MEIO AMBIENTE

Nádia Aun, Coordenadora do Projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, explica como o projeto vem buscando conscientizar a população sobre a necessidade do desenvolvimento sustentável e da preservação. Confira essa entrevista exclusiva.

PREOCUPAÇÃO COM IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE É TEMA DE DEBATE NA CAPITAL

É cada vez maior o apelo da sociedade para que as organizações incorporem padrões de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Para atender a essas exigências, no entanto, é preciso elaborar uma estratégia que leve em conta os fatores econômicos, sociais e ecológicos.

O embrião dessa mudança, que será tema de um colóquio promovido hoje pela Junior Achievement Brasil na Capital (veja quadro), ocorre no momento em que a empresa faz o levantamento dos impactos positivos e negativos provocados pelos processos do seu negócio. De acordo com Monique Dinato, gerente de conteúdo e metodologia da Junior Achievement Brasil e especialista em sustentabilidade, antes de implementar qualquer atividade nesse sentido, os dirigentes devem saber como estão sendo utilizados os recursos naturais e ter conhecimento de tudo o que, ao final do processo, pode virar poluição.

"A empresa deve começar a pensar no que pode economizar em termos de recursos naturais e no que pode ser evitado em termos de gasto de energia e água. Não há um caminho único para isso, pois negócios diferentes vão levar a diferentes respostas", salienta Monique.

Davis de Luna Tenório, diretor Presidente do Grupo Eco, empresa com gestão e princípios baseados na sustentabilidade, explica que a preocupação com a natureza afeta a competitividade. Segundo Tenório, o empreendedor que não estiver atento a essas questões pode perder não só clientes, mas também fornecedores e parceiros:

"Conservar o planeta, hoje, virou uma obrigação para qualquer negócio. A necessidade atual agrega valores sociais e ambientais aos negócios".

Dificuldade em lidar com tema é maior entre os pequenos

A tendência dos negócios sustentáveis atinge empresas de todos os portes. Mas, para as micro e pequenas, a aplicação dessas ações é um pouco mais complicada. Na avaliação de Danyela de Souza Pires, do setor Empreendedorismo e Inovação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), isso se deve ao fato de os empreendimentos menores serem muito focados em sua sobrevivência.

"Sugiro que busquem informar-se sobre o assunto, porque, se forem preocupar-se com a questão depois de serem autuadas, podem até correr o risco de fechar", adverte Danyela.

Para Sérgio Esteves, diretor executivo da AMCE Negócios Sustentáveis, a preocupação com a redução dos efeitos sobre a natureza não deve ser tratada após as necessidades do negócio terem sido satisfeitas.

"Algumas empresas banalizam o tema e adotam soluções que não se efetivam", adverte Esteves.

O evento
- O colóquio com Fábio Barbosa responderá a perguntas de David Randon (presidente da Randon), Eduardo Sirotsky Melzer (vice-presidente executivo do Grupo RBS), Marcelo Lyra (vice-presidente de relações institucionais da Braskem), José Paulo Martins (diretor do Instituto Gerdau) e Júlio Fonseca (diretor de gente da Oi)
- O evento ocorre hoje, às 8h30min, no Teatro do CIEE-RS (Rua D. Pedro II, 861). As Inscrições são gratuitas, feitas no local

BRASIL PODE REALIZAR PRIMEIRA COPA VERDE

Nas reformas e construções dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, surge uma grande oportunidade para o País: ser o primeiro no mundo a realizar uma COPA VERDE, implantando técnicas sustentáveis em suas construções. O assunto será tema na 1ª GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO, evento sobre construção sustentável, realizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e GBC Brasil, que acontece na próxima semana, entre os dias 1 e 3 de setembro, na cidade de São Paulo, no prédio da Fecomércio.

Na apresentação do case "Copa 2014 - A oportunidade Green Building" os participantes irão entender como o uso de padrões sustentáveis pode ajudar quem busca financiamentos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de reduzir os impactos ambientais e garantir retorno financeiro a curto prazo, com menores custos de água e energia na edificação e gestão dos empreendimentos.

"O BNDES, no sentido de promover uma copa sustentável do ponto de vista econômico e ambiental, criou dois programas: um para financiamento da construção e reforma dos estádios e outro para incentivar o setor hoteleiro para ampliar a qualidade e capacidade de hospedagem, ambos exigem que as edificações sejam mais sustentáveis e considerem elevados padrões de desempenho ambiental, inclusive exigindo certificações, como o LEED, Procel e NBR 15.40", explica Anderson Benite, Diretor de Consultoria de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) e responsável pela palestra que acontece no segundo dia do evento, às 9h45.

Alcançar o título de COPA VERDE está exclusivamente nas mãos do Brasil. Apesar das últimas Copas e Olimpíadas terem revelado estádios e centros de treinamento com tecnologias ambientais diferenciadas, principalmente os EUA, que já possui diversos estádios com certificação LEED (o principal selo da construção sustentável), a realização de uma COPA VERDE com todos os estádios e demais edificações verdes ainda não aconteceu.

"A 1ª GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO está sendo realizada para impulsionar a construção sustentável no País. O crescimento é latente, e a COPA 2014 é uma oportunidade em vigor. Quem quer construir e investir para esse marco no Brasil vai encontrar na conferência o espaço ideal para entender como melhor aplicar e conseguir destaque no concorrido mercado da construção civil", explica Márcia Coimbra, Gerente da Unidade de Negócios de Congressos da Reed Exhibitions Alcantara Machado

Serviço
1ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Quando: 1 a 3 de setembro
Local: Fecomercio
Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista - São Paulo (SP)
Horário: Das 9 às 18 horas - dias 1 e 2 de setembro
Das 8 às 16 horas - dia 3 de setembro
Mais informações: www.expogbcbrasil.org.br

EQUIPE DE BIÓLOGOS TRABALHA EM DESENCALHE DE BALEIA EM CAPÃO NOVO

Uma equipe de seis biólogos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) partiu de Imbé para Capão Novo a fim de estudar a melhor maneira para desencalhar uma baleia Jubarte que se encontra presa em um banco de areia desde sábado, 21.

MP PROTESTA CONTRA MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL

Representantes do Ministério Público Federal fizeram nesta quarta, dia 18, em Brasília, um ato público contra alterações no Código Florestal.

Reunidos no restaurante da Câmara dos Deputados, procuradores da República, promotores e ambientalistas lançaram um manifesto para evitar a aprovação do novo Código Florestal. Eles consideram o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) um retrocesso para o país.

"Nós somos contra a diminuição das áreas de reserva legal, contra a diminuição das áreas de preservação permanente, somos contrários à anistia àqueles que não respeitaram a legislação ambiental durante os anos de vigência do código", afirma o presidente da Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente (ABRAMPA), Jarbas Soares Júnior.

Um dos integrantes da Rede Latino-Americana de Ministérios Públicos Ambientais participou da mobilização. O paraguaio Jorge Sosa García diz que as leis precisam evoluir no sentido de preservar os recursos naturais que ainda restam e recuperar as áreas desmatadas.

Após o evento, os manifestantes entregaram ao primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS), um documento jurídico com todos os pontos da proposta considerados problemáticos.

O relatório com alterações no Código Florestal já foi aprovado na Comissão Especial da Câmara criada para analisar as mudanças na legislação ambiental, mas ainda precisa ser votado em plenário.

22 TONELADAS DE LIXO EUROPEU SÃO INTERCEPTADAS NO PORTO DE RIO GRANDE

Uma carga de 22 toneladas de lixo foi interceptada pela Receita Federal no porto de Rio Grande (RS). Ao vistoriar o material, fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e toda sorte de resíduos contaminados.

Segundo notícia publicada hoje no site do Ibama, a carga teria saído de forma irregular do porto de Hamburgo, na Alemanha, para o Brasil. O que deveria ser aparas de polímeros de etileno, resíduos de processos industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era na verdade lixo doméstico urbano, como pacotes de fraldas, embalagens de alimentos e de ração para animais. Dentro da carga, os fiscais ainda encontraram uma minhoca viva. A carga foi apreendida no dia 3 de agosto e segue lacrada no Terminal de Contêineres (Tecon), no Superporto, em Rio Grande.

A transportadora Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para a Alemanha em 10 dias, contados a partir do recebimento do ofício emitido na última sexta-feira. O não cumprimento do prazo implicará em nova multa e o infrator será considerado reincidente.

De acordo com o Ibama, a empresa importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, com sede em Esteio, recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos perigosos à saúde pública e ao meio ambiente, em desacordo com a legislação vigente.

A chinesa Dashan, de Hong Kong, empresa responsável pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou em documentos, acobertados pelo conhecimento de embarque (Bill of Landing), de 21 de junho de 2010, que o material seria proveniente da República Tcheca.

— O descumprimento dos acordos internacionais é uma afronta aos países signatários e, nesse caso, um desrespeito ao Brasil e a sociedade brasileira no sentido de manter um meio ambiente íntegro para o bem comum — disse em nota oficial o presidente do Ibama, Abelardo Bayma.

Bayma se refere à Convenção de Basileia, que leva o nome da cidade suíça onde foi firmada, em 1988. O acordo internacional visa estabelecer mecanismos de controle sobre a movimentação de resíduos perigosos entre países com o objetivo de garantir a segurança ambiental e a saúde humana, em termos de transporte, destinação, produção e gestão desses resíduos.

O Brasil ratificou a convenção em 1993, a Alemanha e outros 168 países também são signatários. O acordo prevê que a autoridade competente do país exportador notificará ou exigirá ao produtor ou exportador que notifique, por escrito, o país envolvido sobre qualquer movimento transfronteiriço de resíduos perigosos e de outros resíduos. O país de importação responderá consentindo no movimento com ou sem condições, negando permissões para o movimento ou requerendo informações adicionais. O transporte dos resíduos só poderá ocorrer após o consentimento formal das autoridades.

Em 2009, cerca de 1,4 mil toneladas de lixo provenientes da Inglaterra foram interceptadas nos portos de Santos (SP), de Rio Grande, e no porto seco em Caxias do Sul. O governo brasileiro exigiu o retorno imediato dos detritos para o país de origem e o Ministério das Relações Exteriores apresentou denúncia contra o Reino Unido no secretariado da Convenção de Basileia.

TAM E AIRBUS IRÃO TESTAR BIOQUEROSENE DE AVIÃO

O gerente de combustíveis da TAM, Paulus Figueiredo, afirmou hoje que a companhia pretende realizar em outubro o primeiro teste com bioquerosene de aviação em parceria com a Airbus. Segundo ele, a fabricante de aviões finaliza os testes de laboratório para certificar o combustível, feito a partir de óleo de pinhão.

A ideia é realizar um voo "Galeão-Galeão", disse Figueiredo, decolando e pousando no mesmo aeroporto. O teste faz parte de um projeto para reduzir emissões de gás carbônico nos voos da companhia, evitando multas que serão cobradas pela União Europeia.

Segundo o executivo, a TAM calcula que teria de pagar entre 3 e 6 milhões de euros por ano por suas emissões em rotas para a Europa.

"Com a adição de bioquerosene, a redução da multa é proporcional ao porcentual do biocombustível", explicou Figueiredo, em entrevista após palestra no evento "Do petróleo ao Biocombustível", promovido pela Hart Consulting, no Rio.

As duas parceiras estão em processo de certificação de uma mistura de até 50% de bioquerosene com querosene de petróleo. Figueiredo explicou, no entanto, que os altos custos de produção do biocombustível não permitiriam o uso do porcentual máximo.

"A ideia é acrescentar 1% no primeiro ano e ir crescendo à medida em que se tornar mais competitivo", disse o executivo.

A primeira batelada de bioquerosene produzida pela TAM foi feita com quatro toneladas de pinhão manso adquiridas junto a pequenos produtores e transformadas em biodiesel nos Estados Unidos.

ÁGUAS-VIVAS INVADEM LITORAL DA ESPANHA

Milhares de águas-vivas e caravelas portuguesas (Physalia physalis) invadiram praias da Espanha.

Na costa norte do país, na época mais movimentada do verão, banhistas estão sendo alertados para milhares de caravelas portuguesas, que têm tentáculos de até 10 metros de comprimento.

Mais de 300 pessoas foram feridas nas últimas três semanas.

No outro lado do país, as praias do mediterrâneo também estão enfrentando um problema semelhante, uma invasão de pequenas águas-vivas.

Pelo menos 700 pessoas foram feridas na última semana.

Autoridades temem que o problema piore no futuro.

Segundo cientistas, o aquecimento global e o excesso de pesca poderão aumentar o número de águas-vivas em novos locais.

AUSTRALIANO DÁ PRÊMIO MILIONÁRIO POR IDÉIA PARA SALVAR O MUNDO

Rodeado por modelos e segurando um cão da raça Chihuahua chamado Chilli, o bilionário australiano Dick Smith exibe uma mala contendo 1 milhão de dólares australianos (equivalente a US$ 904 mil), o prêmio que dará a quem apresentar o melhor projeto para salvar o mundo da superpopulação. O anúncio foi feito nesta quarta, 11, em Sydney.

Para participar do concurso, chamado Wilberforce Award, é preciso ter menos de 30 anos. O projeto vencedor do prêmio será anunciado dentro de um ano. Para acessar o site do concurso, clique aqui.

FUNDAÇÃO O BOTICÁRIO DOA R$ 500 MIL PARA PROJETOS DE CONSERVAÇÃO

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza anunciou nesta terça (10) que irá financiar a partir de agosto 19 projetos de conservação da biodiversidade. Ao todo, a organização deve doar R$ 500 mil aos projetos, que podem variar de um a dois anos.

Os projetos foram selecionados de uma lista com 168 propostas inscritas no edital do primeiro semestre do ano e serão desenvolvidos em 14 estados brasileiros. Eles contemplam o ambiente marinho e três dos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga).

A fundação também recebe até o dia 31 de agosto inscrições para novos projetos. Os projetos aprovados neste novo edital começarão a receber as doações a partir de janeiro de 2011. Podem concorrer projetos de organizações não-governamentais ou fundações ligadas a universidades que contribuam para a conservação da natureza no Brasil. As inscrições devem ser feitas no site da Fundação O Boticário.

Os projetos devem estar enquadrados nas linhas temáticas definidas pela organização, como ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais ou ações para a restauração de ecossistemas naturais.

A Fundação O Boticário é uma das principais financiadoras de projetos em conservação da natureza no Brasil. Em 20 anos de atuação, já doou mais de U$ 9,2 milhões (R$ 16 milhões) para 1.218 projetos de quase 400 instituições em todo o Brasil.

BNDS AMPLIA LINHAS DE CRÉDITO PARA PROJETOS DE ENERGIA ALTENATIVA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira a ampliação, em dois anos, do prazo máximo de pagamento para financiamentos de projetos de energias alternativas. A partir de agora, o financiamento para projetos de energia eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas terá prazo de amortização máximo de 16 anos – antes era de 14 anos.

Segundo o BNDES, a alteração equiparou as condições de financiamento desses empreendimentos às condições disponíveis para as usinas hidrelétricas entre 30 megawatts (MW) e 1.000 MW. A instituição estima que a medida poderá surtir efeito positivo já sobre os preços que serão ofertados nos próximos leilões de energia eólica, biomassa e PCH (abaixo de 30 MW), previstos para ocorrer nos dias 25 e 26 deste mês.

Como o financiamento é considerado um item do custo da construção de uma usina, o BNDES avalia que as condições do empréstimo aumentarão a competitividade do projeto e, em consequência, terão repercussão no preço no leilão, favorecendo a obtenção de uma menor tarifa final, com benefício para o consumidor brasileiro.

Com a melhoria introduzida nas condições financeiras dos projetos de energias renováveis, que apresentam menor impacto ao meio ambiente e maior celeridade de implantação, o BNDES espera contribuir para o aumento da participação dessas fontes alternativas no Sistema Integrado Nacional (SIN).

LONDRES INAUGURA SERVIÇO DE ALUGUEL DE BICICLETAS

Um programa de aluguel de bicicletas públicas começou a operar na capital britânica, Londres.

Até agora, mais de 11 mil pessoas se registraram para usar as 5.000 bicicletas que estão sendo disponibilizadas em estações especiais em vários locais da cidade.

A organização Transport for London (TfL), que coordena o transporte da capital, disse que mais de 12.450 chaves foram entregues para que os londrinos que se cadastraram possam destrancar as bicicletas deixadas em mais de 330 estações.

As chaves custam 3 libras (R$ 8) e o aluguel das bicicletas varia de uma libra (R$ 2,7) por uma hora de uso até 50 libras (R$ 137) por 24 horas.

A TfL e a operadora Serco, que coordena o programa, esperam expandir o aluguel das bicicletas para usuários não registrados em um mês.

TRAVAS
A TfL afirmou que espera enfrentar problemas com o programa no início.

"Isso poderá incluir alguns problemas técnicos, e precisamos ainda entender quais os padrões de uso do programa", disse um porta-voz do órgão.

Mas a TfL disse que, apesar de o número de usuários registrados ser bem maior do que o de bicicletas, não haverá falta de bicicletas.

As bicicletas pesam 23 quilos e têm três marchas. Elas não vêm com travas - mas são trancadas automaticamente quando colocadas de volta nas estações encerrando o período de aluguel, para evitar que as pessoas fiquem com as bicicletas por longos períodos.

Jenny Jones, membro do partido Verde na Assembléia de Londres, discorda da falta de travas.

"As bicicletas deveriam ter travas e cestas maiores", disse ela. "O programa também precisa ser monitorado de perto para garantir que o custo não evite que londrinos com rendas mais baixas usem as bicicletas."

O programa foi oficialmente lançado no parque Jubilee, na região londrina de South Bank, pelo prefeito Boris Johnson.

As estações que abrigam as bicicletas serão localizadas nos bairros de Camden, City of London, Hackney, Islington, Lambeth, Kensington and Chelsea, Southwark, Tower Hamlets, Westminster e em vários parques da cidade.

A TfL espera chegar a 6.000 bicicletas e 400 estações até o fim do ano.

DESASTRES AUMENTAM CRISE DE ÁGUA NA CHINA

A sucessão de acidentes ambientais nas águas da China está agravando o problema de abastecimento no país, que sustenta 20% da população mundial com apenas 7% dos recursos hídricos disponíveis no planeta.

Com estes dados, segundo as Nações Unidas, cada cidadão chinês dispõe de 2.138 metros cúbicos de água por ano, quatro vezes menos que a média dos países desenvolvidos.

Por sua distribuição geográfica e os diferentes climas no país, a distribuição interna de água na China também não é equilibrada, com um norte árido e frequentemente semidesértico e um sul tropical e sujeito a chuvas de monção.

O gigante asiático vive suas piores enchentes em 12 anos, que já deixaram mais de 1.500 mortos e desaparecidos no país, mas não pode garantir a provisão de água em todo seu território.

O governo chinês se mostra incapaz de ordenar seu mapa hidrográfico e realiza obras faraônicas, como a represa das Três Gargantas, no rio Yang-Tsé, ou o futuro Eixo de Desvio de Águas Sul-Norte, previsto para 2014, e vê uma proliferação, sem remédio, dos acidentes.

Nas últimas semanas, marés negras chegaram ao litoral, além de pragas de algas, que cobriram milhares de quilômetros quadrados e mataram toneladas de peixes, entre outros fatos.

A China é um dos países mais poluídos do mundo, devido em grande parte à acelerada industrialização vivida no país, cuja riqueza foi construída com uma exploração dos recursos com pouco controle e supervisão.

BP AFIRMA QUE VAI CONTROLAR VAZAMENTO EM DEFINITIVO

A empresa BP anunciou que pode tampar já na segunda-feira o poço que provocou o pior vazamento de petróleo na história dos Estados Unidos, enquanto crescem especulações sobre quais patrimônios ela poderia vender para arcar com os custos do acidente.

O futuro executivo-chefe da empresa, Bob Dudley, disse que a BP continuará envolvida no processo de limpeza da mancha de óleo bem depois que o vazamento tiver sido tampado, e manifestou otimismo quanto à recuperação do dano ambiental no golfo do México.

"É possível que já na segunda ou terça-feira esse poço possa ser 'morto'", disse Dudley nesta quarta-feira à Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos. "Não há precisão, nada garantido. Estou esperançoso e acredito que tenhamos visto o fim do óleo fluindo no Golfo."

Cem dias depois da explosão de uma plataforma marítima que matou 11 empregados e deu início ao vazamento no poço Macondo, investigações civis e criminais nos Estados Unidos buscam apurar se a BP e outras empresas enganaram reguladores e investidores.

"A investigação está em andamento... haverá um inquérito criminal além da investigação civil, e ela envolve mais do que simplesmente a BP", disse o secretário de Justiça norte-americano, Eric Holder, no Cairo.

A BP diz que o Departamento de Justiça e a SEC (equivalente à brasileira Comissão de Valores Mobiliários) estão investigando o comportamento do mercado em relação ao vazamento.

O jornal "The Washington Post" disse que um "Esquadrão BP", composto por vários órgãos públicos, está conduzindo a investigação criminal, mas que eventuais indiciamentos podem levar mais de um ano.

A BP também está exposta a vários processos privados e pedidos de indenização por causa dos prejuízos decorrentes do acidente, especialmente nos setores de pesca e turismo na costa sul do país.

A empresa já pagou US$ 256 milhões (R$ 451 milhões) a pessoas e empresas prejudicadas pelo acidente, e pretende liberar outros US$ 60 milhões (R$ 106 milhões) em agosto.

Embora o petróleo tenha parado de jorrar, ainda há uma enorme operação de limpeza, que segundo especialistas vai levar meses. A mancha de óleo principal parece ter se dispersado, e técnicos estão analisando a extensão da poluição no mar.

"Estamos nos sentido muito cautelosamente otimistas com o poço tampado e o fato de que não estamos vendo muito óleo na água", disse Steven Poulin, capitão da Guarda Costeira.

"Posso lhes dizer que há muita água azul por aí, e um brilho só muito limitado, e trechos muito limitados, devo salientar, de óleo emulsificado. Não estamos vendo muito óleo por aí que seja retirável", disse ele.

Quase 150 mil quilômetros quadrados de águas do golfo do México estão interditados à pesca, e mais de 950 quilômetros de litoral em quatro Estados norte-americanos foram afetados pelo óleo, segundo os dados mais recentes do governo.

NOVO VAZAMENTO É DETECTADO PRÓXIMO AO POÇO NO NOVO MÉXICO

O governo Estados Unidos permitiu que a British Petroleum mantenha fechada e monitore por mais um dia a tampa colocada sobre o poço no Golfo do México, mantendo-se alerta para o caso de danos à peça. Um novo vazamento foi detectado no fundo do mar, a cerca de dois quilômetros do local.

Os EUA concordaram em acompanhar de perto o caso para novos sinais de vazamento. O gerente de operações relacionadas com o derrame, o almirante aposentado da Guarda Costeira Thad Allen, disse hoje cedo que os especialistas haviam encontrado as respostas procuradas sobre a forma como a BP está monitorando o leito marinho em torno do poço, que deixou de expelir o óleo do fundo do mar desde que um tampão fez a contenção deste quinta-feira.

Na tarde de domingo, Allen alertou para um vazamento detectado no fundo do mar nas proximidades do poço e pediu em uma carta à BP a supervisão do fundo do oceano, exigindo relatório da situação. Allen não especificou o que estava vazando. O consultor de energia na Casa Branca, Carol Browner, disse à CBS que o vazamento foi localizado em 3,2 quilômetros do poço.

CAÇA ÀS BALEIAS SERÁ JULGADA PELA HISTÓRIA, DIZ CIENTISTA PIONEIRO

Pouca gente além do biólogo Roger Payne, 75, pode dizer que sua obra já ultrapassou o Sistema Solar.

Ocorre que os cantos de machos de baleia-jubarte gravados por Payne estão no célebre Disco de Ouro, um registro de sons da Terra enviados para o espaço com as sondas Voyager, da Nasa. Ele é um dos pioneiros no estudo da comunicação entre os animais.

Veterano das reuniões da CIB, comemorou o fato de que um acordo para trazer de volta a caça comercial não tenha passado. Criticou duramente a indústria baleeira japonesa, dizendo que a história julgará o país por seu apego a um modelo predatório.

COMISSÃO BALEEIRA ADIA DECISÃO SOBRE CAÇA

Comissão Baleeira Internacional (CBI) adiou por um ano a decisão sobre um possível fim da moratória à caça comercial de baleias diante da falta de consenso entre países-membros.

A decisão foi anunciada pelo presidente interino da CBI, Anthony Liverpool, após escutar as opiniões das distintas delegações nacionais, que solicitaram um período de reflexão que dê tempo a reconsiderar as posições.

'Deixamos este ponto da agenda aberto para poder voltar no próximo ano com novas ideias e propostas', indicou Liverpool diante de representantes dos 88 países-membros da comissão, que se reúne até a próxima sexta-feira na localidade marroquina de Agadir.

Sobre a mesa de negociações estava a proposta de consenso apresentada em abril pela presidência e a vice-presidência, na qual, entre outros pontos, durante a próxima década seria mantida a moratória, mas limitando a caça aos países que atualmente capturam baleias.

Segundo o delegado da Nova Zelândia, Geoffrey Palmer, se afrontava 'uma situação em que nenhuma nação está satisfeita com o resultado das negociações', por isso que 'a melhor solução é mesmo a pausa para retomar as discussões no próximo ano'.

A moratória foi introduzida há 24 anos para frear a rápida queda no número de baleias, mas Japão, Noruega e Islândia continuaram caçando o animal, alegando que a moratória não tem poder legal.

Uma das propostas apresentadas era o fim da moratória por dez anos com a imposição de cotas para a caça. Mas muitas nações se negam a aceitar um acordo que represente o fim da moratória.

Segundo ambientalistas, a moratória permitiu que algumas espécies, como a baleia-azul, baleia-jubarte e baleia-franca, recuperassem suas populações.

LEI FLORESTAL VAI SER VOTADA DEPOIS DAS ELEIÇÕES

O texto do novo Código Florestal deverá ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados somente após as eleições, afirmou o líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP). Para ele, é necessário tranquilidade para votar o "assunto nervoso".

A intenção, segundo Vaccarezza, já foi conversada com o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP), responsável pela formulação do parecer na comissão especial da Casa que debate a lei de proteção às florestas.

A votação do relatório de Rebelo estava marcada para esta terça, 22, mas foi adiada para a próxima segunda, 28. Depois de aprovado na comissão, o texto será analisado em plenário, quando poderá receber modificações.

A bancada ruralista, que possui a maioria dos membros da comissão, pressiona pela tramitação rápida da proposta, enquanto os deputados ruralistas pedem que a votação seja adiada para evitar a contaminação pelo período eleitoral.

O líder do governo defendeu as modificações propostas pelo relator. "As críticas são de quem não leu a proposta. Ela traz muitos avanços", disse. Vaccarezza citou a isenção de reserva legal para as propriedades de até quatro módulos fiscais que, segundo ele, beneficiam os pequenos produtores.

Esse ponto é um dos mais criticados pela entidades ambientalistas, que veem uma liberação para o desmatamento. As outras críticas ao parecer de Rebelo giram em torno da transferência de responsabilidade para os Estados de legislarem sobre causas ambientais e a redução das matas ciliares ao longo dos rios.

"ARCA DE NOÉ" BOTÂNICA

Banco genético numa ilha do Ártico já contém mais de 500 mil sementes e no futuro deverá armazenar todas as espécies vegetais do planeta. E talvez seja a chave para a sobrevivência da humanidade.

Na ilha ártica de Spitsbergen, na Noruega, a quase 1.500 quilômetros do Polo Norte, estão armazenadas mais de meio milhão de sementes de todo o mundo. Em um abrigo subterrâneo do Svalbard Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes de Svalbard), sob camadas de permafrost, o material está protegido de guerras, catástrofes ou da mudança climática global.

Local mais seguro do mundo
A "Arca de Noé botânica" é mantida pelo governo norueguês e pela Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) desde 2008, na confiança que, mesmo no caso da pior catástrofe, ali estaria a base para um recomeço da humanidade, assim como um importante elemento para a segurança alimentar.

Ao escolher-se o local, o interior da montanha próxima a Longyearbyen, 130 metros acima do Mar Ártico, ele foi considerado o "mais seguro do mundo".

Tão maior foi a inquietação internacional quando, no ano seguinte à inauguração, a entrada do abrigo foi danificada pelo derretimento do permafrost. Os reparos ainda estão em curso, porém isso não representa qualquer perigo para os grãos armazenados, assegura Roland von Bothmer, professor de Genética Botânica na Universidade de Agricultura da Suécia.

Ele é uma das poucas pessoas a terem acesso à caixa-forte, aberta apenas poucas vezes ao ano. Trajando vestimentas térmicas, a descida é feita por um túnel de concreto de cerca de 100 metros de comprimento até uma porta de aço, ao longo do percurso o gelo cintila nas paredes. Von Bothmer esclarece tratar-se de uma antecâmara cuja segunda porta só é aberta depois de fechar-se a da entrada.

Backup global
A caixa-forte é como um gigantesco freezer. Para padrões árticos, o armazém que a antecede é relativamente temperado, pois o permafrost tem uma temperatura natural de -6ºC a -5ºC. O local só será utilizado quando o depósito principal estiver repleto, algumas prateleiras já estão preparadas. O professor Von Bothmer demonstra:

"Aqui temos amostras de sementes embaladas a vácuo, vindas da Dinamarca e de Nova Délhi. Elas foram secas, o componente líquido é de apenas 5% a 6%. Elas são trazidas numa caixa escura; nós as registramos e colocamos a caixa no tesouro."

As informações sobre os grãos armazenados são acessíveis a qualquer pessoa, através da internet. O material permanece propriedade de quem o armazenou, geralmente um banco de sementes ou autoridades públicas de agricultura.

Geralmente os países possuem seus próprios bancos de sementes, porém as duplicatas em Spitsbergen formam uma espécie de "backup global".

Biodiversidade ameaçada
" O mais importante é armazenarmos as duplicatas em segurança, para, caso necessário, podermos devolvê-las aos proprietários, por exemplo, se os originais se perderem. No mundo inteiro acontecem problemas. Considere o Haiti, ou os deslizamentos de terra, outras catástrofes, guerras civis."

Contudo, mesmo sem catástrofes, a agrobiodiversidade já está ameaçada, explica o especialista da Universidade da Suécia, que realiza projetos próprios de coletas de sementes em regiões como o Quirguistão ou o Tadjiquistão.

"Há 10 mil anos ocorre uma seleção natural e outra influenciada pelo ser humano. A cevada e o trigo, por exemplo, foram 'domesticados' há 10 mil anos. E por todo o mundo se desenvolveram novas variedades, adaptadas às condições locais. Isso se perde quando os agricultores preferem cultivar variedades modernas, com histórico genético muito restrito."

Todas as espécies do mundo
No banco de sementes propriamente dito, reinam -17ºC. "A meta é chegarmos a -18ºC, que consta ser a temperatura ideal para conservar grãos vivos a longo prazo. Mas isso ainda vai demorar anos."

"Eis aqui as prateleiras com recipientes numerados", prossegue o professor, "alguns da Síria, outros dos Estados Unidos". O galpão comporta cerca de 520 mil amostras e não está nem mesmo cheio até a metade. "Quando todos os três armazéns estiverem em funcionamento, teremos lugar para todas as espécies que existem no mundo."

Os operadores da "Arca de Noé botânica" estão seguros de que os frutos de seu trabalho não serão visíveis apenas em caso de uma catástrofe global. Von Bothmer lembra que a Cúpula Mundial da Alimentação de 2009 constatou ser preciso elevar em 70% a produção mundial de alimentos até 2050. Ao mesmo tempo, as áreas agricultáveis desaparecem.

Também a mudança climática exige que se preserve para o futuro uma ampla gama de recursos genéticos, alerta o geneticista. "Em muitas regiões o clima está ficando mais seco, em outras choverá mais; novas doenças e pragas surgirão. Precisamos da biodiversidade para melhorar a resistência, para que se vençam essas novas circunstâncias. O interesse aumentou nos últimos anos, tanto do ponto de vista político como do cultivo agrícola. E isso também se deve ao Banco Global de Sementes."

INCÊNDIO SUSPENDE COLETA DE ÓLEO

Um incêndio em um dos navios envolvidos no esforço de contenção de óleo no golfo do México causou uma parada temporária nas operações, informou a petrolífera BP.

O incêndio foi provocado por um raio e atingiu um navio-tanque que está coletando o óleo por meio de um longo tubo acoplado ao poço no leito do golfo, a 1.500 metros de profundidade.

Segundo a empresa, o incêndio foi rapidamente controlado e não houve feridos.

A empresa está coletando 15 mil barris de petróleo por dia. Mas uma quantidade similar ainda está vazando do poço danificado.

A petrolífera britânica pretende aumentar a capacidade de captura para 40 mil barris por dia em julho quando conseguir colocar sobre o poço um domo de contenção maior do que o atual.

No entanto, o vazamento deve ser permanentemente controlado somente quando um poço de alívio estiver completado em agosto.