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O futuro está no conhecimento
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"As máquinas trabalham, muitas
vezes melhor do que qualquer
ser humano poderia trabalhar, mas não criam."
Thomas A. Stewat, editor da revista Fortune
A
crença de que a repetição leva o homem a ser um
super-operário felizmente morreu. Com ela também foi enterrada
a convicção de que processos e habilidades são
únicos. As teorias dos engenheiros Taylor e Fayol têm mais
de 80 anos, fizeram escola e deixaram herdeiros. Foi a indústria
que primeiro percebeu que simplesmente treinar pessoas não resolve
o problema. Organizações humanas estão sujeitas
a variáveis muito mais complexas.
O velho capitalista, proprietário das máquinas e todo-poderoso
sobre os operários, é figura em extinção.
A concepção tradicional de empreendedor, com pleno domínio
sobre a empresa, mudou nas últimas décadas. Hoje, as instituições
tendem a dividir lucros, riscos e responsabilidades. Empresas montadas
nos moldes antigos, centradas no simples aprimoramento de processos,
tornam-se inviáveis.
A Microsoft é o melhor exemplo dos novos tempos. Sem possuir
fábricas, é a maior produtora mundial de programas para
computador. Sua estrutura baseia-se no conhecimento, no capital humano.
Seu produto é fruto do poder criativo da mente humana. É
resultado da imaginação, do talento e do trabalho de pessoas
que ignoram o impossível e ousam enxergar além do horizonte.
Assim, a empresa do futuro tende a repensar a relação
que possui com seus empregados. Paradoxalmente, a flexibilização
das relações de trabalho cria uma situação
que coloca em risco a vida das instituições. No caso da
Microsoft, se acontecer uma migração de seus parceiros
para outras empresas, segue junto a matéria-prima que a diferencia
dos concorrentes. Está criada uma situação nova,
válida para qualquer organização que consiga olhar
um pouco além da próxima esquina.
Novos tempos
Vivemos num tempo de escassez. Faltam recursos econômicos, materiais,
energéticos e humanos. Por outro lado, crescem as necessidades
e exigências da sociedade. A única maneira de resolver
essa equação e superar as barreiras é trabalhar
com valores diferenciais, que apenas o ser humano possui. Assim, o futuro
das empresas só estará garantido se possuir pensadores
criativos, que consigam dar respostas inovadoras para situações
criadas no cotidiano da humanidade.
Essas pessoas criativas não brotam do nada. São como pedras
preciosas que precisam ser achadas, lapidadas, estimuladas e valorizadas.
Cultivar e incentivar talentos é uma importante habilidade gerencial
que precisa ser despertada nos novos empreendedores. Hoje, não
basta ter o capital e uma idéia. É preciso parceiros competentes,
engajados e inovadores. Pessoas que divirjam, contestem, questionem
e acrescentem valor real ao produto final, seja lá o que for.
Também não basta contratar, aleatoriamente, pessoas capazes.
Gênios não nascem ou crescem em ambientes solitários.
É fundamental o trabalho em grupo, pois há maior possibilidade
de troca, de aprendizado complementar e compartilhado. A inteligência
é um patrimônio que deve ser cultivado no local de trabalho,
onde as ações acontecem. É preciso desenvolver
ambientes propícios à criação. Assim, as
pessoas provarão a liberdade de pensamento, terão suas
necessidades fisiológicas satisfeitas, podendo desenvolver a
sensualidade e o amor por aquilo que são e fazem. A empresa do
futuro passará por uma mudança profunda em seu âmago.
Para que isso aconteça, as instituições também
terão que esquecer as técnicas que desmotivam, modificar
as práticas que frustram as pessoas e geram emoções
negativas, além de desativar máquinas que poluem ou colocam
em risco qualquer ser vivo. Em breve chegará o tempo da empresa
virtual, que terá seu capital social formado por valores intelectuais
e afetivos. Ou seja, o patrimônio será o grupo de parceiros
que conseguem desenvolver, criar e recriar alternativas para a empresa,
a sociedade e o homem.
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Paulo Ricardo Silva Ferreira é Doutorando
em Ciências Empresariais pela Universidade de Leon/ Espanha,
administrador de empresas, curso de psicologia, pós-graduado
em administração
hospitalar. Professor universitário. Consultor em estratégia
empresarial, desenvolvimento organizacional (DO), comportamento,
mudança intervencionista e inteligência empresarial
da Eckart Consultorias. Presidente da Fundação dos
Administradores do Rio Grande do Sul. Criador e Diretor
Presidente do Instituto Eckart Desenvolvimento Humano e Organizacional.
Com
ajuda de Sander Machado
Profissional de comunicação, redator. Coordenador
do Núcleo Celebração do Instituto Eckart.
Diretor Criativo da ILê Comunicação. |
Contados
com o colunista abaixo
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Bom
Senso x Senso Comum
Real-Ização
Desenvelopar
Controladores
de Vôo
Lista
de Prioridades
Consultor,
o psicanalista de empresas
Ações
Construtivas
A
máxima MAS SE... e o vôo 3054
Selva
e Mercado: Ética e Sobrevivência
Comunicação
Transparente
Síndrome
do Caracol
Administração
Ecológica
Terceirização
Outsourcing
Entrevista
Defender
ou Preervar?
Decisão:
a hora do espanto
Adversidade
ou Diversidade
Diversidade
e Comportamento
Diversidade,
pensamento estratégico e comportamento inovador |