O estado mais chorão do Brasil

Deveria escrever uma mensagem de otimismo para o ano que vem. Existem, sim, muitas perspectivas boas pelo mundo afora, mas não quando falamos do Rio Grande. Vou chorar um pouco, também....

Desculpem o tom sombrio.....mas estamos entregues à pasmaceira e ao lugar comum, fugindo da briga contra o atraso e dos problemas econômicos estruturais que devem se agravar nos próximos anos. Enfim, administrar o RS virou uma “bomba”.Para piorar...tivemos certo azar. Só se chora no Rio Grande do Sul, e pouco se faz com um mínimo de qualidade e arejamento.....que não seja reclamar de oh dia, oh vida, oh azar....fazer tudo como sempre se fez e falar mal de outro que poderia ser um parceiro. Quando vamos encarar de frente as brigas certas, contra o corporativismo, a máquina administrativa emperrada e falida e a matriz produtiva tradicional e totalmente atrasada, o “mito”agrícola, a fuga de pessoas qualificadas? Os nossos interesses têm ficado cada vez mais pequeninhos....mas, cuidado!! O resultado das próximas eleições pode nos levar a estado terminal.....precisamos de reação qualificada. Falo do compromisso com uma Agenda Mínima e lideranças que tenham a mínima condição de levar essa agenda à prática. Será que somos tão desunidos assim? As vezes acho que essa história de Estado mais politizado do Brasil é balela....somos politizados para brigar, mas não para construir. Isso cansa, frustra e desmobiliza.

Muda Brasil: A comparação inevitável

Quem tem o privilégio de assistir ao Canal Brasil(66 da Net) aprende que o cinema brasileiro tem coisas muito boas, infelizmente a maioria delas mais antigas. Na semana que passou foi repetido diversas vezes o documentário “Muda Brasil”, em que pontificam Tancredo, Ulysses e Fernando Henrique, sobre a sucessão presidencial de Figueiredo para Tancredo. O melhor do documentário são os depoimentos em “off”, espontâneos, a cara de enfado do Figueiredo e o desespero dos governistas quando concluem que, com Maluf candidato, a vaca já havia ido para o brejo. É inevitável imaginar que o constrangimento pode se repetir se Lula resolver encarar a sua candidatura. Há um certo ar de fim de festa antes de virar o primeiro tempo. Será que vai fazer uma campanha Malufante? Talvez não. Ajuste fiscal....pelo jeito, já foi para o espaço.


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