Ano 1 - N° VII

O Mala do Ano

A idéia de ter um astronauta brasileiro alugando um lugarzinho na nave alheia, de criar “heróis nacionais” já é bem cafona, boa para regimes totalitários,mas se alguém quer que o truque dê certo, é bom planejar as coisas um pouco melhor.

Mas não vamos tão longe: entregar o prêmio Mala do Ano para o Astronauta de Peroba brasileiro é uma injustiça. O prêmio deveria ir para quem teve a idéia genial de mandar R$ 20, 30 milhões do contribuinte, literalmente, pelo espaço. Uma pergunta: o que sobraria para o administrador privado que perdesse repentinamente um colaborador em quem se investiu tantos recursos? Acreditar em fio de bigode, no País em que todos fingem não saber de nada? Mas não havemos de recriminá-lo por pensar apenas em si...quais são os exemplos que ele tem?

Para nós, down here, mortais e contribuintes, aturar o pé de feijão e a empolgação meio nerd não foi nada. O danado foi a narração da “acoplagem” da nave russa pelo próprio Galvão Bueno!!

Aos diretores de colégio, uma sugestão: tenham o discernimento que nem os “cartolas do espaço” nem o seu herói tiveram. Guardem seus reais reservados para as “palestras” para merenda, livros decentes, para formar e pagar professores decentes ou oferecer a alunos de baixa renda oportunidades em seu colégio. Sobre personagens que vivem em órbita...bem, há melhores.

Figuras da semana

Pedro Simon

Ganhou 10 milhões de votos imediatamente ao anunciar sua candidatura a Presidente. E perdeu (melhor, apavorou) 8 desses 10 milhões cerca de um minuto depois, ao anunciar o nome do seu Vice. Perdeu a chance de ter saído para valer. Com Cristovam na chapa fariam estrago considerável.

Ronaldinho Gaúcho

Deve ter se assustado. Olhando de perto, a tal “loira” que invadiu o campo de treino e abraçou nosso craque era um tribufu e tanto. Dos quatro costados, como se diz no interior do Rio Grande. E sobre as supostas “belas fãs”fotografadas em Weggis: até agora a única curiosidade que geraram é descobrir o que os nossos repórteres andam bebendo.