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MÉDICOS RESIDENTES DECIDEM MANTER GREVE

Em greve desde o dia 17 de agosto, médicos residentes decidiram, em assembleia na tarde de hoje, manter a paralisação até que o governo apresente uma nova proposta de reajuste para a categoria. O encontro ocorreu na AMRIGS, às 17h.

Nesta terça-feira eles vão se reunir com deputados na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. A categoria reivindica um reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio, de R$ 1.916,45 atualmente, além de melhorias nas condições de trabalho. No entanto, o governo propõe aumento de 20%.

Governo rejeitou contraproposta
No sábado, o governo rejeitou a contraproposta da Associação Nacional de Médicos-Residentes (ANMR) sobre o pedido de reajuste da bolsa auxílio da categoria em 28,7% agora e mais 10% em setembro de 2011. Em comunicado, o governo reiterou a oferta feita na semana passada de aumento de 20% a partir de janeiro de 2011.

Além do reajuste na bolsa auxílio, de R$ 1.916,45 para R$ 2.658,11, a categoria reivindica a extensão do auxílio-moradia e auxílio-alimentação a todo o País - os benefícios são concedidos somente em Brasília.


EMERGÊNCIAS VOLTAM A FICAR LOTADAS

Após um fim de semana de alívio nas emergências dos hospitais de Porto Alegre, as unidades voltam a registrar superlotação nesta segunda-feira. No São Lucas da PUCRS, o número de pacientes é mais do que o dobro da capacidade.

Pela manhã, 36 pessoas aguardavam atendimento, enquanto a instituição oferece 15 leitos. Além da emergência do SUS adulta, o hospital também enfrenta superlotação na UTI Neonatal. Apesar de ter espaço para 33 bebês, a unidade atendia 39 crianças nesta manhã. A UTI foi fechada, assim como a maternidade.

Também operam acima da capacidade as emergências e UTIs neonatal do Clínicas e Santa Casa. No Conceição, havia 138 pacientes na emergência adulta para 50 leitos no meio da manhã.

As UTIs neonatal do Hospital da Criança Conceição e Fêmina têm vagas.


HOSPITAIS DA ULBRA PODEM IR A LEILÃO

O juiz Guilherme Pinho Machado, da Vara Cível da Justiça Federal de Canoas, pretende leiloar dois hospitais pertencentes à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Estão na mira o Hospital Luterano (especializado em cirurgias abdominais) e o Hospital Independência (especializado em traumatologia), ambos situados em Porto Alegre. Os dois estão fechados desde 14 de abril de 2009.

São dois os objetivos do magistrado, caso o leilão se concretize: conseguir dinheiro para abater parte das dívidas da Ulbra com o poder público e, também, contribuir para diminuir a carência de vagas hospitalares na Grande Porto Alegre. O Hospital Independência tem 95 leitos, sendo 57 pelo SUS. O Hospital Luterano tem 130 leitos, praticamente todos no sistema particular ou convênios privados.

Os dois hospitais foram fechados em meio à crise gerada pelo endividamento da Ulbra, em 2009. Só para a União, a universidade deve R$ 2,5 bilhões, informa o juiz Guilherme Machado. Existem também dívidas milionárias com credores privados e governos estaduais.

A Ulbra possui dois outros hospitais, em funcionamento. Um deles é o Universitário, que funciona dentro do campus, em Canoas. É o hospital-escola da Faculdade de Medicina. O outro é o Hospital Ulbra-Tramandaí, que tem se mantido com ajuda da prefeitura daquele município.

A Ulbra, que será consultada, ainda não se pronunciou a respeito dos lances.


SUS OFERECE MAIS NOVE PROCEDIMENTOS CONTRA O CÂNCER

O Sistema Único de Saúde (SUS) terá nove novos procedimentos para tratamento de câncer de fígado e mama, além de linfoma e leucemia aguda. O reforço é resultado da liberação de R$ 412 milhões pelo Ministério da Saúde com a assinatura de portarias de reestruturação da assistência em oncologia.

Dos novos procedimentos incorporados ao tratamento oncológico pelo SUS, três são para tratamento de câncer do fígado e cinco são de quimioterapia para tratamento de câncer de mama, linfoma e leucemia aguda.

Os novos recursos serão repassados anualmente a estados e municípios e correspondem a 25% do total investido no tratamento de câncer no ano passado (R$ 1,6 bilhão). O total de investimento do governo agora chegará a R$ 2 bilhões e, segundo Temporão, é a maior mudança no SUS desde 1999, quando foi criado.

"Isso permite remunerar melhor o sistema, além do uso de novas técnicas e a incorporação de novas drogas ao tratamento", disse o ministro da Saúde.

Ele destacou também que isso foi possível com a melhor gestão dos recursos do setor e negociações com laboratórios para a compra de medicamentos mais baratos.

Temporão disse ainda que o Brasil é um dos poucos países que têm uma rede para tratamento de câncer pelo sistema público de saúde em todas as etapas, que conta atualmente com 266 pontos de atendimento.

Os quase 100 tipos de câncer diagnosticados atualmente pelos médicos constituem o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

As medidas anunciadas hoje permitirão a ampliação, em até dez vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados no tratamento de câncer pelo SUS. São 20 radioterápicos e 46 quimioterápicos, de um total de 155.

A radioterapia contará com mais R$ 154 milhões - um total de R$ 318 milhões no seu orçamento, 94% a mais do que em 2009. Outros R$ 247 milhões serão injetados no setor de quimioterapia, que terá um total de R$ 1,5 bilhão em 2010, contra R$ 1,25 bilhão em 2009.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, "as alterações irão se refletir diretamente na qualidade da assistência aos pacientes atendidos na rede pública e privada que compõe o SUS".


PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS QUE ATENDEM PELO SUS ESTÃO LOTADAS

Os doentes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam filas e demora de horas nos principais hospitais da Capital, nesta segunda-feira.

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre, por exemplo, está com a emergência superlotada. São 136 pacientes adultos num espaço para 49 pessoas. A Emergência Pediátrica também opera acima da capacidade.

A população é orientada a procurar outros hospitais ou postos de saúde, em casos mais simples.


PREFEITURA CONFIRMA DOIS CASOS SUSPEITOS DE SARAMPO

A prefeitura de Porto Alegre confirmou dois casos de sarampo. Os pacientes retornaram de viagem a Buenos Aires.

A confirmação reforça a necessidade de vacinação. A dose está disponível nos postos para mulheres entre um ano e 49 anos e homens entre um ano e 39 anos.

A vacina é recomendada principalmente para profissionais da área da saúde, educação, turismo, transporte, hotelaria, e pessoas que vão viajar para área com circulação de vírus de sarampo ou rubéola.


POPULAÇÃO NÃO DEVE SER PREJUDICADA PELA GEVE DOS RESIDENTES

Médicos residentes do SUS entraram em greve no Estado. A categoria reivindica reajuste no valor da bolsa auxílio, congelado desde 2006. O presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, Nívio Lemos Moreira Junior, garante que a população não deve ser prejudicada.

A paralisação dos residentes pode afetar o atendimento em hospitais como o de Clínicas, Hospital de Pronto Socorro (HPS), Presidente Vargas e Conceição, na Capital. Também devem ser afetadas instituições do Interior.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre não houve problemas durante a madrugada de hoje. Na Capital, também podem ocorrer problemas na PUC, Santa Casa e Instituto de Cardiologia.

Apesar disso, a orientação é para que as pessoas procurem normalmente os hospitais para atendimento do SUS. O que pode ocorrer é uma demora maior no atendimento.

Reivindicações
A categoria reivindica o reajuste da bolsa-auxílio, a ampliação de benefícios, como a criação da 13ª bolsa, e a melhoria das condições de formação.

Liderado pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o movimento fará manifestações nos principais hospitais com programas de residência, que reúnem mais de 22 mil médicos em todo o país.

A Comissão de Greve da ANMR orienta, no entanto, que nos serviços essenciais (urgências, emergências e UTIs) sejam mantidos 30% dos residentes de cada setor.

Durante as assembleias de hoje, os médicos residentes vão avaliar a proposta de reajuste salarial de 20% apresentada ontem à noite pelos ministérios da Saúde e da Educação. A proposta também será analisada pela Comissão Nacional de Greve.


GOVERNO CONFIRMA RETORNO DO VÍRUS 4 DA DENGUE AO PAÍS

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira o retorno do sorotipo 4 do vírus da dengue ao país, 28 anos depois dos últimos registros sobre sua presença no Brasil. Três amostras de sangue de pacientes de Boa Vista-RR deram positivo em exames de isolamento viral realizados no Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório público de Belém-PA, que é referência do ministério para análises do vírus da dengue. Os pacientes se curaram.

O Brasil enviará um informe à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os dados obtidos usando a técnica, considerada "padrão ouro" pelo órgão para análise de sorotipos virais.

Como o sorotipo não é registrado no país há quase 30 anos, a maioria da população brasileira não é imune a ele e há risco de epidemias nos próximos anos. Outro risco é o de aumento de casos graves de dengue, pois sucessivas infecções pelo vírus trazem maior possibilidade de formas mais perigosas da doença, como a febre hemorrágica.


BRASILEIROS ESTÃO SATISFEITOS COM O TRABALHO, MAS NÃO COM A SAÚDE

Os brasileiros estão mais descontentes com os problemas enfrentados na área da saúde do que com as condições de educação e de trabalho – consideradas melhores no sul do país. É o que mostra uma pesquisa divulgada ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que leva em conta, de forma inédita, valores, vivências e percepções subjetivas da população.

Com o objetivo de mensurar o que os brasileiros sentem sobre esses três aspectos, os pesquisadores criaram um novo indicador de qualidade de vida: o Índice de Valores Humanos (IVH), construído a partir de 1.887 questionários, aplicados a habitantes de 24 Estados.

Em uma escala de zero a um, o IVH para a saúde não passou de 0,45 na média nacional – contra 0,54 na educação e 0,79 na área do trabalho. Os entrevistados foram questionados sobre temas que fazem a diferença sempre que procuram ajuda na rede pública ou privada, em hospitais ou postos de saúde: o tempo de espera por atendimento médico, a linguagem usada pelos especialistas e o interesse demonstrado pelos profissionais.

Na região Sul, o índice ficou um pouco acima da média – em 0,47 –, mas ainda assim abaixo do que os pesquisadores registraram no Sudeste e no Centro-Oeste. De um modo geral, 51% dos entrevistados consideraram o atendimento demorado.

"Esperamos que isso sirva para orientar políticas que de fato incluam os cidadãos", diz Flavio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010.

Metodologia busca avaliação humana do desenvolvimento
Para entender como os brasileiros se sentem em relação ao trabalho, foram incluídas questões sobre esgotamento emocional, falta de reconhecimento, realização profissional e liberdade de expressão nas planilhas. A ideia, segundo o economista, era criar uma metodologia que levasse em conta uma maneira mais humana de medir o desenvolvimento. O resultado surpreendeu principalmente no sul do país, onde o IVH-T chegou a 0,84.

"Tudo indica que no Sul há menos sofrimento no trabalho. Ainda não podemos divulgar dados por Estado, mas é possível que o Rio Grande do Sul seja o melhor lugar para se trabalhar", conclui o especialista.


OMS DÁ POR ENCERRADA PANDEMIA DE GRIPE A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (10) o fim do alerta de pandemia de gripe A. Os especialistas advertiram que o mundo entra agora na fase de pós-pandemia. A mudança de status foi causada por uma série de análises sobre riscos de contaminação feitas em vários países.

A advertência é que o vírus Influenza H1N1 assume o comportamento da gripe sazonal e que não foi extinto. No entanto, o fim do alerta de pandemia não deve levar à suspensão das atividades de vigilância e combate ao vírus, afirmam especialistas. Experiências anteriores indicam que é esperado que o Influenza H1N1 continue a circular como um vírus sazonal. Os grupos de risco incluem crianças, mulheres grávidas e pessoas com problemas respiratórios ou com doenças crônicas - como asma e diabetes.

Em entrevista coletiva concedida hoje, a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, alertou que as pandemias têm características próprias, como a imprevisibilidade.

Segundo Chan, a sorte contribuiu com a saúde mundial.

"Desta vez fomos ajudados por pura sorte. O vírus não se transformou, durante a pandemia, em uma forma mais letal. A resistência generalizada ao oseltamivir [substância antiviral para o tratamento da nova gripe] não se desenvolveu. A vacina demonstrou ser uma boa forma de combate ao vírus circulante e mostrou ser um excelente perfil de segurança", disse.

De acordo com a diretora-geral, a comunidade internacional contribuiu positivamente para evitar o agravamento da pandemia.

"Graças à extensa preparação e apoio da comunidade internacional, mesmo em países com sistemas de saúde muito frágeis, foi possível detectar os casos e comunicá-los prontamente. Se as coisas tivessem corrido mal, em qualquer dessas áreas, estaríamos numa situação muito diferente hoje", afirmou.

Neste período de pós-pandemia, foram localizados focos de magnitude diferentes que indicam níveis significativos de transmissão de gripe A. Há um alerta nos hemisférios Sul e Norte em decorrência de surtos da gripe supostamente causados pelo vírus Influenza H1N1.

Também existem duas situações observadas, segundo a OMS, na Nova Zelândia e Índia. Os especialistas elogiaram as ações das autoridades sanitárias dos dois países que adotaram medidas de vigilância, detecção, além do tratamento rápido e de vacinação recomendada. A OMS identificou que houve casos, incluindo os jovens saudáveis, de desenvolvimento de forma grave de pneumonia viral primária a partir da contaminação pelo Influenza H1N1. Segundo os especialistas, esse tipo de pneumonia exige um tratamento próprio e mais complexo. Eles não sabem, por enquanto, se o padrão vai mudar durante o período pós-pandemia. Por isso, há um alerta de necessidade de vigilância.

Paralelamente, os especialistas vão se basear em experiências anteriores para verificar que doenças podem ser causadas a partir do vírus Influenza H1N1. Serão observadas ainda as faixas etárias mais suscetíveis ao agravamento de uma doença, por exemplo. Em geral, eles afirmam que crianças e idosos são os principais afetados.


PACIENTES FICAM SEM REMÉDIO PELA 2ª VEZ EM MENOS DE DOIS MESES

Pacientes ficam sem remédio de uso contínuo pela segunda vez em menos de dois meses na Farmácia do Estado. O cloridrato de Sertralina é um antidepressivo, importante no tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo e distúrbios do pânico. Custa aproximadamente R$ 150.

A Secretaria da saúde informou que o problema está na falta de matéria-prima por parte do laboratório. Já o laboratório Neo Química explica que foi incorporado a outra empresa e, por esse motivo, precisa de nova autorização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.


RS TEM OITO CENTROS DE REFERÊNCIA EM PROBLEMAS AUDITIVOS

A rede pública do Estado conta com oito centros de referência em saúde auditiva. São para essas unidades vinculadas ao SUS que bebês com problemas detectados no teste da orelhinha devem ser encaminhados para tratamento.

Na segunda-feira, o presidente Lula sancionou lei que obriga maternidades e hospitais públicos do país a realizarem de forma gratuita o exame nos bebês nascidos em suas dependências. No Estado, 38 municípios têm unidades de saúde públicas habilitadas a realizar o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, que identifica precocemente problemas auditivos.

"Estamos investindo fortemente na prevenção e atendimentos a surdez e outras deficiências", afirma a diretora do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Aglaé Regina da Silva.

Segundo a SES, as 38 cidades foram escolhidas por terem maior número de nascidos vivos e por contarem com UTI neonatal. A cada cem crianças que necessitam ficar em UTI, de duas a quatro apresentam problemas auditivos.

Os centros de referência
MÉDIA COMPLEXIDADE
- Bagé: Centro Municipal Mathilde Fayad
- Ijuí: Centro Auditivo PróAudi
- Lajeado: Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais (Fundef)
- Passo Fundo: Centro Auditivo Passo Fundo
- Santa Maria: Hospital Universitário Santa Maria
ALTA COMPLEXIDADE
- Porto Alegre: Hospital Nossa Senhora da Conceição e Hospital de Clínicas
- Canoas: Hospital Universitário Ulbra


PERU ENFRENTA EPIDEMIA DE PESTE BUBÔNICA

Uma menor morreu e 31 pessoas ficaram infectadas por uma epidemia de peste bubônica na região de La Liberdad (norte), informou nesta terça-feira o ministério peruano da Saúde, acrescentando que a situação se encontra sob controle.

"A epidemia se deve à expansão dos cultivos de cana-de-açúcar e do costume de fazer queimadqas, o que causa a fuga de roedores para as cidades vizinhas", afirmou o ministro da Saúde, Oscar Ugarte.

O funcionário assinalou que a vítima é uma menor de 14 anos. Ugarte disse que a epidemia na província de Ascope está sob controle, mas considera necessária uma intervenção governamental para prevenir a propação da doença para outras províncias de La Libertad (500 km ao norte de Lima).

A peste bubônica é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria yersinia pestis, que se encontra nas pulgas e nos ratos. É transmitida aos seres humanos através da mordida direta das pulgas ou roedores infectados ou através do contato direto com o tecido dos animais doentes.


ESTUDO DESVENDA HEMORRAGIA DA PICADA DE JARARACA

Estudo do Instituto Butantan, em São Paulo, demonstrou pela primeira vez a forma com que a toxina hemorrágica presente no veneno da jararaca se liga aos vasos sanguíneos.

A descoberta pode auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos que evitariam amputações.

O estudo é de ampla utilidade, já que as picadas de jararaca representam 90% do total de acidentes com serpentes no Brasil. Segundo a pesquisa, a substância se fixa às proximidades dos vasos, comprometendo sua integridade e induzindo o sangramento local, que se constitui um dos principais sintomas do envenenamento.

"Quando ocorrem acidentes com jararacas, há dois tipos de sintomas: os locais, que ocorrem no ponto da mordida, e os generalizados, que acometem o organismo como um todo", explica Ana Maria Moura, uma das responsáveis pelo estudo.


RS APREENDEU 181 MIL MEDICAMENTOS FALSOS NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS

O Rio Grande do Sul registrou nos últimos dois anos a marca de 181 mil medicamentos falsos apreendidos. Na madrugada desta segunda-feira, cerca de 160 mil doses de aspirina estavam sendo transportadas por duas pessoas, em dois ônibus pela BR-386, em Lajeado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal, realizou duas operações no Estado desde o ano passado e apreendeu 21 mil doses ilegais.

Desde 2007, já foram recolhidas 300 toneladas de medicação ilegal e mais de 500 pessoas foram presas em todo o Brasil.


MEL PODE SER NOVA ARMA CONTRA BACTÉRIAS RESISTENTES

Cientistas da Universidade de Amsterdã não apenas comprovaram a ação antibacteriana do mel como mostraram que ele pode neutralizar bactérias resistentes a antibióticos, como Staphylococcus aureus e E. coli.

Os pesquisadores também deram um passo além na busca de novas formas de prevenir e tratar infecções ao descobrir qual é a substância do mel que tem essa ação.

Batizada com o sugestivo nome de defensin-1, trata-se de uma proteína presente no organismo das abelhas, por elas acrescentada ao mel.

"É importante encontrarmos produtos naturais que desativam bactérias. Eles não têm a toxicidade dos medicamentos e podem ser usados em quantidades maiores", diz o infectologista Marcos Boulos, da Faculdade de Medicina da USP.

O uso popular do mel para tratar sintomas como dor de garganta mostra que ele tem alguma eficácia, segundo Boulos. Porém, o mel "in natura" não oferece garantia de controle da infecção.

"Além da questão da qualidade do mel, não sabemos se a substância ativa foi ingerida em concentração suficiente. A vantagem da pesquisa foi isolar a substância, o que pode levar ao desenvolvimento de produtos eficazes para cura e prevenção de infecções", diz o médico.

Segundo o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, o mel é um nutriente de alto valor energético, que pode ajudar o sistema imunológico, mas o uso contra infecções ainda tem que ser muito estudado.

Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, diz que há alguns estudos mostrando a ação anti-inflamatória e bactericida do mel em infecções de pele. "Mas ainda não podemos confirmar o uso médico", acrescenta.

Para os autores da pesquisa, publicada no jornal da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental, o mecanismo de ação foi esclarecido.

Eles afirmam que tanto o mel quanto a substância antibacteriana isolada (a defensin 1) têm alto valor na prevenção e no tratamento de infecções por bactérias resistentes a antibióticos.


PERÍMETRO DO PESCOÇO É MAIS PRECISO QUE IMC PARA MEDIR OBESIDADE

A medida do perímetro do pescoço está ajudando médicos a prever risco de obesidade, apneia do sono e hipertensão tanto em adultos quanto em crianças.

Um trabalho publicado nesta semana na revista "Pediatrics" comprovou a ligação entre um pescoço mais largo e ocorrência de complicações por excesso de peso.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores tomaram medidas de altura, peso, perímetro de cintura e de pescoço de mais de mil crianças e adolescentes nos EUA.

Com base nesses dados, foram estabelecidas medidas-limite para separar crianças com mais ou menos risco de problemas ligados ao excesso de peso.

Assim, um menino de dez anos com mais de 32 cm de pescoço tem 15 vezes mais chance de ter problemas.

Os médicos argumentam que a medida do pescoço é mais precisa que o conhecido Índice de Massa Corporal (IMC), usado para classificar peso normal, soprepeso e obesidade (veja no quadro).

A medida do pescoço já é usada para detectar gordura visceral em adultos, lembra Marcio Mancini, chefe da liga de obesidade infantil do HC. "É a gordura que você não vê, ou é subestimada. A barriguinha do chope, da prosperidade", diz o endocrinologista.

Muitos adultos com alto índice dessa gordura são homens com pernas finas, que parecem magros. "Eles podem precisar mais de tratamento do que quem tem gordura em outros lugares."

A apneia -pausas na respiração durante o sono- também está ligada ao pescoço mais grosso, com gordura que comprime a faringe e dificulta a passagem do ar.

Coisa que também leva à hipertensão à noite, que pode persistir no dia seguinte.

A pressão alta foi observada também nas crianças avaliadas pelos pesquisadores.


APÓS ANÚNCIO DE NOVOS CASOS DE DENGUE,SECRETARIA DESAUDE DEVE REFORÇAR COMBATE A DOENÇA

Após o anúncio de dois novos casos de dengue confirmados em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou novas medidas para reforçar o combate à prevenção contra o mosquito vetor da doença. A partir do dia cinco de julho, 140 novos agentes de endemia vão ingressar nas equipes que trabalham no combate à dengue.

O coordenador da Vigilância Sanitária da SMS, Anderson Lima, afirmou que desde o lançamento da Campanha de conscientização, com o slogan "Água parada dá nisso", no dia 02 de junho, o bairro Jardim Carvalho vem recebendo a aplicação de inseticidas num raio de 150 metros da residência do caso suspeito.

Lima disse ainda que, diferentemente do que acontecia até três semanas, quando o resultado dos exames levava cerca de sete dias para ser confirmado, as pessoas que apresentarem os sintomas da doença vão receber o resultado laboratorial em até 36 horas. Isso porque a amostra não é mais encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz, no Rio de Janeiro.

"Quando confirmada a suspeita no Lacen-RS, a Prefeitura medica o paciente imediatamente, o que abrevia o processo em até seis dias", esclarece Lima.

No total, são cinco casos de dengue autóctone (contraída dentro do município) em Porto Alegre, todos registradas no bairro Jardim Carvalho. As pessoas infectadas foram identificadas através de visitas domiciliares realizadas pelos agentes de combate às endemias. Os trabalhos de prevenção e a aplicação de inseticida já foram realizados próximo às residências dos pacientes, logo após as notificações.

O trabalho de prevenção à dengue é permanente e as visitas domiciliares são realizadas por agentes de combate a endemias identificados com colete cinza, mochila e crachá. Em caso de dúvida, a população pode solicitar o nome e o RG dos profissionais pelo telefone 156. Mais informações pelo site da Secretaria Municipal de Saúde.


KIT NACIONAL TORNA EXAME DA GRIPE A MAIS RÁPIDO E BARATO

O Ministério da Saúde apresenta o primeiro exame desenvolvido no País para diagnosticar gripe A.

O custo do produto brasileiro é equivalente a 30% do valor do teste importado, mas a importância do kit brasileiro não está na economia, segundo integrantes do projeto.

"O domínio da tecnologia é estratégico. Garantimos autonomia e agilidade, algo extremamente importante na vigilância epidemiológica", afirma o pesquisador Marco Aurélio Krieger, integrante do Instituto Carlos Chagas e um dos responsáveis pelo projeto.

Ano passado, depois da constatação dos primeiros casos de gripe A no mundo, o Brasil teve de esperar cerca de 20 dias para receber kits indispensáveis para saber se o vírus já havia chegado ao país.

Quando a epidemia estava em curso, formou-se uma fila de espera para receber resultado de testes de pacientes com suspeita da doença. Diagnósticos que deveriam ser concluídos em 72 horas passaram a ser divulgados depois de mais de semanas.

A demora foi creditada à falta de testes na quantidade necessária para o país.

De acordo com laboratórios, várias vezes a realização dos exames teve de ser interrompida por falta de kits.

"A agilidade na realização e obtenção dos resultados dos exames é essencial. É o primeiro passo para saber o comportamento, a dimensão da doença no país", avalia o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Roberto Couto.

A ideia é que o teste possa ser adaptado para diagnosticar eventuais mutações do H1N1.

Krieger conta que o teste brasileiro é feito com a mesma tecnologia de exames importados.

De acordo com ele, o resultado do teste pode ser obtido no mesmo dia. A expectativa é de que o kit comece a ser usado no país em julho.


PROJETO PREVÊ QUE FARMACÊUTICO PRESCREVA ANALGÉSICOS

Medicamentos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antiácidos, terão de ser prescritos por um farmacêutico na hora da venda, caso seja aprovado um projeto de resolução em discussão no Conselho Federal de Farmácia (CFF). A entidade diz que o objetivo é oferecer aos profissionais a oportunidade de orientar o consumidor, diminuindo os riscos da automedicação. A medida promete causar polêmica entre os médicos.

Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em vigor há quatro meses, já determina que os medicamentos de venda livre sejam colocados atrás do balcão. Agora, o CFF defende que o consumidor passe antes por uma avaliação do farmacêutico até para comprar uma aspirina. O consumidor, no entanto, não seria obrigado a seguir a prescrição farmacêutica.

"Quando o paciente tem um sintoma, o primeiro lugar que ele procura é a farmácia. Mas hoje o farmacêutico pode ser penalizado se indicar um medicamento de venda livre", afirma Jaldo de Souza Santos, presidente do CFF, ressaltando que a medida não vale para remédios tarjados, que necessitam de receita médica.

Segundo a proposta de resolução, que deve ser votada ainda este mês pelo CFF, caberia ao farmacêutico avaliar o paciente. Caso se trate de um "transtorno menor, que não necessita de diagnóstico médico", o farmacêutico poderia prescrever o tratamento, dando a orientação por escrito ao paciente.

Mas para José Ruben de Alcântara Bonfim, da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime), nem sempre é fácil definir o que é um "transtorno menor".

"É preciso experiência e algumas habilidades que se aprendem na faculdade de Medicina", diz.

Já o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, afirma que a legislação brasileira prevê que o diagnóstico e a prescrição são atos que pertencem ao âmbito médico.

"Isso só poderia ser mudado por meio de lei e não por uma resolução".

Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) não quis se manifestar.