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LULA QUER REMÉDIO EFICIENTE PARA CONTER DESEMPREGO

O presidente Lula pediu à equipe econômica e ao Ministério do Trabalho que preparem medidas para a manutenção do emprego em 2009, quando a economia brasileira vai desacelerar ante os efeitos da crise financeira internacional. Além de novas desonerações tributárias, está em estudo o aumento de cinco para dez do número de parcelas do seguro-desemprego, o carro-chefe das reivindicações das centrais sindicais.

Os sindicalistas também tentam sensibilizar a área econômica a criar mecanismos que vinculem a concessão de empréstimos por parte dos bancos federais à garantia de emprego. Segundo fontes do governo, esta é uma medida que deve ser avaliada com cuidado porque o governo não pode engessar as empresas, já sufocadas com as restrições do crédito. Os sindicalistas apresentaram essas reivindicações em jantar, na semana passada, com Lula, na expectativa de serem atendidos da mesma forma que o governo foi sensível às reivindicações da Confederação Nacional da Indústria.

CEF FARÁ CORTES NAS TAXAS DE JUROS

A Caixa Econômica Federal (CEF) deverá promover cortes em suas taxas de juros nos próximos dias, continuando o movimento iniciado pelo Banco do Brasil na semana passada. Os bancos federais têm sido pressionados pelo presidente Lula a baratear empréstimos para que os bancos privados sejam induzidos a fazer o mesmo.

Apesar de o Banco Central (BC) haver liberado R$ 52,2 bilhões dos depósitos compulsórios só no mês de outubro, os bancos relutam em baixar os juros. Dados do BC mostram que o custo dos empréstimos disparou após a crise. Em setembro, o juro médio dos empréstimos do sistema financeiro brasileiro estava em 40,4% ao ano. Em 12 de novembro, essa taxa estava em 45%, um aumento de 4,6%. No mesmo período, o custo de captação dos bancos subiu 0,6 ponto percentual.

DIA DE COMBATE À PIRATARIA EM PORTO ALEGRE

O Instituto de Combate à Fraude e Defesa da Concorrência detalhará nesta quarta-feira, 03, às 14h, as ações do projeto Escola Legal. O evento ocorrerá no Dia Nacional de Combate à Pirataria e será realizado no Palácio do Ministério Público, na Praça da Matriz, na Capital. O projeto mobilizou 70 professores de 30 escolas do RS, conscientizando sobre os riscos de consumir produto pirata e, também, de furtar energia elétrica (os chamados 'gatos').

NORTE-AMERICANOS NA JUSTIÇA CONTRA SADIA E ARACRUZ

Investidores dos Estados Unidos estão questionando judicialmente a Aracruz Celulose e a Sadia. Eles alegam ter apurado grandes perdas por causa das operações com derivativos de câmbio das empresas brasileiras. O escritório de advocacia Saxena White, de Boca Raton, ingressou com ação civil pública contra a Aracruz na Corte da Flórida. O processo foi movido em nome de acionistas que compraram ADRs (recibos de ações das companhias brasileiras negociados na Bolsa de Valores de Nova Iorque) entre 7 de abril e 2 de outubro deste ano.

Segundo os advogados, por causa da declaração de perdas com derivativos feita pela Aracruz, as ADRs da empresa fecharam na cotação de 23,40 dólares por papel em 3 de outubro, com desvalorização de 7,84 dólares ante o dia anterior. A Corte de Nova Iorque também é o fórum onde Donald N. Alston impetrou ação contra a Sadia. As duas empresas brasileiras enviaram comunicado à Bolsa de Valores paulista alegando que não receberam comunicado oficial sobre as ações.

CADE REGISTRA FUSÃO DE ITAÚ E UNIBANCO

Os bancos Itaú e Unibanco, que anunciaram fusão no dia 3 deste mês, registraram a operação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A fusão será levada, segundo a assessoria do Cade, para a sessão de distribuição de novos processos quando, por sorteio, terá um relator no órgão antitruste. Com o anúncio da união das duas instituições, nasceu o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, com R$ 575 bilhões em ativos. A fusão foi resultado de 15 meses de negociação entre os bancos.

CARRINHO AGAS 2008 PREMIA 29 EMPRESAS E MARCAS

Em noite de festa com o empresariado do setor supermercadista, parlamentares e a governadora Yeda Crusius, no Grêmio Náutico União, a Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas) distinguiu 29 empresas e marcas com o troféu Carrinho Agas 2008. Na sua 25ª edição, a premiação teve a parceria do instituto de pesquisas Nielsen Brasil, pelo quinto ano consecutivo. Coube ao Nielsen a seleção das cinco maiores empresas do setor de cada categoria. 'Nos gratifica muito o fato de 75% das vencedoras serem empresas do Rio Grande do Sul', afirmou o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

Entre os 29 premiados estão a Companhia Zaffari, que conquistou o Reconhecimento Agas, o presidente do Sistema Fiergs/Ciergs, Paulo Tigre (Personalidade do Ano), a Nestlé (Melhor Fornecedor de Matinais e Farináceos e Melhor Fornecedor de Chocolates), a Vinícola Aurora (Melhor Fornecedor de Vinhos e Espumantes), o presidente da Laticínios Bom Gosto, Wilson Zanatta (Empresário do Ano), a Ambev (Melhor Fornecedor de Cervejas) e a presidente da Comercial Zaffari, Clelci Camozatto Zaffari (Mulher Supermercadista). 'Esperamos que os fornecedores continuem a proporcionar, em 2009, as mesmas oportunidades aos pequenos, médios e grandes empresas', assinalou Longo.

TÊXTIL TEM DÉFICIT HISTÓRICO

O setor têxtil e de confecção do Brasil fechou o mês de outubro com déficit acumulado de 1,71 bilhão de dólares na sua balança comercial, excluindo fibra de algodão. O resultado deve-se ao valor de 3,19 bilhões de dólares em importações realizadas de janeiro a outubro contra 2,34 bilhões de dólares em exportações. As cifras são inéditas na história do setor, que até então tinha o pior resultado negativo em 1997, de 1,14 bilhão de dólares.

GOVERNO LIBERA R$ 5 BI PARA O BNDES

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá mais R$ 5 bilhões para empréstimos ao setor produtivo, principalmente para atividades ligadas às exportações. Os recursos, segundo ele, serão provenientes de uma linha de crédito do Banco Mundial (Bird). " É normal que o BNDES capte recursos do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). É uma maneira mais ágil de conseguir os recursos. O Banco Mundial empresta para a União e a União repassa para o BNDES", informou Mantega a jornalistas.

Para viabilizar a operação, disse o ministro, está sendo editada nesta sexta-feira uma Medida Provisória pelo governo federal, que também autorizará, entre outros assuntos, o perdão de dívidas de até R$ 10 mil que tenham mais de cinco anos.

Segundo Mantega, a taxa de juros do empréstimo do Bird ao governo, para o BNDES, será de libor (juros ingleses) mais 1% ao ano.

CAIXA TEM R$ 20 BI PARA MICROEMPRESAS

A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que tem disponível R$ 20 bilhões para emprestar a micro e pequenas empresas até o fim do ano, elevando para R$ 49 bilhões o potencial de concessões para esse segmento em 2008. Entre janeiro e outubro, os desembolsos para esse público somam R$ 29 bilhões, crescimento de 15% ante igual período de 2007.

O orçamento inicial previa que o crédito para o segmento totalizasse R$ 30 bilhões este ano. Contudo, a expansão das operações foi acima do previsto e ocorreu a realocação de recursos disponíveis para elevar o crédito ao setor. Na projeção inicial, as micro e pequenas empresas responderiam por 75% das novas concessões de crédito para pessoa jurídica. A Caixa disponibiliza seis linhas de crédito. Destas quatro recebem repasses do BNDES e Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

NASCE MAIOR CERVEJARIA DO MUNDO

Apesar de toda a turbulência econômica, da queda nas ações e dos rumores de que não conseguiria o financiamento necessário, a cervejaria belgo-brasileira InBev anunciou a conclusão da compra da cervejaria americana Anheuser-Busch. A nova empresa se torna a maior fabricante de cerveja do mundo, e passa a se chamar Anheuser-Busch InBev. O negócio, no valor de 52 bilhões de dólares, é também a maior aquisição em dinheiro da história.

O brasileiro Luiz Fernando Edmond, presidente da AmBev, é quem vai comandar as operações da companhia nos Estados Unidos. A InBev pagou 70 dólares para cada ação da Anheuser. A nova companhia terá ações negociadas na Bolsa de Bruxelas. O grupo terá mais de 200 marcas, incluindo Budweiser, Stella Artois e Beck.

A conclusão do acordo vem cinco meses após a InBev fazer sua primeira oferta, que foi rejeitada. A Anheuser procurou sua parceira mexicana, a Modelo, para discutir uma forma de se proteger da InBev e anunciou planos para cortar custos. Depois, no entanto, a fabricante americana aceitou ser vendida, quando a InBev aumentou a oferta em 5 dólares por ação. A nova empresa irá produzir um quarto de toda a cerveja mundial e gerará 36 bilhões de dólares em vendas anuais.

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS CAEM 6% DE JANEIRO A OUTUBRO

As exportações de calçados caíram 6,1% de janeiro a outubro deste ano em relação a igual período de 2007, para 139,9 milhões de pares, informou a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

A queda de 25,6% nos embarques para os Estados Unidos, principal mercado comprador do sapato brasileiro, foi apontada pela Abicalçados como causa da desaceleração das exportações nos 10 primeiros meses do ano. Em faturamento, as vendas ao exterior no período encolheram 0,6%, para US$ 1,6 bilhão.

Apenas em outubro, a queda foi de 25,5%, com o embarque de 12,3 milhões de pares, ante 16,5 milhões do mesmo mês do ano passado. A receita com as exportações no mês passado atingiu US$ 148 milhões, valor 8,2% inferior a outubro de 2007. O vice-presidente da Abicalçados, Ricardo Wirth, afirma que o setor está "preocupado" com o desempenho geral do setor a partir do próximo ano, a persistir a redução de demanda dos principais compradores e a elevação da entrada de calçados em território nacional.

Segundo a entidade, as importações cresceram 49,9% nos dez primeiros meses do ano, totalizando o desembarque de 34,1 milhões de pares. A China respondeu por 71,8% das compras externas de sapato do Brasil, com 29,3 milhões de pares, seguido pelo Vietnã, com 1,8 milhões de pares.

MICHAELLIS E LUFTECH ANUNCIAM PARCERIA

A empresa alemã Michaelis Umwelttechnik GmbH, que atua na área de equipamentos para soluções ambientais, chega à América Latina através de acordo de cooperação tecnológica com a indústria gaúcha Luftech, especializada em tratamento de gases e resíduos e controle de combustão. A Luftech Soluções Ambientais, sediada no Distrito Industrial Alvorada-Viamão, desenvolveu sistema de incineração compacto com monitoramento contínuo para a base Comandante Ferraz, na Antártida. As duas empresas vão oferecer tecnologia ambiental para incineração, expandindo a linha de equipamentos para tratamento de resíduos urbanos e industriais.

LINDÓIA SHOPPING PREMIA LOJISTA

O Lindóia Shopping concedeu o prêmio Lojista do Ano à Patchwork, especializada em moda feminina, em solenidade no Salão de Convenções da Fiergs. O prêmio completou a sua 13ª edição. 'Sabemos que a qualidade do atendimento e dos produtos faz diferença. O prêmio entregue a Ivana e Paulo Roberto Kruse é o reconhecimento desse trabalho', disse o gerente-geral do Lindóia, Fábio Irigoite.

Foram entregues ainda mais dois troféus: Amigo do Meio Ambiente e Parceiro do Ano. O primeiro foi destinado à Sulgás pelo trabalho de preservação ambiental. O gerente destacou que o Lindóia também está investindo em meio ambiente e para isso foi contratada uma consultoria para rever práticas de consumo buscando evitar desperdícios. Já o Parceiro do Ano foi concedido à Advice, responsável pelo suporte na área de tecnologia da informação do Lindóia há seis anos.

Mesmo com a crise mundial, o shopping deve registrar aumento nas vendas. 'O varejo recebeu fôlego. Prova disso é que estamos com um número pequeno de lojas desocupadas', afirmou Irigoite. O Lindóia, na zona Norte da Capital, recebe 18 mil consumidores por dia. Tem 84 lojas, praça de alimentação e cinemas. Mais detalhes em www.lindoiashopping.com.br.

TRANSPORTADORAS DE VALORES DECIDEM PARAR

Trabalhadores das empresas de transporte de valores do Estado paralisaram as atividades, por tempo indeterminado, informou o diretor do sindicato da categoria, Norton Jubelli. Eles reivindicam segurança no trabalho, melhores salários, fim da compensação horária e incidência do risco de vida sobre as horas extras. A categoria negocia um aumento de 20%, mas as empresas se dispõem a aplicar um reajuste de 6%, em média.

SHOPPINGS CENTERS GIRAM INVESTIMENTOS DE R$ 64 BI

Mesmo com as incertezas da crise econômica, os investimentos em shopping centers continuam fortes no país. Em 2007, foram inaugurados 22 empreendimentos na área, e o país é o segundo no ranking mundial. Nos últimos três anos, os investimentos estrangeiros, oriundos principalmente dos EUA e do Canadá, totalizaram 7,5 bilhões de dólares. Este ano, a indústria de shoppings centers deverá movimentar R$ 64 bilhões (R$ 6 bilhões superior ao faturamento de 2007). O setor é responsável por mais de 630 mil empregos diretos, em 367 centros de compras.

Recente levantamento encomendado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que 23% de 183 shoppings pesquisados estão em processos de expansão e 43% têm projetos de ampliação até 2010. Por outro lado, o vice-presidente da Abrasce, Paulo Malzoni Filho, admite que o setor já começa a sentir os efeitos da crise. 'O resultado do Natal será a primeira indicação real deste efeito', disse. No entanto, ele prevê para o final do ano um aumento de vendas de 15% sobre os resultados do ano passado.

RECEITA FAZ OPERAÇÃO CONTRA FRAUDE TRIBUTÁRIA NAS EXPORTAÇÕES

A Receita Federal do Brasil e a PF (Polícia Federal) deflagraram a Operação Vulcano, cujo objetivo é desmontar e prender acusados de integrar grupo que cometeu crime contra a ordem tributária. Segundo a PF, as práticas criminosas envolvem comércio exterior, empresas importadoras/exportadoras, transportadores, despachantes aduaneiros, agentes privados e servidores públicos. Estima-se que o esquema tenha causado prejuízos de R$ 600 milhões aos cofres públicos.

A operação abrange oito Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. São cumpridos 240 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão temporária. Mais de 600 policiais federais e 280 agentes da Receita Federal participam da operação.

A Receita informou que os crimes cometidos contra a ordem tributária são facilitação de contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, entre outros.

No esquema, segundo nota divulgada pela PF e Receita, mercadorias nacionais destinadas à exportação, entre elas pneus e insumos para a produção de cerveja, estariam sendo desviados para o mercado interno, recebendo todos os benefícios fiscais como se fossem exportados. "Estabelecia-se, assim, situação de concorrência desleal com os produtos regularmente destinados ao consumo interno", explica a Receita.

Entre os impostos fraudados estavam o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e contribuições Sociais incidentes sobre as receitas decorrentes de exportação (Cofins, CSLL e PIS). O esquema também se aproveitava de imunidade tributária do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de transporte interestadual e intermunicipal.

Além disso, o grupo também trazia ao país mercadorias estrangeiras, principalmente produtos têxteis e alimentícios, com subfaturamento, ou seja, declaração diferente de quantidade e qualidade, bem como com falsificação de sua origem --produtos chineses e coreanos eram importados como se fossem bolivianos, o que permitia isenções fiscais diferenciadas.

MÂNTEGA CONFIRMA MAIS 10 DIAS PARA PAGAR TRIBUTOS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que as empresas terão mais dez dias para recolher os impostos federais e, dessa forma, ficarão mais tempo com dinheiro em caixa. Ele também anunciou mais crédito a exportadores e ao setor automobilístico.

Durante reunião do (CDES) Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o ministro anunciou também que irá acelerar a devolução de créditos tributários para as empresas.

O pagamento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) será adiado do dia 15 para o dia 25 de cada mês. O PIS/Cofins, do dia 20 para 25. O IR (Imposto de Renda) recolhido na fonte e a contribuição para a Previdência passam a ser pagos não mais no dia 10, mas no dia 20 do mês.

"Nós vamos postergar as datas de pagamento de alguns tributos. Estamos fazendo algo que não é muito grande, porque senão impacta as contas públicas", afirmou Mantega. "É um alívio para as empresas que terão dez dias a mais de capital de giro para pagar as suas contas."

Em relação ao crédito tributário, o ministro disse que vai montar um "mutirão" para agilizar a liberação. "Isso também vai gerar um bom capital de giro para as empresas.

Segundo antecipou o colunista da Folha Guilherme Barros, Mantega também quer propor a ampliação do prazo de pagamento do Simples, mas como o tributo tem parte estadual, precisa de aval dos governadores.

O pedido de postergação de prazos foi feito pelo presidente da CNI (Confederação Nacional Indústria), Armando Monteiro Neto. Os empresários industriais consideram a mudança uma forma de ajudar o setor produtivo, que sofre com a falta de recursos em caixa diante da redução do crédito no mercado por conta da crise financeira.

O ministro também anunciou outra medida para minimizar os efeitos da crise econômica no Brasil. O BNDES (banco estatal de investimento) terá mais R$ 10 bilhões para financiar o capital de giro de empresas, para empréstimos ponto e para a linha de exportação pré-embarque.

Montadoras
Em relação aos R$ 4 bilhões que o Banco do Brasil irá utilizar para ajudar os bancos de montadoras a elevar o crédito aos consumidores, Mantega afirmou que o dinheiro é suficiente para garantir as vendas nos meses de novembro e dezembro desse ano. Após esse período, o ministro espera uma normalização do crédito nesse setor.

Segundo dados de hoje da Anfavea, tanto a produção de veículos como as vendas caíram em outubro, seja na comparação com setembro ou na relação com outubro do ano passado.

Durante seu discurso, Mantega avaliou ainda que desde o fim de outubro, os mercados mundiais entraram no que ele chamou de momento de "calmaria". "A boa notícia é que o pior da crise está passando e já há sinais de arrefecimento."

INDÚSTRIA GAÚCHA TEM ALTA DE 12,3% EM SETEMBRO

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do RS (Fiergs), apresenta alta de 12,3% em setembro, comparado ao mesmo período de 2007. É o 24º mês consecutivo de crescimento.

A acentuada recuperação da atividade industrial se explica, em parte, por este mês ter contado com 22 dias úteis, contra 19 em setembro de 2007. O presidente da Fiergs, Paulo Tigre, porém, faz um alerta. 'O cenário ainda é de crédito mais restrito e caro para produtores e consumidores. Além disso, os indicadores dos países desenvolvidos sinalizam menor atividade econômica, o que deve gerar uma demanda global mais fraca', observa. Para o Rio Grande do Sul, uma das ameaças é a queda no preço das commodities, sobretudo a soja, e que pode afetar o desempenho do agronegócio e toda a cadeia produtiva a ela vinculada.

A elevação do IDI-RS em setembro, revelada na última pesquisa, deve-se, em grande parte, ao crescimento das variáveis faturamento (12,6%), compras (18,3%) e horas trabalhadas na produção (16%), influenciadas pelo maior número de dias úteis este ano. No acumulado dos primeiros nove meses de 2008, a expansão da atividade industrial gaúcha é de 7,5%, a mais elevada nos últimos oito anos. O bom desempenho se deve a quatro setores que mais puxam o crescimento: máquinas e equipamentos (27,3%), veículos automotores (16,9%), produtos de metal (11,7%) e alimentos (7,8%). Porém, as maiores quedas ocorreram em fumo (-13,7%), bebidas (-4,6%), couros (-4,1%) e químicos (-0,6%). Em sintonia com o nível de atividade industrial no RS, o emprego teve elevação de 5,3% no Estado, a maior em sete anos.

TEDESCO E ALEMÃ ZECH CRIAM JOINT VENTURE

Representantes da empresa alemã Zech Group e da gaúcha Construtora Tedesco apresentaram à governadora Yeda Crusius e ao secretário de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, a joint venture criada entre as duas corporações. A sua intenção é instalar a infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A Tedesco foi a empresa que construiu o Beira-Rio e a Zech ergueu o estádio do clube alemão Werder Bremen.

CRISE FORÇA BRASKEN A REVISAR INVESTIMENTOS

A petroquímica Braskem entrará na lista de empresas que revisarão seus programas de investimento para os próximos anos. O presidente da empresa, Bernardo Gradin, atribui o adiamento de projetos à crise que atinge a economia mundial. Ele afirma, porém, que o projeto de polietileno feito a partir de cana-de-açúcar, com início de operação para o primeiro trimestre de 2011, não terá cronograma alterado. Destinos de outras iniciativas da empresa serão divulgados quarta-feira, junto aos resultados do terceiro trimestre. Devido à limitação da oferta de crédito no mercado, a Braskem reduziu a participação de recursos de terceiros nos valores utilizados para o financiamento de vendas ao mercado externo. Gradin afirma também que a instituição precisou ampliar o volume de crédito disponibilizado para os clientes.

Outra conseqüência da crise é a retração da demanda por resinas termoplásticas em setores que limitarão o ritmo de produção no fim deste ano. Um dos casos mais significativos é a produção nacional de automóveis. 'No caso de clientes integrados à indústria automotiva, nota-se que há uma redução no consumo', revelou. Nos segmentos alimentícios e de embalagens em geral, porém, a demanda continua aquecida, de acordo com o executivo. Ele acrescenta que, apesar de os efeitos da crise na economia brasileira ainda serem incertos, o principal indicador para responder a essa pergunta será, em sua opinião, o nível de empregabilidade. No mercado externo, ele entende que o termômetro mais importante será a economia chinesa. Caso o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático mantenha o ritmo de crescimento registrado nos últimos anos, é provável que o impacto desta fase difícil sobre os países desenvolvidos seja minimizado.

A Braskem está analisando também os efeitos da variação cambial em seus negócios. Em relação à venda de resinas, o dólar valorizado amplia a competitividade do produto brasileiro no exterior e limita as importações. Em contrapartida, a flutuação do câmbio nos últimos dias reduz os efeitos da queda dos papéis de petróleo sobre o preço da nafta. A matéria-prima dos petroquímicos básicos tem seu preço calculado a partir de diversos indicadores, como o preço da nafta no mercado europeu e o câmbio.

BC DESPEJA R$ 41 BI POR MÊS NA ECONOMIA BRASILEIRA

O Banco Central (BC) já injetou R$ 45 bilhões na economia em outubro com as mudanças anunciadas nas regras dos depósitos compulsórios. No fim de setembro, o BC retinha R$ 272 bilhões em depósitos compulsórios dos bancos, valor que recuou para R$ 226 bilhões em 24 de outubro.

O objetivo do BC, ao liberar os depósitos compulsórios para os bancos, é prover o mercado financeiro com liquidez. Isso porque, com a crise financeira internacional, as instituições financeiras de pequeno porte passaram a encontrar dificuldades em obter empréstimos no mercado. Desde o agravamento da crise financeira internacional, a autoridade monetária já anunciou uma série de mudanças nas regras dos depósitos compulsórios.

EMPRESAS PODEM SE CANDIDATAR AO PRIME

Interessados podem candidatar sua empresa e/ou projeto preenchendo o formulário de pré-cadastro disponível no site www.feevale.br/incubadora . Palestra informativa acontece dia 12, no Núcleo de Extensão Universitária

O Núcleo de Incubadoras da Feevale (NIF) está realizando o pré-cadastro de empresas e/ou projetos interessados em participar do Programa Primeira Empresa Inovadora (PRIME). O programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) irá proporcionar condições financeiras apropriadas para que empresas nascentes de alto valor agregado possam consolidar, com sucesso, a fase inicial de desenvolvimento. O objetivo é criar um conjunto de empresas que venham alavancar o desenvolvimento do país nos próximos anos.

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA, BEBIDAS E OUTROS SETORES DEVEM IMPLANTAR A NOTA FISCAL ELETRÔNICA EM DEZEMBRO

GS1 BRASIL, entidade multissetorial e sem fins lucrativos, responsável pela disseminação do código de barras e práticas de automação, já desenvolveu modelos sobre o uso dessas ferramentas para facilitar implantação segura da Nota Fiscal Eletrônica.

Em dezembro próximo, as indústrias automobilística e siderúrgica e os setores de cimento, medicamentos, frigoríficos, fabricantes de ferro-gusa, laminados e bebidas terão de adotar a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Os principais desafios na implantação do projeto são os seguintes: saneamento de cadastros, automação de processos ligados ao cadastramento, revisão dos processos atuais das ordens de compra e venda, automação do processo de recebimento de documentos fiscais e da entrada de informações nos sistemas corporativos / transacionais, uso de certificação digital pelos emissores e troca de dados eletrônicos nas relações B2B.

A utilização do código de barras padrão GS1, mundialmente reconhecido, EDI (Intercâmbio Eletrônico de Dados) e outras ferramentas da automação facilitam muito a transição à NF-e.

CRISE ABALA CONFIANÇA NA INDÚSTRIA

A crise financeira internacional derrubou a confiança dos industriais gaúchos e afetou, não só as condições atuais mas, principalmente, as expectativas em relação ao futuro da economia brasileira. Esse é o resultado do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiergs). O indicador registrou, em outubro, 50 pontos, ficando quatro abaixo do apurado na última pesquisa realizada em julho, e 10 pontos a menos do que o verificado no mesmo período do ano passado. O índice é o menor desde outubro de 2005.

Os dois indicadores analisados apresentaram desempenho negativo. Para os industriais entrevistados, a situação atual da economia brasileira piorou (43 pontos). No mesmo período de 2007, o índice registrou 55 pontos. Também há pessimismo em relação à confiança para o futuro da economia, com os resultados apontando apenas 44 pontos nesta variável – oito pontos menor que o verificado em julho. Já em comparação a outubro do ano passado, a desaceleração é bem mais acentuada, de 12 pontos.

De acordo com o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, 'o mais importante nesse momento é que o Banco Central consiga regularizar as condições de crédito ao mercado interno, para que as empresas continuem as suas atividades, minimizando os impactos negativos da crise mundial financeira'. A Fiergs leva hoje a posição do setor industrial gaúcho ao Encontro Nacional da Indústria, em Brasília. Os industriais defendem que o Executivo deve monitorar as medidas definidas – bem como as decisões que virão – para que cheguem no prazo certo a quem precisa.

TODOS DE OLHO NA SELIC

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, aproveitou o segundo turno das eleições de Anápolis (GO), sua cidade natal, para reforçar a atuação da autoridade monetária e do governo brasileiro para enfrentar a crise internacional. Meirelles, que votou em uma escola municipal, disse que a preocupação é manter as condições para que a economia brasileira continue crescendo e que, caso seja necessário, novas medidas poderão ser tomadas.

A preocupação com o desempenho da atividade econômica do país ganhou importância na pauta do BC. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir o rumo da Selic, hoje de 13,75% ao ano. Como a crise limitou a liquidez global, com bancos e empresas sem recursos para crédito, o BC tem dado sinais de que pode interromper o processo de alta da taxa básica de juros.
O BC terá agora que se questionar frente a dois caminhos divergentes: baixar a taxa de juros para combater a crise ou elevar a Selic para controlar a inflação. Meirelles tem se mostrado mais compreensivo com a influência da crise econômica global na decisão do Copom. Na segunda, 20, depois de reunião com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo, disse que a decisão dos juros levaria 'em conta todos os desenvolvimentos recentes do mercado'. Ele também disse que a 'pujança' da demanda interna vai continuar liderando o crescimento da economia. Essa pujança, acredita ele, deve amenizar os efeitos da recessão nos países ricos.

Para alguns economistas, no entanto, a saída mais provável para o BC é mesmo manter a Selic inalterada, já que as ameaças de inflação são menores do que antes em razão da desaceleração econômica e da queda nos preços das matérias-primas. Nesse cenário, garantir a expansão do PIB pode ser mais relevante. 'Para 2009, a tendência é que, como resultado do próprio desaquecimento econômico, haja uma menor pressão sobre os preços', diz Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios.