ESTUDO
DEVE ABRIR MERCADO DE CARBONO A PAÍSES POBRES
Na última
segunda-feira (11/5), pesquisadores internacionais lançaram
um estudo de 12 milhões de dólares com o objetivo
de ajudar a muitos dos agricultores mais pobres do mundo a
se beneficiar de projetos multibilionários para limitar
as emissões de gases-estufa.
O Projeto
Benefícios do Carbono, de 18 meses de duração,
examinará localidades rurais no Quênia, Níger,
Nigéria e China para verificar a quantidade de carbono
estocada em árvores e no solo quando a terra for gerida
de forma sustentável.
O projeto
é dirigido pelo Programa das Nações Unidas
para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Fundo Mundial para o Meio
Ambiente (GEF), o braço financeiro das convenções
internacionais sobre questões ambientais, com sede
em Washington.
O desmatamento
da floresta tropical é responsável por um quinto
das emissões dos gases-estufa provenientes da atividade
humana. As árvores absorvem dióxido de carbono
enquanto crescem e o liberam ao serem queimadas.
A agricultura
contribui tanto para o aquecimento global quanto todos os
aviões, carros e caminhões do mundo, e isso
aumentará à medida que o planeta tentar alimentar
3 bilhões de pessoas a mais até 2050.
A precificação
de árvores existentes e a estocagem do carbono no solo
poderá dar aos países em desenvolvimento um
incentivo para preservar as florestas e adotar práticas
ambientalmente corretas.
O novo
estudo medirá o impacto de tais práticas sobre
o carbono do solo. Aproximadamente 190 países concordaram
em estabelecer um novo tratado climático, sob os auspícios
da ONU, em dezembro na Dinamarca. O acordo deverá intensificar
a luta contra o aquecimento global, que, segundo os cientistas,
provocará mais ondas de calor, secas, enchentes e elevação
do nível dos oceanos. |