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DISFUNÇÃO ERÉTIL TAMBÉM É ASSUNTO FEMININO

Quem pensa que a disfunção erétil — dificuldade masculina de obter e/ou manter a ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório — é problema restrito ao universo masculino está enganado. A figura feminina exerce influência determinante no incentivo ao seu parceiro, no sentido de consultar o médico, descobrir as causas do problema e seguir o tratamento adequado.

Motivos para que elas participem não faltam. De acordo com o estudo Mosaico Brasil*, mais de 50% dos brasileiros acima dos 40 anos têm algum grau de disfunção erétil. Esta estimativa preocupa, especialmente se o homem não puder contar com o apoio de sua parceira.

E nem sempre este apoio ocorre. Segundo Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do estudo Mosaico Brasil, a maioria das mulheres prefere não se envolver na decisão do parceiro usar ou não medicamento para tratar a disfunção erétil.

O estudo aponta ainda que quando questionadas sobre o que fariam se pudessem decidir se o parceiro deve ou não utilizar medicamento para ereção, 34,6% das entrevistadas declararam que esta é uma decisão exclusiva dele; 35% afirmaram não ter opinião definida; 21,1% apoiariam o uso deste tipo de medicamento, enquanto 9,3% não apoiariam.

— São vários os motivos que levam as mulheres a agir assim. Algumas delas acham que o medicamento, e não elas próprias, estimulará sexualmente o homem. Há também aquelas que temem que o parceiro use o medicamento em outros relacionamentos.

As mulheres devem ser esclarecidas de que a disfunção erétil está associada a uma série de problemas de saúde. Sua causa pode estar relacionada a questões orgânicas e/ou psíquicas, de intensidade leve a severa, o que reforça a importância do envolvimento da parceira no tratamento.

Para a psiquiatra, o apoio que a mulher pode conceder ao homem é o incentivo na busca por orientação médica. Até porque o problema pode preceder os sintomas e estar frequentemente associada a doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares, doenças da próstata, depressão, ansiedade, entre outras.

A dificuldade de ereção tem tratamento. Inclusive portadores de insuficiência cardíaca, hipertensão e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de medicamentos que favoreçam a ereção.

A psiquiatra alerta às mulheres para que entendam o que significa a disfunção erétil de seus parceiros e sejam mais participativas no incentivo ao tratamento não só da disfunção, mas especialmente da sua causa.

* Mosaico Brasil foi a maior pesquisa sobre sexo e afeto já realizada no País. Mapeou, ao longo de 2008, o comportamento afetivo-sexual de 8.237 homens e mulheres de 10 capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Manaus, Salvador, Fortaleza e São Paulo.


PACIENTES COM HIPOTIREOIDISMO NÃO ESTÃO CONDENADOS AO EXCESSO DE PESO

Aos 34 anos e com o corpanzil acima dos cem quilos (pesou 108 no início da temporada), Ronaldo Fenômeno anunciou que pendurava as chuteiras. Além de espalhar tristeza pelos estádios, deixou uma dúvida: o hipotireoidismo é sinônimo de gordura?

O jogador entontecia os zagueiros com seus dribles mágicos, mas chutou uma bola fora ao dizer que não conseguia entrar em forma por culpa da doença diagnosticada há quatro anos. Não é bem assim.

édicos e pacientes comprovam que, se tratado, o hipotireoidismo permite uma vida normal e com o peso desejado. A opção de ter um corpo de faquir ou de Rei Momo depende do paladar de cada pessoa.

Modelo fotográfica internacional em Nova York, a gaúcha Vanessa de Assis, 25 anos, demonstra que não. Com 1m77cm e 58 quilos, mantém a silhueta exigida pela profissão sem maiores sacrifícios. Quando tinha 14 anos, ela foi surpreendida pelo aparecimento de pequenas manchas na pele. O diagnóstico: tireoide alterada. Desde então, ela cumpre o tratamento e sente-se bem.

— Viajo a trabalho, passo por demoradas sessões de fotografia, tudo normal — diz Vanessa, que veio a Eldorado do Sul visitar os pais.

A endocrinologista Graciele Tombini, do Hospital Santa Casa, observa que o paciente, antes de descobrir o hipotireoidismo, pode aumentar de peso, entre dois a três quilos, devido à retenção de líquidos no corpo. No entanto, depois de começar o tratamento ele retoma a silhueta anterior e passa a desfrutar de uma rotina normal, sem os sintomas.

— O tratamento é muito simples, é só repor o hormônio que está faltando. É um comprimido por dia, antes do café, baratíssimo e superacessível — diz Graciele.

Outra paciente, a advogada da União Karoline Busatto, 29 anos, descobriu há dois anos o hipotireoidismo. Ficava exausta depois dos exercícios físicos, as unhas estavam quebradiças. Ao se tratar, recuperou a energia e manteve o peso.

O hipotireoidismo aflige mais as mulheres. Mas o endocrinologista do Hospital Moinhos de Vento Fernando Gerchman lembra que os homens podem sofrer os mesmos sintomas: déficit de memória, de raciocínio, unhas fracas, queda de cabelo, intolerância ao frio, prisão de ventre. Sugere que qualquer pessoa com depressão submeta-se ao teste.

— Hipotireoidismo não é a causa da obesidade. Das doenças endocrinológicas, é a de mais fácil tratamento — destaca Gerchman.

Quando justificou que não se medicava contra a doença porque seria flagrado no antidoping, o supercraque também pisou na bola. Responsável pelo setor de controle de doping no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e membro-fundador da Agência Mundial Antidoping (Wada), Eduardo De Rose avisa que o hormônio Levotiroxina, presente no remédio de controle do distúrbio, não consta da lista de substâncias proibidas.

A presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia — Seção Paraná, Gisah Amaral de Carvalho, reforça que o medicamento para hipotireoidismo não é dopante. Também professora de Endrocrinologia (cadeira de tireoide) na Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a doença aumenta o peso, mas não mais de 10%, e que o tratamento desfaz o inchaço.
Saiba mais

A função da tireoide
É uma glândula que fica no pescoço, na forma de borboleta, localizada abaixo do pomo-de-adão. A tireoide produz dois hormônios — o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina) — que controlam o funcionamento de diversos órgãos. Interferem no crescimento, na fertilidade, no sono, no raciocínio, na memória e na temperatura corporal. Também nos batimentos cardíacos, na eliminação de líquidos, no funcionamento intestinal, na força muscular e no controle de peso.

O que é hipotireoidismo
É quando ocorre uma queda na produção dos hormônios T3 e T4, o que causa uma diminuição na atividade do organismo. No início, os sintomas são sutis. A doença se instala lentamente.
O contrário do hipotireoidismo é o hipertireoidismo. É causado pela superprodução de hormônios, gerando um quadro de irritação e ansiedade, suor excessivo, taquicardia, emagrecimento, pele quente, tremores e insônia.
Sintomas do hipotireoidismo
* Cansaço
* Fraqueza
* Cãibras musculares
* Maior sensibilidade ao frio
* Lentidão
* Pele seca
* Dor de cabeça
* Sangramento menstrual excessivo
* Prisão de ventre
* Unhas fracas
* Cabelos finos e ralos
* Palidez
A evolução do quadro, se não há tratamento logo
* Fala arrastada
* Ausência de suor
* Ganho de peso
* Constipação intestinal
* Inchaço
* Rouquidão
* Redução da sensibilidade a odores e ao tato
* Queimação gástrica
* Dores musculares
* Falta de ar
* Angina
* Perda de audição

Incidência
A incidência da doença manifestada clinicamente é de 2% em mulheres adultas e 0,2% em homens .

Quem deve ficar atento
Pessoas com histórico familiar da doença ou que apresentem os sintomas.

O diagnóstico
Procurar o médico e fazer o exame de sangue TSH (do inglês Thyroid Stimulating Hormone), que aponta como a tireoide está funcionando.

O tratamento
É simples e resolve. Pela manhã, em jejum (30 minutos antes do café da manhã), tomar um comprimido para repor os hormônios. O uso é contínuo e requer um endocrinologista para o ajuste da dose. O tratamento garante uma vida normal e sem sintomas.


ESTADO TEM PRINCÍPIO DE EPIDEMIA DE DENGUE

Após a confirmação de dois casos autóctones (contraídos em território gaúcho) de dengue em São Luiz Gonzaga, nas Missões, a Secretaria Estadual de Saúde admitiu, nesta manhã, que enfrenta o início de uma epidemia.

— Considero isso [a confirmação de casos da doença] o início de uma epidemia. Com a proliferação do mosquito, o calor e as chuvas, obviamente vamos ter mais casos — afirmou o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni.

Além dos casos autóctones, foram confirmados dois casos importados, um em Guaíba e outro em Montenegro — contraídos no Pará e no Rio de Janeiro respectivamente.

Até esta sexta-feira, 156 casos suspeitos já foram notificados à Vigilância em Saúde e 67 municípios são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

O governo declarou, mais uma vez, guerra ao vetor da doença, com a intensificação do tratamento de focos do mosquito, orientação dos profissionais de saúde e a busca ativa de casos suspeitos:

— Se o paciente apresentar doença febril aguda e dois dos outros sintomas, já é considerado um caso suspeito para nós — explicou o secretário da Saúde.

Para o diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Celso dos Anjos, o surto da doença já existe e as ações para combater os novos casos devem ser reavaliadas, especialmente na grande Porto Alegre, pelo contingente populacional, e no Noroeste, onde há 13 casos sendo investigados.

Simoni viajou hoje pela manhã para São Luiz Gonzaga, nas Missões, para acompanhar o trabalho realizado.


ENTIDADES DE CLASSE ELABORAM AÇÕES PARA DERRUBAR INSTITUTO DE SAÚDE

Aprovado no início da madrugada desta terça-feira, o Instituto Municipal Estratégia de Saúde da Família (Imesf) virou alvo de entidades de classes do Estado. Representantes de várias categorias preparam uma ação de inconstitucionalidade que pretende derrubar na Justiça o projeto avalizado pelos vereadores de Porto Alegre.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul, Claudio Augustin, o Imesf fere a Constituição e a Lei Orgânica de Porto Alegre.

— O Estado é obrigado a contratar estatutários para tratar a área de Saúde. E o projeto prevê contratos via CLT. Isso é inconstitucional. Na nossa opinião, a aprovação do Instituto é um largo passo para a perda do Sistema Único de Saúde — afirmou.

Segundo Augustin, assim que o prefeito José Fortunati assinar o projeto, diversas entidades irão se reunir para tentar derrubar a concretização da Imesf.

Outra instituição que prepara ações para impedir a concretização do Instituto é o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Segundo o presidente do órgão, Paulo de Argollo Mendes, o Simers pretende ajuizar um mandado de segurança ainda nesta semana.

— Na próxima quinta-feira estaremos fazendo uma visita ao Tribunal de Contas do Estado pedindo que o órgão se pronuncie com a máxima urgência. O mandado de segurança visa impedir que se cometa uma ilegalidade. Uma vez que o prefeito tenha sancionado o projeto, temos um fato concreto diante do qual podemos pedir à Justiça uma liminar impedindo que se concretize um ato ilegal — disse.

Posições favoráveis ao Imesf

Mas nem todas as instituições de classe são contrárias ao Instituto. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Fernando Weber Matos, o Imesf pode ajudar tanto os trabalhadores da área de saúde quanto a comunidade carente.

— Se não há outro modelo melhor, achamos que a fundação é uma boa opção para Porto Alegre. Além de dar emprego para mais de mil pessoas, possibilitará um atendimento mais qualificado para os usuários. Lamentamos a falta de um plano de carreira para os profissionais, mas de uma forma geral é um projeto que vai beneficiar a população — diz.

De acordo com o prefeito Fortunati, as críticas ao fato de que a criação do Instituto fragilizaria o controle sobre os recursos públicos são infundadas. Segundo ele, o gasto inicial por mês será o mesmo e só aumentará a partir do momento em que for ampliado o número de unidades do Programa de Saúde da Família (PSF).

— Hoje gastamos R$ 3 milhões mensais com o repasse ao Instituto de Cardiologia (responsável até então pelas equipes do PSF). O cálculo que fazemos é de que devemos continuar gastando exatamente a mesma quantia.


COMEÇA DISTRIBUIÇÃO DE REMÉDIOS PARA QUEM TEM DIABETES E HIPERTENSÃO

A partir desta segunda, 14, quem sofre de diabetes e hipertensão pode obter medicamentos prescritos para estas doenças gratuitamente.

Para ter acesso aos remédios, basta comparecer às farmácias conveniadas à rede Aqui Tem Farmácia Popular e apresentar CPF, um documento com foto e a receita médica.

O anúncio foi feito dia 3 de fevereiro pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o benefício visa facilitar ainda mais o acesso ao tratamento.

– Se tratado, o indivíduo com diabetes terá uma vida normal. Se não tratada, a doença pode levar a sérias restrições de saúde em todos os níveis, como à cegueira, insuficiência renal crônica, infarto, obstrução das artérias – ressalta o secretário da saúde do Estado, Ciro Simoni.

- Economia para o SUS
Conforme o secretário, os gastos com o fornecimento gratuito de medicamentos à população neste momento também é uma maneira de se reduzir futuramente os gastos que o SUS terá com internações, transplantes e outros procedimentos hospitalares.

O presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs), Gilberto Lahorgue Nunes, também avalia como positiva a medida.
- Saiba mais
* Para ter acesso aos remédios gratuitos, é preciso apresentar, em uma farmácia conveniada, o CPF, um documento com foto e a receita médica.
* As listas dos princípios ativos dos medicamentos gratuitos e dos estabelecimentos conveniados por Estado estão disponíveis em www.saude.gov.br (basta clicar no link Farmácia Popular, à direita na tela). O atendimento dependerá da disponibilidade do medicamento em cada farmácia.
* Por mês, o programa atende 1,3 milhão de pessoas, das quais cerca de 660 mil hipertensos e 300 mil diabéticos.
* O orçamento do programa de farmácias populares é de R$ 470 milhões por ano.


MULHER DE FUMANTE TEM MAIS CHANCES DE ADQUIRIR TRANSTORNO MENTAL

Mulheres fumantes têm um risco maior de sofrer de Transtorno Mental Comum (TMC) do que as não fumantes. Esse é o resultado de um estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), que revelou também que as mulheres não fumantes TMC têm mais chances de adquirir o hábito de fumar.

O TMC é um transtorno causado por uma ruptura do funcionamento normal das funções neurológicas, tendo como sintomas, por exemplo, o esquecimento e a dificuldade de concentração.

De acordo com informações da Agência USP, o estudo não encontrou nenhuma relação entre tabagismo e TMC no caso dos homens. Segundo a psicóloga e mestre em Saúde Pública Danuta Medeiros, que estudou o assunto em sua pesquisa de mestrado, perceber essa “singularidade de gênero” é um grande passo para que programas de tratamento do tabagismo sejam melhor sucedidos.

- Já que temos a constatação dessa diferença, podemos pensar em fazer as campanhas de maneira mais direcionada, clara, e efetiva.

Segundo Danuta, os sintomas do TMC são muito parecidos com os da abstinência ao cigarro de nicotina.

- O TMC é um transtorno mental de difícil diagnóstico, uma vez que apresenta sintomas corriqueiros, que passam despercebidos no dia a dia. Por conta disso, os sintomas do TMC podem até ser confundidos com os sintomas causados pela abstinência do fumo em tabagistas. Irritabilidade, ansiedade, insônia e queixas de dor de cabeça são alguns deles.

Para realizar o estudo, a pesquisadora avaliou cerca de 3.350 entrevistas, com homens e mulheres de 16 anos ou mais, contidas no Inquérito de Saúde do Município de São Paulo realizado em 2003, chamado ISA-CAPITAL 2003.

- Muitas vezes os sintomas do TMC ou do Tabagismo são vistos como “frescura” pelo senso comum, não sendo devidamente tratados.


GOVERNO PÕE NO AR NOVO VÍDEO DE PREVENÇÃO A DENGUE

A partir desta terça, 01, à noite, os brasileiros assistirão a cenas reais de ações em andamento em todo o país para conter a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. O novo vídeo da campanha nacional Mobilização Geral 2011 tem 30 segundos de duração (com versões reduzidas de 15 e de 10 segundos) e conta com a participação do ator José de Abreu.

Parceiro do Ministério da Saúde, ele abriu mão do cachê e também faz a narração do spot de rádio, com 30 segundos de duração. As novas peças têm por finalidade divulgar o que os moradores de cada estado estão fazendo para eliminar os focos do mosquito em suas comunidades. Nas imagens, população e agentes comunitários de saúde trabalham lado a lado em mutirões e orientam os moradores.


CONHEÇA OS POSSÍVEIS DANOS CAUSADOS POR CLAREADORES DENTÁRIOS DE SUPERMERCADOS

O clareamento dental é um dos procedimentos mais realizados atualmente nos consultórios dentários. A técnica consiste na aplicação de produtos como peróxido de hidrogênio ou de carbamida na superfície do esmalte dentário. A especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Daiane Granzotto, explica que esse elemento penetra nos prismas liberando oxigênio e assim quebra os pigmentos que penetraram no esmalte com o passar do tempo.

— Esses pigmentos extrínsecos provém de alimentos e líquidos ingeridos diariamente, tais como café, chimarrão, vinho, refrigerante de cola — destaca.

Segundo a especialista, muitos produtos à venda em farmácias e supermercados prometem clarear os dentes. No entanto, eles não têm concentração suficiente para isso.

— Eles são comercializados em formato de pinceis, tiras ou geis com moldeiras pré-fabricadas — explica.

— É preciso olhar com atenção antes de comprar um produto desses para garantir que você tenha algo de qualidade em mãos. Mal aplicado e sem instruções, ele pode manchar os dentes e até causar queimaduras — alerta.

Segundo Daiane, o ideal é procurar um dentista para não usar produtos que podem causar danos à saúde. Ela ressalta que existem duas técnicas de clareamento dentário, o caseiro e o de consultório ou a laser. No primeiro o dentista confecciona uma placa individual na qual o paciente irá colocar o gel clareador e usar conforme recomendações.

— O tempo e a duração do tratamento são personalizados, sendo diferentes em cada caso — explica.

Já o procedimento a laser é o mais usado. Nele, o gel clareador é aplicado pelo dentista e o laser é utilizado para ativar o produto.

As diferenças básicas entre a técnica caseira e de consultório são a concentração do gel, no caseiro é de 10% a 15% e no de consultório e de 35% a 37%. Além disso, eles têm tempos diferentes de duração. O caseiro demora em média dois meses e o de consultório duas sessões de uma hora.

— Quanto maior a concentração do produto, como é o caso do tratamento em consultório, mais rápido o resultado. No entanto, maior deve ser o cuidado tomado pelo paciente — pondera.


MITOS E VERDADES DO VERÃO

A sabedoria popular, que passa de geração em geração produz conhecimento sobre vários assuntos e, como não poderia deixar de ser, também existem os mitos e verdades relacionadas à estação mais quente do ano.

Quem nunca ouvir falar que é extremamente proibido comer e entrar na piscina ou no mar? Pois é, confira o que dizem especialistas sobre alguns desses "ensinamentos".

Limão no sol mancha a pele

Verdade. Segundo a dermatologista Carolina Feijó, o contato do limão com a pele depois exposta o sol pode provocar manchas, pois desencadeia-se uma reação química. Carolina diz que o cuidado é importante porque o limão pode causar até queimaduras de segundo grau na pele.

– É preciso ter bastante cuidado com o limão. No verão temos o costume de tomar caipirinha na praia, por exemplo. Quem faz a bebida tem que lavar bem as mãos depois do contato, se possível com sabão ou detergente, e depois não esquecer de passar protetor no local – alerta.

De acordo com a dermatologista, outras frutas, como o figo e o abacaxi, também podem produzir o mesmo efeito, porém, problemas com o limão são os mais frequentes. A mancha na pele pode durar meses, principalmente se a queimadura tiver produzido bolhas.

– O indicado é que a pessoa vá em um dermatologista, que vai receitar um creme antiinflamatório – afirma.

Tem que repor o protetor solar sempre que entrar no mar

Verdade. Carolina diz que essa atitude seria a ideal para manter a potência do protetor solar, principalmente no rosto, no colo e nas mãos.

– Reaplicar o protetor depois do banho é essencial, exceto se o bloqueador for à prova d'água e o tempo no mar ou na piscina não for muito longo. Contudo, não podemos esquecer que é fundamental repor o protetor de duas em duas horas e sempre passar 30 minutos antes da exposição ao sol – explica a dermatologista.

Guarda-sol de nylon protege do sol

Mito. O guarda-sol de nylon não é indicado, conforme Carolina, porque protege muito pouco, apenas 5%.

– O guarda-sol de lona protege 90%, portanto, é mais aconselhado. Mas não se pode esquecer que mesmo ficando de baixo do guarda-sol, o reflexo da areia pode causar insolação, então, é preciso passar protetor.

Deixar melancia no sol antes de comer dá dor de barriga

Mito. A nutricionista Julia Dubin Melnick explica que a fruta, como as outras, pode ficar derretida ou amadurecer mais rápido se ficar exposta ao sol, porém, não representa perigo para a saúde:

– Não tem problema nenhum, até porque as melancias sempre correm o risco de ficar expostas ao sol antes de serem vendidas.

Comer e entrar na água da piscina ou mar é muito perigoso para a saúde

Mito. Ao contrário do que costumam dizer as mães, não há risco grave para a saúde em tomar banho de mar ou piscina depois do almoço.

– O que pode acontecer com a pessoa que faz isso é ela ter refluxo, como com qualquer atividade física depois da comida. O alimento ainda não chegou no estômago e por isso, pode acabar voltando, o que faria a pessa vomitar. Mas não há risco de afogamento, por exemplo – revela a nutricionista.

Ingerir alimentos com betacaroteno deixa o bronzeado mais bonito

Verdade. Segundo a nutricionista, os alimentos chamados "laranjas", que contêm betacaroteno, realmente podem deixar o bronzeado mais bonito, entretanto, não pense que basta comer uma cenoura e ir para o sol.

– O betacaroteno, se estiver acumulado no corpo, se transforma em vitamina A quando a pessoa toma sol. Mas ele só vai estar em grande proporção no organismo se a pessoa ingerir uma quantidade alta regularmente e cerca de dois meses antes da exposição – diz Julia.

Para um brozeado bonito, a nutricionista aconselha o acréscimo de alguns itens no cardápio diário: tomar suco de mamão, laranja e cenoura pela manhã e à tarde e no almoço incluir sempre cenoura e moranga.


TATUAGEM DE HENNA PODE CAUSAR ALERGIAS

Ter um desenho sobre a pele, mesmo que temporário, é febre durante o verão. Para obter o recurso, uma das opções mais procuradas é a tatuagem de henna, principalmente por crianças e por quem quer apenas experimentar antes de optar por um sinal definitivo. A tatuagem de henna, no entanto, pode causar um inconveniente: alergia na pele, conhecida no meio médico como dermatite de contato.

— A própria henna, se a pessoa for alérgica, as substâncias para aumentar a durabilidade ou os pigmentos para deixar a cor mais escura podem causar a dermatite — explica Mauren Seidl, dermatologista e professora na Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Mauren e Louise Lovatto, também dermatologista e professora, orientaram a aluna de Medicina Carla Cerutti Mattei, 24 anos, em um trabalho sobre a dermatite de contato causada pela tatuagem de henna. Durante cerca de um ano, elas acompanharam o caso de duas crianças que apresentaram reações alérgicas após utilizar o pigmento. A alergia à henna se manifesta por meio de coceira, vermelhidão, formação de bolhas e descamação.

— Uma delas (das crianças acompanhadas) só foi ao médico num segundo momento, quando a coceira e as lesões já haviam passado. A pele já estava com uma marca branca igual à tatuagem, de um escorpião — relata Carla.

A orientação, no entanto, é procurar um dermatologista logo no primeiro sinal de irritação. O procedimento consiste em, primeiramente, remover a tatuagem. Após, a alergia é tratada com pomadas. Nos casos em que a dermatite evoluiu para mancha branca na pele, o tratamento é semelhante ao aplicado em pacientes com vitiligo, com medicações que estimulam a pigmentação da pele, explica Mauren. Nos dois casos, a pele das crianças não apresentou sequelas após o tratamento. No entanto, o trio sugere que a henna não seja utilizada nos pequenos.

— As crianças são mais sensíveis, têm propensão maior à alergia. Por isso, deve ser evitado que entrem em contato com potenciais alergênicos. O risco não vale a pena – entende Louise.

SINAL DE ALERTA
A alergia ao uso de bijuterias é um sinal de alerta para não fazer qualquer procedimento com henna.
Segundo a dermatologista Rafaela Bergmann Correia, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o níquel, presente na maioria das bijus, é uma das substâncias químicas adicionadas à henna natural para potencializar a qualidade da pintura. Partículas de chumbo e fósforo também costumam fazer parte da composição.
— O níquel é um grande fator alergênico — diz Rafaela.
Segundo a dermatologista, não são apenas as tatuagens com henna que podem causar reações. Tinturas de cabelo e até pintura de sobrancelha com henna podem gerar alergias.
Em todos os casos, a orientação é procurar um dermatologista logo ao primeiro sinal de irritação.
:: A henna utilizada em tatuagens e outras colorações é obtida a partir das folhas secas da planta chamada henna.
:: A substância era utilizada em sua forma natural por antigos povos indígenas e egípcios mas, atualmente, é acrescida de substâncias químicas, como chumbo, fósforo e níquel.
:: O tom natural da henna é intermediário entre o vermelho e o marrom. A coloração preta, comum principalmente na pintura de cabelos e sobrancelhas, é obtida por meio do acréscimo de pigmentos sintéticos.


ESPECIALISTAS APONTA OPÇÕES PARA QUEM QUER SUPERAR A "VISTA CANSADA"

Todo início de ano aumenta, nos consultórios oftalmológicos, a procura de pacientes por check-ups, revisão de grau sobre erro refrativo e troca de óculos. A demanda cresce de acordo com a idade do paciente. A indicação do tipo de lente utilizada ou procedimento corretivo depende muito do estilo de vida de cada um, de acordo com oftalmologista Mario Jampaulo, especialista em refração do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

— Quando o oftalmologista faz o exame de refração, percebe que o comportamento deste grau muda muito a partir dos 40 anos de idade, quando a musculatura que segura uma lente natural do olho chamada cristalino, começa a perder potência, causando a presbiopia ou chamada vista cansada. Todas as pessoas, sem exceção, com essa média de idade vão apresentar o quadro de presbiopia — explica Jampaulo.

Pacientes que começam a manifestar o quadro de presbiopia são os que mais procuram os oftalmologistas para trocar as lentes dos óculos.

— Nessa faixa de 40 anos de idade as pessoas são muito ativas, dirigem, fazem exercícios, passeiam, administram empresas e à noite sofrem com o cansaço dessa musculatura e a dificuldade de focar para perto — comenta o oftalmologista.

Ele assinala que atualmente existem muitas alternativas tanto no que se refere a lentes para óculos, quanto às cirurgias corretivas da presbiopia e outras irregularidades refrativas.

Lentes de óculos: mono, bi ou multifocais
:: Monofocais
As lentes monofocais são as mais antigas e indicadas para pacientes que apresentam apenas um tipo de erro refrativo, para ler de perto ou ver de longe, por exemplo.

:: Bifocais
Já as lentes de óculos bifocais são próprias para indivíduos que querem ter óculos adequados tanto para enxergar de longe quanto de perto.
— Os óculos bifocais são uma tecnologia um pouco antiga, na verdade comportam-se como duas lentes em um mesmo óculos, sendo uma para longe e outra para perto. É fácil reconhecer um óculos com lentes bifocais, porque são aqueles que têm uma marca horizontal, seja uma linha retinha (a chamada toporreto) ou a chamada executive, como se fosse uma lente partida ao meio, com uma metade que deixa a visão boa para longe e outra para perto — explica.

:: Multifocais
Há quem fique preocupado com os aspectos estéticos da lente bifocal, já que a marca nos óculos fica evidente e outras que precisam de uma qualidade de visão intermediária, por exemplo os usuários de computador. Para esses, é indicado o uso de lentes multifocais.
— As lentes multifocais conseguem atender os pacientes que precisam enxergar longe, perto e intermediário, porque possuem mais tecnologia que a mono e a bifocal — afirma.

Cirurgia
Outra alternativa para a compensação da presbiopia é a cirurgia a laser com o PresbyLasik. O procedimento é indolor e minimamente invasivo.
— O paciente recebe anestesia por meio de aplicação de colírio e o laser esculpe a córnea em uma ação dupla. Ele age no centro e na periferia da córnea, definindo os pontos de convergência e acomodação da pupila e corrigindo os erros refrativos.
No entanto, nem todos os pacientes têm as condições exigidas para este tipo de correção e é fundamental uma avaliação criteriosa do candidato no período pré-cirúrgico.

Báscula
Os tratamentos mais comuns para a presbiopia até agora ainda eram o uso dos óculos ou das lentes de contato. Além desses, há a cirurgia para balanceamento da visão, mais conhecida como báscula.
— O cirurgião faz com que o olho dominante (ou diretor, aquele utilizado para mirar) fique com visão boa para longe e o outro, bom para perto. Para isso, deixa-se o olho não dominante com um pequeno grau de miopia e, no outro, corrige-se totalmente o erro refrativo. Dessa forma, acontece a compensação que é assimilada pelo cérebro — esclarece o Jampaulo.


PESQUISA SOBRE COMPOSTO PARA ALIVIAR DOR CRÔNICA

Um composto capaz de diminuir a dor crônica poderá melhorar as condições de vida de milhões de pessoas em todo o mundo. A nova substância - batizada de NB001 - é descrita em um trabalho publicado na última edição da Science Translational Medicine. Há poucos analgésicos no mercado voltados especificamente para a dor crônica. Quase todos atuam sobre a dor aguda.

Uma pesquisa divulgada no ano passado apontou que cerca de 29% dos habitantes de São Paulo sofrem com dor crônica. Calcula-se que, nos Estados Unidos, 65 milhões de pessoas também enfrentam o mal. Especialistas explicam que o processo neurofisiológico da dor crônica é diferente dos mecanismos que provocam a dor aguda.

De um modo geral, quando o estímulo doloroso cessa, a dor aguda desaparece. Ela desempenha assim um importante papel: faz com que a pessoa proteja o órgão ou o tecido afetado e informa o corpo que há algo errado. A dor crônica, no entanto, permanece quando o estímulo já desapareceu, como uma memória persistente - e incômoda - do evento que causou a dor. Ao contrário da forma aguda, não traz benefícios, só sofrimento.


EMERGÊNCIA DO CLÍNICAS ENFRENTA SITUAÇÃO DE EXTREMA SUPERLOTAÇÃO

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) enfrenta uma situação de extrema superlotação. Hoje a lotação está quase três vezes superior à sua capacidade de atendimento. A ala dos adultos, que está preparada para atender 49 pacientes, hoje abriga 135, em sua maioria doentes graves.

Além de seus 49 leitos, a Emergência de adultos normalmente recebe pacientes também em macas, cadeiras de rodas e cadeiras comuns. Neste momento, estas vagas extras têm se encontrado permanentemente ocupadas e outras acomodações provisórias estão instaladas em corredores e consultórios.

A situação atual faz com que o HCPA utilize, no limite máximo, todos os recursos materiais e humanos disponíveis. Diante disto, a administração do hospital solicita à população que, em casos mais simples, procure outros hospitais ou postos de saúde.

A Emergência não está fechada, no entanto, novos pacientes que chegam à instituição passam por uma triagem e, devido às dificuldades existentes, nem todos são atendidos. A prioridade é para os casos mais graves, com risco de morte.

Outros seis hospitais da Capital estão com suas unidades de emergência lotadas ou superlotadas.


APRENDER A LER E ESCREVER MUDA FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO

As mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhora na qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal, França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro.

— Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem — afirma Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizado da leitura.

Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizados percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados no reconhecimento de faces.

— Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferido para outra região cerebral — disse Lúcia.
A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver palavras, rostos e outras imagens.

Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler e escrever ainda na infância. Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.


EXAME PODE IDENTIFICAR CÂNCER DE TIREÓIDE

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram um conjunto de proteínas que podem ajudar no diagnóstico do câncer de tireoide. A meta é criar um exame capaz de diferenciar com precisão os nódulos benignos dos malignos, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Os testes clínicos começam neste mês.

Até a década passada, quando a apalpação era a principal forma de detectar nódulos na tireoide, as anomalias eram verificadas em 7% dos adultos. À medida que o exame de ultrassom se tornou comum, nódulos pequenos passaram a ser identificados em mais de 60% dos pacientes.

O desafio é identificar quais lesões são perigosas. O método mais usado é a punção aspirativa por agulha fina, que consiste na retirada de células para análise no microscópio. O problema é que, em 30% dos casos, o resultado desse exame é inconclusivo. Os pacientes precisam ser submetidos à cirurgia para confirmação do diagnóstico.

"Apenas de 5% a 10% dos casos submetidos a cirurgia têm resultado de tumor maligno. A maioria das intervenções é desnecessária. Só onera o sistema de saúde", diz a geneticista Janete Cerutti, principal autora do estudo.

Em parceria com a John Hopkins University Medical School, dos Estados Unidos, Janete descobriu que a existência ou não de determinadas proteínas no material obtido da biópsia cirúrgica estava associada à presença de tumores malignos. Em testes feitos entre 2002 e 2010, mais de mil possíveis biomarcadores foram identificados. Chegou-se a um conjunto de proteínas que, segundo os autores, poderiam determinar com 97% de precisão a presença de um tumor maligno.

Saiba mais
— Os testes clínicos para o desenvolvimento de um exame pré-cirúrgico serão feitos com amostras coletadas de pacientes do Hospital São Paulo.
— Além de identificar o câncer, o exame pode indicar a sua agressividade.
— A tireoide é a maior glândula do corpo humano e produz hormônios que regulam o funcionamento de todas as células.
— A incidência de nódulos malignos na tireoide quintuplicou nas últimas décadas. A melhora no diagnóstico, o envelhecimento da população e o excesso de iodo no sal podem ser causas.


SUPERLOTAÇÃO ATINGE O TRIPLO DA CAPACIDADE E DEIXA CLÍNICAS EM ESTADO DE ALERTA

A administração do Hospital de Clínicas está em alerta devido a superlotação no setor de emergência para adultos. A unidade está atendendo com quase o triplo da capacidade. São 145 doentes graves enquanto a capacidade é de 49 leitos.

Além de todos os leitos ocupados, a emergência de adultos normalmente recebe pacientes também em macas, cadeiras de rodas e cadeiras comuns. Mesmo estas vagas extras têm se encontrado permanentemente ocupadas e, em situações como a atual, outras acomodações provisórias são instaladas em corredores e consultórios.

"No momento, estão sendo usados, no limite máximo, todos os recursos materiais e humanos disponíveis, para atender a uma demanda quase três vezes superior à capacidade da emergência. Diante disto, a Administração do Hospital solicita a colaboração da população, no sentido de que, em casos mais simples, evite dirigir-se à instituição, procurando outros hospitais ou postos de saúde. A Emergência não está fechada; no entanto, novos pacientes que chegam à instituição passam por uma triagem e, devido às dificuldades existentes, nem todos são atendidos, sendo dada prioridade aos casos mais graves, com risco de morte", informou a nota emitida pelo Clínicas.

Segundo a administração do hospital, grande parte dos pacientes que procuram a unidade vem de municípios da Região Metropolitana. A orientação é para que as pessoas busquem primeiro o atendiemento em suas cidades de origem.


APOSTE NO SEU BIOTIPO E PERCA PESO DE FORMA SAUDÁVEL

Não adianta folhear várias revistas atrás de dietas ou pedir sugestões de amigos para perder peso. Para a nutricionista Flávia Morais, da Rede Mundo Verde, não há segredo: reeducação alimentar e exercícios são as únicas saídas para emagrecer definitivamente sem colocar em risco a saúde. Além diss, é fundamental é conhecer o funcionamento do próprio corpo para que os esforços contra a balança tenham resultado positivio.

"Não existe uma dieta padrão ou uma fórmula milagrosa para perda de peso. As estratégias mais usadas na perda de peso são reeducação alimentar, a prática regular de atividade física, o tratamento da disbiose e da inflamação", ensina.

No Brasil, de acordo com o IBGE, 22% da população está acima do peso ou sofre com obesidade. Segundo Flávia, o excesso de peso não é problema estético, mas sim de saúde.

"Entre os causadores, além de fatores genéticos, podemos destacar fatores comportamentais como o sedentarismo, maus hábitos alimentares, uso excessivo de álcool e medicamentos e fatores ambientais".

Um erro comum, segundo a nutricionista, é basear as dietas alimentares apenas levando em conta a quantidade de calorias fornecidas pelos alimentos.

"Isso é errado. O emagrecimento deve ocorrer de forma lenta e gradual para ser duradouro e saudável", explica ela.

Confira algumas dicas da especialista para embarcar em uma reeducação de hábitos
:: Não deixe de tomar o café da manhã. Quem faz a refeição pela manhã se sente mais disposto e come menos ao longo do dia. Ele deve ser leve e balanceado, contendo cereais integrais e frutas
:: Procure realizar de cinco a seis refeições ao dia, em pequenos volumes
:: Mastigue bem os alimentos e realize suas refeições em locais tranqüilos, pois favorece o processo de digestão;
:: Não fique mais de três horas sem se alimentar, estabeleça horários regulares para realizar suas refeições; Isso mantém o metabolismo ativo e aumenta o gasto de calorias
:: Consuma variedades de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos. Além de serem ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e água, possuem baixo valor calórico e são refrescantes, combinando com as altas temperaturas do verão
:: Inicie as principais refeições pelo consumo de saladas de hortaliças, pois são fontes de fibras que promovem saciedade;
:: As sobremesas devem ser à base de frutas. São mais refrescantes e menos calóricas. Boas opções são os picolés de frutas e saladas de frutas.
:: Beba bastante água, chás e sucos naturais. Os sucos industrializados devem ser evitados já que contém corantes, conservantes, aromatizantes e açúcares
:: Substitua os cereais refinados por cereais integrais, tais como: arroz integral, massas integrais, biscoitos integrais e pão integral, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais
:: Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira as preparações cozidas, assadas, grelhadas ou refogadas
:: Evite guloseimas, doces, refrigerantes, alimentos enlatados, embutidos e outros produtos industrializados
:: Inclua na dieta quinua e amaranto cereais integrais fontes de triptofano que aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor que diminui a compulsão alimentar. Outras fontes de triptofano são: banana, damasco e açaí
:: Utilize adoçantes com moderação, pois seu consumo excessivo ativa os receptores de glicose no intestino, o que aumenta a glicemia e o acúmulo de gordura no tecido adiposo
:: Troque o prato grande por um de sobremesa. O cérebro associa prato cheio com saciedade e, desse modo, você comerá menos, reduzindo o valor calórico da sua dieta
:: A prática orientada e regular de atividade física é fundamental, pois aumenta a queima de calorias. Opte por uma atividade física que lhe agrade. Caminhadas, andar de bicicleta e nadar são excelentes opções


APOSTE NO SEU BIOTIPO E PERCA PESO DE FORMA SAUDÁVEL

Não adianta folhear várias revistas atrás de dietas ou pedir sugestões de amigos para perder peso. Para a nutricionista Flávia Morais, da Rede Mundo Verde, não há segredo: reeducação alimentar e exercícios são as únicas saídas para emagrecer definitivamente sem colocar em risco a saúde. Além diss, é fundamental é conhecer o funcionamento do próprio corpo para que os esforços contra a balança tenham resultado positivio.

"Não existe uma dieta padrão ou uma fórmula milagrosa para perda de peso. As estratégias mais usadas na perda de peso são reeducação alimentar, a prática regular de atividade física, o tratamento da disbiose e da inflamação", ensina.

No Brasil, de acordo com o IBGE, 22% da população está acima do peso ou sofre com obesidade. Segundo Flávia, o excesso de peso não é problema estético, mas sim de saúde.

"Entre os causadores, além de fatores genéticos, podemos destacar fatores comportamentais como o sedentarismo, maus hábitos alimentares, uso excessivo de álcool e medicamentos e fatores ambientais".

Um erro comum, segundo a nutricionista, é basear as dietas alimentares apenas levando em conta a quantidade de calorias fornecidas pelos alimentos.

"Isso é errado. O emagrecimento deve ocorrer de forma lenta e gradual para ser duradouro e saudável", explica ela.

Confira algumas dicas da especialista para embarcar em uma reeducação de hábitos
:: Não deixe de tomar o café da manhã. Quem faz a refeição pela manhã se sente mais disposto e come menos ao longo do dia. Ele deve ser leve e balanceado, contendo cereais integrais e frutas
:: Procure realizar de cinco a seis refeições ao dia, em pequenos volumes
:: Mastigue bem os alimentos e realize suas refeições em locais tranqüilos, pois favorece o processo de digestão;
:: Não fique mais de três horas sem se alimentar, estabeleça horários regulares para realizar suas refeições; Isso mantém o metabolismo ativo e aumenta o gasto de calorias
:: Consuma variedades de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos. Além de serem ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e água, possuem baixo valor calórico e são refrescantes, combinando com as altas temperaturas do verão
:: Inicie as principais refeições pelo consumo de saladas de hortaliças, pois são fontes de fibras que promovem saciedade;
:: As sobremesas devem ser à base de frutas. São mais refrescantes e menos calóricas. Boas opções são os picolés de frutas e saladas de frutas.
:: Beba bastante água, chás e sucos naturais. Os sucos industrializados devem ser evitados já que contém corantes, conservantes, aromatizantes e açúcares
:: Substitua os cereais refinados por cereais integrais, tais como: arroz integral, massas integrais, biscoitos integrais e pão integral, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais
:: Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira as preparações cozidas, assadas, grelhadas ou refogadas
:: Evite guloseimas, doces, refrigerantes, alimentos enlatados, embutidos e outros produtos industrializados
:: Inclua na dieta quinua e amaranto cereais integrais fontes de triptofano que aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor que diminui a compulsão alimentar. Outras fontes de triptofano são: banana, damasco e açaí
:: Utilize adoçantes com moderação, pois seu consumo excessivo ativa os receptores de glicose no intestino, o que aumenta a glicemia e o acúmulo de gordura no tecido adiposo
:: Troque o prato grande por um de sobremesa. O cérebro associa prato cheio com saciedade e, desse modo, você comerá menos, reduzindo o valor calórico da sua dieta
:: A prática orientada e regular de atividade física é fundamental, pois aumenta a queima de calorias. Opte por uma atividade física que lhe agrade. Caminhadas, andar de bicicleta e nadar são excelentes opções