PREOCUPAÇÃO
COM IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE É TEMA DE DEBATE NA
CAPITAL
É cada vez maior o apelo da sociedade
para que as organizações incorporem padrões
de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Para
atender a essas exigências, no entanto, é preciso
elaborar uma estratégia que leve em conta os fatores
econômicos, sociais e ecológicos.
O embrião dessa mudança, que será tema
de um colóquio promovido hoje pela Junior Achievement
Brasil na Capital (veja quadro), ocorre no momento em que
a empresa faz o levantamento dos impactos positivos e negativos
provocados pelos processos do seu negócio. De acordo
com Monique Dinato, gerente de conteúdo e metodologia
da Junior Achievement Brasil e especialista em sustentabilidade,
antes de implementar qualquer atividade nesse sentido, os
dirigentes devem saber como estão sendo utilizados
os recursos naturais e ter conhecimento de tudo o que, ao
final do processo, pode virar poluição.
"A
empresa deve começar a pensar no que pode
economizar em termos de recursos naturais e no que pode ser
evitado em termos de gasto de energia e água. Não
há um caminho único para isso, pois negócios
diferentes vão levar a diferentes respostas", salienta
Monique.
Davis
de Luna Tenório, diretor Presidente do Grupo
Eco, empresa com gestão e princípios baseados
na sustentabilidade, explica que a preocupação
com a natureza afeta a competitividade. Segundo Tenório,
o empreendedor que não estiver atento a essas questões
pode perder não só clientes, mas também
fornecedores e parceiros:
"Conservar
o planeta, hoje, virou uma obrigação
para qualquer negócio. A necessidade atual agrega
valores sociais e ambientais aos negócios".
Dificuldade
em lidar com tema é maior entre os pequenos
A tendência dos negócios sustentáveis
atinge empresas de todos os portes. Mas, para as micro e
pequenas, a aplicação dessas ações é um
pouco mais complicada. Na avaliação de Danyela
de Souza Pires, do setor Empreendedorismo e Inovação
do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), isso se deve ao fato de
os empreendimentos menores serem muito focados em sua sobrevivência.
"Sugiro
que busquem informar-se sobre o assunto, porque, se forem
preocupar-se com a questão depois
de serem autuadas, podem até correr o risco de fechar",
adverte Danyela.
Para
Sérgio Esteves, diretor executivo da AMCE Negócios
Sustentáveis, a preocupação com a redução
dos efeitos sobre a natureza não deve ser tratada
após as necessidades do negócio terem sido
satisfeitas.
"Algumas
empresas banalizam o tema e adotam soluções
que não se efetivam", adverte Esteves.
O evento
- O colóquio com Fábio Barbosa responderá a
perguntas de David Randon (presidente da Randon), Eduardo
Sirotsky Melzer (vice-presidente executivo do Grupo RBS),
Marcelo Lyra (vice-presidente de relações institucionais
da Braskem), José Paulo Martins (diretor do Instituto
Gerdau) e Júlio Fonseca (diretor de gente da Oi)
- O evento ocorre hoje, às 8h30min, no Teatro do CIEE-RS
(Rua D. Pedro II, 861). As Inscrições são
gratuitas, feitas no local
BRASIL
PODE REALIZAR PRIMEIRA COPA VERDE
Nas
reformas e construções dos
estádios brasileiros para a Copa do Mundo de Futebol
de 2014, surge uma grande oportunidade para o País:
ser o primeiro no mundo a realizar uma COPA VERDE, implantando
técnicas sustentáveis em suas construções.
O assunto será tema na 1ª GREENBUILDING BRASIL
- CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO, evento sobre
construção sustentável, realizado pela
Reed Exhibitions Alcantara Machado e GBC Brasil, que acontece
na próxima semana, entre os dias 1 e 3 de setembro,
na cidade de São Paulo, no prédio da Fecomércio.
Na apresentação do case "Copa 2014 -
A oportunidade Green Building" os participantes irão
entender como o uso de padrões sustentáveis
pode ajudar quem busca financiamentos junto ao BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além
de reduzir os impactos ambientais e garantir retorno financeiro
a curto prazo, com menores custos de água e energia
na edificação e gestão dos empreendimentos.
"O BNDES, no sentido de promover uma copa sustentável
do ponto de vista econômico e ambiental, criou dois
programas: um para financiamento da construção
e reforma dos estádios e outro para incentivar o setor
hoteleiro para ampliar a qualidade e capacidade de hospedagem,
ambos exigem que as edificações sejam mais
sustentáveis e considerem elevados padrões
de desempenho ambiental, inclusive exigindo certificações,
como o LEED, Procel e NBR 15.40", explica Anderson Benite,
Diretor de Consultoria de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia
de Edificações (CTE) e responsável pela
palestra que acontece no segundo dia do evento, às
9h45.
Alcançar o título de COPA VERDE está exclusivamente
nas mãos do Brasil. Apesar das últimas Copas
e Olimpíadas terem revelado estádios e centros
de treinamento com tecnologias ambientais diferenciadas,
principalmente os EUA, que já possui diversos estádios
com certificação LEED (o principal selo da
construção sustentável), a realização
de uma COPA VERDE com todos os estádios e demais edificações
verdes ainda não aconteceu.
"A 1ª GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA
INTERNACIONAL & EXPO está sendo realizada para
impulsionar a construção sustentável
no País. O crescimento é latente, e a COPA
2014 é uma oportunidade em vigor. Quem quer construir
e investir para esse marco no Brasil vai encontrar na conferência
o espaço ideal para entender como melhor aplicar e
conseguir destaque no concorrido mercado da construção
civil", explica Márcia Coimbra, Gerente da Unidade
de Negócios de Congressos da Reed Exhibitions Alcantara
Machado
Serviço
1ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Quando: 1 a 3 de setembro
Local: Fecomercio
Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela
Vista - São Paulo (SP)
Horário: Das 9 às 18 horas - dias 1 e 2 de
setembro
Das 8 às 16 horas - dia 3 de setembro
Mais informações:
www.expogbcbrasil.org.br
EQUIPE
DE BIÓLOGOS TRABALHA EM DESENCALHE DE BALEIA EM CAPÃO
NOVO
Uma
equipe de seis biólogos do Centro
de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar)
partiu de Imbé para Capão Novo a fim de estudar
a melhor maneira para desencalhar uma baleia Jubarte que
se encontra presa em um banco de areia desde sábado,
21.
MP
PROTESTA CONTRA MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL
Representantes
do Ministério Público
Federal fizeram nesta quarta, dia 18, em Brasília,
um ato público contra alterações no
Código Florestal.
Reunidos
no restaurante da Câmara dos Deputados, procuradores
da República, promotores e ambientalistas lançaram
um manifesto para evitar a aprovação do novo
Código Florestal. Eles consideram o relatório
do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) um retrocesso para o país.
"Nós
somos contra a diminuição
das áreas de reserva legal, contra a diminuição
das áreas de preservação permanente,
somos contrários à anistia àqueles que
não respeitaram a legislação ambiental
durante os anos de vigência do código", afirma
o presidente da Associação Brasileira do Ministério
Público do Meio Ambiente (ABRAMPA), Jarbas Soares
Júnior.
Um dos
integrantes da Rede Latino-Americana de Ministérios
Públicos Ambientais participou da mobilização.
O paraguaio Jorge Sosa García diz que as leis precisam
evoluir no sentido de preservar os recursos naturais que
ainda restam e recuperar as áreas desmatadas.
Após o evento, os manifestantes entregaram ao primeiro
vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS),
um documento jurídico com todos os pontos da proposta
considerados problemáticos.
O relatório com alterações no Código
Florestal já foi aprovado na Comissão Especial
da Câmara criada para analisar as mudanças na
legislação ambiental, mas ainda precisa ser
votado em plenário.
22
TONELADAS DE LIXO EUROPEU SÃO INTERCEPTADAS
NO PORTO DE RIO GRANDE
Uma
carga de 22 toneladas de lixo foi interceptada pela Receita
Federal no porto de Rio Grande (RS). Ao vistoriar
o material, fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente
e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram
embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis
e toda sorte de resíduos contaminados.
Segundo
notícia publicada hoje no site do Ibama,
a carga teria saído de forma irregular do porto de
Hamburgo, na Alemanha, para o Brasil. O que deveria ser aparas
de polímeros de etileno, resíduos de processos
industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era
na verdade lixo doméstico urbano, como pacotes de
fraldas, embalagens de alimentos e de ração
para animais. Dentro da carga, os fiscais ainda encontraram
uma minhoca viva. A carga foi apreendida no dia 3 de agosto
e segue lacrada no Terminal de Contêineres (Tecon),
no Superporto, em Rio Grande.
A transportadora
Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para
a Alemanha em 10 dias, contados a partir do recebimento do
ofício emitido na última sexta-feira. O não
cumprimento do prazo implicará em nova multa e o infrator
será considerado reincidente.
De acordo
com o Ibama, a empresa importadora Recoplast Recuperação
e Comércio de Plástico, com sede em Esteio,
recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos
sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos
perigosos à saúde pública e ao meio
ambiente, em desacordo com a legislação vigente.
A chinesa
Dashan, de Hong Kong, empresa responsável
pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou
em documentos, acobertados pelo conhecimento de embarque
(Bill of Landing), de 21 de junho de 2010, que o material
seria proveniente da República Tcheca.
— O descumprimento dos acordos internacionais é uma
afronta aos países signatários e, nesse caso,
um desrespeito ao Brasil e a sociedade brasileira no sentido
de manter um meio ambiente íntegro para o bem comum — disse
em nota oficial o presidente do Ibama, Abelardo Bayma.
Bayma
se refere à Convenção de Basileia,
que leva o nome da cidade suíça onde foi firmada,
em 1988. O acordo internacional visa estabelecer mecanismos
de controle sobre a movimentação de resíduos
perigosos entre países com o objetivo de garantir
a segurança ambiental e a saúde humana, em
termos de transporte, destinação, produção
e gestão desses resíduos.
O Brasil
ratificou a convenção em 1993, a
Alemanha e outros 168 países também são
signatários. O acordo prevê que a autoridade
competente do país exportador notificará ou
exigirá ao produtor ou exportador que notifique, por
escrito, o país envolvido sobre qualquer movimento
transfronteiriço de resíduos perigosos e de
outros resíduos. O país de importação
responderá consentindo no movimento com ou sem condições,
negando permissões para o movimento ou requerendo
informações adicionais. O transporte dos resíduos
só poderá ocorrer após o consentimento
formal das autoridades.
Em 2009,
cerca de 1,4 mil toneladas de lixo provenientes da Inglaterra
foram interceptadas nos portos de Santos (SP),
de Rio Grande, e no porto seco em Caxias do Sul. O governo
brasileiro exigiu o retorno imediato dos detritos para o
país de origem e o Ministério das Relações
Exteriores apresentou denúncia contra o Reino Unido
no secretariado da Convenção de Basileia.
TAM
E AIRBUS IRÃO TESTAR BIOQUEROSENE DE AVIÃO
O
gerente de combustíveis da TAM, Paulus Figueiredo,
afirmou hoje que a companhia pretende realizar em outubro
o primeiro teste com bioquerosene de aviação
em parceria com a Airbus. Segundo ele, a fabricante de
aviões finaliza os testes de laboratório
para certificar o combustível, feito a partir de óleo
de pinhão.
A ideia é realizar um voo "Galeão-Galeão",
disse Figueiredo, decolando e pousando no mesmo aeroporto.
O teste faz parte de um projeto para reduzir emissões
de gás carbônico nos voos da companhia, evitando
multas que serão cobradas pela União Europeia.
Segundo
o executivo, a TAM calcula que teria de pagar entre 3 e
6 milhões de euros por ano por suas emissões
em rotas para a Europa.
"Com
a adição de bioquerosene, a redução
da multa é proporcional ao porcentual do biocombustível",
explicou Figueiredo, em entrevista após palestra no
evento "Do
petróleo ao Biocombustível", promovido
pela Hart Consulting, no Rio.
As duas
parceiras estão em processo de certificação
de uma mistura de até 50% de bioquerosene com querosene
de petróleo. Figueiredo explicou, no entanto, que
os altos custos de produção do biocombustível
não permitiriam o uso do porcentual máximo.
"A
ideia é acrescentar 1% no primeiro ano
e ir crescendo à medida em que se tornar mais competitivo",
disse o executivo.
A primeira
batelada de bioquerosene produzida pela TAM foi feita com
quatro toneladas de pinhão manso adquiridas
junto a pequenos produtores e transformadas em biodiesel
nos Estados Unidos.
ÁGUAS-VIVAS
INVADEM LITORAL DA ESPANHA
Milhares
de águas-vivas e caravelas
portuguesas (Physalia physalis) invadiram praias da Espanha.
Na costa
norte do país, na época mais movimentada
do verão, banhistas estão sendo alertados para
milhares de caravelas portuguesas, que têm tentáculos
de até 10 metros de comprimento.
Mais
de 300 pessoas foram feridas nas últimas três
semanas.
No outro
lado do país, as praias do mediterrâneo
também estão enfrentando um problema semelhante,
uma invasão de pequenas águas-vivas.
Pelo
menos 700 pessoas foram feridas na última semana.
Autoridades temem que o problema piore no futuro.
Segundo
cientistas, o aquecimento global e o excesso de pesca poderão aumentar o número de águas-vivas
em novos locais.
AUSTRALIANO
DÁ PRÊMIO MILIONÁRIO POR IDÉIA
PARA SALVAR O MUNDO
Rodeado
por modelos e segurando um cão
da raça Chihuahua chamado Chilli, o bilionário
australiano Dick Smith exibe uma mala contendo 1 milhão
de dólares australianos (equivalente a US$ 904 mil),
o prêmio que dará a quem apresentar o melhor
projeto para salvar o mundo da superpopulação.
O anúncio foi feito nesta quarta, 11, em Sydney.
Para
participar do concurso, chamado Wilberforce Award, é preciso
ter menos de 30 anos. O projeto vencedor do prêmio
será anunciado dentro de um ano. Para acessar o site
do concurso, clique
aqui.
FUNDAÇÃO
O BOTICÁRIO DOA R$ 500 MIL PARA PROJETOS DE CONSERVAÇÃO
A Fundação O Boticário
de Proteção à Natureza anunciou nesta
terça (10) que irá financiar a partir de agosto
19 projetos de conservação da biodiversidade.
Ao todo, a organização deve doar R$ 500 mil
aos projetos, que podem variar de um a dois anos.
Os projetos foram selecionados de uma lista
com 168 propostas inscritas no edital do primeiro semestre
do ano e serão
desenvolvidos em 14 estados brasileiros. Eles contemplam
o ambiente marinho e três dos seis biomas brasileiros
(Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga).
A fundação também recebe até o
dia 31 de agosto inscrições para novos projetos.
Os projetos aprovados neste novo edital começarão
a receber as doações a partir de janeiro de
2011. Podem concorrer projetos de organizações
não-governamentais ou fundações ligadas
a universidades que contribuam para a conservação
da natureza no Brasil. As inscrições devem
ser feitas no site da Fundação O Boticário.
Os projetos devem estar enquadrados nas linhas
temáticas
definidas pela organização, como ações
e pesquisa para a conservação de espécies
e comunidades silvestres em ecossistemas naturais ou ações
para a restauração de ecossistemas naturais.
A Fundação O Boticário é uma
das principais financiadoras de projetos em conservação
da natureza no Brasil. Em 20 anos de atuação,
já doou mais de U$ 9,2 milhões (R$ 16 milhões)
para 1.218 projetos de quase 400 instituições
em todo o Brasil.
BNDS
AMPLIA LINHAS DE CRÉDITO PARA PROJETOS DE ENERGIA
ALTENATIVA
O
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira a ampliação,
em dois anos, do prazo máximo de pagamento para financiamentos
de projetos de energias alternativas. A partir de agora,
o financiamento para projetos de energia eólica, biomassa
e pequenas centrais hidrelétricas terá prazo
de amortização máximo de 16 anos – antes
era de 14 anos.
Segundo
o BNDES, a alteração equiparou as
condições de financiamento desses empreendimentos às
condições disponíveis para as usinas
hidrelétricas entre 30 megawatts (MW) e 1.000 MW.
A instituição estima que a medida poderá surtir
efeito positivo já sobre os preços que serão
ofertados nos próximos leilões de energia eólica,
biomassa e PCH (abaixo de 30 MW), previstos para ocorrer
nos dias 25 e 26 deste mês.
Como
o financiamento é considerado um item do custo
da construção de uma usina, o BNDES avalia
que as condições do empréstimo aumentarão
a competitividade do projeto e, em consequência, terão
repercussão no preço no leilão, favorecendo
a obtenção de uma menor tarifa final, com benefício
para o consumidor brasileiro.
Com a
melhoria introduzida nas condições financeiras
dos projetos de energias renováveis, que apresentam
menor impacto ao meio ambiente e maior celeridade de implantação,
o BNDES espera contribuir para o aumento da participação
dessas fontes alternativas no Sistema Integrado Nacional
(SIN).
LONDRES
INAUGURA SERVIÇO DE ALUGUEL DE BICICLETAS
Um
programa de aluguel de bicicletas públicas
começou a operar na capital britânica,
Londres.
Até agora, mais de 11 mil pessoas se registraram
para usar as 5.000 bicicletas que estão sendo disponibilizadas
em estações especiais em vários locais
da cidade.
A organização Transport for London (TfL),
que coordena o transporte da capital, disse que mais de 12.450
chaves foram entregues para que os londrinos que se cadastraram
possam destrancar as bicicletas deixadas em mais de 330 estações.
As chaves
custam 3 libras (R$ 8) e o aluguel das bicicletas varia
de uma libra (R$ 2,7) por uma hora de uso até 50
libras (R$ 137) por 24 horas.
A TfL
e a operadora Serco, que coordena o programa, esperam expandir
o aluguel das bicicletas para usuários não
registrados em um mês.
TRAVAS
A TfL afirmou que espera enfrentar problemas com o
programa no início.
"Isso poderá incluir alguns problemas técnicos,
e precisamos ainda entender quais os padrões de uso
do programa", disse um porta-voz do órgão.
Mas a
TfL disse que, apesar de o número de usuários
registrados ser bem maior do que o de bicicletas, não
haverá falta de bicicletas.
As bicicletas
pesam 23 quilos e têm três marchas.
Elas não vêm com travas - mas são trancadas
automaticamente quando colocadas de volta nas estações
encerrando o período de aluguel, para evitar que as
pessoas fiquem com as bicicletas por longos períodos.
Jenny
Jones, membro do partido Verde na Assembléia
de Londres, discorda da falta de travas.
"As bicicletas deveriam ter travas e cestas maiores",
disse ela. "O programa também precisa ser monitorado
de perto para garantir que o custo não evite que londrinos
com rendas mais baixas usem as bicicletas."
O programa
foi oficialmente lançado no parque Jubilee,
na região londrina de South Bank, pelo prefeito Boris
Johnson.
As estações que abrigam as bicicletas serão
localizadas nos bairros de Camden, City of London, Hackney,
Islington, Lambeth, Kensington and Chelsea, Southwark, Tower
Hamlets, Westminster e em vários parques da cidade.
A TfL
espera chegar a 6.000 bicicletas e 400 estações
até o fim do ano.
DESASTRES
AUMENTAM CRISE DE ÁGUA NA CHINA
A
sucessão de acidentes ambientais nas águas
da China está agravando o problema de abastecimento
no país, que sustenta 20% da população
mundial com apenas 7% dos recursos hídricos disponíveis
no planeta.
Com estes
dados, segundo as Nações Unidas,
cada cidadão chinês dispõe de 2.138 metros
cúbicos de água por ano, quatro vezes menos
que a média dos países desenvolvidos.
Por sua
distribuição geográfica e os
diferentes climas no país, a distribuição
interna de água na China também não é equilibrada,
com um norte árido e frequentemente semidesértico
e um sul tropical e sujeito a chuvas de monção.
O gigante
asiático vive suas piores enchentes em
12 anos, que já deixaram mais de 1.500 mortos e desaparecidos
no país, mas não pode garantir a provisão
de água em todo seu território.
O governo
chinês se mostra incapaz de ordenar seu
mapa hidrográfico e realiza obras faraônicas,
como a represa das Três Gargantas, no rio Yang-Tsé,
ou o futuro Eixo de Desvio de Águas Sul-Norte, previsto
para 2014, e vê uma proliferação, sem
remédio, dos acidentes.
Nas últimas semanas, marés negras chegaram
ao litoral, além de pragas de algas, que cobriram
milhares de quilômetros quadrados e mataram toneladas
de peixes, entre outros fatos.
A China é um dos países mais poluídos
do mundo, devido em grande parte à acelerada industrialização
vivida no país, cuja riqueza foi construída
com uma exploração dos recursos com pouco controle
e supervisão.
BP
AFIRMA QUE VAI CONTROLAR VAZAMENTO EM DEFINITIVO
A
empresa BP anunciou que pode tampar já na
segunda-feira o poço que provocou o pior vazamento
de petróleo na história dos Estados Unidos,
enquanto crescem especulações sobre quais patrimônios
ela poderia vender para arcar com os custos do acidente.
O futuro
executivo-chefe da empresa, Bob Dudley, disse que a BP
continuará envolvida no processo de limpeza da
mancha de óleo bem depois que o vazamento tiver sido
tampado, e manifestou otimismo quanto à recuperação
do dano ambiental no golfo do México.
"É possível que já na segunda
ou terça-feira esse poço possa ser 'morto'",
disse Dudley nesta quarta-feira à Rádio Pública
Nacional dos Estados Unidos. "Não há precisão,
nada garantido. Estou esperançoso e acredito que tenhamos
visto o fim do óleo fluindo no Golfo."
Cem dias
depois da explosão de uma plataforma marítima
que matou 11 empregados e deu início ao vazamento
no poço Macondo, investigações civis
e criminais nos Estados Unidos buscam apurar se a BP e outras
empresas enganaram reguladores e investidores.
"A investigação está em andamento...
haverá um inquérito criminal além da
investigação civil, e ela envolve mais do que
simplesmente a BP", disse o secretário de Justiça
norte-americano, Eric Holder, no Cairo.
A BP
diz que o Departamento de Justiça e a SEC (equivalente à brasileira
Comissão de Valores Mobiliários) estão
investigando o comportamento do mercado em relação
ao vazamento.
O jornal "The Washington Post" disse que um "Esquadrão
BP", composto por vários órgãos
públicos, está conduzindo a investigação
criminal, mas que eventuais indiciamentos podem levar mais
de um ano.
A BP
também está exposta a vários processos
privados e pedidos de indenização por causa
dos prejuízos decorrentes do acidente, especialmente
nos setores de pesca e turismo na costa sul do país.
A empresa
já pagou US$ 256 milhões (R$ 451
milhões) a pessoas e empresas prejudicadas pelo acidente,
e pretende liberar outros US$ 60 milhões (R$ 106 milhões)
em agosto.
Embora
o petróleo tenha parado de jorrar, ainda há uma
enorme operação de limpeza, que segundo especialistas
vai levar meses. A mancha de óleo principal parece
ter se dispersado, e técnicos estão analisando
a extensão da poluição no mar.
"Estamos nos sentido muito cautelosamente otimistas
com o poço tampado e o fato de que não estamos
vendo muito óleo na água", disse Steven
Poulin, capitão da Guarda Costeira.
"Posso lhes dizer que há muita água azul
por aí, e um brilho só muito limitado, e trechos
muito limitados, devo salientar, de óleo emulsificado.
Não estamos vendo muito óleo por aí que
seja retirável", disse ele.
Quase
150 mil quilômetros quadrados de águas
do golfo do México estão interditados à pesca,
e mais de 950 quilômetros de litoral em quatro Estados
norte-americanos foram afetados pelo óleo, segundo
os dados mais recentes do governo.
NOVO
VAZAMENTO É DETECTADO PRÓXIMO AO POÇO NO NOVO MÉXICO
O
governo Estados Unidos permitiu que a British Petroleum
mantenha fechada e monitore por mais um dia a tampa
colocada sobre o poço no Golfo do México, mantendo-se
alerta para o caso de danos à peça. Um novo
vazamento foi detectado no fundo do mar, a cerca de dois
quilômetros do local.
Os
EUA concordaram em acompanhar de perto o caso para novos
sinais de vazamento. O gerente de operações
relacionadas com o derrame, o almirante aposentado da Guarda
Costeira Thad Allen, disse hoje cedo que os especialistas
haviam encontrado as respostas procuradas sobre a forma como
a BP está monitorando o leito marinho em torno do
poço, que deixou de expelir o óleo do fundo
do mar desde que um tampão fez a contenção
deste quinta-feira.
Na
tarde de domingo, Allen alertou para um vazamento detectado
no fundo do mar nas proximidades do poço e pediu em
uma carta à BP a supervisão do fundo do oceano,
exigindo relatório da situação. Allen
não especificou o que estava vazando. O consultor
de energia na Casa Branca, Carol Browner, disse à CBS
que o vazamento foi localizado em 3,2 quilômetros do
poço.
CAÇA ÀS
BALEIAS SERÁ JULGADA PELA HISTÓRIA, DIZ
CIENTISTA PIONEIRO
Pouca
gente além do biólogo Roger Payne, 75,
pode dizer que sua obra já ultrapassou o Sistema Solar.
Ocorre
que os cantos de machos de baleia-jubarte gravados por
Payne estão no célebre Disco de Ouro, um
registro de sons da Terra enviados para o espaço com
as sondas Voyager, da Nasa. Ele é um dos pioneiros
no estudo da comunicação entre os animais.
Veterano
das reuniões da CIB, comemorou o fato de
que um acordo para trazer de volta a caça comercial
não tenha passado. Criticou duramente a indústria
baleeira japonesa, dizendo que a história julgará o
país por seu apego a um modelo predatório.
COMISSÃO
BALEEIRA ADIA DECISÃO SOBRE CAÇA
Comissão Baleeira Internacional (CBI)
adiou por um ano a decisão sobre um possível
fim da moratória à caça comercial de
baleias diante da falta de consenso entre países-membros.
A decisão foi anunciada pelo presidente interino
da CBI, Anthony Liverpool, após escutar as opiniões
das distintas delegações nacionais, que solicitaram
um período de reflexão que dê tempo a
reconsiderar as posições.
'Deixamos
este ponto da agenda aberto para poder voltar no próximo ano com novas ideias e propostas', indicou
Liverpool diante de representantes dos 88 países-membros
da comissão, que se reúne até a próxima
sexta-feira na localidade marroquina de Agadir.
Sobre
a mesa de negociações estava a proposta
de consenso apresentada em abril pela presidência e
a vice-presidência, na qual, entre outros pontos, durante
a próxima década seria mantida a moratória,
mas limitando a caça aos países que atualmente
capturam baleias.
Segundo
o delegado da Nova Zelândia, Geoffrey Palmer,
se afrontava 'uma situação em que nenhuma nação
está satisfeita com o resultado das negociações',
por isso que 'a melhor solução é mesmo
a pausa para retomar as discussões no próximo
ano'.
A moratória foi introduzida há 24 anos para
frear a rápida queda no número de baleias,
mas Japão, Noruega e Islândia continuaram caçando
o animal, alegando que a moratória não tem
poder legal.
Uma das
propostas apresentadas era o fim da moratória
por dez anos com a imposição de cotas para
a caça. Mas muitas nações se negam a
aceitar um acordo que represente o fim da moratória.
Segundo
ambientalistas, a moratória permitiu que
algumas espécies, como a baleia-azul, baleia-jubarte
e baleia-franca, recuperassem suas populações.
LEI
FLORESTAL VAI SER VOTADA DEPOIS DAS ELEIÇÕES
O
texto do novo Código Florestal deverá ser
votado pelo plenário da Câmara dos Deputados
somente após as eleições, afirmou o
líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Para ele, é necessário
tranquilidade para votar o "assunto nervoso".
A
intenção, segundo Vaccarezza, já foi
conversada com o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP), responsável
pela formulação do parecer na comissão
especial da Casa que debate a lei de proteção às
florestas.
A
votação do relatório de Rebelo estava
marcada para esta terça, 22, mas foi adiada para a próxima
segunda, 28. Depois de aprovado na comissão, o texto
será analisado
em plenário, quando poderá receber modificações.
A
bancada ruralista, que possui a maioria dos membros da
comissão, pressiona pela tramitação
rápida da proposta, enquanto os deputados ruralistas
pedem que a votação seja adiada para evitar
a contaminação pelo período eleitoral.
O
líder do governo defendeu as modificações
propostas pelo relator. "As críticas são
de quem não leu a proposta. Ela traz muitos avanços",
disse. Vaccarezza citou a isenção de reserva
legal para as propriedades de até quatro módulos
fiscais que, segundo ele, beneficiam os pequenos produtores.
Esse
ponto é um dos mais criticados pela entidades
ambientalistas, que veem uma liberação para
o desmatamento. As outras críticas ao parecer de Rebelo
giram em torno da transferência de responsabilidade
para os Estados de legislarem sobre causas ambientais e a
redução das matas ciliares ao longo dos rios.
"ARCA
DE NOÉ" BOTÂNICA
Banco
genético numa ilha do Ártico
já contém mais de 500 mil sementes e no futuro
deverá armazenar todas as espécies vegetais
do planeta. E talvez seja a chave para a sobrevivência
da humanidade.
Na
ilha ártica de Spitsbergen, na Noruega, a quase
1.500 quilômetros do Polo Norte, estão armazenadas
mais de meio milhão de sementes de todo o mundo. Em
um abrigo subterrâneo do Svalbard Global Seed Vault
(Banco Mundial de Sementes de Svalbard), sob camadas de permafrost,
o material está protegido de guerras, catástrofes
ou da mudança climática global.
Local mais seguro do mundo
A "Arca de Noé botânica" é mantida
pelo governo norueguês e pela Global Crop Diversity
Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis)
desde 2008, na confiança que, mesmo no caso da pior
catástrofe, ali estaria a base para um recomeço
da humanidade, assim como um importante elemento para a segurança
alimentar.
Ao
escolher-se o local, o interior da montanha próxima
a Longyearbyen, 130 metros acima do Mar Ártico, ele
foi considerado o "mais seguro do mundo".
Tão maior foi a inquietação internacional
quando, no ano seguinte à inauguração,
a entrada do abrigo foi danificada pelo derretimento do permafrost.
Os reparos ainda estão em curso, porém isso não
representa qualquer perigo para os grãos armazenados,
assegura Roland von Bothmer, professor de Genética Botânica
na Universidade de Agricultura da Suécia. Ele é uma das poucas pessoas a terem acesso à caixa-forte,
aberta apenas poucas vezes ao ano. Trajando vestimentas térmicas,
a descida é feita por um túnel de concreto
de cerca de 100 metros de comprimento até uma porta
de aço, ao longo do percurso o gelo cintila nas paredes.
Von Bothmer esclarece tratar-se de uma antecâmara cuja
segunda porta só é aberta depois de fechar-se
a da entrada.
Backup global
A caixa-forte é como um gigantesco freezer. Para
padrões árticos, o armazém que a antecede é relativamente
temperado, pois o permafrost tem uma temperatura natural
de -6ºC a -5ºC. O local só será utilizado
quando o depósito principal estiver repleto, algumas
prateleiras já estão preparadas. O professor
Von Bothmer demonstra:
"Aqui temos amostras de sementes embaladas a vácuo,
vindas da Dinamarca e de Nova Délhi. Elas foram secas,
o componente líquido é de apenas 5% a 6%. Elas
são trazidas numa caixa escura; nós as registramos
e colocamos a caixa no tesouro."
As informações sobre os grãos armazenados
são acessíveis a qualquer pessoa, através
da internet. O material permanece propriedade de quem o armazenou,
geralmente um banco de sementes ou autoridades públicas
de agricultura.
Geralmente os países possuem seus próprios
bancos de sementes, porém as duplicatas em Spitsbergen
formam uma espécie de "backup global".
Biodiversidade ameaçada
" O mais importante é armazenarmos as duplicatas
em segurança, para, caso necessário, podermos
devolvê-las aos proprietários, por exemplo,
se os originais se perderem. No mundo inteiro acontecem problemas.
Considere o Haiti, ou os deslizamentos de terra, outras catástrofes,
guerras civis."
Contudo, mesmo sem catástrofes, a agrobiodiversidade
já está ameaçada, explica o especialista
da Universidade da Suécia, que realiza projetos próprios
de coletas de sementes em regiões como o Quirguistão
ou o Tadjiquistão.
"Há 10 mil anos ocorre uma seleção
natural e outra influenciada pelo ser humano. A cevada e
o trigo, por exemplo, foram 'domesticados' há 10 mil
anos. E por todo o mundo se desenvolveram novas variedades,
adaptadas às condições locais. Isso
se perde quando os agricultores preferem cultivar variedades
modernas, com histórico genético muito restrito."
Todas
as espécies do mundo
No banco de sementes propriamente
dito, reinam -17ºC. "A
meta é chegarmos a -18ºC, que consta ser a temperatura
ideal para conservar grãos vivos a longo prazo. Mas
isso ainda vai demorar anos."
"Eis aqui as prateleiras com recipientes numerados",
prossegue o professor, "alguns da Síria, outros
dos Estados Unidos". O galpão comporta cerca
de 520 mil amostras e não está nem mesmo cheio
até a metade. "Quando todos os três armazéns
estiverem em funcionamento, teremos lugar para todas as espécies
que existem no mundo."
Os operadores da "Arca de Noé botânica" estão
seguros de que os frutos de seu trabalho não serão
visíveis apenas em caso de uma catástrofe global.
Von Bothmer lembra que a Cúpula Mundial da Alimentação
de 2009 constatou ser preciso elevar em 70% a produção
mundial de alimentos até 2050. Ao mesmo tempo, as áreas
agricultáveis desaparecem.
Também a mudança climática exige que
se preserve para o futuro uma ampla gama de recursos genéticos,
alerta o geneticista. "Em muitas regiões o clima
está ficando mais seco, em outras choverá mais;
novas doenças e pragas surgirão. Precisamos
da biodiversidade para melhorar a resistência, para
que se vençam essas novas circunstâncias. O
interesse aumentou nos últimos anos, tanto do ponto
de vista político como do cultivo agrícola.
E isso também se deve ao Banco Global de Sementes."
INCÊNDIO
SUSPENDE COLETA DE ÓLEO
Um
incêndio em um dos navios envolvidos
no esforço de contenção de óleo
no golfo do México causou uma parada temporária
nas operações, informou a petrolífera
BP.
O incêndio foi provocado por um raio e atingiu um
navio-tanque que está coletando o óleo por
meio de um longo tubo acoplado ao poço no leito do
golfo, a 1.500 metros de profundidade.
Segundo
a empresa, o incêndio foi rapidamente controlado
e não houve feridos.
A empresa
está coletando 15 mil barris de petróleo
por dia. Mas uma quantidade similar ainda está vazando
do poço danificado.
A petrolífera britânica pretende aumentar a
capacidade de captura para 40 mil barris por dia em julho
quando conseguir colocar sobre o poço um domo de contenção
maior do que o atual.
No entanto,
o vazamento deve ser permanentemente controlado somente
quando um poço de alívio estiver completado
em agosto.
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