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Separações
e divórcios em cartórios já representa
14,5% do total
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Desde
que entrou em vigor a lei que permitiu fazer a separação, divórcio e inventários
consensuais em cartórios (lei 11.441/07), o número
de casos desse tipo cresceu substancialmente em todo
o País: separações 24,9% e divórcios
consensuais 33,9%. É o que aponta novo levantamento
da seção paulista do Colégio Notarial
do Brasil. De acordo com o Colégio, 14,5% das
dissoluções de casamentos no Brasil já são
feitas atualmente nos cartórios.
Para
a advogada Gladys Maluf Chamma, especialista em Direito
de Família e titular do escritório
Chamma Advogados Associados, não há dúvida
de que foi providencial a promulgação
da Lei nº 11.441/2007. “Além de colaborar
para desafogar o volume de processos que tramitam no
Poder Judiciário, essa lei ajudou o cidadão
a regulamentar seu anseio de forma rápida e
menos dispendiosa, evitando que o casal enfrente o
inevitável constrangimento e a austeridade burocrática
que antes encontrava nos corredores forenses”,
avalia.
Segundo
a advogada, os números de seu escritório
acompanham as estatísticas: “Em nosso
trabalho, 80% dos casos de separação
judicial consensual, que não envolvem guarda
de menores, são feitos através de cartório.
Os 20% dos casos restantes preferem ir para o Poder
Judiciário. Isso porque lá o processo
corre em segredo de justiça”, revela.
Para
a advogada, os dados levantados nos tabelionatos
não a surpreende. “Claro que facilitar
ao cidadão o acesso à legalização
de sua situação não implica em
incentivar a separação ou o divórcio.
Na realidade, aqueles que, não tem acesso ao
Poder Judiciário ou o evitam por diversos motivos
que podem variar entre o emocional e o econômico,
não deixam de se separar, ainda que de fato,
quando acaba o amor ou a harmonia no seio familiar.
Facilitar, pois, ao cidadão a regularização
de sua situação de fato, é dever
do Estado”, diz.
De
acordo com o levantamento, o estado de São
Paulo é a região do país que mais
pratica as vantagens da nova lei. Em 2009, os cartórios
paulistas realizaram um total de 39.069 escrituras
de separações, divórcios e inventários,
cerca de 20% mais do que em 2008 e 84% mais que em
relação ao primeiro ano de vigência
da lei. |
ONU
CALCULA EM 140 MILHÕES MULHERES COM MUTILAÇÃO GENITAL
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A
incidência de mutilação
genital feminina caiu nos últimos anos no mundo,
mas estimativas das Nações Unidas indicam
que entre 120 milhões e 140 milhões de
meninas e mulheres foram submetidas a esta prática
dolorosa e perigosa, que é alimentada por preconceitos
sociais e religiosos.
O
relatório conjunto realizado por agências
da ONU, entre estas a Organização Mundial
da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef), aponta que 3
milhões de meninas e adolescentes correm perigo
por ano de sofrer esta prática.
Por
causa do Dia Internacional de Tolerância
Zero à Mutilação Genital Feminina
realizado amanhã, a OMS, Unicef, o Fundo das
Nações Unidas para a População
e Unaids, entre outras, disseram que esta prática
pode ser reduzida com o envolvimento das comunidades
e das famílias nos países onde isso ocorre.
Outra
alternativa é o trabalho realizado pelas
agências com políticos, religiosos e médicos.
Mas ainda está longe de alcançar o objetivo
de eliminar totalmente, como quer a ONU.
A
OMS documentou práticas de mutilação
genital feminina em 28 países da África
e em alguns da Ásia e do Oriente Médio,
que abrangem o chamado "tipo 1", que consiste
na extirpação parcial ou total do clitóris,
até as formas mais graves, como é a infibulação,
que inclui a cisão dos lábios maiores
e menores e o estreitamento da vagina. |
Igreja
pressiona e Lula volta atrás na defesa do aborto
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O
presidente Luiz Inácio Lula
da Silva desistiu de apoiar a descriminalização
do aborto na terceira edição do Plano Nacional
de Direitos Humanos (PNDH), após a manifestação
contrária da Igreja Católica.
O
programa causa polêmica em diversos setores
da sociedade e entre integrantes do próprio
governo. O texto foi elaborado com base nas propostas
discutidas em 50 conferências realizadas sobre
o tema nos últimos anos.
Outras
pontos controversos do PNDH são: a união
civil entre pessoas do mesmo sexo, a revisão
da Lei de Anistia, a mudança nas regras de reinitegração
de posse em invasões de terra, a criação
da Comissão Nacional da Verdade e a incorporação
dos sindicatos no processo de licenciamento ambiental
de empresas. |
Tradicional
revista feminina alemã usa mulheres de verdade
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OUm
dos padrões do mercado editorial feminino alemão,
a revista Brigitte, passou a usar mulheres normais
no lugar de modelos para suas capas e ensaios. (link
para as fotos)
Algum ventre, marcas de expressão e até ancas
deixaram de ser tabu para a publicação
desde o fim de 2009 e, segundoo editor adjunto Andreas
Lebert, não existe intenção de
retornar ao universo de cabides onde só se troca
o rosto -refeência às modelos anoréxicas
que dominam o mercado internacional da moda.
Uma certeza os editores da revista
já tem:
não vai faltar material humano para seguir mostrando
moda através das páginas da publicação,
já que 20mil pessoas já se cadastraram
no site da revista, oferecendo-se como modelos amadores. |
MULHERES
PROTESTAM CONTRA EXPULSÃO DE ESTUDANTE
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Entidades
ligadas ao movimento de mulheres prometem realizar
um ato contra o
tumulto e a expulsão da estudante Geisy
Arruda pela Universidade
Bandeirante (Uniban). No texto da convocação,
marcada para as 18h em frente ao campus de São
Bernardo, onde ocorreu o episódio, o Movimento
Feminista, Sindical e Estudantil afirma que "a vítima
foi transformada em ré" e os "agressores
ficaram impunes".
Organizações não-governamentais
(ONGs) se mobilizaram pela internet, circulando mais
de um abaixo-assinado contra o ocorrido na Uniban.
Um deles, que em três horas obteve mais de mil
assinaturas, afirma que "a expulsão envergonha
os subscritores desse manifesto e coloca em xeque os
princípios basilares do Estado Democrático
de Direito."
O
texto continua dizendo que "deve ser registrado
que a opção da Uniban é fato isolado
e contraria a todos nós". A União
Nacional dos Estudantes (UNE) também condenou
a postura da Uniban.
"Alguns
dos alunos que a insultaram gritavam que queriam
estuprá-la. Desde quando há justificativa
para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?
Pasmem, essa história absurda teve um desfecho
ainda mais esdrúxulo. A universidade termina
por reproduzir lamentavelmente as contradições
da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas",
diz nota da entidade.
A
Uniban, através de seu assessor jurídico,
Décio Lencioni, afirmou que a expulsão
de Geisy foi provocada não por sua vestimenta,
mas sim por suas atitudes provocativas. "Não é a
vestimenta. É a atitude da aluna Geisy, como,
por exemplo, ao subir ter parado no meio do percurso
e levantado a saia", afirmou Lencioni.
Nehemias
Domingos de Melo, advogado de Geisy, disse que vai
se reunir com sua equipe para decidir
quais medidas judiciais tomará.
Imprensa internacional
A
expulsão de Geisy Arruda ganhou espaço
nas agências internacionais de notícia
e nas versões online de alguns dos principais
jornais do mundo ontem. Com o título "Aluna
brasileira é expulsa após usar minissaia",
o New York Times online publicou duas reportagens narrando
o caso.
Uma
delas, assinada pela agência de notícias
Reuters, ironizou o fato de o episódio ter acontecido
em um país conhecido pelos seus biquínis
minúsculos e sua atitude liberal.
No
site do britânico The Guardian, a reportagem,
assinada pela agência de notícias Associated
Press, ganhou um lugar de destaque, logo abaixo das
reportagens sobre os jogos de futebol. O Daily Telegraph
também deu espaço para o tema. |
11,2%
DAS MULHERES DA REGIÃO SUL RELATARAM TER TIDO DSTs
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A
Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas
da População Brasileira
de 15 a 64 anos, divulgada nesta terça,18, pelo
Ministério da Saúde mostra que na Região
Sul, 11,2% das mulheres relataram já ter tido
pelo menos uma Doença Sexualmente Transmissível
(DST), o maior percentual entre as regiões brasileiras.
Nos homens, o índice é de 14,7%, o quarto
no ranking das regiões.
Segundo
o levantamento, homens têm 31,2% mais
chance de ter algum sinal ou sintoma de DST em alguma
fase da vida. No país, o número chega
a 10,3 milhões de brasileiros que já tiveram
algum sinal ou sintoma de doenças como sífilis,
HPV, gonorréia e herpes genital. Destes, 6,6
milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres.
Na
Região Sul, entre os homens entrevistados,
os indicativos de DSTs aparecem como corrimentos (11,7%),
feridas (3,7%), bolhas (2,7%) e verrugas (1,7%). Nas
mulheres, são corrimentos (54,8%), feridas (10,3%),
bolhas (1,3%) e verrugas 1,2%.
Em
termos regionais, o Norte apresenta o maior percentual
(24,6%) de homens que relataram ter tido pelo menos
uma DST. Nas outras regiões, esse índice
não ultrapassa os 20%.
Confira o ranking:
Mulheres
1º Sul (11,2%)
2º Norte (10,8%)
3º Sudeste (10,4%)
4º Centro-Oeste (8,6%)
5º Nordeste (7%)
Homens
1º Norte (24,6%)
2º Nordeste (19,2%)
3º Sudeste (15,6%)
4º Sul (14,7%)
5º Centro-Oeste (12,9%)
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Fêmina
promove o SOS Amamentação
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Com
o objetivo de apoiar e incentivar o aleitamento materno,
o Hospital Fêmina está promovendo
o projeto SOS Amamentação. A ideia é preencher
uma lacuna no período pós-parto, quando
diversas mulheres sofrem por não ter nenhum aconselhamento
sobre o procedimento. Justamente pela falta de orientação,
muitas mães deixam de amamentar seus filhos de
forma precoce.
O
Rio Grande do Sul tem um dos piores índices de
amamentação do Brasil. A média de
aleitamento materno no Estado chega a apenas 23
dias, sendo
que o mínimo recomendado é de seis meses.
'A origem do problema muitas vezes está na falta
de apoio após a alta hospitalar', reforçou
a responsável técnica pelo Banco de Leite
Humano do Hospital Fêmina, Maria Emília Soares. A médica assinala que nada substitui o leito humano,
rico em anticorpos e proteínas.
Todas
as quartas-feiras, das 7h às 19h, equipe formada
por médicos, nutricionistas, bioquímicos
e enfermeiros estará disponível para orientar
as mães que tiverem alguma dúvida sobre o
aleitamento. 'A amamentação é um período
delicado, que exige muita dedicação das mães',
destacou a bioquímica Heloísa Gonçalves,
idealizadora do projeto.
As
mulheres interessadas devem se dirigir, nas quartas-feiras,
ao Banco de Leite do Hospital Fêmina, no 8º andar
do prédio. Além do serviço, o hospital
passa a oferecer também um Disque-Amamentação
pelo telefone (51) 3314-5353. O atendimento é feito
todos os dias das semana, das 7h às 19h. Recomendações às mães
-Amamentar
no seio por no mínimo seis meses,
sem necessidade de água ou chá;
-Depois
de seis meses, iniciar a introdução
de outros alimentos, com orientação do
pediatra;
-Manter a amamentação por dois
anos ou mais.
Fonte: Banco de Leite Humano do Hospital Fêmin
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Demissão
de gestante por justa causa só mediante inquérito
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A
Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou
projeto determinando que a demissão de gestantes,
por justa causa, só poderá ocorrer após
a apuração da falta por um inquérito
judicial. Se aprovado em definitivo, o projeto prevê que
a empresa precisará de autorização
da Justiça do Trabalho para demitir, além
continuar pagando os salários durante a tramitação
do inquérito. A proposta original é do
deputado Paulo Rocha (PT/PA), mas Flávio Dino
(PCdoB/MA) apresentou substitutivo sem alterar o mérito.
Como a CCJ aprovou a proposta em caráter conclusivo,
ela agora segue para a análise do Senado.
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Mães
de Gêmeos ou prematuros vão ganhar
licença maior
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A
Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou
o projeto de lei 2932/08, de autoria do Senado, que aumenta
a licença-maternidade de 120
para 180 dias nos casos de nascimento múltiplo
(mais de um filho na mesma gestação) ou
prematuro. O projeto, que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), também prevê licença
maior para a mãe cujo filho seja portador de doença
ou malformação grave que demande maior
atenção que a dispensada ao recém-nascido
saudável. O projeto tramita em caráter
conclusivo e será analisado por outras três
comissões.
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Mãe
que não autoriza filho a fazer DNA gera negativa
de paternidade
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Da mesma forma que a recusa
do suposto pai em submeter-se ao exame de DNA serve
como elemento
para demonstração de paternidade, a insistente
recusa da mãe em submeter o filho ao mesmo exame
gera presunção de que o autor não é o
pai da criança. A determinação é do
Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
No
caso julgado, o suposto pai propôs a
anulação de registro civil da criança,
por ter sido induzido, segundo ele, a erro quando registrou
o bebê. Sustentou ter sido vítima de gravíssima
injúria, já que a criança não é seu
filho biológico, conforme constatado em laudo
de exame de DNA realizado por conta própria em
1997. A atribuição da falsa paternidade
também motivou o ajuizamento de ação
de separação judicial litigiosa.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ)
rejeitou o laudo feito unilateralmente por falta de instauração
do contraditório e determinou a realização
do exame de DNA, mas a mãe do menor recusou-se,
por quatro vezes, a submeter o filho ao exame genético.
Mesmo assim, o TJRJ entendeu que a recusa da mãe
foi insuficiente para o acolhimento do pedido e aplicou
a presunção de paternidade.
O suposto pai recorreu ao STJ. Assim,
por maioria, o STJ acolheu o recurso para aceitar a
desconstituição
da paternidade e determinar a anulação
do registro de nascimento relativo ao pai. |
Salário
de homens e mulheres está mais equilibrado
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O
valor dos rendimentos femininos na região Metropolitana de Porto Alegre atinge 85,4%
dos atribuídos aos homens, a menor desigualdade
entre as capitais. O rendimento médio real por
hora das mulheres ocupadas apresentou crescimento de
4% em 2008 ante o ano anterior e passou a corresponder
a R$ 5,71. Para os homens, o incremento foi de 2%, ficando
em R$ 6,69. A socióloga Irene Galeazzi reconhece
a melhora nos índices, mas ressalta que a diferença
persiste. 'Mesmo com essa diminuição, as
mulheres continuam ganhando menos que os homens', salientou
a socióloga da FGTAS.
Os
dados constam no Informe Mulher e Trabalho, que levou
em conta dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego
(PED-RMPA)
e foram divulgados ontem pelo secretário da Justiça
e do Desenvolvimento Social, Fernando Schüler, e pelos
economistas do Dieese, da Fundação de Economia
e Estatística (FEE) e da FGTAS. Os setores que mais
contrataram mulheres foram: serviços (47 mil), comércio
(14 mil) e indústria (7 mil). |
Lei
Maria da Penha é "faz de conta" |
A
inexistência de um serviço
de triagem e a demora no encaminhamento de inquéritos
policiais sobre casos de violência contra a mulher
têm inviabilizado a aplicação da
Lei Maria da Penha em Porto Alegre. Para a magistrada
Osnilda Pisa, do Juizado da Violência Doméstica
e Familiar contra a Mulher, que funciona no Foro Central
da Capital, a situação é de 'faz
de conta'. Ela afirmou que agressores e vítimas
não recebem atendimento e tratamento adequados
e um grande número de infrações
penais acaba prescrevendo. 'É preciso diferenciar
os casos de saúde pública, de família
e os de polícia. O ingresso de toda essa demanda
via Delegacia de Polícia inviabiliza o objetivo
da própria Lei Maria da Penha', assinala.
A
juíza revela que, muitas vezes, as denunciantes
querem apenas a separação, mas não
desejam dividir os bens, ou visam à internação
para filhos ou marido dependentes de drogas ou com problemas
de alcoolismo ou psíquicos. Segundo ela, situações
desse tipo não precisam de registro de ocorrência
policial, mas, na atual estrutura, esse é o primeiro
passo para o encaminhamento ao Juizado e o começo
de uma série de distorções na efetiva
aplicação da lei. 'Quando a mulher busca
a delegacia especializada, está abalada emocionalmente
e as policiais, apesar da dedicação, não
estão habilitadas para acolher e orientar as vítimas
adequadamente, até porque não é essa
a função da Polícia', salientou.
Osnilda apontou que, como consequência, o grande
volume de ocorrências prejudica a realização
de investigação aprofundada e o envio dos
inquéritos no prazo de 30 dias. O resultado, conforme
a juíza, é que parte dos inquéritos
chega ao Juizado dois anos depois da data do fato, quando
prescreve a maioria dos crimes e contravenções
que envolvem os casos de violência doméstica.
O
Juizado tem hoje 5 mil ações em tramitação
e promove, em média, 24 audiências por dia.
De acordo com Osnilda, se fossem recebidas somente as
situações que competem à Corte,
as soluções seriam mais ágeis. Por
isso, ela propõe a criação de um
Centro Integrado de Atendimento, em que psicólogos,
assistentes sociais e defensores públicos fariam
a triagem dos casos, antes do registro de ocorrência
junto à Polícia, e orientariam as vítimas.
'Isso evitaria sobrecarga do serviço policial
e permitiria o adequado atendimento das situações
que efetivamente demandam intervenção policial
e da Justiça Criminal, no caso do Juizado de Violência
Doméstica', enfatizou. |
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