DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL


PROJETO PALEOPROSPEC É DESENVOLVIDO PELA PUCRS

O Prof e Dr. Paulo Fernandes, coordenador do Projeto Paleoprospec, parceria da PUCRS e Petrobras, que visa melhorar a precisão e diminuir os riscos envolvidos na prospecção de petróleo, conta como a inciativa vem se desenvolvendo e quantas etapas ainda são necessárias para que o mesmo seja colocado em prática.

Confira a entrevista na íntegra


CENTRO DE RECILAGEM SOLAE AJUDA MEIO AMBIENTE

Contribuir para a conservação e proteção do meio ambiente em todas as suas ações. Este é um dos compromissos da Solae, líder mundial em ingredientes à base de soja, que investe em recursos para o controle da emissão de resíduos, iniciativa alinhada à sua política de respeito ao meio ambiente e às comunidades onde atua.

Em sua fábrica em Esteio, RS, a Solae promove, desde 2003, o controle da geração de resíduos dentro das instalações da empresa, colaborando para diminuição do descarte ao meio ambiente. Em toda a planta, estão disponíveis os pontos de coleta seletiva de resíduos, que, posteriormente, são reciclados por uma empresa parceira em uma central instalada ao lado da fábrica. Esta empresa é beneficiada com os resíduos (matéria-prima para o processo de reciclagem) coletados pela Solae.

Anualmente, são recicladas nesta central 50 toneladas de plástico, 50 toneladas de metais ferrosos e 65 toneladas de papel e papelão. Além disso, a verba arrecadada a partir das vendas de sucata de metal é destinada à construção do novo prédio da Associação de Funcionários da Solae.

“Direcionamos os nossos esforços para a eliminação e/ou aproveitamento total de resíduos na sua origem”, destaca João Henrique Rodrigues, Gerente de Segurança e Meio Ambiente da planta. “Além de contribuir para um crescimento sustentável e para diminuição do impacto ambiental, projetos como o da reciclagem também colaboram para geração de empregos”, complementa.

Outro fator que é referência entre as empresas do distrito industrial de Esteio é a tecnologia empregada pela Solae na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que pode ser considerada uma das mais avançadas do mundo. O projeto base da ETE teve início em 1987 e contou com um investimento de mais de US$ 10 milhões até hoje. O biogás gerado nos processos da fábrica é utilizado como fonte de energia para a caldeira, diminuindo em 20% o consumo de óleo combustível e, consequentemente, as emissões atmosféricas.

“Nosso projeto da ETE é uma referência na região e, continuamente, buscamos aprimorar este sistema para deixá-lo ainda mais eficiente”, ressalta João Henrique.

Como líder em ingredientes saudáveis, a Solae está comprometida com a sustentabilidade e o manejo ambiental. A empresa apoia a proteção de recursos naturais como o Bioma Amazônico. Além disso, em 2005 a Solae estabeleceu metas de sustentabilidade de 10 anos para: reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em pelo menos 15% a partir do ano-base de 2004, garantir a preservação da água, e manter a energia absolutamente nivelada. Duas dessas três metas já foram batidas, com uma redução de 21% das emissões de GEE em termos efetivos (incluindo todas as unidades globais), e uma redução de 16% no uso de energia, também em todas as plantas globais.

Todo esse esforço rendeu à Solae o prêmio de "Reconhecimento e Mérito – Responsabilidade Ambiental 2006”, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (RS), que premia programas de destaque na área ambiental.

Recentemente, a Solae também se uniu à Associação da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês), que é a plataforma global composta pelos principais interessados da cadeia de valor da soja, com o objetivo comum de promover a produção responsável da soja através da colaboração e do diálogo entre os setores envolvidos a fim de estimular a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

ÓLEO DE FRITURA VIRA MATÉRIA-PRIMA PARA BIODIESEL

Já imaginou transformar sobras de óleo de fritura em biocombustível? O que era um problema, agora pode ser solução para o meio ambiente. A FINEP aprovou financiamento não reembolsável (que não precisa ser devolvido) de R$ 2,5 milhões para um projeto de reciclagem capitaneado pela Embrapa Agroenergia (Brasília/DF). A proposta visa aproveitar de maneira inteligente o descarte dos restaurantes da Capital Federal. A eliminação do volume de óleo derramado ralo abaixo proporcionará redução de custos com o tratamento de água.

“A idéia desta reciclagem é retirar o produto do esgoto”, explica o pesquisador José Dilcio Rocha, coordenador da proposta. Estima-se que, atualmente, quatro milhões de litros de óleo sejam consumidos por ano e despejados na rede do Distrito Federal, o que provoca entupimento no sistema e gastos com manutenção e produtos químicos de neutralização.

O investimento, além de um sistema de coleta integrado com bares e restaurantes, viabilizará a construção de uma fábrica-escola de biocombustível que, quando pronta, irá processar até cinco mil litros de óleo por dia. Em média, as famílias brasileiras consomem de um a três litros do produto por mês. Caso fosse reaproveitado, este resíduo poderia gerar até 33 milhões de litros de combustível limpo.

Além desses benefícios, falar em biodiesel é pensar em uma atmosfera mais saudável. No ano passado, Brasília registrou o maior crescimento percentual da frota de carros e de motos do país. Em 2001, havia 521.337 carros registrados. Em outubro de 2009, foram 845.219 (62,1% a mais). O projeto, portanto, ao transformar resíduo em um combustível biodegradável e livre de enxofre, também pode ajudar a reduzir a emissão de poluentes e, consequentemente, o aquecimento global.

MOSTRA DE TECNOLOGIS SUSTENTÁVEIS

Estão abertas as inscrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis, evento que reúne, metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos que contribuam para a construção de uma sociedade sustentável.

Este ano, as tecnologias inscritas devem se enquadrar em três categorias:

- Tecnologias Verdes, nas subcategorias Recursos Naturais; Energia; Biodiversidade; Água; Resíduos; e Emissões de Carbono

- Tecnologias Inclusivas, com projetos em Inclusão Econômica; Equidade; Acessibilidade; Sociodiversidade; Combate à Pobreza Conhecimento Tradicional; Acesso e Garantia aos Direitos e Políticas Públicas

- Tecnologias Responsáveis, com foco em Integridade e Combate à Corrupção Transparência; Controle Social dos Agentes Públicos e Econômicos; Trabalho Decente

As tecnologias que farão parte da Mostra serão selecionadas por um comitê curador constituído por onze entidades, tais como Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), International Finance Corporate (IFC) e Rede de Tecnologia Social (RTS).

Podem inscrever-se na Mostra pessoas físicas ou organizações, com uma ou mais tecnologias. As inscrições são gratuitas e precisam ser feitas apenas via site www.ethos.org.br/mostra2010 .

Serviço
Inscrições até 31 de janeiro de 2010
Mostra entre 10 e 14 de maio de 2010, no Hotel Transamérica, em São Paulo.
Mais Informações em www.ethos.org.br/mostra2010 ou mostra@ethos.org.br .

Destinado apenas a professores e estudantes universitários, o Prêmio Ethos-Valor está com inscrições abertas.

Para a categoria Estudantes, o desafio será o de desenvolver artigos sobre a responsabilidade social empresarial (RSE) e/ou o desenvolvimento sustentável (DS) , com o objetivo de estimular estudos sobre estratégias empresariais que integrem princípios da sustentabilidade. Para quem já tem um trabalho em desenvolvimento ou pronto ou um TCC defendido até 2009 é plenamente possível se inscrever.

Na categoria Professores, o tema continua sendo Educação para a Sustentabilidade. Os trabalhos devem abordar uma formação universitária que prepare estudantes e professores para lidar com o desafio da sustentabilidade.

Ainda, há a categoria Mista e Temática, que tem o objetivo de tratar de temas emergentes e das questões mais críticas para as empresas, propõe que grupos formados por no máximo cinco (5) pessoas (incluindo obrigatoriamente professores e estudantes) inscrevam trabalhos sobre Corrupção.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.premioethosvalor.org.br. Podem participar professores e estudantes universitários de todo o país, e de qualquer área de conhecimento.

Serviço
Pré-Inscrições: 23 de novembro de 2009 a 5 de abril de 2010
Inscrição/Envio do Trabalho: 23 de novembro de 2009 a 6 de abril de 2010
Não há limite de inscrições por autor, categoria ou instituição de ensino.
Mais informações: www.premioethosvalor.org.br ou premio@ethos.org.br


ANA RECEBE INSCRIÇÕES PARA PREMIAÇÃO

Em virtude de seus nove anos de funcionamento, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou o Prêmio ANA 2010. Em sua terceira edição, a premiação bienal tem o objetivo de reconhecer iniciativas de sete categorias – governo, empresas, organizações não governamentais, pesquisa e inovação tecnológica, organismos de bacia, ensino e imprensa – que se destaquem pela excelência de sua contribuição para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do país. Além disso, as ações devem estimular o combate à poluição e ao desperdício e apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 31 de maio.

Assim como ocorreu na edição de 2008, o Prêmio ANA 2010 terá uma Comissão Julgadora composta de membros externos à ANA e com notório saber na área de recursos hídricos ou meio ambiente. Um representante da Agência presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; aderência social; originalidade; e impactos social, cultural e ambiental.

Sendo assim, a Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das sete categorias, que serão conhecidas em solenidade de premiação marcada para 1º de dezembro de 2010 em local a ser definido. Os sete vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mário Seguso.

Inscrições
Até 31 de maio, os interessados em participar da premiação poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2010 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília-DF, CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

Cronograma
· Inscrições: de 18 de dezembro de 2009 a 31 de maio de 2010;
· Prazo de julgamento: de 2 de agosto a 10 de setembro e de 4 a 8 de outubro de 2010;
· Comunicação aos finalistas: de 25 a 29 de outubro de 2010;
· Cerimônia de premiação: 1º de dezembro de 2010.

Histórico
Em sua primeira edição, em 2006, o Prêmio ANA teve três temas em disputa: “Gestão de Recursos Hídricos”, “Uso Racional de Recursos Hídricos” e “Água para a Vida”. À época, 284 trabalhos se inscreveram. No segundo Prêmio ANA, em 2008, o tema foi único: “Conservação e Uso Racional da Água”. Na ocasião, participaram 272 iniciativas de seis categorias: governo, empresas, organizações não governamentais, organismos de bacia, imprensa e academia.

Informações
Para mais informações acesse o hotsite www.ana.gov.br/premio, envie e-mail para premioana@ana.gov.br ou ligue para (61) 2109-5412.


RENAULT RECICLA 4 TONELADAS DE ISOPOR POR MÊS EM PARCERIA COM A PLASTIVIDA

A Renault do Brasil é a mais nova parceira da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, na reciclagem de poliestireno expandido e extrudado (EPS e XPS), mais conhecido no Brasil pela marca Isopor®. Desde outubro, o parque industrial da Renault do Brasil, localizado em São José dos Pinhais (PR), faz parte do Projeto Repensar que envolve a cadeia produtiva do Isopor® na coleta e reciclagem deste material.

As peças veiculares chegam à Renault do Brasil embaladas em Isopor®. A cada mês, a montadora gera cerca de 4 toneladas do material, que demandavam transporte em 13 caminhões. “O espaço era praticamente inutilizado com as embalagens”, afirma Douglas Vellasques de Castro, da divisão de Engenharia de Materiais América da Renault.

Como solução, a Plastivida indicou a Santa Luzia, empresa recicladora de Isopor®, localizada em Santa Catarina, que forneceu em comodato à montadora uma máquina de degasagem - processo térmico que retira o ar do Isopor® e o compacta. Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, explica que o material, após ser processado, torna-se matéria-prima para fabricação de réguas, esquadros, brinquedos, rodapés e perfis para obra civil, molduras para quadros e solados plásticos para calçados, entre outros produtos.

O resultado foi a desocupação do espaço na empresa, além de economia no transporte – atualmente os resíduos gerados em um mês são transportados em apenas um caminhão à Santa Luzia, que realiza a reciclagem. "Projetos como este são extremamente importantes e benéficos para a natureza. Ao reciclar o Isopor® que vem de nosso processo de fabricação, conseguimos reduzir o consumo de matéria-prima virgem, minimizamos o impacto ambiental pela disposição de resíduos em aterros, economizamos energia elétrica e contribuímos para a geração de empregos", comenta Grazielle Coutinho, responsável pela Gestão de Resíduos da Renault do Brasil.

Sobre o Repensar - Com objetivo de divulgar que o Isopor® é plástico e que é 100% reciclável e promover essa reciclagem, a Plastivida lançou, em 2006, o Projeto Repensar, que reúne fabricantes de matéria-prima, as indústrias transformadoras e as empresas recicladoras. Atualmente, participam do Projeto Repensar grandes redes de todo o Brasil, como Carrefour, Pão de Açúcar, Extra, Wal Mart, Magazine Luiza, Casas Bahia, Laboratórios Roche, entre outros.

Em 2007, o Projeto Repensar destinou para reciclagem 32 toneladas de Isopor®. Em 2008, foram 112 toneladas e em 2009, com a entrada de novas empresas no Projeto, o número deverá ser ainda maior. Segundo Francisco de Assis Esmeraldo, a estimativa é que o Projeto Repensar encerre o ano com a coleta e reciclagem ente 165 e 170 toneladas de Isopor®, o que somará por volta de 300 toneladas do material, desde o início do Projeto até o momento. “Até outubro de 2009, foram reciclados 141 toneladas”, lembra Esmeraldo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em 2008, foram produzidos no Brasil aproximadamente 62,9 mil toneladas por ano de EPS e aproximadamente 20 mil toneladas por ano de XPS, totalizando cerca de 82,9 mil toneladas por ano de matéria-prima produzida. Desse total, estima-se que voltaram para o processo produtivo com destino à reciclagem, entre 6,8 a 7,2 mil toneladas por ano. Ou seja, mais de 8% de tudo que foi produzido, retornou para ser reciclado. Aproximadamente 70% desse montante foi coletado e destinado à reciclagem pelos recicladores associados à Plastivida e cooperativas de coleta seletiva parceiras do Projeto Repensar. “Para que esse número aumente, é importante que as pessoas saibam que o Isopor® é plástico, é 100% reciclável e que tem destino certo no mercado de reciclagem brasileiro”, completa Esmeraldo.

Sobre a Plastivida - A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos foi fundada em 1994. Nesses anos, acumulou grande conhecimento em áreas como educação ambiental, responsabilidade social e legislação sobre manejo de resíduos sólidos urbanos, coleta seletiva e reciclagem. Com esse perfil, a entidade vem promovendo a interação entre a sociedade, os governos e as indústrias do setor. A utilização ambientalmente correta do plástico está entre seus principais objetivos.

Visite o site da Plastivida: www.plastivida.org.br


PROFESSOR DA PUCRS DESENVOLVE PROJETO PIONEIRO COM ENERGIA SOLAR

Professor da PUC-RS e vencedor do Prêmio Jovem Cientista em 2002, Adriano Moehlecke recebeu investimentos de R$ 6 milhões da Petrobras, Eletrosul, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia) para desenvolver tecnologia única no país, que transforma energia solar em elétrica. Os primeiros 200 módulos fotovoltaicos passam às mãos dos patrocinadores na Tecnopuc. Atualmente, o Brasil não produz esse tipo de tecnologia. Importa a custos mais altos.

O projeto para a produção do dispositivo capaz de converter energia solar em elétrica recebeu investimentos de R$ 6 milhões e contou também com a coordenação da professora Izete Zanesco. Para aperfeiçoar o equipamento e provar a possibilidade de fabricação em escala industrial, desde 2004 Moehlecke e ela trabalham em uma planta piloto, uma espécie de minifábrica montada na PUC. “A energia solar fotovoltaica é a forma de energia renovável que mais cresce em nível mundial, com taxas de 60% a 80% ao ano. Mas no Brasil, não há indústrias com tecnologia comercial para a produção de módulos que façam a conversão. Agora, temos condições de transferir essa tecnologia a investidores interessados”, comenta o professor e pesquisador. Moehlecke e Izete conseguiram desenvolver dois processos de fabricação de células solares, atingindo eficiências maiores que a média mundial, e também organizaram a cadeia de fornecedores de insumos para a possível instalação de uma fábrica.

O trabalho do pesquisador premiado em 2002 pelo Prêmio Jovem Cientista serve de exemplo a outros jovens graduados e também a estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior interessados em participar da 24ª edição do PJC, que está com inscrições abertas até 30 de junho do próximo ano. Coincidentemente, o projeto de Moehlecke conquista o mercado no ano em que a premiação, uma das principais do gênero na América Latina, trata do tema Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro. Nesta edição, o PJC, que é uma iniciativa da Gerdau, Fundação Roberto Marinho e CNPq, desafia os jovens cientistas a apontarem soluções para problemas ambientais, apresentando, por exemplo, alternativas para controle de emissão de poluentes e fontes renováveis de energia. As possibilidades de estudo incluem ainda exploração racional dos recursos energéticos, edificações inteligentes, produção sustentável de biodiesel e controle de emissão de poluentes, entre outros.

Tradicionalmente entregue pelo presidente da República, o PJC distribui premiações que chegam a R$ 145 mil, incluindo R$ 30 mil para a instituição de Ensino Médio e de Ensino Superior com o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. Os vencedores também são contemplados com equipamentos de informática e com bolsas do CNPq. Há possibilidade de participação em cinco categorias: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio, Orientador e Mérito Institucional. Quem está no Ensino Médio concorre com uma redação, produzida sob orientação de um professor. Para eles, há um passo a passo disponível no link http://www.jovemcientista.org.br/campanha/pjc.html. O PJC também está no Twitter (@jovemcientista). Outras informações na página www.jovemcientista.cnpq.br.


C&A ABRE SUA PRIMEIRA LOJA ECOLÓGICA NO PAÍS

A loja C&A da Rua dos Andradas, na Capital, foi totalmente remodelada, adotando conceitos de sustentabilidade ambiental. A segunda unidade verde no mundo. A primeira foi aberta em 2008 em Mainz, na Alemanha. A loja possui, entre outras facilidades, telhado vivo, o que economiza energia.


AR TEM ENERGIA DE SOBRA PARA O PLANETA

O vento pode suprir as necessidades energéticas do mundo, segundo estudo publicado na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). A matriz eólica, como a solar, suscita esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes além das necessidades brasileiras.

Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, determinaram a energia que poderia ser produzida em cada turbina eólica com base na velocidade local do vento, na densidade do ar, no possível espaçamento dos aerogeradores e no tamanho das hélices. Os cientistas também consideraram áreas no mar. Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, seria possível produzir 16 vezes o consumo atual de eletricidade do país. Um dos autores do estudo, Michael McElroy, da Universidade Harvard, considera essencial um esforço global para viabilizar o uso da energia eólica em todo o mundo.


PETROBRAS OBTÉM LICENÇA DE PROJETO NA BACIA DE SANTOS

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, concedeu à Petrobras licença de instalação do navio-plataforma FPSO Cidade de Santos, que vai produzir petróleo e gás dos campos de Uruguá e Tambaú, e do gasoduto que ligará a unidade de produção à Plataforma de Mexilhão (PMXL-1), na Bacia de Santos.

O projeto Uruguá-Tambáu está localizado no Polo Uruguá (antigo bloco BS-500), localizado na Bacia de Santos, a cerca de 165 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O FPSO Cidade de Santos, que está sendo convertido na China, deverá partir para o Brasil em novembro. Sua capacidade total de produção é de 10 milhões de m3/dia de gás e 35 mil barris/dia de óleo e condensado.

O gás natural será escoado por um gasoduto de 174 quilômetros até a plataforma de Mexilhão e, de lá, para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba (SP). O petróleo será armazenado nos tanques da plataforma e transportado por navios-tanque (navios aliviadores).

O projeto de Uruguá-Tambaú deverá iniciar operação no primeiro trimestre do próximo ano. A partir de 2012, serão interligados ao FPSO Cidade de Santos os poços dos campos de Pirapitanga e Carapiá, também localizados no Pólo Uruguá.