DISTRIBUIDORA DE RAGNAROK ON LINE ENFRENTA AÇÃO LEGAL

Depois de escândalo envolvendo o fundador da empresa, a empresa Gravity encara agora processo judicial por parte de seus acionistas minoritários, que questionam legalidade de transações envolvendo a acionista majoritária da firma.

A empresa por trás do jogo de RPG multiplayer Ragnarok Online, que alega ter milhões de assinantes mundo afora, foi tomada por um consórcio controlado pela gigante japonesa SoftBank ano passado.

O ocorrido sucede um escândalo onde o fundador da Gravity e antigo chefe executivo, Jung-Ryool Kim, supostamente teria desviado mais de US$ 9,1 milhões da companhia. Kim pediu demissão e vendeu seus 49% de participação na empresa para a SoftBank por US$ 380 milhões em agosto.

Em março, o grupo de acionistas minoritários disse acreditar que o corpo de diretores da Gravity havia aprovado determinadas transações que teriam beneficiado Taizo Son e entidades afiliadas a Taizo Son ou SoftBank Corp. Taizo Son é irmão do chairman da SoftBank, Masayoshi Son. A Gravity se negou a revelar os documentos financeiros da empresa que poderiam confirmar a acusação.

Segundo os acionistas minoritários, a SoftBank não estaria interessada em renovar a licença japonesa do jogo Ragnarok de uma forma que beneficiasse aos interesses de todos os acionistas. A Gravity replicou afirmando que a renda do jogo vem caindo com o tempo e que se prepara para lançar uma seqüência para Ragnarok, que foi apresentado inicialmente em 2001.

De acordo com relatórios publicados neste ano, há mais de 33 milhões de contas registradas de Ragnarok no mundo todo, embora não se saiba ao certo quantas ainda estão em uso. O jogo permanece particularmente popular na Ásia.