Vírus

ATAQUES DE VÍRUS AUMENTARÃO DIA 24 DE NOVEMBRO

Especialistas em segurança alertaram os usuários de Internet para um possível aumento nos ataques de vírus previsto para a próxima segunda-feira, dia 24 de novembro.

Segundo o site do jornal The Guardian, a empresa de segurança PC Tools acredita que a data, que antecipa o feriado de Ação de Graças, tradicional festividade americana, será o pior dia do ano para ataques de vírus.

Estatísticas do ano passado mostraram que o ponto mais alto da ação de vírus, worms e outros ataques online aconteceu três dias antes do feriado. Comparado com outro estudo realizado com 500 mil computadores ao redor do mundo foi feita a nova previsão que indica que o problema pode se repetir em 2008.

O aumento na atividade de vírus é compreensível, já que um grande número de internautas usa a web para compras online, se antecipando para o Natal, o que aumenta a chance de sucesso de acesso aos dados confidenciais por cibercriminosos.

Para piorar a situação, criadores e veiculadores de malware já vêm se aproveitando da popularidade do presidente recém-eleito Barack Obama para infectar computadores com links a falsos vídeos e outras táticas.

É esperado que fraudadores e hackers tentem iludir usuários a baixar software malicioso para acessar detalhes de homebanking e ainda senhas de sites de compras, explicou o site SC Magazine. Sendo assim, recomenda-se ainda mais cautela por parte dos usuários.

Aqueles que planejam compras online devem se precaver, instalando e mantendo atualizadas soluções antivírus e firewall, não abrir qualquer arquivo suspeito ou não solicitado recebido por email, e garantir que informações como dados de cartão de crédito e débito sejam fornecidos apenas a páginas com certificado de segurança, recomendou o site The Telegraph.

FALHA INTERROMPE BOLSA DE LONDRES

A bolsa de Londres, London Stock Exchange, sofreu a pior falha de sistema em oito anos, forçando o terceiro maior mercado de ações do mundo a suspender os negócios pela maior parte do dia, enfurecendo seus usuários.

O problema ocorreu depois que os mercados voltaram do fim de semana com a notícia de que o governo dos Estados Unidos decidiu assumir o controle das empresas de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac. A bolsa não informou se o volume de operações foi o problema e não deu detalhes sobre o que causou a falha.

"É horrível. Em um dia em que os olhos dos mundo estão todos observando os mercados financeiros, para nós não poder negociar é assustador", disse um operador. "Temos a maior tomada de controle da história com as coisas da Freddie Mac e não podemos operar. É terrível."

A bolsa de Johanesburgo, que usa a plataforma TradElect da LSE, também suspendeu suas operações. A TradElect foi lançada pela LSE em junho do ano passado. Uma falha anterior no sistema ocorreu em novembro daquele ano, mas durou menos de uma hora.

"Esta paralisação de hoje claramente atingiu mais uma vez a reputação da LSE especialmente em um dia como hoje, reforçando que ela pode não ter sido capaz de lidar com os volumes desta manhã", disse um operador.

A LSE, terceira maior bolsa do mundo em volume de negócios no primeiro semestre deste ano, abriu normalmente suas operações às 4h (horário de Brasília), mas problemas de conectividade deixaram alguns operadores sem poder trabalhar, forçando uma suspensão das operações para assegurar que ninguém ficasse em desvantagem.

Durante a tarde, a bolsa informou que a situação de reconexão dos clientes estava "levando mais tempo que o esperado".

Em 17 de junho, a bolsa de Milão, comprada pela LSE em outubro do ano passado, suspendeu seus negócios por causa de problemas técnicos. A suspensão nas operações da LSE é a mais longa sofrida pela bolsa desde 5 de abril de 2000, quando problemas com um sistema mais antigo de negociação causou uma parada de oito horas nos trabalhos.

PIRATARIA NA ESPANHA É IGUAL À LEGALIDADE

Na Espanha há, neste momento, tanta gente que consome ilegalmente música, filmes, jogos e séries televisivas como pessoas que o fazem por meios legais, de acordo com um estudo realizado.

"Na Espanha há algo como 12,6 milhões de pessoas que baixam arquivos por redes P2P (entre computadores) ou compram itens piratas", segundo o estudo encomendado pela nova Coalizão de Criadores e Indústrias de Conteúdo.

Já o Estudo sobre a Pirataria na Indústria de Conteúdos, realizado pela GfK Emer, indicou que 12,56 milhões de pessoas adquirem músicas, filmes e jogos respeitando os direitos autorais.

"O governo tem uma grande responsabilidade na defesa da propriedade intelectual e na luta contra a pirataria na Internet. Necessitamos sensibilização, um melhor marco legal e forte disposição do governo em aplicar as leis", disse José Manuel Tourné, em nome da Coalizão de Criadores e Indústria de Conteúdo.

A Espanha é um dos centros mundiais da pirataria. Nos últimos cinco anos, o país experimentou um notável crescimento no volume de downloads ilegais. A cada segundo, são baixados em média 30 arquivos entre livros, canções, filmes, jogos e capítulos de séries televisivas, segundo a pesquisa.

Há poucas semanas, o Congresso dos Estados Unidos incluiu a Espanha em uma "lista negra" por pirataria de Internet, junto a países como Canadá, Rússia, México, Grécia e China.

O estudo da nova Coalizão indica que, na Espanha, 58% dos internautas têm como atividade principal na rede baixar música e 52%, filmes, enquanto a média européia é de 30%.

POLÍCIA FEDERAL ALERTA SOBRE FALSO E-MAIL

A Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio Grande do Sul enviou um comunicado à imprensa alertando sobre um e-mail falso que induz o usuário a preencher um formulário fictício atribuído ao Departamento de Investigação a Crimes de Informática da Polícia Federal.

Segundo a nota, a mensagem informa que o usuário acessou sites de conteúdo ilegal e que houve um "rastreamento investigativo". A partir daí, a vítima é induzida a clicar num link para atualização de dados pessoais.

A Polícia Federal orienta as pessoas a excluírem permanentemente a falsa mensagem e revela que não solicita informações dos cidadãos por e-mail.

NOVO VÍRUS AMEAÇA USUÁRIOS DE REDE DE COMPARTILHAMENTO

Pelo menos meio milhão de computadores em todo o mundo podem ter sido afetados por vírus disfarçados de arquivos de música ou vídeo, segundo advertiu a empresa de segurança na Internet McAfee. Os arquivos com o vírus estariam sendo postados em redes de compartilhamento de arquivos.

A McAfee afirma que o foco desse tipo de vírus é o pior visto nos últimos três anos.

Os usuários que rodam o arquivo com o vírus são bombardeados com anúncios pop-up e se arriscam a comprometer a segurança de seus computadores.

O arquivo falso, com vírus do tipo trojan, tem sido amplamente distribuído em redes de compartilhamento como eDonkey e Limewire. O arquivo tem vários nomes diferentes e é escrito em diferentes línguas para tentar atrair o usuário a baixá-lo.Os títulos fazem o arquivo parecer ser uma faixa de música, pornografia ou versões completas de filmes populares.

O usuário que baixa o trojan e tenta rodá-lo se depara com uma janela pedindo a instalação de um codec (programa decodificador) para poder ver ou ouvir o suposto arquivo. Mas, ao rodar o arquivo, ele instala no computador um adware, programa indesejado que abre janelas de propaganda no computador do usuário.

No pacote de programas indesejados instalados pelo vírus está um tocador de MP3 que somente toca faixas incluídas no próprio arquivo.

A McAfee diz que um foco de vírus tão grande é raro porque os criminosos tecnológicos preferem tipicamente focar suas criações para manter os números baixos e evitar a detecção. Segundo a empresa, nos últimos sete dias, o vírus trojan foi encontrado em mais de 500 mil computadores, que notificam a companhia quando um arquivo malicioso é baixado.

A McAfee diz que, até agora, apenas 10% desses computadores parecem ter chegado ao ponto de instalar o codec.

Outras companhias de segurança também disseram ter detectado o trojan, mas não em uma quantidade tão grande quanto a McAfee.

A empresa advertiu seus usuários para manter seus programas de proteção atualizados e ter cautela ao usar redes de compartilhamento de arquivos.