A
Randon -maior grupo genuinamente
brasileiro do segmento automotivo-
completa a sucessão no comando.
Ao fim deste mês de abril,
anunciou que o fundador, Raul Anselmo
Randon, deixa de acumular o cargo
de diretor-presidente, permanecendo
na presidência do Conselho,
que passa a ser exercido por David
Abramo Randon, cabendo a vice-presidência
do Conselho a Alexandre Randon.
Conheça os desafios que fazem
parte da continuidade da segunda
geração
da família empreendedora da
serra gaúcha. |
Capital
Gaúcha: Quais
os principais desafios que se apresentam
à sua frente agora como diretor presidente?
David Randon -
O desafio maior é manter a vocação da Randon
para o crescimento sustentável, ou
seja, promover o desenvolvimento de todas
as empresas
em sintonia com o meio ambiente e com as pessoas.
Capital
Gaúcha: Que
iniciativas a
Randon vem adotando ou ainda vai adotar visando
passar por este momento de crise mundial
de uma maneira menos
traumática?
David
Randon - A Randon está
completando 60 anos e nestas seis décadas
vivenciou muitas crises, tendo saído
até fortalecida delas. Trabalhamos,
como qualquer empresa com uma gestão
séria
e comprometida com os resultados, com um
sistema de controle rígido de custos
e sempre adotando a inovação
como uma saída
criativa que traga benefícios aos
nossos clientes.
Capital
Gaúcha: 2008
foi um dos melhores anos para a empresa,
que registrou um lucro recorde de
R$ 231 milhões, com crescimento
de 33,3% sobre 2007. No mesmo período, a Fras-le,
pertencente ao grupo, viu seu lucro cair
94% no quarto trimestre, de R$ 9,4 milhões,
para R$ 600 mil, acumulando 38% de redução
no ano. Como estes resultados foram recebidos
e quais
os prognósticos
para este ano?
David
Randon -
A expectativa é de crescimento continuado
e firme porque nos preparamos para isto,
mas não
nos patamares dos anos 2000 quando registramos
índices de crescimento da ordem de 20
e até 30%.
Capital
Gaúcha: Em
comemoração às 6 décadas
de fundação
da Randon, foi lançada a Linha
Graneleira Randon Série 60 Anos.
Quais os próximos
lançamentos previstos ainda para este
ano?
David
Randon - É política
das Empresas Randon manterem toda a linha
de
produtos permanentemente atualizada. Diante
desta postura, temos novos produtos e
novas
versões como rotina.
Capital
Gaúcha: O
setor automotivo foi um dos que mais sofreu
com a atual crise, mas isso não significa
que a demanda vai deixar de existir. Além
das linhas tradicionais, para onde apontam os
investimentos do grupo, quando se fala em diversificar?
David
Randon -
O negócio
da Randon é oferecer soluções
para o transporte de carga. É nesta
direção
que vamos manter os investimentos, seja em
ampliações
das instalações físicas,
cujos projetos estão todos sendo
maturados, seja em treinamento de mão-de-obra,
nossa maior riqueza, seja em equipamentos
modernios
que nos mantenham tecnologicamente atualizados
e que garantem o nosso diferencial como
líderes
nos segmentos de atuação.