Vota SIM - ONG Move POA - Gustavo Bartzen
Buscando gerar mais entendimento entre os leitores sobre o plebiscito deste domingo, dia 23 de agosto, que decide se o Pontal do Estaleiro Só poderá ter também prédios residenciais e não apenas comerciais, o Capital Gaúcha publica uma série de manifestações contrárias e favoráveis à utilização mista da área. Em favor do projeto, a ONG Move POA, através do jornalista Gustavo Bartzen, explica os motivos que devem levar a população a digitar "SIM" e confirmar na urna eletrônica.

O Move-POA, apesar de ser favorável ao projeto, não está engajado na "campanha do sim" pelo fato de que a empresa proprietária do local já manifestou a perda do interesse em construir a parte residencial.

A Frente do Sim é composta por duas entidades: Força Sindical e União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE), mesmo que nenhuma das duas apóie a idéia, mas esperar o que de um plebiscito que nada decide? Portanto, seguem os argumentos.

No entender do MOVE-POA, parte da população não conhece realmente o projeto. Toda discussão é pela construção de prédios residenciais, atualmente não permitidos naquele terreno. Não está em pauta se pode construir algo ou não no pontal. O dilema é exclusivamente sobre o tipo de construção. Por esse motivo, lamentamos que grupos contrários se manifestem sem esclarecer esse ponto, usando palavras apeladoras, como "espigões". A altura dos prédios será avaliada por um grupo qualificado da Prefeitura de Porto Alegre, como sempre ocorreu. O que foi apresentado ao público é apenas uma diretriz do que pode ser feito. Além disso, jamais poideríamos considerar "espigão" um prédio de 12 andares, como são os previstos no empreendimento.

Não somos a favor de privatizar a orla, tampouco que ela receba grandes edifícios em toda sua extensão. Somos favoráveis a uma análise pontual, projeto a projeto, do que deverá ou não ser construído na orla.

O grande motivo de sermos favoráveis ao projeto do Pontal, é que ele vai devolver o convívio do porto-alegrense com a orla, tornando pública mais de 53% da área, que hoje é totalmente privada. A ocupação mista (comercial e residencial) será decisiva para que o local tenha vida dia e noite, com movimento e segurança. A infraestrutura seria toda bancada pelo empreendedor, algo que a Prefeitura dificilmente teria fôlego para fazer, já que tem preocupações com educação, saúde, entre outros.

Ao nosso ver, a sociedade não está se engajando na consulta, mas sim os grupos contrários. Esses grupos fazem mais barulho, e fazem-se passar erroneamente por maioria.


Gustavo Zandoná Bartzen - Jornalista ONG Move Poa