Por Bola 7

O ano de 2003 trouxe um grande avanço em drives externos para transporte de dados e músicas. O CD tradicional virou peça de camelô, se comparado aos avanços conseguidos por outras mídias e formatos de memória. Pelo menos até agora, já que ninguém tinha alcançado êxito num gravador/reprodutor portátil de funcionamento simples e boa capacidade de armazenamento.

Pen Drive: Fácil, rápido e seguro no transporte de dados e muito mais

Agente do serviço secreto de uma grande potencia, agindo disfarçado, durante uma festa na embaixada de uma nação suspeita. Você precisa copiar os planos de um ataque terrorista, que se encontram num computador no escritório do embaixador. Enquanto sua bela parceira seduz o diplomata para mantê-lo afastado, você sobe ao andar superior do prédio. Sem nenhuma dificuldade, destranca a fechadura e invade o principal escritório da casa.
A segurança, percebendo sua falta no salão principal, passa a procura-lo. Rapidamente, sobre aborda da mesa, procura o botão que fará surgir monitor, mouse e teclado sobre a mesa. Apenas uma senha encontra-se entre você e os arquivos que precisa copiar. Com seu treinamento, umas poucas tentativas e o sistema se abre a sua frente. O que usar para fazer esta cópia?
Disquetes são muito lentos, além de terem capacidade bastante reduzida. Gravadores de CD são muito grandes e precisam de programas especiais, para que possam 'queimar' os discos.
Os guardas já podem ser ouvidos nas salas vizinhas. Gravadores de mini CDs são lentos, exigem os mesmos softwares para queimar os disquinhos, e estes programas precisam ser compatíveis com o Sistema Operacional da maquina invadida, além de terem uma capacidade bem menor de armazenando que os CDs.

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!

Com a sua “Pen Drive”, conectada pela porta USB do micro, é possível aliar todas vantagens procuradas em outras medias.
James Bond e telemarketing à parte, resolvemos descobrir tudo sobre as “Pen Drives”, estes pequenos dispositivos de memória que servem para armazenar e transportar todo o tipo de arquivo (alguns fazem ainda mais), e ainda aliam praticidade, capacidade de armazenamento e velocidade.
Sistemas operacionais como Linux, Mac OS9 ou mais moderno, Windows ME, 2000, XP, NT e provavelmente qualquer outro que venha a ser lançado não precisam de nenhuma espécie de programa especial. Drivers são exigidos apenas para windows 98 e 98SE.
Não mais de uns poucos segundos, muito poucos mesmo, para que hardware seja reconhecido e apareça como mais unidade de disco no gerenciador de arquivos ou no item 'Meu Computador' como ‘Disco Removível’.
Então, é usá-lo como tal. Copiando para ele, dele ou mesmo abrindo os arquivos diretamente de dentro dele. Isso e feito em uma velocidade limitada pelo tipo da porta USB e pela qualidade do componente de memória, atingindo marcas de doze megabytes por segundo para leitura e sete megabytes para gravação com USB 2.0. Alguns fabricantes afirmam atingir velocidades ainda maiores. O padrão se tornou tão útil, e por isso tão popular, que alguns monitores e teclados, contam com extensões USB para facilitar o acesso.
Ainda se pode dizer que são ecologicamente corretas, pois só precisa de energia quando está conectada ao computador, transferindo dados, que é fornecida pela própria porta de comunicação. Exceção aos que reúnem outras funções.
Há pouco mais de dois anos começaram a surgir por aqui estas mini-memórias conectadas através da porta USB. Hoje podem ser encontrados nas mais diversas formas, alguns são pequenos cartuchos com aproximadamente 5 cm de comprimento, 2 de largura e 1 de espessura, outros não tem mais de 2 cm de comprimento. A largura e a espessura quase não variam, pois são baseados nas dimensões do conector USB. Outros ainda têm formas inusitadas como colares e bijuterias, vem também incorporado em outros utilitários, canivetes, relógios e canetas, quase todos têm correntinhas ou pulseiras para serem carregadas discretamente junto ao corpo, já existem modelos à prova d’água, tem também os tocadores de MP3, WMA e WAV, agenda telefônica e ainda são gravadores de voz.
O espaço disponível, atualmente, é 64, 128, 256, 512 MB, 1 ou 1,5 GB, mas se fala em 5 GB para o próximo ano. Essa capacidade e o principal determinante no preço, que varia de R$ 140 a R$ 1.800, mas o design, a marca e onde for adquirido também influenciam o quanto você pagará pela “Pen Drive”.
Não gosto muito de me referir a capacidades de carga em termos de número de arquivos (40 músicas ou 180 fotos), posso querer gravar uma faixa pop, três a quatro minutos, ou uma sinfonia, que certamente terá uma duração muito maior. Tem também a questão do formato (WAV, MP2, WMA, ETC), e do padrão de compactação, quantos “kbps” (quilobytes por segundo) foram usados para cada caso. Mas com uma compactação de 128kbps, pouco inferior a de um CD e da grande maioria dos arquivos MP3 encontrados, é possível colocar aproximadamente duas horas de música em uma “Pen Drive” de 128MB.

Mini Micro Iomega 128MB

Mini Micro 128 da Iomega, cabe em qualquer espaço e é só plugar na USB

Durante duas semanas andei com um modelo de 128MB, pendurado no pescoço. Ele vem com um ela para colocar no chaveiro, ou essa bela correntinha aí da foto pra pendurar como adereço, com três coberturas cambiáveis em cores direntes. Praticamente tirei apenas para dormir, tomar banho e na maioria das dezenas de vezes que o conectei a computadores.
Enfrentou climas que foram de dias frios e chuvosos do inverno portoalegrense, até o Sol quente e seco do interior paulista.
Em aeroportos, passou por detectores de metais e scanners de raios-x.
Foi conectado à diversos sistemas operacionais, Windows ME, 2000 e XP, alem do OS9 em um Mac G4.
Carregou uma grande variedade de arquivos. Áudio, fotos, vídeos, textos, tabelas, páginas de web e executáveis.
Em todas as situações, o Mini Micro comportou-se perfeitamente. Reconhecimento rápido pelo sistema, cópias em excelente velocidade em ambos os sentidos, execução de arquivos de áudio e vídeo direto de arquivos gravados nele sem nenhuma espécie de problema.
O equipamento mostrou-se extremamente prático, versátil, seguro e, também bastante econômico. Uma vez que, praticamente todos os computadores vendidos de quatro anos para cá, vem equipados com interfaces USB, não há necessidade de nenhum investimento extra.
Ainda pode-se dizer tratar-se de um dispositivo bastante novo, quase um lançamento. A popularização, o desenvolvimento de novos métodos de produção, a ampliação do leque de aplicações e o surgimento de novos produtos, acabarão por tornar as “Pen Drives” ainda mais baratas, pois já tem um preço bastante convidativo.
Quero um! Não, dois!
Não, quero todos! O mini-micro, o tocador de MP3, o relógio, o a prova d’água, o gravador de voz, o ...