ALESSANDRA AMBRÓSIO FOTOGRAFA PAR A COLCCI

Depois de causar frenesi no São Paulo Fashion Week (SPFW), o ator Ashton Kutcher e a top Alessandra Ambrósio fotografaram a campanha da Colcci Outono/Inverno 2011, em Los Angeles.

As fotos da dupla foram feitas em uma mansão dos anos 50 em Hollywood Hills pelo fotógrafo Steven Klein com styling de Alexandra Von Bismarck.

O valor estimado do desfile no SPFW, tido como o mais caro da história do evento, é de R$ 1 milhão. Gisele Bündchen, garota propaganda desde 2005, se despediu da grife durante a semana de moda.


ESTILISTA BRASILEIRA FAZ SUCESSO EM LONDRES

A estilista brasileira Daniella Helaye, uma das criadoras preferidas de Kate Middleton, futura esposa do príncipe William, fez sucesso este fim de semana em um desfile para Issa na Fashion Week de Londres, com uma coleção de vestidos de cores vivas e decotes generosos.

A sala estava cheia para conhecer a coleção outono-inverno 2011 da estilista brasileira, catapultada ao estrelado graças a Kate Middleton, que no entanto não assistiu ao desfile no sábado.

Quando em novembro passado de anunciou seu casamento com o príncipe William, Middleton usava um vestido Issa de cor azul, que se esgotou pouco depois.

Em um primeiro momento pareceu que Daniella Helayel poderia ser a estilista do vestido de casamento de Kate Middleton, cuja cerimônia está prevista para 29 de abril, em Londres, mas segundo a imprensa, a noiva deverá optar por um criador britânico.


PESQUISADORES DA INTEGRAMODA APRESENTAM AS TENDÊNCIAS PARA 2011

Com o tema a “Essência da Adaptação”, o 8° Integramoda, que acontece 23 de fevereiro no Hotel Intercity, vem para traduzir como as tendências da moda primavera/verão de 2011 – 2012 podem ser aplicadas nas coleções da indústria têxtil gaúcha. Neste ano, os looks apresentados no evento seguirão os quatro referenciais principais identificados pelas pesquisadoras do Comitê de Estilo do Fitemasul e do Núcleo de Moda do Sindivest, que são: equilíbrio, dinamismo, saudosismo e multiplicidade.

Segundo a estilista e integrante do Comitê de Estilo do Fitemasul, Cecília Milicich Seibel, a programação do evento se dividirá em workshops, palestras e desfile com a apresentação de 46 looks. As peças apresentadas visam traduzir as tendências de equilíbrio (simplificação das formas e das texturas, maximização das cores), de dinamismo (estilo esportivo com materiais tecnológicos e acabamentos mais refinados), de saudosismo (inspiração no antigo trabalhado de uma forma moderna e sofisticada) e multiplicidade (retradução dos anos 70). “A moda primavera verão 2011-2012 proporcionará muita diversidade, possibilitando que cada empresa inove dentro de seu estilo de produto e cliente” explica Cecília.

Verônica Zini, do Núcleo de Moda do Sindivest, destaca que dentro das tendências, os materias tecnológicos e a diversidade de novos tecidos nas peças, são as apostas. “Tecidos de alta tecnologia, processos inovadores, diversidade de formas e cores, inspiração nos anos 50, 60 e 70, serão temas apresentados aos participantes do Integramoda, que contarão com grande variedade de referenciais para criar suas coleções”, comenta.

O Integramoda é uma realização conjunta do Pólo de Moda, do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e Malharias da Região Nordeste (Fitemasul), do Sindicato das Indústrias do Vestuário e do Calçado do Nordeste Gaúcho (Sindivest), da Universidade de Caxias do Sul (UCS - Curso de Design de Moda) e da Fiergs/Senai, com o apoio do Sebrae.


MODA CARIOCA QUE ESTÁ FAZENDO SUCESSO NO RS

Quem esteve no Rio de Janeiro nos últimos tempos já deve ter visto, mas aqui no Sul a moda é novidade. Nas areias de Capão da Canoa, ainda há poucos vendedores que oferecem esse modelo diferente de biquíni.

Quando se vê ele pendurado em inúmeras cores é difícil imaginar a forma correta de usá-lo, mas seu nome diz tudo: biquíni tomara-que-caia com bojo torcido.

Francisco de Assis da Silva, de 35 anos, é da Paraíba. Ele é um dos vendedores que apostou em trazer os modelos aqui para o Litoral Norte. E deu certo.

– Tá vendendo muito bem, a mulherada daqui tá gostando mesmo – comemora.

As peças são fabricadas em Búzios, no estado do Rio de Janeiro. Nas areias das praias da Zona Sul carioca como, Copacabana e Ipanema, já são febre há pelo menos duas temporadas.


FASHION RIO E FASHION RIO BUSINESS TRZEM AS TENDÊNCIAS DO SETOR

O mercado de moda do Rio de Janeiro nunca foi tão disputado. A briga, por mais elegante que seja, causou saia justa e desconforto entre todos os profissionais da área. O problema começou há dois anos, mas nesta temporada de inverno ficou explícito. O tradicional Fashion Rio, que terminou no fim de semana organizado por Paulo Borges, e a reestruturada Senac Rio Fashion Business, promovida por Eloysa Simão e encerrada na quinta-feira, ocorreram simultaneamente. Jornalistas, stylists, maquiadores, cabeleireiros, modelos e público passaram a semana tentando se dividir entre os dois eventos.

Nos corredores, todos comparavam as duas realizações. Era inevitável. Primeiro, ninguém imaginou que Eloysa conseguiria chamar a atenção do público da mesma maneira que o Fashion Rio faz há 18 edições. Mas a notícia de que Mara Mac e a Cavendish saíram do line-up da tradicional semana de moda carioca e foram para o Fashion Business foi definitiva para mostrar que ela tinha gás. O sentimento se concretizou depois que anunciaram um show do Buena Vista Social Club, a apresentação de modelos como Ana Cláudia Michels, Aline Weber e Viviane Orth e uma seleção com novas e interessantes marcas.

Na coletiva de imprensa do Fashion Rio, na segunda-feira, Paulo Borges ficou visivelmente incomodado quando perguntaram sobre a concorrência com o Fashion Business.

— Não existe concorrência. Isso é invenção da imprensa. São dois projetos diferentes, mas que acontecem na mesma cidade.

Todos que acompanham as notícias de moda sabem, porém, que não é bem assim. Há três temporadas o Fashion Business era realizada uma semana antes do Fashion Rio. Mas, este ano, ela foi intencionalmente marcada na mesma data para conseguir chamar atenção da imprensa, que, por falta de pessoal, costumava prestigiar apenas o Fashion Rio.
A estratégia deu certo. Todo mundo se desdobrou para estar nos dois locais ao mesmo tempo. Os dois eram fisicamente próximos: o Fashion Business ocorreu no Marina da Glória e o Fashion Rio, no Píer Mauá. O percurso feito de carro, entre um evento e outro, durava cerca de 10 minutos. Além disso, a maioria dos desfiles de Eloysa ocorreram de manhã e à tarde, enquanto os de Paulo Borges começavam às 18h, quando o calor de 40° do verão carioca dá uma trégua. Uma forma que Borges encontrou de preencher o tempo livre e criar concorrência foi colocar para desfilar as marcas que expõem no Rio-à-Porter, a feira de negócios organizada por ele.

Já Eloysa tentou inovar montando, além de uma feira de negócios, como já existe no Fashion Rio, um espaço para expor inovações tecnológicas para a indústria do vestuário. Lá, estavam empresas que desenvolvem software, artigos de decoração e até produtos ecológicos para marcas de moda. Por outro lado, Borges conseguiu trazer o Prêmio Rio Moda Hype, que lança novos talentos, de volta para o Fashion Rio. Entre as visitas internacionais, Eloysa atraiu a atenção do guitarrista do Rolling Stones, Ron Wood, e Paulo tirou o famoso blogueiro de moda Bryan Boy das semanas internacionais para cobrir a moda brasileira.
Não há dúvidas de que o Fashion Rio continua a grande semana de moda do Rio de Janeiro. Por enquanto, o Fashion Business ainda não tem a pretensão de roubar esse posto. Mas é certo que Eloysa Simão conseguiu incomodar o monopólio que Paulo Borges detém sobre a moda brasileira. Muito desse prestígio ela conquistou com inimizades que ele fez — como Carlos Miele, que tem uma grande carreira internacional, mas ficou uma década sem desfilar no Brasil por conta de uma briga que teve com Paulo Borges. Se essa disputa vai fortalecer ou enfraquecer a moda do Rio de Janeiro? Só o tempo dirá.

Paulo X Eloysa
A briga entre os dois maiores produtores de eventos de moda do Brasil, Paulo Borges e Eloysa Simão, é antiga. Até abril de 2009, ele era o nome por trás do São Paulo Fashion Week e ela, a organizadora do Fashion Rio. Apesar de serem eventos concorrentes, por anos eles sempre combinaram datas e tinham uma política de boa vizinhança. Foi a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) que mudou as regras. Naquele mês, a Firjan licenciou a marca Fashion Rio para a holding InBrands, que abriga a Luminosidade, empresa de Borges.
Na época, a negociação correu em segredo. Um dia antes do anúncio oficial, Eloysa ficou sabendo, por carta, sobre a sua demissão. Ela não se manifestou por dias, mas depois disse que sofreu um golpe. Para recuperar o posto, travou uma briga com a Firjan sobre os direitos do nome Fashion Business — na época, a feira de negócios do Fashion Rio. Eloysa provou que a feira estava registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com o nome dela. A 14° edição do Fashion Business, em junho de 2009, ainda aliada ao Fashion Rio, já sob o comando de Paulo Borges, foi o último evento em parceria com a Firjan. A partir daí, a briga começou. Eloysa fechou contrato com o Senac Rio como principal patrocinador do evento, incorporou seminários de moda com nomes de peso, como Carlos Ferreirinha e Alexandre Herchcovitch. E agora realiza o evento na mesma semana que o Fashion Business.