação de açúcar e de álcool do Paraná e ainda na CPA Trading, responsável pela comercialização de 60% do etanol daquele Estado.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da commodity e a Índia, hoje o segundo maior produtor, precisou importar açúcar na atual safra após a quebra da safra local.

SÓCIOS E EXECUTIVOS DA RANDON SÃO PROCESSADOS POR USO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA

Seis sócios e executivos da Randon S/A são suspeitos de terem usado informação privilegiada para lucrar no mercado de ações. A Justiça Federal de São Paulo acusa o grupo de ter adquirido 754 mil ações da Randon e de outra empresa do grupo, a Fras-Le, entre 5 de junho de 2002 e 19 de julho de 2002.

O negócio foi realizado cerca de dois meses antes de ser anunciada a entrada da empresa norte-americana ArvinMeritor INC como sócia do grupo brasileiro, o que ocorreu em 15 de agosto de 2002. A Randon e a ArvinMeritor firmaram uma joint-venture para a criação da Suspensys. Na época em que adquiriram as ações, como diretores e sócios da empresa brasileira, os acusados já sabiam da sociedade com os americanos, segundo a Justiça Federal.

As ações foram adquiridas por R$ 538 mil, de acordo com processo administrativo aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), concluído em 2004 e que resultou em multas ao acusados. Posteriormente, os papéis obtiveram valorização de 120% nos 12 meses após a entrada da ArvinMeritor no grupo brasileiro. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o crime é conhecido como insider trading. A pena prevista na legislação brasileira é de um a cinco anos de prisão, além de multa de até três vezes o montante obtido com a transação.

Conforme a Justiça Federal, serão processados pelo crime Raul Anselmo Randon, então diretor-presidente da empresa e controlador indireto da Dramd Participações (que possuia 77,44% das ações ordinárias do grupo); Alexandre Randon, vice-presidente, filho de Raul; Astor Milton Schmitt, diretor da Randon; Erino Tonon, diretor da Randon e da Fras-Le; Terezinha Randon, esposa de Raul e sócia da Dramd; e Daniel Raul Rondon, filho de Raul e sócio da Dramd.

A assessoria de comunicação da Randon informou que os diretores não vão se manifestar sobre a acusação antes de serem citados pela Justiça Federal, o que, segundo a empresa, ainda não aconteceu.

Essa é a segunda ação penal de insider trading no Brasil desde a inclusão do crime na legislação brasileira (Lei 6385/76) em 2001. A primeira ação foi aberta em maio de 2009, denunciando o uso de informações privilegiadas da compra da Perdigão pela concorrente Sadia e pelo banco ABN-Amro.

VOTORANTIM COMPRA MAIS 3,93% DE AÇÕES DA CIMPOR

A Votorantim Cimentos anunciou a compra de mais 3,93% de ações da portuguesa Cimpor, que pertenciam à Cinveste. Com a nova fatia, a participação da Votorantim na Cimpor passa a ser de 21,16%.

A Votorantim adquiriu 26.402.425 ações de emissão da Cimpor, pelo montante de 154,45 milhões de euros, o correspondente a 5,85 euros por ação. Anteriormente, a Votorantim tinha comprado 17,28% da Cimpor que pertenciam ao grupo francês Lafarge e celebrado acordo de acionistas com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que possui 9,6% de participação na cimenteira portuguesa.

Com essas operações, a Votorantim tem direito a voto conjunto com a CGD em determinadas matérias, que corresponde à participação votante de 30,76% na Cimpor. Segundo a Votorantim, a nova aquisição de ações da Cimpor será efetivada no dia 19 de fevereiro, conforme contrato assinado no último dia 11. A operação contou com a assessoria financeira do Deutsche Bank.

A Votorantim informou ainda que aguarda o encerramento da oferta pública de aquisição (OPA) em curso na Cimpor. O prazo da OPA pela CSN termina no dia 22 de fevereiro.

PETROBRÁS DESCOBRE ÓLEO EM ÁGUAS RASAS

A Petrobras concluiu a perfuração e a descoberta de óleo no poço exploratório 4-PM-53 em águas rasas (200 metros), no pós-sal da Bacia de Campos. A descoberta abre uma importante frente exploratória à leste das concessões de Pampo e Bicudo.

O volume de óleo recuperável no local é estimado em 25 milhões de barris. Em razão da qualidade e da espessura do reservatório, estima-se que a vazão de óleo do poço será de cerca de três mil barris por dia.

Perfurado a seis quilômetros da PPM-1 (Plataforma de Pampo), com o poço constatou-se uma coluna contínua de 128 metros de óleo em reservatórios de ótimas características de porosidade e permeabilidade. Como no local já existe infraestrutura de produção instalada, a Petrobras afirma que o poço irá iniciar a produção ainda este ano. Estuda-se a sua interligação com a plataforma PPM-1 ou com a plataforma P-7, produtora no campo de Bicudo.

Segundo a estatal, a descoberta faz parte da estratégia da empresa de intensificar os trabalhos próximos a campos em produção, e busca aproveitar a capacidade das instalações existentes, diminuir os custos e agilizar a produção de novos volumes de óleo. A companhia afirma que pretende perfurar novos poços na região.

EXPORTAÇÕES DE CARNE CRESCEM EM 2009

As vendas externas do agronegócio em janeiro foram lideradas pelo setor de carne, cuja exportação rendeu US$ 868,4 milhões, 10,7% a mais que o registrado no primeiro mês de 2009. A carne bovina in natura foi a maior responsável pelo desempenho positivo, com crescimento de 43,1% no valor embarcado (US$ 318 milhões) e de 18,4% no volume exportado.

Na balança comercial do primeiro mês do ano, outros destaques foram as vendas externas de açúcar e café. O derivado da cana seguiu em alta, puxando o complexo sucroalcooleiro a um aumento de 28,3% nos valores exportados, em relação a janeiro de 2009: foram US$ 845,6 milhões. Comparando o primeiro mês de 2010 com 2009, os embarques de café subiram 13,8%, atingindo US$ 358,9 milhões.

Em janeiro, as exportações totais do agronegócio somaram mais de US$ 4 bilhões, um recuo de 1,8% em relação a igual período de 2009. Essa redução foi causada pela queda nas vendas do complexo soja: as quantidades embarcadas foram 55,3% menores, e o valor teve redução de 50,5%. Normalmente, as exportações de soja sofrem queda em janeiro, quando ainda não foi colhida a nova safra.

– Neste ano, essa redução foi mais expressiva por causa da antecipação das vendas externas do produto que foi recorde no ano passado – explica o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto.

PRODUTORES GAÚCHOS AFETADOS POR ENCHENTES TERÃO NOVA LINHA DE FINANCIAMENTO

Os produtores gaúchos que perderam a capacidade produtiva em decorrência das enchentes terão uma nova linha de financiamento. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a ideia já está sendo estudada pelo governo federal.

"Todas medidas [direcionadas às vítimas das enchentes] foram adotadas. Tanto no que se refere à defesa civil e à ajuda à remontagem da infraestrutura dos municípios, como no que se refere ao alongamento do financiamento dos agricultores", disse o ministro, ao divulgar o quinto levantamento da safra de grãos, relativo a 2009/2010.

Stephanes informou que o governo estuda novos financiamentos para os agricultores prejudicados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

"O que se estuda agora é uma linha de financiamento para quem perdeu a capacidade de produção, nos casos em que as enchentes além de levarem a produção, levaram máquinas, equipamentos e outros bens de produtividade", explicou.

Segundo o ministro, a linha de financiamento que está sendo estudada terá “prazo de carência-suficiência" para que eles retornem ao mercado como produtores. “Isso já está na agenda do governo e em 30 dias deveremos ter uma resposta”, completou.

G7 PEDE A ORGANISMOS CANCELAMENTO DA DÍVIDA DO HAITI

Os países-membros do Grupo dos Sete (G7, nações mais industrializadas) encerraram hoje uma reunião no Canadá com o pedido ao Banco Mundial (BM) e ao Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) para que cancelem a dívida do Haiti.

O ministro das Finanças do Canadá, Jim Flaherty, disse no fechamento da reunião que os responsáveis pela economia dos países do grupo estão "comprometidos com o perdão da dívida".

"Toda a dívida bilateral com o Haiti foi perdoada pelos membros do G7", afirmou.

Durante a entrevista coletiva que encerrou a reunião de dois dias em Iqaluit, e ao lado dos ministros de Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão, Flaherty disse que os sete países mais ricos também discutiram a reconstrução do Haiti após o terremoto de 12 de janeiro.

MOBILIZAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS CONTRA A NOVA METODOLOGIA DO SAT/RAT E DO FAP

Insatisfeitas com as regras impostas pela nova metodologia de cálculo do SAT/RAT e da aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), em vigor desde o início do ano e que aumentam o valor do tributo, entidades que integram o Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor reuniram-se em 1º de fevereiro, na sede do Sescon-SP, para debater os problemas acarretados pela nova metodologia.

Incidente sobre a folha de pagamento das empresas, o Seguro Acidente de Trabalho (SAT/RAT) é um tributo que hoje tem alíquota entre 1% e 3%. Para o cálculo da contribuição as empresas são enquadradas numa tabela de códigos de acordo com a atividade econômica e para cada uma há um risco de acidentalidade atribuído e doenças relacionadas. Com a reclassificação do grau de risco, já em vigor, 67% das atividades econômicas registraram aumento do tributo cobrado, enquanto que a redução está prevista para apenas 4% das atividades.

CONSUMO DE AÇO NO ESTADO DEVE SUPERAR OS 1,4 MILHÕES DE TONELADAS EM 2010

O consumo de aço no Rio Grande do Sul deverá superar o recorde histórico de 1,4 milhões de toneladas atingido em 2008 se a economia brasileira atingir crescimento na faixa de 5% a 6% em 2010. A avaliação é do presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul (AARS), José Antonio Fernandes Martins. Em 2009, o consumo sofreu redução de cerca de 27%, totalizando 1,0 milhão de toneladas.

Martins apresentou na manhã desta terça, 27, no Hotel Plaza São Rafael os resultados do setor no ano passado. Segundo ele, a diminuição no consumo em 2009 foi reflexo da crise internacional iniciada no último trimestre de 2008.

Nos últimos meses de 2009, o quadro sofreu reversão, com retorno do incremento da demanda de aço no Estado para abastecimento das indústrias de máquinas e implementos agrícolas, equipamentos de transporte, setor automotivo e bens de capital, entre outros.

Segundo a associação, a perspectiva positiva para este ano se deve a programas como Minha Casa, Minha Vida e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que deverão estimular o consumo de aço.

PRODUÇÃO DE MAÇÃ TEM QUEBRA DE 10%

Nesta segunda, 25, começa oficialmente a colheita da maçã no Rio Grande do Sul. A produção da fruta predomina na Serra, nas cidades de Vacaria, Bom Jesus e Caxias do Sul. Somente nesta região, vão ser criados 8 mil empregos temporários até o mês de abril, período previsto para o fim da colheita. No entanto, as fortes chuvas que atingiram o Estado nos meses de setembro e outubro, deverão fazer com que a produção da fruta seja 10% inferior em relação a safra passada.

Segundo o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi), Blaise Castelet, os temporais caíram no período de polinização da maçã. Mesmo assim, Castelet ressalta que o fenômeno não afetou a qualidade da fruta. Na safra passada, foram colhidas 430 mil toneladas de maçã no Rio Grande do Sul.

CAIXA PARA MANUTENÇÃO HIDRÁULICA

Fazer manutenção e troca de registros hidráulicos normalmente exige a quebra de paredes. O resultado, quase sempre, é muito barulho, sujeira e dor de cabeça na hora de encontrar azulejos para reposição. Tudo isso ficou no passado, com a Caixa Prática para Manutenção Hidráulica, que permite o reparo de registros hidráulicos sem a necessidade de quebra-quebra.

O autor do invento é o músico profissional Jorge Dias Souza, que sentiu na pele a experiência. Ao ter a ideia de criar o dispositivo, aproveitou que estava construindo uma casa em Sumaré – onde mora – e instalou várias dessas caixas onde era necessário. “Em novas instalações, é melhor ainda. Para quem está reformando, basta quebrar a parede uma só vez, para adaptar as caixas - uma para cada registro. Na hora da manutenção dos reparos, é só abrir a caixa e fazer a troca. Na emergência, pode-se usar um reparo provisório para depois trocar com facilidade por um definitivo”, relata.

De acordo com Souza, que encaminhou a ideia para se transformar em projeto pelas mãos de um engenheiro especializado, a caixa pode ser feita em plástico ou material zincado. “Tem tamanho aproximado de 15 x 15 cm, espaço suficiente para movimentar o registro”, detalha o inventor, que já usa suas caixas há três anos.

Souza tem patente requerida em todo o território nacional para seu invento e está aberto a propostas de fabricação ou sociedade para desenvolver o projeto e permitir sua entrada no mercado. Empresários interessados em investir no produto devem entrar em contato com a Associação Nacional dos Inventores pelo telefone (11) 3873-3211.

MENTHA PIMENTHA: NOVA FRANQUIA QUER INOVAR MERCADO DE SAPATOS E ACESSÓRIOS MASCULINOS

Atenção, investidores: quem deseja atuar, como franqueado, no segmento de sapatos e acessórios femininos já conta com uma opção de negócio diferenciada, a Mentha Pimentha.

O projeto da franquia foi lançado, oficialmente, em dezembro de 2009. A marca reúne importantes diferenciais: é comandada por empresários que atuam no mercado varejista de calçados há mais de uma década; oferece produtos diferenciados, de excelente custo-benefício e em sintonia com a moda, e apresenta uma proposta de atendimento que, certamente, fará a diferença no relacionamento com o cliente.

A loja-conceito da Mentha Pimentha, instalada na tradicional rua Pamplona, nos Jardins – em São Paulo – reflete o que a rede tem de especial. Quem explica é Vinícius Bertaglia – franqueador que, junto à irmã, Andressa Bertaglia Squassoni, estará à frente das operações. “Nossa principal meta é ‘refrescar’ a forma de vender sapatos. E isso se refletiu no produto e na loja”.

Os irmãos – que também têm como sócios Fabio Colombo, que atuará na gestão de canais e rede de franquias, e Flávio Cera, que responderá pela área financeira -cercaram-se de consultores experientes em branding, visual merchandising, arquitetura e franchising, além de estilistas gabaritados. “Com relação aos produtos, nossos sapatos ficaram com mais alegria, leveza e sensualidade”, destaca Bertaglia. “A Mentha Pimentha está inserida em um nicho de mercado muito pouco explorado: produtos que seguem as tendências da moda, de qualidade e com ótimos preços”.

A ideia ‘refrescar’ a venda se estende também ao visual da loja. “A ideia dos arquitetos foi criar um espaço descontraído e alegre, que fugisse do padrão de loja que encontramos atualmente”, conta o franqueador. “Assim, com essas características, o ambiente ficou atrativo não só para os clientes, mas também, para o investidor que está buscando propostas diferenciadas de negócio”.

Os sapatos e acessórios ficam próximos aos clientes, em expositores de design inusitados, para facilitar a visualização e a escolha do que mais agrada. O mesmo acontece com as cores utilizadas nas paredes e mobiliários: atrativos, porém, leves e convidativos.

Outra aposta da rede, também considerada um diferencial, é o atendimento ao cliente. Todas as vendedoras receberão um treinamento especial para que entendam o conceito da Mentha Pimentha e o repassem aos clientes no momento da venda. Andressa reforça: “Nossa missão é surpreender a mulher brasileira com sapatos e acessórios de personalidade que tenham um bom custo-benefício. Se agregarmos a isto um atendimento inovador, certamente, nos destacaremos no mercado e deixaremos nossos franqueados satisfeitos”.

O negócio - A Mentha Pimentha possui três unidades próprias em São Paulo – duas na capital e uma na zona metropolitana. Em se tratando de franchising, a fim de oferecer um negócio realmente viável e com boa rentabilidade, conta com a consultoria do experiente Eduardo Sato – que já passou por empresas como Tribo dos Pés, Constança Basto e Carmen Steffens. O profissional dedicou-se à formatação e também acompanhará de perto a expansão da marca. “Queremos abrir unidades nas principais capitais do Brasil. Nesta fase inicial, daremos com ênfase aos estados do Sul, Sudeste e Centro-oeste e as principais cidades do interior paulista”, revela o consultor.

O investimento numa unidade Mentha Pimentha exige de R$ 150 mil a R$ 250 mil fora o ponto comercial, que precisa ter, no mínimo, 30m2 . A taxa de franquia também é variável: de R$ 25 mil a R$ 45 mil. “O lucro líquido do franqueado é de 15% sobre o faturamento médio – que oscila de R$ 60 mil a R$ 150 mil”, diz Sato.

Para os investidores, o consultor faz questão de reforçar que apesar do projeto de franquia ser novo, os franqueadores têm bastante experiência no mercado varejista de calçados e acessórios e se dedicam, de forma intensa, no aperfeiçoamento de suas operações. “A Mentha Pimentha está preparada para oferecer à sua rede franqueada todo o suporte necessário para que a unidade trabalhe de modo profissional e tenha rentabilidade. ”Sabemos que o franqueado precisa ter, além do retorno de seu investimento, grande satisfação e alegria. E vamos trabalhar para que todas essas metas sejam alcançadas”
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MOACIR SCHUKSTER ASSUME FECOMÉRCIO

O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi/RS), Moacyr Schukster, assume a presidência do Sistema Fecomércio-RS no lugar de Flávio Roberto Sabbadini. Sabbadini faleceu na última sexta-feira, vítima de câncer, aos 61 anos, em Porto Alegre.

Segundo a Fecomércio, Schukster, primeiro vice-presidente na gestão de Sabbadini, dará continuidade aos projetos e ações idealizadas pelo seu antecessor.

A atual administração segue até o dia 30 de junho. A entidade já retomou as atividades.

A missa de sétimo dia de Sabbadini será na próxima sexta-feira, dia 22, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora dos Anjos, em Gravataí.

CALÇADISTAS SE REÚNEM NA COUROMODA EM COMBATE À PIRATARIA

Envoltos na expectativa de bons negócios na 37ª edição da Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, a Couromoda que se inicia hoje, em São Paulo, será marcada pela batalha do setor contra a falsificação – sobretudo de tênis – e na defesa do mercado interno.

Antes do evento, ainda no Vale do Sinos, representantes de empresas como a Nike, West Coast, Vulcabras/Azaleia e Qix esqueceram os números que os fazem concorrentes e resolveram unir forças. Amanhã, eles lançarão um manual contra a pirataria. Os empresários voltam a reforçar o debate que já não é recente, mas carente de bons resultados.

A intenção é pressionar órgãos públicos para que fechem o cerco aos ilegais – incluindo prefeitos, cujos prejuízos com a concorrência desleal se dá pela arrecadação de impostos que deixa de ser feita. Os empresários alegam que eles também têm poder de polícia e afirmam que há renúncia de receita quando há falta de fiscalização. Após o lançamento, o manual será divulgado junto aos municípios com apoio da Fundação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). A intenção é que ele seja uma ferramenta de esclarecimento.

– Sabemos que cada emprego informal gerado na pirataria derruba outros três formais na indústria – considera o diretor de relações institucionais da Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Marco Aurélio Kirsch.

Mais do que um protesto contra a propriedade intelectual, com a cartilha eles declaram guerra aos que utilizam de suas marcas, de seus investimentos em marketing para fazer cópias e vender seus produtos com baixo custo e pouca qualidade.

"É justamente a criatividade e a qualidade dos nossos produtos que diferenciam as marcas. Hoje a marca é que é o verdadeiro patrimônio do empresário", acrescenta Kirsch.

Com sede em Ivoti, no Vale do Sinos, a West Coast é uma das empresas envolvidas na ação. Diretor de mercado, Rafael Schefer, mais de uma vez já se deparou com seus produtos falsificados. Em alguns casos, destruídos logo depois, em outros, sem que a fiscalização conseguisse chegar a tempo de evitar o crime.

"Juntos conseguiremos agir. Somos concorrentes no mercado, mas neste caso, somos aliados", ressalta Schefer.

PERDIGÃO ENCERRA ATIVIDADES NA CAPITAL

A unidade de abate de aves da Perdigão no bairro Cavalhada encerra nesta sexta, 15, as suas operações. Os funcionários lamentaram o último dia de trabalho na fábrica.

"Existe a possibilidade de transferência, mas isso é mais provável para os cargos de gerência. Para o pessoal do chão de fábrica, fica mais difícil. Como as pessoas vão se virar com o aluguel?", questiona o auxiliar administrativo Leonardo Silva, que preferiu deixar a empresa a se transferir para outra cidade.

A BRF Brasil Foods adquiriu as unidades gaúchas da Perdigão após a compra da Eleva em 2008. A empresa ofereceu aos funcionários que trabalham na Cavalhada a possibilidade de se transferir para a planta industrial de Lajeado, que fica na região do Vale do Taquari.

A justificativa para o fechamento da fábrica na Capital foram as dificuldades de transportar animais vivos em uma área urbana e as instalações inadequadas à política de preservação socioambiental da empresa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Porto Alegre, Renato de Oliveira Borges, de 5% a 10% dos cerca de mil funcionários da unidade optou por trocar de cidade. Os que decidiram deixar seus cargos receberão bônus de dois a cinco salários nominais, dependendo do tempo que trabalharam para a empresa.

"Isso foi resultado de uma negociação de dois meses. Mas em torno de 40% dos trabalhadores têm entre 35 e 50 anos e baixa formação escolar. É difícil arrumar um novo emprego rapidamente nessa condição".

Segundo a BRF, os funcionários também terão a oportunidade de se deslocar para outras unidades da companhia no Estado. A Brasil Foods tem cerca de 13 mil funcionários no RS e conta com uma fábrica de embutidos em Bom Retiro do Sul, um abatedouro e uma unidade de processamento de aves e suínos em Marau e um abatedouro de aves em Serafina Correa.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que o departamento de Recursos Humanos está ouvindo os funcionários para verificar se há interesse na transferência. A BRF não informou o horário que a fábrica encerrará as atividades.

CIC REALIZA PRIMEIRA REUNIÃO ALMOÇO DE 2010

A primeira reunião-almoço do ano de 2010 da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) já tem data marcada: 18 de janeiro. O tradicional evento que movimenta a entidade se inicia com dois grandes nomes da região: o presidente do Conselho de Administração da Randon S.A, Raul Anselmo Randon, e o presidente da Florense, Lourenço Castelan. Os convidados irão palestrar sobre vivências empresariais.

Durante o evento acontecerá a assinatura do contrato de parceria entre a franquia Florescer e o Centro Educativo Casa Anjos Voluntários, de Caxias do Sul.

Em janeiro e fevereiro as reuniões-almoço ocorrem uma única vez e a partir de março o evento retoma o calendário semanal, acontecendo todas as segundas-feiras.

SERVIÇO
O QUÊ: Reunião-almoço da CIC
TEMA: Vivências empresariais
QUANDO: Segunda-feira, 18 de janeiro
HORÁRIO DA PALESTRA: 12h
PATROCÍNIO: HP e UCS
COPATROCÍNIO: Unimed Nordeste RS
APOIO: RGE, Banrisul, InterCity Premium e TIM
Projeto Vinícolas: Catafesta Indústria de Vinhos
Reservas no telefone: (54) 3218-8042/3218-8044

EMPREGO TEM MAIOR ALTA DESDE 2001

O emprego na indústria em novembro de 2009 cresceu 1,1% em relação a outubro, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira o IBGE. O avanço foi o maior desde janeiro de 2001 e representa o quinto resultado positivo consecutivo. Em relação a novembro de 2008, o pessoal ocupado no setor teve recuo de 4,1%.

A folha de pagamento real registrou quedas em ambas as comparações: 0,8% em relação a outubro de 2009 e 2,7% em relação a novembro de 2008.

A taxa do emprego industrial acumulada no ano também caiu 5,5%. Houve recuos nos quatorze locais pesquisados pelo instituto. No Rio Grande do Sul, a queda chegou a 7,2%. O índice recuou em dezessete dos dezoito setores investigados no país, com meios de transporte (-9,9%), máquinas e equipamentos (-8,9%), vestuário (-8,1%) e produtos de metal (-9,3%) exercendo as principais pressões negativas. Já papel e gráfica foi o único segmento com taxa positiva, com crescimento de 7%.

Também no acumulado no ano, a folha de pagamento real recuou 2,7%. O valor sofreu redução em dez dos quatorze locais pesquisados. O Rio Grande do Sul foi a maior influência negativa, com redução de 7,3%, seguido de Minas Gerais (-6,3%) e São Paulo (-2,6%).

HEINEKEN COMPRA FEMSA POR US$ 7,6 BI

A fabricante de cervejas holandesa Heineken anunciou nesta segunda, 11, que adquiriu a empresa de bebidas Femsa, que detém a marca Kaiser no Brasil. A empresa holandesa vai comprar 100% das operações da Femsa no México e 83% das operações brasileiras que ainda não pertenciam à Heineken.

A operação teve custo de aproximadamente 5.3 bilhões de euros (US$ 7,6 bilhões). O custo das ações corresponde a 3,8 bilhões de euros (US$ 5,5 bilhões), mas dívidas e obrigações trabalhistas somam outros 1,5 bilhões de euros (US$ 2,1 bilhões).

A Femsa ficará com o equivalente a 20% do controle acionário do grupo Heineken. A cervejaria mexicana poderá indicar dois representantes não-executivos para o Conselho de Administração da Heineken. Um deles será apontado para o conselho de diretores da holding.

Segundo a empresa apontou em comunicado, alguns dos objetivos do negócio são criar valor no mercado brasileiro, o segundo maior do mundo em lucros no setor de cervejas, e acelerar o crescimento da marca Heineken no País e no México, usando a estrutura logística da Femsa.

O negócio deve ser concluído no segundo trimestre e precisa passar pela aprovação de autoridades regulatórias e dos acionistas da Heineken, Heineken Holding e Femsa.

Além da Kaiser, a Femsa detém no Brasil as cervejas Dos Equis, Gold, Xingu, Bavária, Summer e Sol.

CVC CONFIRMA VENDA

O grupo internacional de private equity The Carlyle Group anunciou nesta quinta-feira que adquiriu 63.6% do controle da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A. Guilherme Paulus, fundador da operadora, continuará sendo o presidente do conselho da CVC e permanecerá com participação no restante do capital da companhia. A CVC, com sede em Santo André (SP), é a maior operadora de viagens da América Latina.

A transação foi concluída no final de dezembro e envolve a operadora de viagens, incluindo a operação de cruzeiros marítimos, segundo comunidado enviado pelo Carlyle Group. As outras empresas controladas por Guilherme Paulus - a companhia aérea WebJet e a GJP Hotéis e Resorts - não fazem parte do negócio. Detalhes adicionais do acordo financeiro não foram informados, informou a nota.

Fundada em 1972 por Paulus, a CVC opera voos charters e regulares, diárias em hotéis, cruzeiros e serviços receptivos, montando pacotes turísticos que são vendidos para mais de 2 milhões de passageiros anualmente. A CVC oferece pacotes turísticos para destinos nacionais e internacionais, que são distribuídos por uma rede de 8 mil agências de viagens independentes credenciadas e 400 lojas exclusivas no Brasil, a maioria operada por representantes. A companhia emprega mais de 900 funcionários diretos e gera mais de 4,5 mil empregos indiretos.

De acordo com o comunicado, a CVC vai continuar priorizando o mercado brasileiro no médio prazo. No longo prazo, a CVC poderá se expandir para outros mercados da América Latina.

- O conhecimento financeiro do Carlyle e seus recursos globais serão bastante úteis ao negócio. Enxergamos um futuro brilhante para a CVC à medida que continuaremos a entregar pacotes turísticos de alta qualidade a preços muito acessíveis para uma base de clientes que não para de crescer - disse Paulus no texto.

- Estamos entusiasmados com a conclusão do nosso primeiro investimento de buyout no Brasil. A CVC é uma companhia de primeira linha, liderada por um talentoso CEO, Valter Patriani, e dispõe de um time com uma experiência e resultados comprovados únicos no setor. A estratégia de crescimento para o futuro é clara. A equipe do Carlyle no Brasil e nosso grupo de Consumo & Varejo baseado em Nova York darão apoio total à companhia. Nosso objetivo é que tanto os funcionários quanto os clientes da companhia se beneficiem, uma vez que a CVC continuará a aumentar a variedade e a qualidade dos serviços e produtos turísticos oferecidos - afirmou Fernando Borges, diretor responsável pela operação do Carlyle na América do Sul.

SONDAGEM REVELA QUE 48% DAS EMPRESAS QUER INVESTIR EM 2010

Para este ano, os empresários projetam uma melhora expressiva nos investimentos, no emprego e no faturamento. É o que revelou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar a Sondagem de Investimentos na Indústria da Transformação, referente ao último trimestre de 2009.

De acordo com o levantamento, que ouviu 762 empresas entre os dias 12 de outubro e 30 de novembro, 48% das companhias querem aumentar investimentos em 2010, sendo que o porcentual para esta resposta era de 41% para o ano de 2009.

Além disso, 69% das empresas pesquisadas apostam em aumento de faturamento este ano, ante 62% das companhias que aguardavam alta de faturamento para 2009.

As perspectivas para o mercado de trabalho também são otimistas: 40% das companhias analisadas aguardam aumento do número de pessoal ocupado em 2010, sendo que o porcentual para essa resposta era de 26% nas expectativas referentes a 2009.

Para a FGV, vários fatores contribuíram para as respostas otimistas do empresariado, tais como a melhora gradual e consistente do ambiente dos negócios e a elevação do nível de utilização da capacidade instalada e da confiança dos empresários industriais.

"As projeções em todos os quesitos pesquisados são mais favoráveis do que as formuladas para 2009, quando o setor industrial era fortemente afetado pela crise, mas são inferiores às previstas para 2008", detalhou a fundação, em comunicado.

PREMIO PRIMUS INTER PARES 2010 INSCREVE EMPRESAS E JORNALISTAS

A Assintecal by Brasil - Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Calçados, Couro e Artefatos - e a Braskem uniram se para realização do Prêmio Primus Inter Pares Assintecal/ Braskem 2010. As empresas e jornalistas interessados em participar podem inscrever seus cases até o dia 30 de janeiro, data marcada para o encerramento das inscrições. A iniciativa, que comemora este ano a décima edição, valoriza as soluções mais criativas e inovadoras para o fortalecimento do setor de componentes para calçados, couro e artefatos nas categorias Exportação; Inovação Tecnológica - Tecnologia e Design e Responsabilidade Social, Imprensa e Marca by Brasil.

Conforme o presidente da Assintecal by Brasil, Luis Amaral, assim como na edição de 2009, a premiação classificará as empresas nas categorias Micro e Pequeno Porte (até 99 funcionários) e Médio e Grande Porte (acima de 99 funcionários). “As associadas poderão concorrer em cinco categorias distintas, apresentando um produto, processo ou ação desenvolvida neste ano e que tenha apresentado resultados visíveis e mensuráveis para o setor”, destaca Amaral. Os cases deverão descrever detalhadamente o tema inscrito.

Além do troféu "Primus Inter Pares", todas as empresas premiadas terão seus cases divulgados em encartes ou cadernos especiais dos principais jornais de pólos calçadistas do País. Com exceção do vencedor da categoria Imprensa, para o qual será oferecido um prêmio, em dinheiro, no valor de R$ 3 mil. A entrega do case deve ser feita até 20 de fevereiro de 2010. O regulamento completo e os critérios de avaliação de cada categoria estão disponíveis no Portal Assintecal by Brasil. Os vencedores serão anunciados durante o Jantar Anual da Assintecal, marcado para o dia 12 de abril, em Novo Hamburgo (RS).

Entre os vencedores de 2009, a Ecológica Indústria e Comércio de Produtos de Látex Ltda foi destaque com o case Couro Ecológico Vegetal, categoria Inovação Tecnológica - Tecnologia. Para a assistente comercial da empresa, Roberta Grespan Cardozo, a premiação ofereceu visibilidade e oportunidade de novos contatos com empresas fabricantes. "O Prêmio Primus é um incentivo para que as empresas do setor de componentes invistam no desenvolvimento de produtos que possam não só fortalecer sua competitividade, mas também trazer benefícios sócio-ambientais, tal como faz a Ecológica. O Prêmio colabora com a divulgação de que é possível competir também de maneira ecológicamente limpa", destacou.

Sobre o Prêmio Primus Inter Pares – Criado em 2000, o prêmio está em sua décima edição. Em 2009, os vencedores do Prêmio Primus foram:

Exportação
Maria Auxiliadora Stocco Confecções (MPE) - Crescimento das Vendas no Mercado Interno Graças à Exportação.
Mould Indústria de Matrizes Ltda (MGE) - A tecnologia nunca esteve tão próxima a uma ciência exata

Inovação Tecnológica - Tecnologia
Ecológica Indústria e Comércio de Produtos de Látex Ltda (MPE) - Couro Ecológico Vegetal
Prisma Compostos Termoplásticos Ltda (MGE) - Desenvolvendo as palmilhas das futuras gerações

Inovação Tecnológica - Design
Casquinha Enfeites para Calçados Ltda (MPE) - Processo 2000
Extramold Jomo Indústria de Plásticos Ltda (MGE) - Um novo conceito em ecomateriais

Responsabilidade Social
Alfasul Comércio de Fivelas Ltda (MPE) - Boa vontade e responsabilidade social geram mais do que lucros. Geram leveza e pró-atividade
Artecola Indústrias Químicas Ltda (MGE) - Responsabilidade Social e Sustentabilidade - o exemplo Artecol 2023

Marca by Brasil
Dublauto Gaúcha Indústria e Comércio de Componentes para Calçados Ltda - Divulgação das Marca by Brasil no mercado interno e externo

KRAFT FOODS PREPARA NOVA OFERTA PELA CADBURY

A indústria de alimentos Kraft Foods, dos Estados Unidos, está preparando uma nova oferta pela britânica Cadbury, informou o jornal Sunday Times, sem citar as fontes.

Segundo o jornal, a Kraft elevará o valor da oferta que fez pela Cadbury no ano passado e esse movimento ocorrerá nas próximas duas semanas. De acordo com o jornal britânico, a fabricante norte-americana de chocolates Hershey, que tem trabalhado numa oferta rival pela Cadbury, deverá esperar o próximo movimento da Kraft antes de tomar uma decisão. A gigante suíça de alimentação Nestlé e a italiana Ferrero Group também esperam pelo movimento da Kraft e poderão fazer ofertas pela Cadbury, disse o jornal.