| USINA:
MINISTÉRIO AGUARDA DECISÃO
O
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse
acreditar que o juiz da 3ª Vara Federal da Justiça
em Rondônia vai acatar o pedido do Ibama
que tenta derrubar a liminar que paralisou as obras da usina
hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. Em 21 de novembro,
ONGs conseguiram uma liminar para suspender as obras. Após,
o Ibama entrou com pedido de reconsideração.
AMAZÔNIA
PODE PERDER ÁREA EQUIVALENTE A SC
O
Plano Nacional de Mudança do Clima deve continuar contribuindo
decisivamente não para reduzir mas para acentuar a
tragédia que já dá mostrar de sua ação
em diversos pontos do País e do mundo. Além
da perda de 70 mil quilômetros quadrados de florestas
até 2017, admitida pelo governo em seu plano, a idéia
é compensar a partir de 2015 a derrubada e queima de
matas nativas com o plantio de eucalipto e pinus. Importante
observar que essa devastação refere-se apenas
à Amazônia. Não inclui cerrado e outros
biomas ainda mais ameaçados.
Como a
reposição de espécies nativas deve ser
de apenas 20 mil quilômetros quadrados até 2020
e outros 35 mil quilômetros quadrados devem ser de pinus
e eucalipto, a expectativa é de que as perdas de florestas
nativas somente na Amazônia ultrapassem esses 70 mil,
praticamente fazer desaparecer uma área equivalente
ao Estado de Santa Catarina, hoje brutalmente castigado pelas
chuvas e por ocupações e exploração
de risco da terra.
O plano
prevê redução de 30% a 40% do desmatamento
até 2017 e não mais até 2015, como se
cogitou inicialmente. Para 2015 ficou apenas a expectativa
de que as matas naturais derrubadas e queimadas possam ser
compensadas em outros pontos do País pelo plantio de
florestas homogêneas, que virão abaixo na época
de corte comercial . Nas contas do ministro Carlos Minc, o
plano pode evitar a emissão de 4,8 bilhões de
toneladas de dióxido de carbono, média de 530
milhões de toneladas por ano. No Brasil, o desmatamento
é responsável por 75% das emissões de
gases causadores do efeito estufa.
O documento,
elaborado com a participação de 17 ministérios,
traz, pela primeira vez, metas voluntárias nacionais
para redução de emissões de gás
carbônico provocadas pelo desmatamento. As metas de
redução têm como base a média de
desmatamento entre 1996 e 2005 que é de 19 mil quilômetros
quadrados.
ECOJORNALISTAS
LANÇAM NOVO PORTAL
O
Núcleo de Ecojornalistas do RS (Nej/RS)
lança o novo portal da EcoAgência
e o livro 'Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões'.
O evento, às 19h30min, será
na Palavraria (rua Vasco da Gama, 165), Capital. O livro foi
organizado pelos professores da Ufrgs Ilza Maria Toutinho
Girardi e Reges Schwaab, ambos da
diretoria do Nej.
SE
DEVASTAÇÃO CHEGAR A 50%, FLORESTA VIRA SAVANA
O
limite máximo de desmatamento que a Amazônia
pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa
savana é de 50%, segundo estudo divulgado
em Manaus pelo pesquisador Gilvan
Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe). Esse é o chamado 'ponto sem retorno', ou tipping
point, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se
regenerar.
Cerca de 20% do bioma foi desmatado em toda a América
do Sul. A região que teria sofrido mais impacto seria
a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará.
'O Leste da Amazônia viraria uma savana', disse
Sampaio. A porção Oeste permaneceria relativamente
imune às alterações, blindada por índices
pluviométricos mais elevados em regiões próximas
aos Andes.
CAMPANHA
DA PEDIGREE INCENTIVA DOAÇÃO
Produtos
da marca Pedigree chegam ao mercado brasileiro
com o selo 'Adotar é tudo de bom'. Trata-se da campanha
mundial da marca para diminuir o número de cães
abandonados. Para todo produto vendido, a empresa se compromete
a fazer doação a abrigos de cães participantes
da campanha.
A meta é doar de R$ 250 mil a R$ 1 milhão em
12 meses e promover a adoção de 2.300 cães
por mês.
TESOURO
A SER DESCOBERTO NO BAIRRO HUMAITÁ
Os moradores
e visitantes da Zona Norte podem aproveitar o parque Marechal
Mascarenhas de Moraes, que une atividades de recreação
com a preservação ambiental, pela grande quantidade
de árvores e animais. São mais de 18 hectares
de área, formados por banhados e vegetação.
Localizado na rua Aloísio Filho, 570, no bairro Humaitá,
funciona desde 2 de julho de 1982.
Foi o
primeiro parque originado da lei de parcelamento de solos.
No local, um aterro sanitário foi criado para comportar
o aumento dos moradores na região.
A administradora
do Mascarenhas de Moraes, Sandra Zeferino, explicou que o
local é mais procurado nos finais de semana. 'Os freqüentadores
são em grande parte moradores das proximidades. Ainda
é um local pouco explorado da Capital, apesar da riqueza
natural', destacou. A tranqüilidade é um atrativo
a mais: 'Não é um local de intenso fluxo de
pessoas. Para aqueles que gostam de curtir e aproveitar a
natureza é perfeito'. As garças, em grande quantidade,
são um espetáculo à parte.
As pessoas
que forem ao parque poderão desfrutar de um campo de
futebol, cancha de bocha, pista de patinação,
quadras de futebol e de vôlei, churrasqueiras e quiosques
que ficam em direto contato com a natureza. O Mascarenhas
de Moraes também é muito procurado para a prática
de esportes, caminhadas e corridas. Pela proximidade ao Aeroporto
Salgado Filho, é possível de dentro do parque
acompanhar a descida dos aviões. Mais informações:
(51) 3374-6408.
RECURSOS
PARA PRESERVAÇÃO DOS AQUÍFEROS GUARANI
E SERRA GERAL
A
Fundação de Apoio à Pesquisa
Científica e Tecnológica do Estado de Santa
Catarina (Fapesc) apresentou o resultado da segunda
etapa do projeto Rede Guarani-Serra Geral ao secretário
nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do
Ministério do Meio Ambiente, Vicente Andreu. Os responsáveis
pela pesquisa sugerem propostas para a preservação
dos manancias de águas dos aqüíferos Guarani
e Serra Geral.
A pesquisa
contém a análise da qualidade da água
e identificação dos terrenos contaminados. O
estudo traz propostas de educação ambiental,
intervenção na agricultura e sugestões
a serem adotadas pelos agricultores para evitar a contaminação
do solo.
Desde
de 2005, lembra o pesquisador da Fapesc Valdeci Israel, estudiosos
buscam, por intermédio do projeto, soluções
para reduzir o comprometimento das águas subterrâneas
na região. Cerca de R$ 6 milhões foram investidos
na aquisição de equipamentos e modernização
das universidades que desenvolvem a pesquisa.
Segundo
Valdeci Israel, dentro de seis meses o projeto
pretende estender as pesquisas a outras áreas de Santa
Catarina, como a região oeste, a mais contaminada do
Estado: "Nosso
objetivo é gerar conhecimentos técnicos e científicos
para a proteção e uso sustentável das
águas subterrâneas no Estado".
Os estudos
sobre os aqüíferos Guarani e Serra Geral, no Planalto
Serrano de Santa Catarina, têm como objetivo produzir,
coletar e sistematizar informações sobre o aqüífero
e disseminar na sociedade e nas comunidades locais a caracterização
do ambiente e avaliações dos possíveis
impactos ambientais.
A rede
aqüífera Guarani-Serra Geral tem um dos maiores
reservatórios de água do planeta, mas vem sendo
constantemente ameaçada pela poluição
dos recursos hídricos e pela infiltração
de dejetos de suínos, aves e produtos químicos
usados na agricultura. Instituições de ensino
e pesquisa e órgãos dos governo federal e estadual
buscam soluções para reduzir o comprometimento
das águas subterrâneas na região.
AMEAÇADAS
627 ESPÉCIES DE ANIMAIS
O
Ministério do Meio Ambiente lançou um livro,
elaborado em parceria com a Fundação Biodiversitas,
que cataloga 627 espécies de animais ameaçados
de extinção no país. Conforme o ministro
Carlos Minc, a lista de animais feita em 1989 destacava 218
espécies. Ele pretende dialogar com o ministro da Educação,
Fernando Haddad, para que a publicação seja
distribuída também a escolas.
BIOMA
PAMPA TEM SEGUNDA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
As
condições atuais do Bioma Pampa
e as atividades produtivas em seu território estarão
em debate a partir de hoje entre lideranças brasileiras,
argentinas e uruguaias. Até quarta-feira, acontece
a II Conferência Internacional do Bioma Pampa,
que reunirá políticos, empresários, educadores,
líderes sindicais e representantes da sociedade civil
organizada dos três países. O evento, promovido
pela Força Sindical-RS e Força Verde, será
realizado em Santana do Livramento e Rivera. Entre os objetivos
estão o de precisar a área de abrangência
e estabelecer a ocupação territorial.
AMAZÔNIA
VAI TER COMITE GESTOR
O
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e
o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho, formalizam, na sede do
banco, a criação do Comitê Orientador
do Fundo Amazônia. Composto por órgãos
do governo federal e de governos dos estados da Amazônia
Legal que possuam Planos de Prevenção e Combate
ao Desmatamento Ilegal, além de representantes da sociedade
civil, o grupo será responsável por aprovar
diretrizes para aplicação de recursos, elaboração
de regimento interno e realização de relatório
anual.
Após a cerimônia, na primeira reunião
serão definidas prioridades de aplicação
dos recursos para o primeiro ano de atividades, as quais poderão
ser acompanhadas pela população por meio da
Internet. O governo norueguês já doou 1 bilhão
de dólares ao fundo, a ser administrado pelo BNDES,
que coordenará a captação de doações.
Os diplomas conferidos aos doadores não gerarão
direitos patrimoniais ou créditos de carbono como compensações.
AÇÕES
SIMPLES ECONOMIZAM ENERGIA
A
demissão de trabalhadores da manutenção
do Parque Estadual de Itapuã que moram
na Vila Itapuã levantou
suspeitas na comunidade de que o governo do Estado tinha intenção
de fechar a unidade de conservação. 'O parque
não vai fechar em hipótese alguma', garantiu
o diretor do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas
da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Rafael
Ferreira. Os 5.566 hectares abrigam uma diversidade
de paisagens e ecossistemas compostos de morros, praias, dunas,
lagoas e banhados, com número significativo de espécies
raras e ameaçadas de extinção. Os visitantes
podem usufruir das praias de águas doces ao longo do
Guaíba – Pombas e Pedreira – e da Praia
de Fora, banhada pela Laguna dos Patos, além de quatro
trilhas ecológicas.
Segundo Ferreira, dia 13 se encerrou o contrato da empresa
terceirizada que prestava serviços de manuntenção
e tinha 42 funcionários. 'Nova licitação
está em andamento e até a conclusão do
processo foram deslocados 22 servidores da Sema, de outras
unidades de conservação e agentes administrativos,
para atender ao Itapuã, que se prepara para o início
da temporada de verão, em novembro.'
Dono do armazém Viegas há 22 anos, localizado
na estrada a caminho do parque, Manoel Viegas Sanhudo, 86,
afirmou que não há movimento de visitantes e
criticou a falta de informações. 'Não
há restaurante ou lancheria no parque. As pessoas têm
que ir comprar comida. Os que saem precisam pagar a entrada
– de R$ 4,12 – de novo. Aí, nem voltam
e perdem o passeio', contou. A esposa de Sanhudo, Zélia
Fátima Ebatz, 41, conhece muitos dos funcionários
que cumprem aviso prévio e afirmou que são pessoas
simples e precisam do emprego.
Ferreira ressaltou que a empresa que vencer a licitação
deverá atender ao plano de manejo da reserva, que prioriza
a contratação de moradores locais. Disse que
o movimento no parque ocorre entre novembro e março.
'Durante o ano, são agendadas visitas escolares.'
AÇÕES
SIMPLES ECONOMIZAM ENERGIA
Desligar
a luz ao sair de uma peça e fechar portas e janelas
quando o ar-condicionado está ligado são pequenas
ações que podem reduzir o consumo de energia.
Além de resultar em uma economia no custo da conta,
esses cuidados básicos ajudam a preservar o meio ambiente.
O professor de Engenharia da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Odilón
Duarte, do Grupo de Pesquisa de Energia, explica
que a economia de luz passa pela educação.
Na maioria das vezes, as pessoas não percebem que estão
tendo condutas inadequadas. Um exemplo disso está relacionado
ao uso do ar-condicionado. O professor destaca que, no verão,
o aparelho funciona com temperaturas abaixo das ideais, o
que aumenta o consumo de energia. 'A temperatura correta
para o conforto térmico é de 24 graus, mas as
pessoas deixam o ar-condicionado em 18 ou 19 graus, sem a
real necessidade', afirma.
Duarte explica que o uso racional e correto dos aparelhos
geram economia de energia. Ele lembra que muitos consumidores
têm o hábito nocivo de pendurar roupas na parte
de trás da geladeiras. 'Essa atitude faz com que
o compressor da geladeira funcione o dobro. Além de
poder estragar o aparelho, o consumo aumenta', observa.
Uma forma de reduzir os gastos com energia é trocar
equipamentos elétricos antigos por modelos mais atuais
e econômicos. 'Geladeiras de dez anos geram, em
muitos casos, consumo 50% maior que um aparelho novo',
aponta o professor. De acordo com o professor, as pessoas
precisam verificar no momento da compra o selo Procel, que
aponta o índice de eficiência energética.
'Os aparelhos são classificados com as letras que
variam de A, mais eficiente, até a G, menos eficiente',
explica Duarte. Aproveitar a iluminação natural,
deixando as janelas abertas, por exemplo, também é
uma das maneiras de diminuir o gasto de energia.
A questão ambiental é um fator que deve ser
levado em conta no alto consumo. 'As pessoas esquecem que
a luz é produzida no meio ambiente. Cada vez que uma
pessoa acende uma lâmpada, ela está alterando
a natureza', alerta.
EXTINÇÃO
AMEAÇA 1200 ESPÉCIES
Um
relatório divulgado pela organização
BirdLife International apontou que 1,2 mil espécies
de aves estão ameaçadas de extinção,
sendo 190 em situação crítica.
O
documento, apresentado no Congresso Mundial da Natureza, em
Barcelona, revela que, a apenas dois anos da data estipulada
para frear o desaparecimento de aves, a velocidade da perda
da diversidade "ainda está longe da desaceleração",
o que faz prever que as metas previstas para 2010 não
serão cumpridas.
Segundo
Alison Stattersfield, diretora da BirdLife e editora
do relatório da entidade, como o ser humano tem mais
conhecimento sobre as 9.856 espécies
de aves do que em relação à maioria dos
outros animais e plantas, este dado é preocupante na
hora de avaliar a perda global de biodiversidade do planeta.
A "lista
vermelha" das aves, baseada no número e no estado
das espécies ameaçadas, mostra que as aves "avançam
mais rápido do que nunca" rumo à extinção
e que os recursos disponíveis para sua conservação
quase não aumentaram em dez anos, além de não
serem suficientes.
Acredita-se
que um total de 153 espécies de aves tenha sido extinta
desde 1500, e que nos últimos 25 anos do século
20 cerca de 18 tenham se extingüido, enquanto outras
três desapareceram desde 2000. As aves marinhas e da
Oceania são, em média, as mais ameaçadas,
enquanto as asiáticas mostram uma queda acentuada por
conta da destruição de suas florestas.
De acordo
com o documento, os principais causadores desta situação
são a perda de florestas, a agricultura, a superexploração
e o desenvolvimento das infra-estruturas, além da poluição.
Das quase
10 mil espécies de aves do mundo, 45% são utilizadas
pelo ser humano e mais de um terço é domesticada,
enquanto uma entre sete espécies acaba caçada
para servir de alimento.
Apesar
da situação crítica, 16 espécies
de aves conseguiram fugir da extinção nos últimos
anos graças a campanhas de conservação,
enquanto outras 18 foram classificadas em categorias de menor
risco.
QUALIDADE
DA ÁGUA DO SINOS NÃO MELHOROU EM 2 ANOS
Dois
anos após a mortandade de cerca de 30 toneladas
de peixes, a agonia do rio dos Sinos ainda não terminou.
Várias ações estão sendo feitas
na área de saneamento básico para amenizar o
problema do curso de água que corta 32 municípios
e para reduzir a poluição industrial, mas a
qualidade da água não melhora. Para o chefe
da Divisão de Controle da Poluição Industrial
(Dicopi) da Fepam, Renato Chagas, a maioria
das indústrias na região tem sistema de tratamento
eficaz.
Segundo ele, duas resoluções do Conselho Estadual
do Meio Ambiente (Consema), que definem padrões mais
rigorosos para emissão de efluentes líquidos
e tóxicos lançados em águas superficiais
do RS, possibilitarão maior e mais eficaz controle.
O presidente do Comitê Rio dos Sinos, Sílvio
Paulo Klein, concorda que o perfil industrial vem
melhorando nos últimos anos. 'Com a crise do setor
coureiro-calçadista, muitas empresas fecharam, e reduziu-se
a emissão de poluentes no rio.'
Para ele, 'o maior problema está na área
urbana, pois o que mata o rio é a falta de saneamento
básico', disse. Klein destacou ações
como a recuperação da mata ciliar e o acordo
com arrozeiros de fechar bombas de captação
de água em épocas de estiagem.
PROGRAMAÇÃO
CONSCIENTIZA SOBRE USO RACIONAL DA ÁGUA
O
uso racional da água foi o principal alerta da 15ª
Semana Interamericana e da 8ª Semana Estadual da Água
na Colônia dos Pescadores Z5, Ilha da Pintada, Capital.
A iniciativa, promovida pela Associação Brasileira
de Engenharia Sanitária e Ambiental do RS, Secretaria
Estadual do Meio Ambiente e outras instituições,
incluiu 1,3 mil atividades no Estado, envolvendo simpósios,
trilhas, teatro e palestras. A coordenadora, Maria de Lourdes
Wolff, constatou que, a cada ano, a sociedade tem se preocupado
em participar da programação, destacando o envolvimento
de escolas nesse processo.
PILHAS
NÃO DEVEM IR NO LIXO COMUM
Diversos
compostos químicos são usados na confecção
de pilhas e baterias, como agentes ativos das reações
eletroquímicas ou protetores de corrosão, além
dos metais nobres como mercúrio (nas alcalinas), cádmio,
chumbo e zinco. Eles são considerados nocivos à
saúde pública e ao ambiente. 'O ato de jogar
a pilha ou a bateria a céu aberto ou no lixo comum
é perigoso, pois o invólucro de alumínio
oxida ou vaza e esses metais vão reagir e contaminar
o meio ambiente', explicou a educadora ambiental da Fundação
Gaia e doutoranda em Ecologia da Ufrgs Maria de Fátima
Maciel dos Santos.
As pilhas
e as baterias não devem ser colocadas nem no lixo seco.
A contaminação do solo, das plantas e da água
causa várias doenças, desde intoxicação
e disfunções orgânicas até a destruição
das células sangüíneas. O mercúrio,
por exemplo, se acumula na cadeia alimentar e pode provocar
efeitos crônicos e danos ao cérebro. O chumbo
causa danos no sistema nervoso central. O cádmio provoca
problemas especialmente nos rins.
Além do descarte em pontos de coletas específicos,
a educadora ambiental aconselhou o uso de pilhas e baterias
recarregáveis. 'Parecem caras no momento da aquisição,
mas é um investimento para o futuro e para a saúde
das pessoas e da natureza.' É responsabilidade
do fabricante orientar o consumidor sobre a correta destinação
do produto. 'O ideal é que retornassem para a indústria,
pois são materiais nobres que podem ser reaproveitados',
disse Maria de Fátima.
DEVASTAÇÃO
DA AMAZÔNIA MAIS QUE DOBROU EM AGOSTO
A
devastação da Amazônia Legal
mais do que dobrou em agosto, atingindo 756
km², ante 323 km2 em julho. Desse total, o Pará
degradou 435 km2 e o Mato Grosso, 229 km². O anúncio
foi feito ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), de São José dos Campos (SP), que apura
os dados mensalmente por satélite. Apesar do aumento
significativo, a área devastada é inferior à
detectada em abril, maio e junho. De acordo com a assessoria
de imprensa do Inpe, abril foi o pior mês deste ano,
com 1.124 km2 da Amazônia perdidos em apenas 30 dias.
O sistema Detecção do Desmatamento em Tempo
Real (Deter), utilizado pelo instituto, conseguiu observar
74% da Amazônia legal em agosto. Mas a análise
do Amapá ficou comprometida, por causa das nuvens que
encobriram 99% da área, o que se repetiu em Roraima
(com 77%). Do total desmatado, 67,5% se referem a corte raso
e 17% à degradação florestal de intensidade
alta. Contudo, 11% da área atingida não chegou
a ser confirmada como desmatamento. O Inpe enviou as informações
ao Ibama para orientar a fiscalização.
Em Brasília, o ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, atribuiu a 'péssima notícia'
à eleição municipal, argumentando que
alguns prefeitos até trabalham contra os fiscais para
não desagradar a eleitores. Ele sustentou que, nos
pleitos, a média anual de derrubada da mata é
de 19.700 km2, contra 17.300 nos outros períodos. Minc
disse ser preocupante o fato de haver devastação
em reservas federais e em áreas indígenas.
Na lista dos cem maiores desflorestadores, as seis primeiras
posições são ocupadas por assentamentos
do Incra. O presidente do órgão, Rolf
Hackbart, contesta. Para ele, o levantamento se baseia
em fotos de satélite de 1997 e 2006. Apontou que, na
criação dos assentamentos, a reserva legal na
Amazônia era de 50% da área e, hoje, equivale
a 80%.
QUADRUPLICA
LISTA DA FLORA AMEAÇADA
O
Diário Oficial da União publicou a
lista oficial das Espécies da Flora Brasileira
Ameaçadas de Extinção, elaborada
pela Fundação Biodiversidade, encomendada pelo
Ministério do Meio Ambiente. Ela passou de 108 espécies,
em 1992, para 472. Pela Instrução Normativa
no 6, o Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade coordenará um plano de ação
de 5 anos para a recuperação.
|