Margaret Tsé,
sócia honorária do Instituto de
Estudos Empresariais - IEE - vencedora do Prêmio
Libertas por seu trabalho em prol da divulgação
das idéias liberais no Rio Grande do
Sul. Nesta entrevista para o Capital Gaúcha,
ela fala da importância em debater e mostrar
as idéias liberais para a sociedade civil,
para na escolha do melhor caminho mais proveitoso
para toda a população.
Capital
Gaúcha: Qual é a importância
de receber o prêmio Libertas?
Margaret Tsé:
O prêmio foi um reconhecimento pela minha
defesa das idéias liberais. Hoje sou
pesquisadora e acadêmica e trabalho especificamente
com políticas públicas.
CG: E qual
o seu trabalho acadêmico? Como isso se
reflete nas políticas públicas?
MT: Basicamente defendemos
a redução da carga tributária
para que o empreeendor possa gerar riqueza e
mais empregos.
CG: As pesquisas
são feitas através do instituto
liberdade?
MT: Através do Instituto
e também para entidades e organizações
internacionais.
CG: Quais
são essas entidades?
MT: Trabalhamos com a Atlas
Foundation e International Policy Network, de
Londres, entre outras. Inclusive a Atlas, esse
ano, vai estar promovendo o Fórum da
Liberdade no final de abril em Colorado Springs,
nos Estados Unidos, no dia 20 de abril. O atual
presidente está aqui e vai dar uma palestra
no dia 04 de abril.
CG: As pesquisas
já deram algum resultado? Já existe
algum repercussão aqui no Rio Grande
do Sul?
MT: O que acontece é
o seguinte: nós queremos que as idéias
sejam discutidas para mostrar as alternativas
que estamos para o desenvolvimento tanto do
nosso estado como do país. E esse debate
é importante para mostrar o nosso ponto,
queremos dividir essas informações
para alertar e conscientizar a sociedade civil,
que é muito importante, em nossa democracia,
que o voto em seu representante seja seu voto
de consciência. Queremos um líder
que entenda que o Estado não produz e
quem gera riqueza é o empreendedor. Queremos
que exista liberdade econômica. O governo
deve nos dar essa liberdade econômica.
CG: Você
acredita que o debate dessas idéias esteja
sendo feito por toda sociedade ou ainda falta
conscientização sobre o tema?
MT: Falta debate ainda. Nossos
fórum são feitos aqui em Porto
Alegre, mas falta maior engajamento da sociedade
civil em outras regiões do Brasil. É
difícil alcançar esse tipo de
dimensão. Nós temos características
regionais que influenciaram os nosso extremos
aqui. Nós tínhamos o Fórum
Social Mundial, que é o outro extremo
e temos o Fórum da Liberdade. quer dizer,
esses lados opostos sempre conviceam aqui no
Rio Grande do Sul. Agora, no norte e no nordeste...
sempre convidamos a mídia, a imprensa
de outros estados, que venham e participem para
poder compreender e divulgar essas idéias.
Não temos como termos um alcance tão
longo. Esperamos ter pelo menos uma vez ao ano
para ocorrer esse tipo de manifestação.
E tem outra coisa, falando em manifestação.
Um ato que fazemos todos os anos, de conscientização
da população, sobre os impostos
que pagam. Este ano são 145 dias que
o indivíduo trabalha para pagar o governo
e depois para ti próprio. E o que mais
atinge o brasileiro: o combustível, digamos
assim. Então, no Dia da Liberdade dos
impostos, que é calculado anualmente,
nós fazemos uma campanha e essa campanha
é a venda de combustíveis sem
impostos. E isso dá uma grande repercussão.
CG: Vocês
já tiveram alguma resposta da socidade
sobre o Dia da Lliberdade dos impostos?
MT: Sim, houve bastante interesse
da imprensa, da mídia e a população
que foi beneficiada pela gasolina. foram quatro
quilômetros de filas de carros. Eram 2
mil litros de gasolina, limitando a 20 litros
por carro. e a população fez filas
para conseguir abastecer. Foi bem agitado este
dia. Era para ter começado a partir das
2h da tarde e já havia fila a pártir
das 5h30min da manhã já havia
pessoas esperando.
CG: Você
acredita que os Fóruns Sociais, o da
liberdade e o Social Mundial, eles abarcam grupos
sociais diferentes, ou parcelas diversas da
população ou eles conseguem abarcar
toda a sociedade?
MT: O que acontece é
o seguinte. O Fórum Social Mundial, quando
tinha em Porto Alegre, eles não deixava
que pessoas contrárias ao pensamento
dos movimentos socaiis existentes pudessem fazer
inscrições. E o Fórum da
Liberdade, justamente por ser liberal, aceita
contrapontos e, através da história
dos fóruns, sempre existiram contrapontos.
Vivemos numa sociedade pluralista e o fórum
sempre foi pluralista.
CG: E neste
ano, quais foram os contrapontos convidados?
MT: Este ano nós convidamos
todos os representantes de partidos. Provavelmente
eles não queriam se desgastar em debates
que nós gostaríamos que ocorressem.
É uma pena isso, nós ficamos muitos
frustrados. Convidamos desde os órgãos
municipais, estaduais e federais. Fomos a Brasília
para convidar pessoalmente os convites de participação
do Fórum e nenhum aceitou. É uma
pena porque é uma oportunidade que poderíamos
ter de debater qual o melhor líder que
poderia existir, o que seria ideal para a população,
para a sociedade civil e qual seria o governo
ideal. E não ocorreu, não veio
niguém.