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O Nome Atendendo a sugestão do Poli....e aproveitando meu novo habitat no talvez único território propício ao exercício da crônica no Brasil, o Baixo Leblon, vou ousar exercitar um ofício morto para muitos midiáticos. Para esses, Rubem Braga, o maior cronista brasileiro, hoje morreria de fome uma vez que NINGUÉM mais leria crônicas. Pode ser que a doideira e surrealidade do mundo atual tenha feito a crônica ficar tão bobinha pert o do que vemos e ouvimos todos os dias. Será?Como dizia o veterano treinador Carlos Froner, “vamos ver”.... Um Grande Filme Brasileiro Uma cidade onde velhinhos andam na rua às onze e meia da noite na maior tranqüilidade (o que não se faz em Porto Alegre, São Paulo, quase lugar nenhum) enquanto não tão longe assim traficantes manteriam um jacaré de estimação para liquidar cadáveres, onde um mendigo canta em francês em frente a Termas que oferecem outros vapores, garçons lusos servem comida alemã sob os olhos atentos do caixa espanhol enquanto toca um funk baixaria no fundo e o escritor Garcia-Roza procura por sardinhas portuguesas é hoje mais cara de cinema espanhol meio trash do que nouvelle vague mofada . Por trás de tudo - em vez de São Paulo, Rio; em vez de blog, crônica – a deliciosa safadeza de ser do contra e viver dentro de um grande filme brasileiro daqueles folcóricos, com as loiras de farmácia e os inevitáveis palavrões de boca cheia. Papai Noel Late no Leblon Na saída de um supermercado da rua Dias Ferreira, um imenso e rotundo Papai Noel de fibra de vidro de mais ou menos três metros chama a atenção dos passantes e também dos Fidos do local: não são poucos os labradores, retrievers e até pit bulls que param intimidados diante do cachorrão que os ameaça: em vez de “Ho, Ho,Ho”, o som gravado do Papai Noel soa rouco como um “Au,Au,Au” caprichado de cachorro grande. As Globetes desconhecidas, pelo menos para mim, aquelas que cobram para aparecer em festas e lojas, puxam seus bichons frisés com medo dos latidos da criatura. Lembram aquele filé nobríssimo, de espetacular aparência, mas servido sem sal, veneno ou molho- elas, não os bichons, sejam frisés ou não. O sósia do Tião Macalé que descarrega caixas de manteiga Aviação ri solto e não quer nem saber... |
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