ATAQUES
POR PISHING TEM 3% DE SUCESSO
Os
ataques virtuais por phishing - fraude eletrônica
na qual um programa espião tenta 'pescar'
dados sigilosos como senhas pessoais e dados
bancários abrindo uma página de
internet falsa com aparência de uma confiável
- consegue enganar em até 3% das vezes.
Segundo o gerente de projetos de segurança
e pesquisa de ameaças da Fortinet, Derek
Manky, de 1% a 3% das tentativas de phishing
são bem-sucedidas. O alvo principal são
as informações bancárias. "O
ataque contra usuários que acessam bancos é o
ataque por phishing número um", afirma
o canadense.
Ainda
de acordo com o especialista em segurança
virtual, um dos motivos para que os ataques por
phishing e outras pragas virtuais tenham êxito é a
falta de uma educação de prevenção
do usuário. "Muitos acham que podem
abrir arquivos de programas conhecidos, como
.doc ou .pdf, mas a verdade é que eles
já não são 100% seguros",
diz Manky.
Soluções como os captcha - preenchimento
de letras e números "escondidos" em
imagens que os espiões virtuais supostamente
não conseguem interpretar - já não
são mais garantia de segurança.
Segundo o especialista, em questão de
segundos os programas maliciosos já são
capazes de enviar as imagens para uma equipe
que interpreta os captcha e preenche a senha,
liberando o acesso às conexões
ditas seguras.
PONTOS
POLÊMICOS SOBRE CIBERCRIMES VÃO
PARA NOVO PROJETO
Em
conversa com internautas, promovida pela Câmara
dos Deputados, o relator do projeto sobre crimes
cibernéticos,
Julio Semeghini (PSDB-SP), adiantou os pontos
polêmicos que serão retirados da
proposta e que parte do conteúdo será reapresentada
em um novo texto. Ele pretende levar o relatório à Comissão
de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática já na próxima
semana e acredita que, pela ideia de manter apenas
os pontos de consenso, o projeto será votado
pela Câmara, em agosto.
"O
mais importante é que a redação
e o objetivo do projeto fiquem bem claros para
todos. Acredito que isso deva ser construído
até o mês de agosto, inclusive a
votação. Parte deste projeto terá que
ser reescrito e, portanto, deverá começar
a tramitar na Câmara. Parte da proposta,
que está sendo construída em consenso,
deverá ser votada até agosto. Outros
pontos polêmicos, que não podem
mais ser alterados na lei neste momento, deverão
ser incluídos em outro projeto que deverá a
começar a partir de agosto", explicou
o relator.
Como
exemplos, Semeghini citou as mudanças
sobre acesso não autorizado à rede
de computadores e código malicioso. “Também
será suprimido o dispositivo que obriga
os provedores a denunciar casos suspeitos. No
caso específico do artigo que trata de
pedofilia, ele será retirado porque lei
aprovada recentemente já tratou desse
assunto. Outras alterações ainda
estão sendo discutidas”, disse o
deputado.
Além disso, o relator do projeto na CCTCI
da Câmara tranquilizou os participantes
do chat, temerosos de que a lei tornará crime
baixar arquivos na rede, de que o projeto não
trata de downloads. Além disso, serão
retirados itens que poderiam gerar dúvidas
pela redação atual, como atos para
desbloqueio de celulares, CDs ou DVDs.
“Estamos
alterando as previsões
que poderiam eventualmente gerar este tipo de
dúvida. Sendo assim, iremos deixar as
disposições muito claras, que não
reste dúvida que esta conduta de desbloquear
telefone ou baixar músicas, ou destravar
CD não serão em hipótese
alguma criminalizadas, não é este
o objetivo do projeto. O nosso objetivo é proteger
o computador e as informações dos
cidadãos, impedindo a ação
de hackers e crakers”, disse Semeghini.
Em
resumo, permanecerão no projeto os
ajustes na atribuição de competência
da Polícia Federal em relação
a crimes cibernéticos, a necessidade de
estruturação de órgãos
especializados no combate desse tipo de crimes
nas policiais estaduais e Federal, e tipificações
de alguns crimes no Código Penal Militar
e outros.
Haverá, ainda, ajustes como no caso da
pena para invasão de computador – originalmente
prevista para 1 a 3 anos de prisão, mas
tida como incompatível, por exemplo, com
a pena para invasão de domicílio,
que é de 1 a 3 meses. “Em relação às
penas, elas estão sendo ajustadas no novo
substitutivo ao projeto e, na verdade, são
sempre determinadas pela autoridade num contexto
mais amplo do crime, o que motivou a pessoa a
invadir qualquer uma delas. Para o crime cibernético
a pena está sendo diminuída para
a punição se tornar compatível”,
explicou Semeghini.
Estarão num novo projeto temas como a
tipificação de crimes como acesso
não autorizado a sistemas informatizados,
a difusão e inserção de
códigos maliciosos, com o obetivo de causar
danos ou obter informações sigilosas
das pessoas, além das regras que esclarecerão
o que os provedores deverão fazer com
as informações de acesso – IP
e hora de acesso – após o período
obrigatório de armazenagem, previsto em
três anos.
NORTE-AMERICANA É CONDENADA A MULTA MILIONÁRIA
POR PIRATARIA
Uma
mulher foi condenada a pagar US$ 1,9
milhão (cerca de R$ 3,7 milhões) no único
caso de compartilhamento ilegal de arquivos na
internet a ir a julgamento nos EUA.
Um
júri no Estado americano de Minnesota decidiu que Jammie
Thomas-Rasset, de 32 anos
e mãe de quatro filhos, violou os direitos
autorais de músicas e deve pagar por danos à indústria
fonográfica.
Thomas-Rasset
foi acusada de ter compartilhado ilegalmente
24 músicas de artistas como Green
Day e Sheryl Crow.
Ao
sair do tribunal, ela disse que os danos pelos
quais foi condenada são "ridículos".
Esta
foi a segunda vez que a ré foi levada
a um tribunal por gravadoras. O primeiro julgamento
acabou sem um veredicto.
Acordo
Uma
porta-voz da Associação da
Indústria Fonográfica da América,
Cara Duckworth, disse que as gravadoras estavam
dispostas a fazer um acordo por um valor bem
menor.
"Desde
o primeiro dia, estávamos
dispostos a fazer um acordo nesse caso, e continuamos
dispostos", disse a porta-voz.
A
maioria dos réus nesse tipo de caso
conseguiu acordos no valor médio de US$
2,5 mil (cerca de R$ 4,8 mil). A defesa de Thomas-Rasset
não revelou se pretende apelar da decisão.
O
caso foi o único, entre mais de 30
mil processos similares, a chegar aos tribunais
nos Estados Unidos.
"Grande fã"
A
indústria fonográfica acusa
Thomas-Rasset de ter colocado mais de 1,7 mil
músicas no site de compartilhamento de
arquivos Kazaa, antes de o serviço ser
legalizado. No tribunal, ela se descreveu como "uma
grande fã de música".
Os
advogados de defesa argumentaram que as gravadoras
não tinham como comprovar que ela era
a pessoa que estava compartilhando as músicas,
sugerindo que isso pudesse ter sido feito por
seus filhos ou seu ex-marido.
As
gravadoras, entre elas Sony, BMI, Universal
e Warner Music, dizem que estão se concentrando
em trabalhar ao lado de provedores de serviços
na internet para endurecer as punições
para os condenados por compartilhamento ilegal
de arquivos.
A
pirataria na internet é apontada como
uma das causas do declínio nas vendas
da indústria fonográfica nos últimos
anos.
Thomas-Rasset
disse que não tem como
pagar a multa. "Sou uma mãe, tenho
recursos limitados, então não vou
me preocupar com isso agora", afirmou.
GRUPO
DE HACKERS REIVINDICA PRÊMIO DE US$
10 MIL
Um
grupo de hackers está reivindicando
um prêmio de US$ 10 mil oferecido pela
empresa StrongWebMail a quem invadisse a conta
de e-mail de seu presidente-executivo, num desafio
chamado "invada-nos se puder".
A
StrongWebMail usa um sistema de verificação
que, pelo menos em teoria, impede o acesso aos
e-mails de uma conta, mesmo com as informações
de login, se o invasor não tiver acesso
a um determinado telefone associado à conta.
Para
provar a eficiência do sistema, Darren
Berkovitz, CEO da StrongWebMail, divulgou seu
nome de usuário e senha, oferecendo um
prêmio de US$ 10 mil a quem conseguisse
ler seus e-mails e descobrir os compromissos
agendados para o dia 26 de junho.
Uma
equipe de hackers liderada pelos pesquisadores
de segurança Lance James, Aviv
Raff e Mike Bailey reivindicou o prêmio, enviando
as informações da agenda ao site
de notícias IDG.
A
StrongWebmail confirmou as informações,
mas se recusa a pagar o prêmio enquanto
não tiver certeza de que as regras da
competição foram respeitadas. Uma
das regras do desafio, por exemplo, proíbe
a prática da "engenharia social",
que inclui subornar alguém de dentro da
empresa para conseguir o acesso à conta.
Segundo
o site The Register, os hackers afirmam ter
usado uma vulnerabilidade do tipo cross-site
scripting (XSS) para acessar a conta, antes de
fazer uma conta própria no serviço.
"Se
alguém realmente tiver feito
isso, abaixaremos nossas cabeças",
disse Berkovitz ao site Network World.
PARTIDO
PIRATA GANHA CADEIRA NO PARLAMENTO EUROPEU
O
Partido Pirata sueco, representando eleitores
que desejam mais conteúdo livre na internet,
ganhou uma cadeira no parlamento europeu, mostraram
os primeiros resultados das eleições
no domingo.
O
Partido Pirata conseguiu 7,1% dos votos na
Suécia no total de votos de toda a Europa,
o suficiente para ganhar um único assento.
O partido quer a desregulamentação
dos direitos autorais, abolindo o sistema de
patente e reduzindo a vigilância na internet.
"Isto é fantástico",
disse à Reuters o principal candidato
do partido, Chrisitian Engstrom. "Isto
mostra que há muitas pessoas que pensam que a
integridade pessoal é importante e que
devemos lidar com a internet e com a nova sociedade
da informação da maneira certa."
Previamente
um grupo obscuro de ativistas de causa única, o partido ganhou um salto
na popularidade após a condenação
em abril dos quatro criadores do Pirate Bay,
um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos
do mundo.
Apesar
dos nomes semelhantes, o partido e o site não têm nenhuma relação.
O partido foi criado em 2006 e discutia uma eleição
geral sueca aquele ano, mas recebeu menos de
1% dos votos.
Engstrom
credita o sucesso do partido à simpatia
de jovens eleitores. "Nós somos muito
fortes entre aqueles que têm menos de 30
anos. Eles são quem entendem o melhor
do novo mundo. E agora eles sinalizaram que não
gostam de como os grandes partidos lidam com
estas questões."
O
Partido Pirata terá uma das 18 cadeiras
da Suécia, entre os 785 assentos do parlamento. "Nós
usaremos toda a nossa força para defender
a integridade pessoal e nossos direitos civis",
disse Engstrom.
PARTIDO
PIRATA TEM CANDIDATA MAIS JOVEM AO PARLAMENTO
EUROPEU
O
Partido Pirata sueco tem a estudante Ellen
Söderberg, 18, como candidata mais
jovem na disputa de um assento no Parlamento
Europeu, cujas eleições ocorrem
entre os dias 4 e 7 de junho. E, apesar da pouca
idade, a candidata não se intimida com
a competição --ou com sua relativa
falta de experiência política.
"O
fato de ser a candidata mais jovem concorrendo
faz com que eu me sinta ótima", diz
Ellen. "Acho importante a participação
de jovens no debate e na preocupação
em relação à política."
Segundo
o site sueco The Local, ela passa os dias na
escola (equivalente ao ensino médio
brasileiro) e, nos finais de semana, se reúne
com família e amigos --como qualquer outro
jovem "normal" da sua idade. No entanto,
ela anda particularmente ocupada devido à campanha
do Partido Pirata.
"Espero
que eu possa ser uma voz diferente, para
que as pessoas ouçam e entendam",
diz. "Espero ainda ter mais abertura
no Parlamento Europeu, a fim de falar sobre integridade,
privacidade e pirataria. Conhecimento é um
direito para o ser humano. Eu quero que conhecimento
e cultura sejam livres."
A
plataforma política que sustenta o
partido é a reestruturação
das leis de direitos autorais, pela eliminação
de leis de patente e pelo suporte ao direito
do anonimato.
"Acho
que isso é importante para
que todos resguardem a integridade", observa
Ellen. "Todos devem ter direitos iguais,
não importa onde você nasça."
Desafios
A jovem afirma que, caso seja eleita,
seu principal desafio será após a competição,
diante dos 785 outros políticos que compõem
o Parlamento Europeu. "Sou uma garota forte,
e algo em mim é diferente e novo",
declara.
"Não sou um homem de 50 anos, como
a média dos políticos europeus.
Acho que os jovens precisam de uma voz no Parlamento
que não têm agora, e isso é importante
para qualquer um que deseja ser representado
em uma democracia."
Atualmente,
Ellen está terminando seu
primeiro ano do ensino médio, e diz que
pretende fazer a graduação enquanto
estiver residindo em Bruxelas. Caso não
seja eleita, fará ciências sociais
e cultura em universidades suecas.
Ela
declara que sua experiência está em
trabalhos de verão, pesquisas sobre a
União Europeia e participação
ativa em debates que fizeram dela uma candidata
tão válida quanto qualquer outro.
As
eleições para as cadeiras do
Parlamento Europeu permitem que múltiplos
candidatos concorram por partido. No entanto,
as cadeiras são distribuídas de
acordo com a percentagem que cada partido obtém
em votos. A disputa na Suécia envolve
19 cadeiras em Bruxelas.
Os
piratas precisarão de aproximadamente
100 mil votos para ter um membro eleito. Segundo
pesquisas divulgadas em jornais suecos, há chances
de que o partido consiga eleger um político. GOVERNO
FEDERAL LANÇA PLANO NACIONAL DE
COMBATE À PIRATARIA
O Governo federal lançou
o Plano Nacional de Combate à Pirataria após
admitir que, entre 2004 e 2008, as autoridades
apreenderam produtos falsos e ilegais no valor
aproximado de R$ 4 bilhões.
Anunciado pelo ministro da Justiça, Tarso
Genro, o plano inclui 23 medidas que serão
implantadas entre 2009 e 2012.
O projeto prevê o lançamento de
um selo de qualidade chamado Brasil Original,
que os comerciantes terão que fixar em
todos os produtos para garantir a origem legal
de suas mercadorias e o respectivo pagamento
de impostos.
Outra medida estabelece um acordo
com os sites de comércio eletrônico para impedir
a distribuição de produtos pirateados
pela internet.
Outra das iniciativas, a Cidade
Livre de Pirataria, prevê uma ação conjunta de
forças de segurança federais, regionais
e municipais para reprimir o comércio
de produtos piratas nas ruas de cidades como
São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília,
Ribeirão Preto e Curitiba.
Já o Projeto Mercado Legal é destinado
a incentivar estes comerciantes a substituir
os produtos piratas por originais.
Genro anunciou que o Governo quer iniciar pelo
menos cinco das 23 medidas que integram o plano
ainda neste ano.
Segundo o ministro, o plano será fortalecido
com uma campanha publicitária para mostrar
os prejuízos provocados pela venda de
produtos piratas.
Esta campanha inclui a criação
do portal de Combate à Pirataria, no qual
serão divulgadas campanhas educativas.
"Quando uma pessoa compra um produto pirata,
está prejudicando a si própria,
já que sua atitude reduz a geração
de empregos e a arrecadação de
impostos. É lógico que a tendência
imediata é comprar um produto mais barato,
mas é preciso levar em conta que se trata
também de um mau produto", afirmou
Genro.
De acordo com o Ministério, o Brasil
arrecada R$ 30 bilhões a menos em impostos
por causa da pirataria.
Segundo os números divulgados hoje, entre
2004 e 2008, a Polícia Federal realizou
64 operações especiais de combate à pirataria,
nas quais deteve 1.030 pessoas e abriu 32.678
investigações.
No mesmo período, a Polícia Rodoviária
Federal apreendeu 1,25 milhão de remédios
falsos, 11,8 milhões de maços de
cigarros contrabandeados e 23,7 milhões
de DVDs.
HACKER
DIZ TER INVADIDO CONTA DE STEVE JOBS NA AMAZON
Em
mensagem enviada para o blog Cult of Mac, da
revista Wired, um hacker de codinome "orin0co" alegou
ter invadido a conta pessoal de Steve Jobs na
Amazon.com. O hacker estaria tentando vender
detalhes e informações desta conta
a jornalistas, incluindo o histórico de
compras e o número de cartão de
crédito do presidente da Apple, conta
Leander Kahney, editor do blog.
Segundo
o hacker, Jobs é um ávido
comprador pela internet. Ao longo dos últimos
dez anos, ele teria adquirido mais de 20 mil
itens na Amazon, algo como cinco itens por dia,
todos os dias. Interessante é que esta
informação não corresponde
ao escrito pelo próprio Kahney em seu
livro A cabeça de Steve Jobs, onde ele
diz que "Jobs tem muita dificuldade em fazer
compras. (¿) 'Acabo não comprando
muitas coisas', disse ele ao responder a uma
pergunta sobre os aparelhos e tecnologias que
compra (¿)".
Descrevendo
o processo para roubar os dados de Jobs, o
hacker disse que enviou a ele um e-mail
falso, fazendo se passar por uma mensagem oficial
da Amazon. Segundo ele, isso fez com que o presidente
da Apple fizesse login em um site fraudulento
cujo layout era semelhante ao da verdadeira loja
virtual, uma tática comum de phishing.
Uma foto de tela com dados da suposta conta de
Steve Jobs, enviados pelo hacker orin0co foi
publicada pelo Cult of Mac.
Para "orin0co", o fato é muito
constrangedor para uma empresa que alega que
os Macs são menos suscetíveis a
vírus, travamentos e dores-de-cabeça. "Imagine
o quão seguro é o Mac, se você pode
enganar até o poderoso Steve Jobs",
debochou o pirata.
A
Apple não quis comentar o assunto ou
negar as alegações do hacker; a
Amazon declarou não ter conhecimento se
a conta de Steve Jobs está comprometida
ou não.
BRASIL É O SEGUNDO PAÍS
QUE MAIS GERA SPAM
De acordo com o
Relatório de Spam, elaborado
pela empresa de segurança Symantec, as
mensagens não desejadas representam mais
de 90% do fluxo de e-mails monitorado. O Brasil,
indica o relatório, é o segundo
maior gerador de spam, respondendo por 10% do
volume total. Os Estados Unidos, com 26%, ocupam
o primeiro lugar.
O Relatório aponta ainda um aumento de
6% nos spams relacionados ao tema saúde
- 25% do total de mensagens indesejadas -, o
que mostra como os spammers aproveitam eventos
e notícias atuais, como a gripe suína,
para chamar a atenção dos internautas.
Outra data mencionada
no Relatório é o
Dia das Mães: houve um aumento significativo
no número de spam com títulos como "Flores
para o Dia das Mães" ou "Envie
um cartão eletrônico para sua mãe",
entre os dias 1º e 4 de maio, com mais de
4,5 mil mensagens por dia.
HACKERS
ATACAM 200 MILHÕES DE CONTAS DE
REDE SOCIAL
Hackers
atacaram 200 milhões de usuários
do Facebook, roubando senhas
de vários membros da popular rede de relacionamento
social da internet. O porta-voz do Facebook,
Barry Schnitt, disse que o
site estava resolvendo os estragos causados pelo
ataque.
Ele disse que o Facebook estava
bloqueando perfis comprometidos. Schnitt se
negou a dizer quantas
contas foram comprometidas. Os hackers roubaram
as senhas ao invadir perfis de alguns membros
do Facebook e enviar emails à lista de
amigos pedindo-os que clicassem em páginas
falsas da internet.
Estes sites foram criados para
se parecerem como a página do Facebook. As vítimas
foram direcionadas para acessarem suas contas
na página falsa, dando suas senhas aos
invasores. As razões para estes ataques
são geralmente para roubos de identidade
e propaganda indesejável.
HACKERS
DIZEM TER MÉTODO "IRREPARÁVEL" PARA
INVADIR WINDOWS 7
Dois
pesquisadores disseram durante a conferência
Hack In The Box, em Dubai, que encontraram uma
maneira de obter acesso a qualquer computador
usando Windows 7, sem serem detectados. A arma
escolhida por eles foi um aplicativo de 3 Kb
chamado VBootkit 2.0.
De
acordo com o Network World, os pesquisadores
disseram que o hack não tem conserto,
já que ele se carrega sozinho na memória
do sistema durante o boot, quando os varredores
de vírus não conseguem detectá-lo.
O exploit então permite fazer praticamente
qualquer coisa no computador que for o alvo do
momento.
No
entanto, este aplicativo não pode
ser instalado remotamente. É preciso usar
fisicamente um computador para conseguir invadi-lo.
HACKERS
ROUBAM PROJETO DE US$ 300 BI DO PENTÁGONO
Um
grupo de hackers invadiu os sistemas de computação
do Departamento de Defesa dos Estados
Unidos e copiou informações
sobre a construção do caça
F-35 Lightning II, o mais caro projeto
já conduzido pelo Pentágono.
De acordo com o "Wall Street Journal",
os piratas copiaram informações
que, em teoria, poderiam ensinar militares de
outros países a se defender do avião,
também conhecido como Joint Strike
Fighter, cujo projeto está orçado
em US$ 300 bilhões (cerca
de R$ 672 bilhões, pela cotação
do dólar comercial do dia 20 de abril).
Ex-oficiais do governo
norte-americano ouvidos pelo "Wall Street
Journal" afirmam que os ataques aparentemente
foram feitos a partir da China, embora não
seja possível afirmar com precisão
a identidade dos hackers. Também não
é possível estimar, por enquanto,
os danos ao projeto e o provável risco
de segurança criado pelo roubo de informações.
Segundo
o jornal, os invasores conseguiram baixar um grande
volume de dados sobre o avião, mas as informações
mais críticas não foram atingidas.
Partes mais importantes do projeto são
armazenadas em computadores que não estão
ligados em rede.
O F-35 Lightning
II, construído por um consórcio
liderado pela Lockheed Martin, é dotado
de um software composto por mais de 7,5 milhões
de linhas de código-fonte. O programa é
três vezes mais complexo do que o utilizado
em outros aviões de combate modernos.
SOFTWARES
PERMITEM ROUBAR SENHAS EM CAIXAS ELETRÔNICOS
Hackers
americanos vêm substituindo as armadilhas
físicas para obter senhas de cartões
por softwares que identificam as informações
durante a comunicação com o sistema
do banco. Os malwares capturam uma grande quantidade
de PINs, criptografados ou não, que podem
ser futuramente utilizados para efetuar operações
ilegais.
Utilizado
nos caixas eletrônicos americanos, os ATMs,
os PINs são semelhantes às seqüências
de números utilizados por bancos brasileiros,
como forma de prover mais segurança nas
transações. No ato de um saque ou
outra operação nos terminais, o
PIN é criptografado e enviado à
agência do cliente, que o decriptografa
e verifica sua validade para autorizar a movimentação.
Segundo
relata o blog Threat Level, da revista Wired,
o roubo dessas informações era algo
impensável até então. Bryan
Sartin, diretor de investigações
da empresa Verizon Business, acreditava que a
decodificação das informações
fosse somente possível no âmbito
acadêmico.
Atualmente,
as seqüências de números são
geradas por complexas funções matemáticas.
Para descobrir a fórmula por engenharia
reversa, é necessário empregar por
força bruta milhares dessas combinações.
Antes,
as senhas eram roubadas pela instalação
de dispositivos espiões nos leitores de
cartão dos caixas ou até empregando-se
microcâmeras que filmavam o momento da digitação
dos números, lembra o site Gizmodo. Removidas
essas ferramentas, os ladrões passaram
a utilizar-se de softwares, que roubam as informações
no breve momento em que elas são decodificadas
e estão na memória da máquina
aguardando para serem autorizadas ou com programas
que enganam a segurança do sistema para
que este forneça a chave de decriptografia
dos PINs.
À
medida que ferramentas de segurança cada
vez mais robustas vão sendo vencidas pelos
criminosos, mais esforços e mais dinheiro
serão necessários para frear essas
ações, como enfatiza Graham Steel,
pesquisador o Instituto Nacional Francês
para Pesquisa em Ciência da Computação
e Controle, que escreveu sobre uma solução
para mitigar os ataques. A eliminação
do problema deve requerer uma completa reformulação
dos sistemas, uma ação que "custaria
muito mais do que os bancos estão dispostos
a desenbolsar no momento", afirma o pesquisador
FALHA
NO CONFICKER PODE AJUDAR A IDENTIFICAR
Especialistas
em segurança identificaram uma falha na
praga Conficker que facilita
sua detecção em computadores. O
worm de rede que já infectou milhões
de PCs ao redor do mundo retorna alertas de erro
quando recebe mensagens pelo protocolo Remote
Procedure Call (RPC).
Segundo ao Computerworld,
PCs infectados com o Conficker.c, terceira versão
do worm, estabelecerão conexão com
servidores para receber mais códigos maliciosos
em 1º de abril.
Para evitar a nova
contaminação, os pesquisadores de
segurança adicionaram a tecnologia de detecção
a sistemas corporativos de empresas como McAfee,
nCircle e Qualys, que serão atualizados,
além do código aberto Nmap.
A resposta diferente
a mensagens RPC ocorre porque o worm, que explora
uma falha no Windows corrigida em outubro pela
Microsoft, usa um patch próprio para fechar
a porta após a infecção,
procurando dificultar a detecção
por softwares de segurança. A descoberta
é uma maneira de indicar se a correção
no PC é legítima ou não.
Conforme a Computerworld,
o patch aplicado pelo worm, porém, não
fecha totalmente a brecha de segurança,
o que faz com que muitos se preocupem que a ferramenta
divulgada pelos pesquisadores possa ser usada
por criminosos que queiram sequestrar as cerca
de 12 milhões de máquinas infectadas
com Conficker.
– Não
acho que a falha será explorada por qualquer
um além dos autores do Conficker –
disse um dos pesquisadores que descobriram a falha.
Mais informações
sobre a descoberta estão em um estudo chamado
Know Your Enemy: Containing Conficker -- To Tame
a Malware, no site da Honeynet Project, quando
estiver pronto. No Brasil há uma série
de parceiros do projeto (acesse o mapa aqui).
A descoberta é
dos membros do Honeynet Project, Tillmann Werner
e Felix Leder.
REDE
DE COMPUTADORES INVADE 103 PAÍSES
Uma
rede de espionagem eletrônica, conhecida
como GhostNet e supostamente
com sede na China, se infiltrou nos computadores
públicos e privados de 103 países,
incluindo o do Dalai Lama, segundo o The New York
Times. Citando pesquisadores canadenses, o jornal
diz que o sistema é controlado por equipamentos
da China. Os pesquisadores não podem afirmar
se o governo chinês está envolvido
no caso.
HACKER
É DETIDO POR INVADIR SERVIDORES DE DEFESA
DOS EUA
Um
hacker romeno de 23 anos foi detido sob a acusação
de ter entrado sem autorização nos
servidores do Departamento de Defesa dos Estados
Unidos.
A
Polícia da cidade de Iasi, no nordeste
do país, afirmou que o jovem detido teria
conseguido acesso aos servidores do Exército
após introduzir um trojan (ou Cavalo de
Tróia) em um deles.
Uma
investigação conjunta entre a Polícia
romena e as autoridades judiciais americanas permitiu
a identificação do infrator e sua
posterior detenção.
O
hacker teria conseguido entrar nos servidores
em 2006 e, após ter controle sobre os computadores
infectados com o vírus, teve acesso a informações
confidenciais da unidade de desenvolvimento e
experimentação do Departamento de
Defesa dos EUA, informou a Polícia de Iasi.
Os
prejuízos para a Defesa americana são
calculados inicialmente em cerca de US$ 35 mil,
mas o valor só será confirmado com
o fim da investigação.
O
jovem pode ser condenado a uma pena que varia
de três a 12 anos de prisão.
ALEMANHA
TREINA HACKERS PARA GUERRA DO FUTURO
O
futuro da guerra pode estar na internet, e países
como a Alemanha já começam
a formar seus próprios hackers. Uma reportagem
da revista alemã Der Spiegel mostrou
como o exército do país está
treinando seus soldados para batalhas eletrônicas.
À
medida que os computadores se tornam mais presentes
em todos os aspectos das nossas vidas, eles ficam
muito mais suscetíveis a ataques, o que
tem sido uma proeucupação crescente
para governos, agências de inteligência
e oficiais militares em todo o mundo. Para estar
preparado para qualquer "emergência
eletrônica", como ataques em redes
e servidores, o exército alemão
começou a montar sua linha de frente para
as guerras digitais há três anos.
O
General Friedrich Wilhelm Kriesel,
60, responsável pela Unidade de Reconhecimento
Estratégico do Exército Alemão,
foi destacado para coordenar uma equipe de 76
soldados que, isolados em uma pequena cidade da
Alemanha, se ocupam em testar novos métodos
de infiltração, manipulação
e exploração - e até destruição
- de redes de computadores. O nome soa inofensivo,
como observa a Spiegel: Departamento de Informação
e Operações em Redes Computacionais.
Os
76 "guerreiros digitais" são,
na maioria, formados pelos departamentos de ciência
da computação do próprio
exército. A equipe deve começar
suas operações oficialmente em 2010,
quando fará um ataque simulado a um alvo
real - conhecido como teste de penetração.
Os
soldados usam os mesmos métodos aplicados
por criminosos. Eles aprendem a instalar software
malicioso em computadores, sem o conhecimento
de seus usuários, via e-mail, mídias
externas como CD-ROM ou simplesmente por meio
de sites na internet. Esse tipo de programa, também
conhecido como malware, permite roubar dados sigilosos
e senhas.
O
foco do treinamento da equipe de Kriesel são
os ataques botnet ou DoS (Denial of Service),
baseados em ataques reais acontecidos na Estônia
e na Geórgia. Em 2007, uma onda de ataques
deixou a Estônia temporariamente offline,
atingindo computadores do governo, de bancos e
partidos políticos. A Geórgia foi
alvo de ataques semelhantes no ano passado, mas
acompanhados da invasão física de
tropas russas.
Enquanto
não lutam com inimigos reais, os soldados
hackers enfrentam um adversário difícil,
informou a Spiegel: as leis alemãs. A preparação
de sabotagem computacional é proibida no
país desde 2007. Se os cibersoldados começarem
a testar seus ataques, diz a revista, eles estarão
infringindo a lei. A pena pode chegar a 10 anos
de prisão.
Não
são apenas os alemães que estão
se preparando para ameaças digitais. Segundo
a Spiegel, os americanos planejam investir bilhões
de dólares em um programa nacional de ciberdefesa.
Militares ocidentais estão certos de que
seus inimigos vêm do Leste, especialmente
da Rússia e da China. Um relatório
submetido recentemente ao congresso americano
alertou para a expansão agressiva da China
nessa área, o que pode dar ao país
asiático muita vantagem em relação
aos Estados Unidos em uma situação
de conflito.
A
Alemanha já teve uma amostra do potencial
da China há dois anos, quando detectou
diversos ataques partindo de servidores chineses
contra computadores de ministros e da chancelaria
alemã, com o objetivo de obter informações
sigilosas por meio de software malicioso.
NOVO
GOLPE NA INTERNET USA "TOKEN" DE BANCO
Usuários de e-mail têm recebido
mensagens supostamente vindas do banco Itaú,
mas que são mais um golpe de fraude na
internet, também conhecido como "phishing".
No golpe, o usuário é levado a
acreditar que há um problema com seu "token" (pequeno
dispositivo de segurança gerador de senhas
para acesso a bancos pela internet).
Muitos
bancos utilizam este dispositivo para aumentar
a segurança das transações
e, embora não haja comunicação
nenhuma entre a instituição e o
token e este jamais precise de atualizações,
o número de vítimas de golpes como
esse é grande.
O
texto da mensagem fraudulenta informa que houve
um "problema de dessincronização" do
token com a base de dados do banco e pede para
que o cliente faça o download de uma "atualização" que é,
na verdade, um cavalo-de-tróia (também
chamado de Trojan). A mensagem utiliza o logotipo "iToken" do
Itaú e o nome do remetente é travestido
com o domínio do banco (itau.com.br),
embora o e-mail seja de fato anônimo e
oriundo do serviço gratuito Hotmail.
Ao
receber esta mensagem, o usuário deve
apagá-la imediatamente, sem clicar em
qualquer link que ela ofereça, e informar
ao seu sistema de e-mail que a mensagem é um
golpe de "phishing".
Os
correntistas do banco Itaú poderão
consultar a cartilha de segurança da
instituição
pelo atalho (site do
banco).
CRAKERS
SE VINGAM DE BLOQUEIO DE SITE
O
bloqueio ao acesso do site Legendas.TV, que
disponibiliza as legendas de séries e
filmes em português, provocou reação
entre crackers fãs do site. Desde que
o acesso externo foi proibido, o site da Associação
Anti-Pirataria Cinema e Música (APCM)
está em manutenção. Entre
as alterações feitas no site, os
crackers colocaram links para repositórios
de BitTorrent.
Segundo
o site TorrentFreak, o site Legendas.TV já está na ativa, enquanto que
o site da APCM segue em manutenção.
A
página, que é um dos principais
arquivos no Brasil para legendas de filmes e
seriados compartilhados entre usuários
pela internet, estava indisponível desde
domingo, quando a APCM pediu a retirada do site.
"A
APCM confirma a informação
de que solicitou a retirada do site Legendas
TV da rede mundial de computadores", afirmou
o órgão em comunicado oficial.
"É importante ressaltar que a ação
aconteceu porque seus usuários estavam
violando os direitos autorais. Quando um usuário
faz a legenda não autorizada de uma obra
audiovisual ele fere o trabalho de toda uma cadeia
produtiva: produtores, autores, atores, atrizes,
câmeras, roteiristas, diretores, marketeiros,
produção de fábrica, do
próprio tradutor e etc", diz o comunicado
da APCM.
Ao
visitar o site da APCM
o usuário era surpreendido por uma janela
pop-up com a mensagem "viva os downloads!".
Ao clicar no botão OK, o internauta era
levado para o site de compartilhamento de arquivos
Mininova. Depois disso, o site ficou inacessível.
A APCM informa que está "tomando
todas medidas, tanto para o retorno do site ao
ar, quanto para demais providências que
entender cabíveis".
Os
responsáveis pelo Legendas.tv criaram
um blog para responder perguntas sobre o caso.
Segundos eles, os arquivos não foram perdidos. "Estaremos
de volta com o site completo ainda esta semana,
mais fortes do que nunca", diz o texto na
página inicial.
HACKER
QUE INVADIU PENTÁGONO PODE EVITAR EXTRADIÇÃO
Um
especialista britânico em informática
acusado pelos Estados Unidos pela "maior
pirataria militar de todos os tempos" conquistou
o direito de iniciar uma nova
contestação judicial aos planos
de extraditá-lo. Gary McKinnon foi detido
em 2002, depois que as autoridades norte-americanas
o acusaram de acesso ilegal a computadores do
Pentágono, do Exército, da Marinha
e da Administração Nacional da
Aeronáutica e Espaço (Nasa), causando
danos de US$ 700 mil.
McKinnon
está lutando contra os esforços
para extraditá-lo desde que um tribunal
britânico decidiu, em 2006, que ele deveria
ser julgado nos Estados Unidos. Na mais recente
rodada dessa batalha judicial, os juízes
da alta corte britânica decidiram que ele
tinha o direito de tentar uma revisão
judicial da decisão da secretária
do Interior, Jacqui Smith, de aprovar a extradição,
de acordo com a agência de notícias
Press Association.
Os
advogados de McKinnon, diagnosticado como portador
da Síndrome de Asperger, argumentam
que sua saúde sofreria e que ele poderia
incorrer em risco real de suicídio caso
seja entregue às autoridades norte-americanas. "É a
decisão correta", disse Karen
Todner,
uma das advogadas de McKinnon. "O caso
está em
curso desde 2002 e finalmente teremos a primeira
decisão correta".
McKinnon é acusado de provocar uma queda
de 24 horas na rede de mais de dois mil computadores
do distrito militar de Washington, do Exército
norte-americano. No momento da acusação,
Paul McNulty, procurador federal norte-americano
no distrito da Virgínia, declarou que "McKinnon
foi acusado da maior pirataria de computadores
militares em todos os tempos".
Caso
condenado por um tribunal norte-americano,
ele pode ser sentenciado a até 70 anos
de prisão.
McKinnon
declarou à Reuters em 2006 que
era apenas um devoto dos computadores que queria
comprovar se extraterrestres realmente existiam,
e que invadir grandes redes militares para provar
essa teoria se tornou uma obsessão.
Ele
invadiu as redes com seu computador pessoal,
usando uma conexão discada de sua casa,
em Londres.
HACKER
EXPLICA COMO INVADIU CONTA DO OBAMA NO TWITTER
Depois
da invasão de mais de trinta perfis do
serviço de microblogging Twitter, incluindo
o de Barack Obama, no último fim de semana,
o suposto hacker autor dos ataques veio a público.
Segundo o site heise Security, ele se identificou
pelo apelido GMZ e disse ser um estudante americano
de 18 anos. Em uma curta entrevista concedida
à revista Wired, descreveu o método
utilizado para causar a confusão no Twitter.
Primeiro,
selecionou alguns usuários que pareciam
populares e, com um software que ele mesmo criou
para ataques de força bruta (em que uma
longa lista de senhas comuns é tentada,
numa espécie de dicionário de palavras)
testou cada uma das contas.
Uma
falha de segurança no Twitter permite que
diversas tentativas de login sejam feitas em um
curto espaço de tempo. O correto seria,
segundo as boas práticas de segurança,
que após três tentativas sem sucesso
a conta fosse bloqueada durante alguns minutos,
o que atrasaria a ação do hacker.
Em
decorrência da falha, poucas horas depois
de iniciado o ataque, GMZ descobriu que o usuário
"crystal", cuja senha era tão
simples como "happiness", era um administrador
do serviço.
Ao
se conectar à conta, o hacker teve então
acesso a um painel de administração
do serviço. Como não estava escondido
por trás de um proxy - que permite ao usuário
navegar de forma anônima, impossibilitando
a identificação de seu endereço
IP real -, GMZ preferiu apenas modificar as senhas
de algumas contas importantes, oferecendo-as a
outros hackers do grupo Digital Gangster. Entre
estas contas estavam a do presidente americano
Barack Obama, da cantora Britney Spears e de serviços
como Fox News e Facebook.
O
ataque de força bruta realizado por GMZ
foi confirmado oficialmeente por Biz Stone, co-fundador
do Twitter, mas os outros detalhes dados pelo
hacker adolescente ainda não foram comentados
pelo serviço de microblogging.
POLÍCIA
BRITÂNICA VAI PODER INVADIR COMPUTADORES
SUSPEITOS
Em uma medida polêmica, o
Ministério Interior do Reino Unido autorizou
a polícia britânica a invadir e
monitorar computadores de suspeitos mesmo sem
um mandado judicial.
Segundo o site TechRadar, que
afirma que o modelo já vem sendo praticado de forma silenciosa
com suspeitos de cibercrime e pedofilia, a invasão
de máquinas até hoje é prática
mais comum entre os cibercriminosos, mas a polícia
acredita que com ação semelhante
será capaz de coibir casos mais graves.
Para que a investigação remota
possa ser feita, a polícia envia um e-mail
para o suspeito contendo um vírus, que
quando executado começa a transmitir informações
como conteúdo de e-mail e hábitos
de navegação.
Alternativamente, é possível utilizar
softwares de registro de teclas ou ainda para
vasculhar todo conteúdo do disco do suspeito,
explicou o jornal The Independent.
O assunto não é bem visto pelos
grupos defensores da privacidade, que acredita
que a prática é ilegal, nada diferente
de quebrar a porta da casa de alguém,
vasculhar papéis e confiscar o computador.
Durante 2007 e 2008, a polícia inglesa
confirmou 194 operações de invasão
a computadores - 133 em ambientes domésticos,
37 em empresas e 24 em hotéis. |