Batalhador
incansável pela Regulamentação
do setor de hotelaria, onde busca uma legislação
igual para todos. Diretor da Rede Plaza de Hotéis
e da Associação Brasileira da
Indústria de Hotéis, seção
do RS (ABIH/RS). Sabe da importância de
uma legislação que dê garantias
aos investidores para que o sul do Brasil seja,
cada vez mais, um pólo receptivo para
o turista. Carlos Henrique Schmidt, expressiva
liderança desta fantástica indústria
não-poluente chamada turismo.
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Carlos
Henrique Schmidt, diretor da Rede Plaza
de Hotéis, apóia ações
para desenvolver de maneira competitiva
o turismo no Rio Grande do Sul |
Capita Gaúcha
- Para começar, uma breve apresentação.
Onde nasceu, cresceu, quais escolas estudou,
qual a formação e os cargos que
ocupa no momento.
Carlos Henrique Schmidt - Graduado
em Engenharia Civil pela UFRGS
em 1978 e especialzação em Marketing
pela PUC em 1988.
Capital Gaúcha
- O sr. além de dirigir uma grande operação
hoteleira, é o presidente da ABIHrs,
portanto uma das pessoas em melhor condições
de avaliar o mercado turístico do Rio
Grande do Sul. Em sua opinião, por quê
o incentivo natural com o Dólar alto
ainda não repercutiu positivamente sobre
nossa região?
Carlos Henrique Schmidt - Porque
o nosso maior cliente estrangeiro é a
Argentina, que sofreu um revés muito
sério no ano passado, tanto político
quanto social e econômico. Quanto ao mercado
interno, tivemos e ainda estamos passando por
uma crise que boicotou a desvantagem cambial,
ou seja o turista foi desestimulado a viajar
para o exterior, porém também
não contava com recursos para viagens
internas em conseqüência da crise
econômica nacional.
Capital Gaúcha
- Quando o sr. vê o volume que um hoteleiro,
bem como os demais operadores da rede receptiva,
tem de capital imobilizado, não dá
vontade de jogar tudo para o alto e entrar na
magnífica ciranda financeira patrocinada
pelo governo?
Carlos Henrique Schmidt - Se
há vontade, muitas vezes falta coragem,
bem como, também o nosso capital acaba
depressiado o que acaba desmotivando este tipo
de atitude.
Capital Gaúcha
- Cada vez mais se ouve falar entre os brasileiros
de que este é o momento para viajar pelo
Brasil. Já a nossa capital não
possui essa vocação de receptivo
para viajantes em férias e sim voltada
para o turismo de negócios. O jornal
O Estado de São Paulo
publicou um caderno inteiro ressaltando essa
vocação porto-alegrense para os
evento e o sr. é um entusiasta da idéia
de fazer crescer o número e a qualidade
desses eventos. É por aí a saída?
Carlos Henrique Schmidt - Tanto
é por aí, que sou eu quem está
liderando este processo junto ao Porto Alegre
convention & Visitors Bureau, onde sou vice-presidente.
Já saiu outra reportagem no Diário
do Grande ABC e temos como meta fazer
este tipo de reportagem com outros 30 importantes
veículos de comunicação
do Brasil, após isso vamos selecionar
outros veículos de maneiras a tornar
este tipo de iniciativa permanente. É
importante salientar que que estas reportagens
tem uma finalidade institucional, onde o retorno
se dará a médio e longo prazo,
colocando Porto Alegre na mente das pessoas
como uma cidade que vale a pena conhecer. Se
observares bem as reportagens que sairam e sairão,
vais notar que elas buscam tanto eventos como
visitors (turistas de lazer).
Capital Gaúcha
- Os últimos anos da década passada
demonstraram um crescimento inédito no
número de leitos à disposição
do viajante que passa pela capital gaúcha.
Sempre que há aumento de oferta, existe
uma natural acomodação da demanda.
Os dados da ABIH acusam que em 2003 a ocupação
da oferta de leitos pela hotelaria gaúcha,
jamais esteve tão baixa, mesmo nos pólos
que tradicionalmente deveriam apresentar bons
resultados. E agora?
Carlos Henrique Schmidt - Este
é o nó do nosso setor, a especulação
imobiliária levou a uma total desorganização
no setor de hospedagem, o incremento de 80%
na oferta nos últimos 4 anos não
foi acompanhada pela demanda, acredito que levará
até 5 anos para a acomodação,
cujo doloroso processo já deu partida
com a desativação, em Porto Alegre,
de 4 ou 5 hotéis, alteração
de finalidade de uso de outro tanto e mais de
7 ou 8 a venda. O pior de tudo é que
alguns dos empreendimentos que entraram no mercado,
os flats, não tem a mesma carga tributária,
resultando em uma concorrência desleal
e predatória, aumento no desemprego,
e que poderá resultar em enorme prejuízo
aos investidores, naqueles que estavam estabelecidos
e também nos que investiram na compra
de apartamentos sonhando com retornos de 1 a
2% / mês do seu investimento, e que hoje
dão "graças a Deus"
quando não têm que puxar do bolso
para sustentar a operação, afinal,
a hotelaria é investimento de risco,
só que não falaram isso por ocasião
da venda imobiliária. Ainda temos o risco
de um processo de dumping, que seria a compra
dos imóveis pelos operadores a preços
de banana quando for vislumbrada a recuperação
do setor. Quem viver verá......