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DISFUNÇÃO
ERÉTIL TAMBÉM É ASSUNTO FEMININO
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Quem
pensa que a disfunção erétil — dificuldade
masculina de obter e/ou manter a ereção suficiente
para um desempenho sexual satisfatório — é problema
restrito ao universo masculino está enganado. A figura
feminina exerce influência determinante no incentivo
ao seu parceiro, no sentido de consultar o médico,
descobrir as causas do problema e seguir o tratamento adequado.
Motivos
para que elas participem não faltam. De acordo
com o estudo Mosaico Brasil*, mais de 50% dos brasileiros
acima dos 40 anos têm algum grau de disfunção
erétil. Esta estimativa preocupa, especialmente se
o homem não puder contar com o apoio de sua parceira.
E
nem sempre este apoio ocorre. Segundo Carmita Abdo, psiquiatra
e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade
(ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(USP) e coordenadora do estudo Mosaico Brasil, a maioria
das mulheres prefere não se envolver na decisão
do parceiro usar ou não medicamento para tratar a
disfunção erétil.
O
estudo aponta ainda que quando questionadas sobre o que
fariam se pudessem decidir se o parceiro deve ou
não
utilizar medicamento para ereção, 34,6% das
entrevistadas declararam que esta é uma decisão
exclusiva dele; 35% afirmaram não ter opinião
definida; 21,1% apoiariam o uso deste tipo de medicamento,
enquanto 9,3% não apoiariam.
—
São vários os motivos que levam as mulheres
a agir assim. Algumas delas acham que o medicamento, e não
elas próprias, estimulará sexualmente o homem.
Há também aquelas que temem que o parceiro
use o medicamento em outros relacionamentos.
As
mulheres devem ser esclarecidas de que a disfunção
erétil está associada a uma série de
problemas de saúde. Sua causa pode estar relacionada
a questões orgânicas e/ou psíquicas,
de intensidade leve a severa, o que reforça a importância
do envolvimento da parceira no tratamento.
Para
a psiquiatra, o apoio que a mulher pode conceder ao homem é o incentivo na busca por orientação
médica. Até porque o problema pode preceder
os sintomas e estar frequentemente associada a doenças
como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças
cardiovasculares, doenças da próstata, depressão,
ansiedade, entre outras.
A
dificuldade de ereção tem tratamento. Inclusive
portadores de insuficiência cardíaca, hipertensão
e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular
podem fazer uso de medicamentos que favoreçam a ereção.
A
psiquiatra alerta às mulheres para que entendam
o que significa a disfunção erétil de
seus parceiros e sejam mais participativas no incentivo ao
tratamento não só da disfunção,
mas especialmente da sua causa.
*
Mosaico Brasil foi a maior pesquisa sobre sexo e afeto
já realizada no País. Mapeou, ao longo de 2008,
o comportamento afetivo-sexual de 8.237 homens e mulheres
de 10 capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte,
Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Manaus,
Salvador, Fortaleza e São Paulo. |
PACIENTES
COM HIPOTIREOIDISMO NÃO ESTÃO CONDENADOS AO EXCESSO
DE PESO
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Aos 34 anos e com o corpanzil acima dos cem quilos (pesou
108 no início da temporada), Ronaldo
Fenômeno anunciou que pendurava as chuteiras. Além
de espalhar tristeza pelos estádios, deixou uma dúvida:
o hipotireoidismo é sinônimo de gordura?
O
jogador entontecia os zagueiros com seus dribles mágicos,
mas chutou uma bola fora ao dizer que não conseguia
entrar em forma por culpa da doença diagnosticada
há quatro anos. Não é bem assim.
édicos
e pacientes comprovam que, se tratado, o hipotireoidismo
permite uma vida normal e com o peso desejado. A opção
de ter um corpo de faquir ou de Rei Momo depende do paladar
de cada pessoa.
Modelo
fotográfica internacional em Nova York, a gaúcha
Vanessa de Assis, 25 anos, demonstra que não. Com
1m77cm e 58 quilos, mantém a silhueta exigida pela
profissão sem maiores sacrifícios. Quando tinha
14 anos, ela foi surpreendida pelo aparecimento de pequenas
manchas na pele. O diagnóstico: tireoide alterada.
Desde então, ela cumpre o tratamento e sente-se bem.
—
Viajo a trabalho, passo por demoradas sessões de fotografia,
tudo normal — diz Vanessa, que veio a Eldorado
do Sul visitar os pais.
A
endocrinologista Graciele Tombini, do Hospital Santa Casa,
observa que o paciente, antes de descobrir
o
hipotireoidismo, pode aumentar de peso, entre dois
a três quilos, devido à retenção
de líquidos no corpo. No entanto, depois de começar
o tratamento ele retoma a silhueta anterior e passa a desfrutar
de uma rotina normal, sem os sintomas.
—
O tratamento é muito simples, é só repor
o hormônio que está faltando. É um comprimido
por dia, antes do café, baratíssimo e superacessível — diz
Graciele.
Outra
paciente, a advogada da União Karoline Busatto,
29 anos, descobriu há dois anos o hipotireoidismo.
Ficava exausta depois dos exercícios físicos,
as unhas estavam quebradiças. Ao se
tratar, recuperou a energia e manteve o peso.
O
hipotireoidismo aflige mais as mulheres. Mas o endocrinologista
do Hospital Moinhos
de Vento
Fernando
Gerchman lembra
que os homens podem sofrer os mesmos sintomas:
déficit
de memória, de raciocínio, unhas fracas, queda
de cabelo, intolerância ao frio, prisão de ventre.
Sugere que qualquer pessoa com depressão submeta-se
ao teste.
—
Hipotireoidismo não é a causa da obesidade.
Das doenças endocrinológicas, é a de
mais fácil tratamento — destaca
Gerchman.
Quando
justificou que não se medicava contra a doença
porque seria flagrado no antidoping, o supercraque também
pisou na bola. Responsável pelo setor de controle
de doping no Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
e membro-fundador da Agência Mundial Antidoping (Wada),
Eduardo De Rose avisa que o hormônio Levotiroxina,
presente no remédio de controle do distúrbio,
não consta da lista de substâncias
proibidas.
A
presidente da Sociedade Brasileira
de Endocrinologia e Metabologia — Seção Paraná, Gisah
Amaral de Carvalho, reforça que o medicamento para
hipotireoidismo não é dopante. Também
professora de Endrocrinologia (cadeira de tireoide) na Universidade
Federal do Paraná (UFPR), diz que a doença
aumenta o peso, mas não mais de 10%, e que o tratamento
desfaz o inchaço.
Saiba mais
A
função da tireoide
É
uma glândula que fica no pescoço, na forma de
borboleta, localizada abaixo do pomo-de-adão. A tireoide
produz dois hormônios — o T3 (triiodotironina)
e o T4 (tiroxina) — que controlam o funcionamento de
diversos órgãos. Interferem no crescimento,
na fertilidade, no sono, no raciocínio, na memória
e na temperatura corporal. Também nos batimentos cardíacos,
na eliminação de líquidos, no funcionamento
intestinal, na força muscular
e no controle de peso.
O
que é hipotireoidismo
É
quando ocorre uma queda na produção dos hormônios
T3 e T4, o que causa uma diminuição na atividade
do organismo. No início, os sintomas são sutis.
A doença se instala lentamente.
O contrário do hipotireoidismo é o hipertireoidismo. É causado
pela superprodução de hormônios, gerando
um quadro de irritação e ansiedade, suor excessivo,
taquicardia, emagrecimento, pele quente, tremores e insônia.
Sintomas do hipotireoidismo
* Cansaço
* Fraqueza
* Cãibras musculares
* Maior sensibilidade ao frio
* Lentidão
* Pele seca
* Dor de cabeça
* Sangramento menstrual excessivo
* Prisão de ventre
* Unhas fracas
* Cabelos finos e ralos
* Palidez
A evolução do quadro, se não há tratamento
logo
* Fala arrastada
* Ausência de suor
* Ganho de peso
* Constipação intestinal
* Inchaço
* Rouquidão
* Redução da sensibilidade a odores e ao tato
* Queimação gástrica
* Dores musculares
* Falta de ar
* Angina
* Perda de audição
Incidência
A incidência da doença manifestada clinicamente é de
2% em mulheres adultas e 0,2%
em homens .
Quem
deve ficar atento
Pessoas com histórico familiar da doença ou
que apresentem os sintomas.
O
diagnóstico
Procurar o médico e fazer o exame de sangue TSH (do
inglês Thyroid Stimulating Hormone), que aponta como
a tireoide está funcionando.
O
tratamento
É
simples e resolve. Pela manhã, em jejum (30 minutos
antes do café da manhã), tomar um comprimido
para repor os hormônios. O uso é contínuo
e requer um endocrinologista
para o ajuste da dose.
O tratamento garante uma
vida normal e sem sintomas.
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ESTADO
TEM PRINCÍPIO DE EPIDEMIA DE DENGUE
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Após a confirmação de dois casos autóctones
(contraídos em território gaúcho) de
dengue em São Luiz Gonzaga, nas Missões, a
Secretaria Estadual de Saúde admitiu, nesta manhã,
que enfrenta o início de uma epidemia.
— Considero isso [a confirmação de casos
da doença] o início de uma epidemia. Com a
proliferação do mosquito, o calor e as chuvas,
obviamente vamos ter mais casos — afirmou o secretário
estadual da Saúde, Ciro Simoni.
Além dos casos autóctones, foram confirmados
dois casos importados, um em Guaíba e outro em Montenegro — contraídos
no Pará e no Rio de Janeiro respectivamente.
Até esta sexta-feira, 156 casos suspeitos já foram
notificados à Vigilância em Saúde e 67
municípios são considerados infestados pelo
mosquito Aedes aegypti.
O governo
declarou, mais uma vez, guerra ao vetor da doença,
com a intensificação do tratamento de focos
do mosquito, orientação dos profissionais de
saúde e a busca ativa de casos suspeitos:
— Se o paciente apresentar doença febril aguda
e dois dos outros sintomas, já é considerado
um caso suspeito para nós — explicou o secretário
da Saúde.
Para o
diretor do Centro Estadual de Vigilância em
Saúde, Celso dos Anjos, o surto da doença já existe
e as ações para combater os novos casos devem
ser reavaliadas, especialmente na grande Porto Alegre, pelo
contingente populacional, e no Noroeste, onde há 13
casos sendo investigados.
Simoni
viajou hoje pela manhã para São Luiz
Gonzaga, nas Missões, para acompanhar o trabalho realizado. |
ENTIDADES
DE CLASSE ELABORAM AÇÕES PARA DERRUBAR INSTITUTO DE
SAÚDE
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Aprovado no início da madrugada desta terça-feira,
o Instituto Municipal Estratégia de Saúde da
Família (Imesf) virou alvo de entidades de classes
do Estado. Representantes de várias categorias preparam
uma ação de inconstitucionalidade que pretende
derrubar na Justiça o projeto avalizado pelos vereadores
de Porto Alegre.
De acordo com o presidente do Sindicato dos
Servidores Públicos
do Estado do Rio Grande do Sul, Claudio Augustin, o Imesf
fere a Constituição e a Lei Orgânica
de Porto Alegre.
— O Estado é obrigado a contratar estatutários
para tratar a área de Saúde. E o projeto prevê contratos
via CLT. Isso é inconstitucional. Na nossa opinião,
a aprovação do Instituto é um largo
passo para a perda do Sistema Único de Saúde — afirmou.
Segundo Augustin, assim que o prefeito José Fortunati
assinar o projeto, diversas entidades irão se reunir
para tentar derrubar a concretização da Imesf.
Outra instituição que prepara ações
para impedir a concretização do Instituto é o
Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Segundo
o presidente do órgão, Paulo de Argollo Mendes,
o Simers pretende ajuizar um mandado de segurança
ainda nesta semana.
— Na próxima quinta-feira estaremos fazendo
uma visita ao Tribunal de Contas do Estado pedindo que o órgão
se pronuncie com a máxima urgência. O mandado
de segurança visa impedir que se cometa uma ilegalidade.
Uma vez que o prefeito tenha sancionado o projeto, temos
um fato concreto diante do qual podemos pedir à Justiça
uma liminar impedindo que se concretize um ato ilegal — disse.
Posições favoráveis
ao Imesf
Mas nem todas as instituições de classe são
contrárias ao Instituto. Para o presidente do Conselho
Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Fernando
Weber Matos, o Imesf pode ajudar tanto os trabalhadores da área
de saúde quanto a comunidade carente.
— Se não há outro modelo melhor, achamos
que a fundação é uma boa opção
para Porto Alegre. Além de dar emprego para mais de
mil pessoas, possibilitará um atendimento mais qualificado
para os usuários. Lamentamos a falta de um plano de
carreira para os profissionais, mas de uma forma geral é um
projeto que vai beneficiar a população — diz.
De acordo com o prefeito Fortunati, as críticas ao
fato de que a criação do Instituto fragilizaria
o controle sobre os recursos públicos são infundadas.
Segundo ele, o gasto inicial por mês será o
mesmo e só aumentará a partir do momento em
que for ampliado o número de unidades do Programa
de Saúde da Família (PSF).
— Hoje gastamos R$ 3 milhões mensais com o
repasse ao Instituto de Cardiologia (responsável até então
pelas equipes do PSF). O cálculo que fazemos é de
que devemos continuar gastando exatamente a mesma quantia. |
COMEÇA
DISTRIBUIÇÃO DE REMÉDIOS PARA QUEM TEM DIABETES E HIPERTENSÃO
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A
partir desta segunda, 14, quem sofre de diabetes e hipertensão
pode obter medicamentos prescritos para estas doenças
gratuitamente.
Para
ter acesso aos remédios, basta comparecer às
farmácias conveniadas à rede Aqui Tem Farmácia
Popular e apresentar CPF, um documento com foto e a receita
médica.
O anúncio foi feito dia 3 de fevereiro pela presidente
Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, e o benefício visa facilitar ainda mais o
acesso ao tratamento.
– Se tratado, o indivíduo com diabetes terá uma
vida normal. Se não tratada, a doença pode
levar a sérias restrições de saúde
em todos os níveis, como à cegueira, insuficiência
renal crônica, infarto, obstrução das
artérias – ressalta o secretário da saúde
do Estado, Ciro Simoni.
- Economia para o SUS
Conforme
o secretário, os gastos com o fornecimento
gratuito de medicamentos à população
neste momento também é uma maneira de se reduzir
futuramente os gastos que o SUS terá com internações,
transplantes e outros procedimentos hospitalares.
O presidente
da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do
Sul (Socergs), Gilberto Lahorgue Nunes, também
avalia como positiva a medida.
- Saiba mais
* Para ter acesso aos remédios gratuitos, é preciso
apresentar, em uma farmácia conveniada, o CPF, um
documento com foto e a receita médica.
* As listas dos princípios ativos dos medicamentos
gratuitos e dos estabelecimentos conveniados por Estado estão
disponíveis em www.saude.gov.br (basta clicar no link
Farmácia Popular, à direita na tela). O atendimento
dependerá da disponibilidade do medicamento em cada
farmácia.
* Por mês, o programa atende 1,3 milhão de pessoas,
das quais cerca de 660 mil hipertensos e 300 mil diabéticos.
* O orçamento do programa de farmácias populares é de
R$ 470 milhões por ano. |
MULHER
DE FUMANTE TEM MAIS CHANCES DE ADQUIRIR TRANSTORNO
MENTAL
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Mulheres
fumantes têm um risco maior de sofrer de
Transtorno Mental Comum (TMC) do que as não fumantes.
Esse é o resultado de um estudo feito pela Faculdade
de Saúde Pública da USP (Universidade de São
Paulo), que revelou também que as mulheres não
fumantes TMC têm mais chances de adquirir o hábito
de fumar.
O TMC é um transtorno causado por uma ruptura do
funcionamento normal das funções neurológicas,
tendo como sintomas, por exemplo, o esquecimento e a dificuldade
de concentração.
De acordo
com informações da Agência
USP, o estudo não encontrou nenhuma relação
entre tabagismo e TMC no caso dos homens. Segundo a psicóloga
e mestre em Saúde Pública Danuta Medeiros,
que estudou o assunto em sua pesquisa de mestrado, perceber
essa “singularidade de gênero” é um
grande passo para que programas de tratamento do tabagismo
sejam melhor sucedidos.
- Já que temos a constatação dessa
diferença, podemos pensar em fazer as campanhas de
maneira mais direcionada, clara, e efetiva.
Segundo
Danuta, os sintomas do TMC são muito parecidos
com os da abstinência ao cigarro de nicotina.
- O TMC é um transtorno mental de difícil
diagnóstico, uma vez que apresenta sintomas corriqueiros,
que passam despercebidos no dia a dia. Por conta disso, os
sintomas do TMC podem até ser confundidos com os sintomas
causados pela abstinência do fumo em tabagistas. Irritabilidade,
ansiedade, insônia e queixas de dor de cabeça
são alguns deles.
Para
realizar o estudo, a pesquisadora avaliou cerca de 3.350
entrevistas, com homens e mulheres de 16 anos ou mais,
contidas no Inquérito de Saúde do Município
de São Paulo realizado em 2003, chamado ISA-CAPITAL
2003.
- Muitas
vezes os sintomas do TMC ou do Tabagismo são
vistos como “frescura” pelo senso comum, não
sendo devidamente tratados. |
GOVERNO
PÕE NO AR NOVO VÍDEO DE PREVENÇÃO A DENGUE
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A
partir desta terça, 01, à noite, os brasileiros
assistirão a cenas reais de ações em
andamento em todo o país para conter a proliferação
do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. O novo
vídeo da campanha nacional Mobilização
Geral 2011 tem 30 segundos de duração (com
versões reduzidas de 15 e de 10 segundos) e conta
com a participação do ator José de Abreu.
Parceiro
do Ministério da Saúde, ele abriu
mão do cachê e também faz a narração
do spot de rádio, com 30 segundos de duração.
As novas peças têm por finalidade divulgar o
que os moradores de cada estado estão fazendo para
eliminar os focos do mosquito em suas comunidades. Nas imagens,
população e agentes comunitários de
saúde trabalham lado a lado em mutirões e orientam
os moradores. |
CONHEÇA
OS POSSÍVEIS DANOS CAUSADOS POR CLAREADORES DENTÁRIOS
DE SUPERMERCADOS
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O
clareamento dental é um dos procedimentos mais realizados
atualmente nos consultórios dentários. A
técnica consiste na aplicação de produtos
como peróxido de hidrogênio ou de carbamida
na superfície do esmalte dentário. A especialista
em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Daiane Granzotto,
explica que esse elemento penetra nos prismas liberando
oxigênio e assim quebra os pigmentos que penetraram
no esmalte com o passar do tempo.
—
Esses pigmentos extrínsecos provém de alimentos
e líquidos ingeridos diariamente, tais como café,
chimarrão, vinho, refrigerante de cola — destaca.
Segundo
a especialista, muitos produtos à venda em
farmácias e supermercados prometem clarear os dentes.
No entanto, eles não têm concentração
suficiente para isso.
—
Eles são comercializados em formato de pinceis, tiras
ou geis com moldeiras pré-fabricadas — explica.
— É preciso olhar com atenção antes de
comprar um produto desses para garantir que você tenha
algo de qualidade em mãos. Mal aplicado e sem instruções,
ele pode manchar os dentes e até causar queimaduras — alerta.
Segundo
Daiane, o ideal é procurar um dentista para
não usar produtos que podem causar danos à saúde.
Ela ressalta que existem duas técnicas de clareamento
dentário, o caseiro e o de consultório ou a
laser. No primeiro o dentista confecciona uma placa individual
na qual o paciente irá colocar o gel clareador e usar
conforme recomendações.
—
O tempo e a duração do tratamento são
personalizados, sendo diferentes em cada caso — explica.
Já o procedimento a laser é o mais usado. Nele,
o gel clareador é aplicado pelo dentista e o laser é utilizado
para ativar o produto. As
diferenças básicas entre a técnica
caseira e de consultório são a concentração
do gel, no caseiro é de 10% a 15% e no de consultório
e de 35% a 37%. Além disso, eles têm tempos
diferentes de duração. O caseiro demora em
média dois meses e o de consultório duas sessões
de uma hora.
—
Quanto maior a concentração do produto, como é o
caso do tratamento em consultório, mais rápido
o resultado. No entanto, maior deve ser o cuidado tomado
pelo paciente — pondera. |
MITOS
E VERDADES DO VERÃO
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A sabedoria popular, que passa de geração em
geração produz conhecimento sobre vários
assuntos e, como não poderia deixar de ser, também
existem os mitos e verdades relacionadas à estação
mais quente do ano.
Quem
nunca ouvir falar que é extremamente proibido
comer e entrar na piscina ou no mar? Pois é, confira
o que dizem especialistas sobre alguns desses "ensinamentos".
Limão
no sol mancha a pele
Verdade.
Segundo a dermatologista Carolina Feijó,
o contato do limão com a pele depois exposta o sol
pode provocar manchas, pois desencadeia-se uma reação
química. Carolina diz que o cuidado é importante
porque o limão pode causar até queimaduras
de segundo grau na pele.
– É preciso ter bastante cuidado com o limão.
No verão temos o costume de tomar caipirinha na praia,
por exemplo. Quem faz a bebida tem que lavar bem as mãos
depois do contato, se possível com sabão ou
detergente, e depois não esquecer de passar protetor
no local – alerta.
De
acordo com a dermatologista, outras frutas, como o figo
e o abacaxi,
também podem produzir o mesmo efeito,
porém, problemas com o limão são os
mais frequentes. A mancha na pele pode durar meses, principalmente
se a queimadura tiver produzido bolhas.
– O indicado é que a pessoa vá em um
dermatologista, que vai receitar um creme antiinflamatório – afirma.
Tem que repor o protetor solar sempre que entrar no mar
Verdade.
Carolina diz que essa atitude seria a ideal para manter
a potência do protetor solar, principalmente
no rosto, no colo e nas mãos.
– Reaplicar o protetor depois do banho é essencial,
exceto se o bloqueador for à prova d'água e
o tempo no mar ou na piscina não for muito longo.
Contudo, não podemos esquecer que é fundamental
repor o protetor de duas em duas horas e sempre passar 30
minutos antes da exposição ao sol – explica
a dermatologista.
Guarda-sol de nylon protege do sol
Mito.
O guarda-sol de nylon não é indicado,
conforme Carolina, porque protege muito pouco, apenas 5%.
– O guarda-sol de lona protege 90%, portanto, é mais
aconselhado. Mas não se pode esquecer que mesmo ficando
de baixo do guarda-sol, o reflexo da areia pode causar insolação,
então, é preciso passar protetor.
Deixar
melancia no sol antes de comer dá dor de barriga
Mito.
A nutricionista Julia Dubin Melnick explica que a fruta,
como as outras, pode ficar derretida ou amadurecer
mais rápido se ficar exposta ao sol, porém,
não representa perigo para a saúde:
– Não tem problema nenhum, até porque
as melancias sempre correm o risco de ficar expostas ao sol
antes de serem vendidas.
Comer
e entrar na água da piscina ou mar é muito
perigoso para a saúde
Mito.
Ao contrário do que costumam dizer as mães,
não há risco grave para a saúde em tomar
banho de mar ou piscina depois do almoço.
– O que pode acontecer com a pessoa que faz isso é ela
ter refluxo, como com qualquer atividade física depois
da comida. O alimento ainda não chegou no estômago
e por isso, pode acabar voltando, o que faria a pessa vomitar.
Mas não há risco de afogamento, por exemplo – revela
a nutricionista.
Ingerir alimentos com betacaroteno deixa o bronzeado mais
bonito
Verdade.
Segundo a nutricionista, os alimentos chamados "laranjas",
que contêm betacaroteno, realmente podem deixar o bronzeado
mais bonito, entretanto, não pense que basta comer
uma cenoura e ir para o sol.
– O betacaroteno, se estiver acumulado no corpo, se
transforma em vitamina A quando a pessoa toma sol. Mas ele
só vai estar em grande proporção no
organismo se a pessoa ingerir uma quantidade alta regularmente
e cerca de dois meses antes da exposição – diz
Julia.
Para
um brozeado bonito, a nutricionista aconselha o acréscimo
de alguns itens no cardápio diário: tomar suco
de mamão, laranja e cenoura pela manhã e à tarde
e no almoço incluir sempre cenoura e moranga. |
TATUAGEM
DE HENNA PODE CAUSAR ALERGIAS
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Ter
um desenho sobre a pele, mesmo que temporário, é febre
durante o verão. Para obter o recurso, uma das opções
mais procuradas é a tatuagem de henna, principalmente
por crianças e por quem quer apenas experimentar
antes de optar por um sinal definitivo. A tatuagem de henna,
no entanto, pode causar um inconveniente: alergia na pele,
conhecida no meio médico como dermatite de contato.
—
A própria henna, se a pessoa for alérgica,
as substâncias para aumentar a durabilidade ou os pigmentos
para deixar a cor mais escura podem causar a dermatite — explica
Mauren Seidl, dermatologista e professora na Universidade
de Caxias do Sul (UCS). Mauren
e Louise Lovatto, também dermatologista e professora,
orientaram a aluna de Medicina Carla Cerutti Mattei, 24 anos,
em um trabalho sobre a dermatite de contato causada pela
tatuagem de henna. Durante cerca de um ano, elas acompanharam
o caso de duas crianças que apresentaram reações
alérgicas após utilizar o pigmento. A alergia à henna
se manifesta por meio de coceira, vermelhidão, formação
de bolhas e descamação.
—
Uma delas (das crianças acompanhadas) só foi
ao médico num segundo momento, quando a coceira e
as lesões já haviam passado. A pele já estava
com uma marca branca igual à tatuagem, de um escorpião — relata
Carla.
A
orientação, no entanto, é procurar
um dermatologista logo no primeiro sinal de irritação.
O procedimento consiste em, primeiramente, remover a tatuagem.
Após, a alergia é tratada com pomadas. Nos
casos em que a dermatite evoluiu para mancha branca na pele,
o tratamento é semelhante ao aplicado em pacientes
com vitiligo, com medicações que estimulam
a pigmentação da pele, explica Mauren. Nos
dois casos, a pele das crianças não apresentou
sequelas após o tratamento. No entanto, o trio sugere
que a henna não seja utilizada nos pequenos.
—
As crianças são mais sensíveis, têm
propensão maior à alergia. Por isso, deve ser
evitado que entrem em contato com potenciais alergênicos.
O risco não vale a pena – entende Louise.
SINAL DE ALERTA
A alergia ao uso de bijuterias é um sinal de alerta
para não fazer qualquer procedimento com henna.
Segundo a dermatologista Rafaela Bergmann Correia, membro
da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o níquel,
presente na maioria das bijus, é uma das substâncias
químicas adicionadas à henna natural para potencializar
a qualidade da pintura. Partículas de chumbo e fósforo
também costumam fazer parte da composição.
—
O níquel é um grande fator alergênico — diz
Rafaela.
Segundo a dermatologista, não são apenas as
tatuagens com henna que podem causar reações.
Tinturas de cabelo e até pintura de sobrancelha com
henna podem gerar alergias.
Em todos os casos, a orientação é procurar
um dermatologista logo ao primeiro sinal de irritação.
:: A henna utilizada em tatuagens e outras colorações é obtida
a partir das folhas secas da planta chamada henna.
:: A substância era utilizada em sua forma natural
por antigos povos indígenas e egípcios mas,
atualmente, é acrescida de substâncias químicas,
como chumbo, fósforo e níquel.
:: O tom natural da henna é intermediário entre
o vermelho e o marrom. A coloração preta, comum
principalmente na pintura de cabelos e sobrancelhas, é obtida
por meio do acréscimo de pigmentos sintéticos. |
ESPECIALISTAS
APONTA OPÇÕES PARA QUEM QUER SUPERAR A "VISTA CANSADA"
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Todo
início de ano aumenta, nos consultórios oftalmológicos,
a procura de pacientes por check-ups, revisão de
grau sobre erro refrativo e troca de óculos. A demanda
cresce de acordo com a idade do paciente. A indicação
do tipo de lente utilizada ou procedimento corretivo depende
muito do estilo de vida de cada um, de acordo com oftalmologista
Mario Jampaulo, especialista em refração
do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
—
Quando o oftalmologista faz o exame de refração,
percebe que o comportamento deste grau muda muito a partir
dos 40 anos de idade, quando a musculatura que segura uma
lente natural do olho chamada cristalino, começa a
perder potência, causando a presbiopia ou chamada vista
cansada. Todas as pessoas, sem exceção, com
essa média de idade vão apresentar o quadro
de presbiopia — explica Jampaulo.
Pacientes
que começam a manifestar o quadro de presbiopia
são os que mais procuram os oftalmologistas para trocar
as lentes dos óculos.
—
Nessa faixa de 40 anos de idade as pessoas são muito
ativas, dirigem, fazem exercícios, passeiam, administram
empresas e à noite sofrem com o cansaço dessa
musculatura e a dificuldade de focar para perto — comenta
o oftalmologista.
Ele
assinala que atualmente existem muitas alternativas tanto
no que se refere a lentes para óculos, quanto às
cirurgias corretivas da presbiopia e outras irregularidades
refrativas.
Lentes
de óculos: mono, bi ou multifocais
:: Monofocais
As lentes monofocais são as mais antigas e indicadas
para pacientes que apresentam apenas um tipo de
erro refrativo, para ler de perto ou ver de longe, por exemplo.
::
Bifocais
Já as lentes de óculos bifocais são
próprias para indivíduos que querem ter óculos
adequados tanto para enxergar de longe quanto de perto.
—
Os óculos bifocais são uma tecnologia um pouco
antiga, na verdade comportam-se como duas lentes em um mesmo óculos,
sendo uma para longe e outra para perto. É fácil
reconhecer um óculos com lentes bifocais, porque são
aqueles que têm uma marca horizontal, seja uma linha
retinha (a chamada toporreto) ou a chamada executive, como
se fosse uma lente partida ao meio, com uma metade que deixa
a visão boa para longe e outra para perto — explica.
::
Multifocais
Há quem fique preocupado com os aspectos estéticos
da lente bifocal, já que a marca nos óculos
fica evidente e outras que precisam de uma qualidade de visão
intermediária, por exemplo os usuários de computador.
Para esses, é indicado o uso de lentes multifocais.
—
As lentes multifocais conseguem atender os pacientes que
precisam enxergar longe, perto e intermediário, porque
possuem mais tecnologia que a mono e a bifocal — afirma.
Cirurgia
Outra alternativa para a compensação da presbiopia é a
cirurgia a laser com o PresbyLasik. O procedimento é indolor
e minimamente invasivo.
—
O paciente recebe anestesia por meio de aplicação
de colírio e o laser esculpe a córnea em uma
ação dupla. Ele age no centro e na periferia
da córnea, definindo os pontos de convergência
e acomodação da pupila e corrigindo os erros
refrativos.
No entanto, nem todos os pacientes têm as condições
exigidas para este tipo de correção e é fundamental
uma avaliação criteriosa do candidato no período
pré-cirúrgico.
Báscula
Os tratamentos mais comuns para a presbiopia
até agora
ainda eram o uso dos óculos ou das lentes de contato.
Além desses, há a cirurgia para balanceamento
da visão, mais conhecida como báscula.
—
O cirurgião faz com que o olho dominante (ou diretor,
aquele utilizado para mirar) fique com visão boa para
longe e o outro, bom para perto. Para isso, deixa-se o olho
não dominante com um pequeno grau de miopia e, no
outro, corrige-se totalmente o erro refrativo. Dessa forma,
acontece a compensação que é assimilada
pelo cérebro — esclarece o Jampaulo. |
PESQUISA
SOBRE COMPOSTO PARA ALIVIAR DOR CRÔNICA
|
|
Um
composto capaz de diminuir a dor crônica poderá melhorar
as condições de vida de milhões de
pessoas em todo o mundo. A nova substância - batizada
de NB001 - é descrita em um trabalho publicado na última
edição da Science Translational Medicine.
Há poucos analgésicos no mercado voltados
especificamente para a dor crônica. Quase todos atuam
sobre a dor aguda.
Uma
pesquisa divulgada no ano passado apontou que cerca de
29% dos habitantes de São Paulo sofrem com dor crônica.
Calcula-se que, nos Estados Unidos, 65 milhões de
pessoas também enfrentam o mal. Especialistas explicam
que o processo neurofisiológico da dor crônica é diferente
dos mecanismos que provocam a dor aguda.
De
um modo geral, quando o estímulo doloroso cessa,
a dor aguda desaparece. Ela desempenha assim um importante
papel: faz com que a pessoa proteja o órgão
ou o tecido afetado e informa o corpo que há algo
errado. A dor crônica, no entanto, permanece quando
o estímulo já desapareceu, como uma memória
persistente - e incômoda - do evento que causou a dor.
Ao contrário da forma aguda, não traz benefícios,
só sofrimento. |
EMERGÊNCIA
DO CLÍNICAS ENFRENTA SITUAÇÃO DE EXTREMA SUPERLOTAÇÃO
|
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O
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) enfrenta
uma situação de extrema superlotação.
Hoje a lotação está quase três
vezes superior à sua capacidade de atendimento.
A ala dos adultos, que está preparada para atender
49 pacientes, hoje abriga 135, em sua maioria doentes graves.
Além de seus 49 leitos, a Emergência de adultos
normalmente recebe pacientes também em macas, cadeiras
de rodas e cadeiras comuns. Neste momento, estas vagas extras
têm se encontrado permanentemente ocupadas e outras
acomodações provisórias estão
instaladas em corredores e consultórios.
A
situação atual faz com que o HCPA utilize,
no limite máximo, todos os recursos materiais e humanos
disponíveis. Diante disto, a administração
do hospital solicita à população que,
em casos mais simples, procure outros hospitais ou postos
de saúde.
A
Emergência não está fechada, no entanto,
novos pacientes que chegam à instituição
passam por uma triagem e, devido às dificuldades existentes,
nem todos são atendidos. A prioridade é para
os casos mais graves, com risco de morte.
Outros
seis hospitais da Capital estão com suas unidades
de emergência lotadas ou superlotadas. |
APRENDER
A LER E ESCREVER MUDA FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO
|
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As
mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura
não se limitam à melhora na qualidade de
vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências
da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas
de Portugal, França e Bélgica, demonstra
que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento
do cérebro.
—
Há uma mudança nas redes neuronais da visão
e da linguagem — afirma Lúcia Braga, presidente
da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam
que o cérebro faz um rearranjo de suas funções
ao iniciar o aprendizado da leitura.
Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial
se torna "especialista" no reconhecimento de palavras.
Isso, no entanto, não significa que alfabetizados
percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora,
nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior
aos alfabetizados no reconhecimento de faces.
—
Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de
que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos
em parte seja transferido para outra região cerebral — disse
Lúcia.
A pesquisa analisou exames de ressonância magnética
feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros
e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto
era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver
palavras, rostos e outras imagens.
Dos
voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido
alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler
e escrever ainda na infância. Os exames mostraram que
o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade
mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão. |
EXAME
PODE IDENTIFICAR CÂNCER DE TIREÓIDE
|
|
Pesquisadores
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram
um conjunto de proteínas que podem ajudar no diagnóstico
do câncer de tireoide. A meta é criar um exame
capaz de diferenciar com precisão os nódulos
benignos dos malignos, evitando intervenções
cirúrgicas desnecessárias. Os testes clínicos
começam neste mês.
Até a
década passada, quando a apalpação
era a principal forma de detectar nódulos na tireoide,
as anomalias eram verificadas em 7% dos adultos. À medida
que o exame de ultrassom se tornou comum, nódulos
pequenos passaram a ser identificados em mais de 60% dos
pacientes.
O
desafio é identificar quais lesões são
perigosas. O método mais usado é a punção
aspirativa por agulha fina, que consiste na retirada de células
para análise no microscópio. O problema é que,
em 30% dos casos, o resultado desse exame é inconclusivo.
Os pacientes precisam ser submetidos à cirurgia para
confirmação do diagnóstico.
"Apenas
de 5% a 10% dos casos submetidos a cirurgia têm
resultado de tumor maligno. A maioria das intervenções é desnecessária.
Só onera o sistema de saúde", diz
a geneticista Janete Cerutti, principal autora do estudo.
Em
parceria com a John Hopkins University Medical School,
dos Estados Unidos, Janete descobriu que a existência
ou não de determinadas proteínas no material
obtido da biópsia cirúrgica estava associada à presença
de tumores malignos. Em testes feitos entre 2002 e 2010,
mais de mil possíveis biomarcadores foram identificados.
Chegou-se a um conjunto de proteínas que, segundo
os autores, poderiam determinar com 97% de precisão
a presença de um tumor maligno.
Saiba
mais
—
Os testes clínicos para o desenvolvimento de um exame
pré-cirúrgico serão feitos com amostras
coletadas de pacientes do Hospital São Paulo.
—
Além de identificar o câncer, o exame pode indicar
a sua agressividade.
—
A tireoide é a maior glândula do corpo humano
e produz hormônios que regulam o funcionamento de todas
as células.
—
A incidência de nódulos malignos na tireoide
quintuplicou nas últimas décadas. A melhora
no diagnóstico, o envelhecimento da população
e o excesso de iodo no sal podem ser causas. |
SUPERLOTAÇÃO
ATINGE O TRIPLO DA CAPACIDADE E DEIXA CLÍNICAS EM ESTADO
DE ALERTA
|
|
A
administração do Hospital de Clínicas
está em alerta devido a superlotação
no setor de emergência para adultos. A unidade está atendendo
com quase o triplo da capacidade. São 145 doentes
graves enquanto a capacidade é de 49 leitos.
Além de todos os leitos ocupados, a emergência
de adultos normalmente recebe pacientes também em
macas, cadeiras de rodas e cadeiras comuns. Mesmo estas vagas
extras têm se encontrado permanentemente ocupadas e,
em situações como a atual, outras acomodações
provisórias são instaladas em corredores e
consultórios.
"No momento, estão sendo usados, no limite máximo,
todos os recursos materiais e humanos disponíveis,
para atender a uma demanda quase três vezes superior à capacidade
da emergência. Diante disto, a Administração
do Hospital solicita a colaboração da população,
no sentido de que, em casos mais simples, evite dirigir-se à instituição,
procurando outros hospitais ou postos de saúde. A
Emergência não está fechada; no entanto,
novos pacientes que chegam à instituição
passam por uma triagem e, devido às dificuldades existentes,
nem todos são atendidos, sendo dada prioridade aos
casos mais graves, com risco de morte", informou a nota
emitida pelo Clínicas.
Segundo
a administração do hospital, grande
parte dos pacientes que procuram a unidade vem de municípios
da Região Metropolitana. A orientação é para
que as pessoas busquem primeiro o atendiemento em suas cidades
de origem. |
APOSTE
NO SEU BIOTIPO E PERCA PESO DE FORMA SAUDÁVEL
|
|
Não
adianta folhear várias revistas atrás de
dietas ou pedir sugestões de amigos para perder
peso. Para a nutricionista Flávia Morais, da Rede
Mundo Verde, não há segredo: reeducação
alimentar e exercícios são as únicas
saídas para emagrecer definitivamente sem colocar
em risco a saúde. Além diss, é fundamental é conhecer
o funcionamento do próprio corpo para que os esforços
contra a balança tenham resultado positivio.
"Não
existe uma dieta padrão ou uma fórmula milagrosa
para perda de peso. As estratégias mais usadas na
perda de peso são reeducação alimentar,
a prática regular de atividade física, o
tratamento da disbiose e da inflamação",
ensina.
No
Brasil, de acordo com o IBGE, 22% da população
está acima do peso ou sofre com obesidade. Segundo
Flávia, o excesso de peso não é problema
estético, mas sim de saúde.
"Entre
os causadores, além de fatores genéticos,
podemos destacar fatores comportamentais como o sedentarismo,
maus hábitos alimentares, uso excessivo de álcool
e medicamentos e fatores ambientais".
Um
erro comum, segundo a nutricionista, é basear as
dietas alimentares apenas levando em conta a quantidade
de calorias fornecidas pelos alimentos.
"Isso é errado.
O emagrecimento deve ocorrer de forma lenta e gradual para
ser duradouro e saudável", explica ela.
Confira
algumas dicas da especialista para embarcar em uma reeducação
de hábitos
:: Não deixe de tomar o café da manhã. Quem faz
a refeição pela manhã se sente mais disposto e come
menos ao longo do dia. Ele deve ser leve e balanceado, contendo cereais
integrais e frutas
:: Procure realizar de cinco a seis refeições ao dia, em
pequenos volumes
:: Mastigue bem os alimentos e realize suas refeições em
locais tranqüilos, pois favorece o processo de digestão;
:: Não fique mais de três horas sem se alimentar, estabeleça
horários regulares para realizar suas refeições;
Isso mantém o metabolismo ativo e aumenta o gasto de calorias
:: Consuma variedades de frutas, verduras e legumes, de preferência
orgânicos. Além de serem ótimas fontes de vitaminas,
minerais, fibras e água, possuem baixo valor calórico e
são refrescantes, combinando com as altas temperaturas do verão
:: Inicie as principais refeições pelo consumo de saladas
de hortaliças, pois são fontes de fibras que promovem saciedade;
:: As sobremesas devem ser à base de frutas. São mais refrescantes
e menos calóricas. Boas opções são os picolés
de frutas e saladas de frutas.
:: Beba bastante água, chás e sucos naturais. Os sucos
industrializados devem ser evitados já que contém corantes,
conservantes, aromatizantes e açúcares
:: Substitua os cereais refinados por cereais integrais, tais como: arroz
integral, massas integrais, biscoitos integrais e pão integral,
pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais
:: Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira as preparações
cozidas, assadas, grelhadas ou refogadas
:: Evite guloseimas, doces, refrigerantes, alimentos enlatados, embutidos
e outros produtos industrializados
:: Inclua na dieta quinua e amaranto cereais integrais fontes de triptofano
que aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor
que diminui a compulsão alimentar. Outras fontes de triptofano
são: banana, damasco e açaí
:: Utilize adoçantes com moderação, pois seu consumo
excessivo ativa os receptores de glicose no intestino, o que aumenta
a glicemia e o acúmulo de gordura no tecido adiposo
:: Troque o prato grande por um de sobremesa. O cérebro associa
prato cheio com saciedade e, desse modo, você comerá menos,
reduzindo o valor calórico da sua dieta
:: A prática orientada e regular de atividade física é fundamental,
pois aumenta a queima de calorias. Opte por uma atividade física
que lhe agrade. Caminhadas, andar de bicicleta e nadar são excelentes
opções
|
APOSTE
NO SEU BIOTIPO E PERCA PESO DE FORMA SAUDÁVEL
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Não adianta folhear várias revistas atrás
de dietas ou pedir sugestões de amigos para perder
peso. Para a nutricionista Flávia Morais, da Rede
Mundo Verde, não há segredo: reeducação
alimentar e exercícios são as únicas
saídas para emagrecer definitivamente sem colocar
em risco a saúde. Além diss, é fundamental é conhecer
o funcionamento do próprio corpo para que os esforços
contra a balança tenham resultado positivio.
"Não existe uma dieta padrão ou uma
fórmula
milagrosa para perda de peso. As estratégias mais
usadas na perda de peso são reeducação
alimentar, a prática regular de atividade física,
o tratamento da disbiose e da inflamação", ensina.
No
Brasil, de acordo com o IBGE, 22% da população
está acima do peso ou sofre com obesidade. Segundo
Flávia, o excesso de peso não é problema
estético, mas sim de saúde.
"Entre
os causadores, além de fatores genéticos,
podemos destacar fatores comportamentais como o sedentarismo,
maus hábitos alimentares, uso excessivo de álcool
e medicamentos e fatores ambientais".
Um
erro comum, segundo a nutricionista, é basear as
dietas alimentares apenas levando em conta a quantidade de
calorias fornecidas pelos alimentos.
"Isso é errado. O emagrecimento deve ocorrer
de forma lenta e gradual para ser duradouro e saudável",
explica ela.
Confira
algumas dicas da especialista para embarcar em uma reeducação de hábitos
:: Não deixe de tomar o café da manhã.
Quem faz a refeição pela manhã se sente
mais disposto e come menos ao longo do dia. Ele deve ser
leve e balanceado, contendo cereais integrais e frutas
:: Procure realizar de cinco a seis refeições
ao dia, em pequenos volumes
:: Mastigue bem os alimentos e realize suas refeições
em locais tranqüilos, pois favorece o processo de digestão;
:: Não fique mais de três horas sem se alimentar,
estabeleça horários regulares para realizar
suas refeições; Isso mantém o metabolismo
ativo e aumenta o gasto de calorias
:: Consuma variedades de frutas, verduras e legumes, de preferência
orgânicos. Além de serem ótimas fontes
de vitaminas, minerais, fibras e água, possuem baixo
valor calórico e são refrescantes, combinando
com as altas temperaturas do verão
:: Inicie as principais refeições pelo consumo
de saladas de hortaliças, pois são fontes de
fibras que promovem saciedade;
:: As sobremesas devem ser à base de frutas. São
mais refrescantes e menos calóricas. Boas opções
são os picolés de frutas e saladas de frutas.
:: Beba bastante água, chás e sucos naturais.
Os sucos industrializados devem ser evitados já que
contém corantes, conservantes, aromatizantes e açúcares
:: Substitua os cereais refinados por cereais integrais,
tais como: arroz integral, massas integrais, biscoitos integrais
e pão integral, pois são fontes de fibras,
vitaminas e minerais
:: Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira as preparações
cozidas, assadas, grelhadas ou refogadas
:: Evite guloseimas, doces, refrigerantes, alimentos enlatados,
embutidos e outros produtos industrializados
:: Inclua na dieta quinua e amaranto cereais integrais fontes
de triptofano que aumentam a produção de serotonina,
um neurotransmissor que diminui a compulsão alimentar.
Outras fontes de triptofano são: banana, damasco e
açaí
:: Utilize adoçantes com moderação,
pois seu consumo excessivo ativa os receptores de glicose
no intestino, o que aumenta a glicemia e o acúmulo
de gordura no tecido adiposo
:: Troque o prato grande por um de sobremesa. O cérebro
associa prato cheio com saciedade e, desse modo, você comerá menos,
reduzindo o valor calórico da sua dieta
:: A prática orientada e regular de atividade física é fundamental,
pois aumenta a queima de calorias. Opte por uma atividade
física que lhe agrade. Caminhadas, andar de bicicleta
e nadar são excelentes opções |
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