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A Subjetividade da Beleza Um dos mais belos prédios do Rio de Janeiro é a antiga sede do Ministério da Educação, o chamado Palácio Gustavo Capanema. Precursor do estilo modernista mais tarde adotado em Brasília, traz maior atenção a detalhe e graciosidade do que as “mulheres sem brinco nem maquiagem” que são alguns dos edifícios da Capital do Rio. Ganhou até um poema, “Azul e Branco”, de Vinicius de Moraes, tão grande era a mudança que trazia na época. Continua fascinando até hoje.
Mas...se
a crítica não perdoa, a ignorância tampouco: não
é que em uma bela manhã de sol, às nove horas,
horário de maior movimento, um negão de 2 metros por 2
tira seu captain my captain para fora e pachorrentamente regula
a pressão hidráulica nos belos azulejos, fazendo nadar
os peixinhos pintados por Portinari em águas..digamos,
turvas?? Não adianta o olhar de reprovação da velhinha
que passa em meio à meia dúzia de engravatados que riem
sem graça: a calça de veludo que já era ambição
de um país educado em 1936 –ano em que foi erguido o Palácio-
não resiste à primitividade da nossa *&^%
de fora....firme e forte no ano de 2005. JK e o velho Rosental Não é que a minissérie JK foi empurrada para os estertores da “hora do louco”da programação de TV pelo inenarrável Big Brother? Bons tempos aqueles em que o ópio do povo era só futebol e novela.... Se JK
foi o presidente mais influente que o País já teve, pairam
sérias e justificadas restrições, principalmente
no Rio Grande e no Rio de Janeiro. Mas não há dúvidas
de que foi dos melhores personagens, como pude comprovar no relativamente
curto porém prazeroso convívio em Brasília com
seu fiel cozinheiro Rosental, infelizmente falecido
há alguns meses. Ele exultaria de alegria com a minissérie.
Enquanto apreciava um chateaubriand com sauce bernaise et pommes Anna
(nome de mulher bonita, segundo ele, e o prato preferido do Jango, outro
Presidente a quem atendeu e tornara-se amigo) ou um queijo do Serro
com doce de jaca, tive o privilégio de ouvir dele a fórmula
de JK para não guardar mágoa, contada ao pé do
fogão diante de um café ou um mezinho que os dois apreciavam:
“concentra na resolução do problema em si, a parte
da raiva, da mesquinharia....joga fora- Rosental, divide no gogó
e joga a raiva fora...”
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