Entre
os dias 28 de outubro a 1º de
novembro, o
projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição
itinerante do cidadão atuante”,
da Fundação
SOS Mata Atlântica, estará no
RS. Utilizando-se de um caminhão
totalmente adaptado, a iniciativa
tem como
objetivo sensibilizar
crianças e adultos
sobre a luta pela conservação
da Mata Atlântica. Em entrevista
exclusiva ao Capital Gaúcha, Nádia
Aun, coordenadora do projeto, explica
como este trabalho vem sendo
desenvolvido, destaca as principais
atividades e fala de suas expectativas
com
o
desenvolvimento
do mesmo.
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Capital
Gaúcha - Como esta idéia
surgiu e como vem sendo a aceitação
e participação da população
pelas cidades onde o caminhão do projeto
está passando?
Nádia - A
Idéia deste projeto surgiu pela necessidade
da SOS Mata Atlântica falar sobre os
projetos que vêm desenvolvendo por
todo o Bioma Mata Atlântica e também
de falar com a população que
vive dentro dele. Queremos com este projeto
nos comunicar com outros públicos,
ONGs, instituições, prefeituras.
Conhecer outros projetos e iniciativa e também
falar para cada cidadão o que ele
pode fazer pela preservação
da Mata Atlântica onde ele vive.
Capital
Gaúcha - Além do óbvio
objetivo de orientar a população
sobre o tema da preservação
de nossas matas nativas, especialmente a
Mata Atlântica, quais os objetivos
e expectativas da Fundação
com este projeto?
Nádia - Nossa
maior expectativa é que todas as pessoas
que passarem pela exposição
comecem a olhar o ambiente onde elas vivem
de forma diferente. Que mudem algum hábito
dentro de casa, isso multiplicado por 40
cidades já ajuda e muito na preservação
do que resta da Mata Atlântica. Queremos
também difundir os projetos que realizamos,
muitos deles em regiões fora da cidade
de São Paulo, e mostrar que existe
muita coisa que pode ser feita pela preservação
e conservação deste Bioma.
Capital
Gaúcha - Qual será o
cronograma das atividades no RS?
Nádia
- Nossa programação
passa por Passo Fundo, de
28 de outubro a 1º de novembro; Caxias
do Sul, de 04 a 08 de novembro; e Porto
Alegre, de 11 a 15 de novembro.
Capital
Gaúcha - Dentre as muitas
atividades desenvolvidas nestas visitas,
gostaria de destacar alguma(s) em especial?
Nádia- Todas
as atividades foram pensadas com muito carinho
para esta exposição. Tentamos
resumir ao máximo tudo que desenvolvemos
aqui dentro para sair rodando estrada a fora. Temos
os vídeos e os livros que são
muito interessantes. Coisas raras que são
difíceis de serem encontradas por
aí. Além dos jogos que podem
ser utilizados com públicos diferentes
e que proporcionam diversos tipos de discussão.
Além da Maquete e do túnel
do sentido, que são atividades com
muita interatividade e que a pessoa pode
tocar nas coisas e sentir de perto alguns
efeitos da floresta e como ela funciona também. E
claro que temos as rodas de conversa e as atividades
propostas em cada cidade por ONGs
ou instituições que ficam conosco
ali na cidade. Já aconteceu bastante
coisa por ali: oficinas de sementeiras, de
plantas medicinais, de avião com isopor.
Rodas de conversa sobre Restauração
Florestal, Educação Ambiental,
Captação de Recursos entre outros
temas.
Capital Gaúcha - Quando
serão divulgados os primeiros resultados
do projeto? Já se pode adiantar
algo nesse sentido?
Nádia- Nós
já temos um primeiro relatório
que fizemos sobre os resultados dentro do
estado de São Paulo. Estamos agora
fazendo o do estado do Paraná. Até agora
já percorremos as cidades de Itu,
Piracicaba, Campinas, Bauru, Registro, Iguape,
Santos, São Sebastião e Ubatuba
no Estado de São Paulo; Dourados no
estado de Mato Grosso do Sul; Foz do Iguaçu,
Londrina, Telêmaco Borba, Ponta Grossa,
Guarapuava, Curitiba e Paranaguá,
no Estado do Paraná; Chapecó em
Santa Catarina; Paraty e Angra dos Reis no
Estado do Rio de Janeiro.
Capital Gaúcha - Uma
iniciativa desse porte só se torna
possível graças a colaboração
de empresas e entidades preocupadas com o
meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
Quem são os financiadores da idéia?
Nádia- Nossos
parceiros são o Bradesco Cartões;
Natura e Volkswagen Caminhões e ônibus.