*Por Vininha F.Carvalho
Segundo, Gênesis, Deus disse : "Produza
na terra serês vivos de diferentes espécies:animais
domésticos, rasteiros e selvagens. E assim foi feito. Já
havia sido criado por Ele tudo o que era da natureza, quando determinou:
"Faça agora , o homem à minha imagem e semelhança”.
Infelizmente, quando o humano consegue atingir certa altura, sentindo-se
poderoso, esquece de sua missão na terra , perdendo-se
sempre de modo maniqueísta, explorando as outras espécies,
ignorando sua similitude com o Criador.
O
Direito que enfoca atividade de preservação do Meio
Ambiente é reconhecidamente, de extrema importância
para toda a humanidade. É ponto pacífico que todos
os interessados no assunto não mantenham a postura "de
braços cruzados", numa época em que, com certeza,
este posicionamento fará diferença para o curso
da História. E vai, mais além, exige do advogado
ambientalista um conhecimento profundo sobre a vida em sua expressão
máxima, qual seja, do homem na natureza e seu ecossistema,
obrigando o profissional a adquirir uma visão holística
em seu trabalho. Sua vocação é harmonizar
este frágil e tão precioso ecossistema, o planeta
em que vivemos, com as leis do homem, a fim de que dele possamos
extrair paz, vida, energia, alimentos, lazer e outras necessidades
humanas, sem colocá-lo em risco, defendendo-o e preservando-o
para os que virão. É também uma filosofia
de vida, abrangendo não só
desafios próprios da vida,mas também dos objetivos
e metas que eles propõe a alcançar com coragem,
determinação e prazer. Corresponde a uma atividade
não predatória do meio ambiente, que busca o equilíbrio
entre a exploração e preservação da
natureza e ainda suficientemente rentável para manter a
própria sobrevivência de profissional.
As
leis, algumas vezes, não conseguem atingir seus objetivos,
por interpretações tendenciosas do homem, quer tenham
boas ou duvidosas pretensões futuras. A violência,
latente num país de velhas mazelas e desigualdades, parece
hoje querer explodir na escalada do fenômeno da criminalidade.
Agora, mais do que nunca, é preciso prover melhores serviços
de segurança pública, mudando-a, conceitualmente,
para defesa social.
Escândalos envolvendo membros dos três
poderes, no exercício de tentar apropriar em privado o
que é público (criminosos "do colarinho branco"),
refletem a própria história da vida e sofrimento
do povo brasileiro, inclusive num processo de má aprendizagem
social, incluindo a chamada "cultura da esperteza".
No
Brasil os protetores dos animais não foram acostumados
a buscar junto aos poderes públicos os direitos dos animais.
Isto se deve ao fato, das leis serem recentes, mas se elas existem
e nós temos conhecimento delas, devemos portanto utiliza-las,
até porque foram elaboradas para garantir uma vida mais
digna a todos.É preciso despertar as pessoas para uma nova
realidade, mostrando a todos que estamos e queremos continuar
crescendo.A proteção animal precisa se modernizar
, deixar o TRADICIONALISMO de lado, só assim estaremos
impedindo que a IMPUNIDADE continue imperando. A causa dos animais
precisa evoluir, lutar para que eles deixem de ser vistos como
seres inferiores, que só vivem da caridade das pessoas,
precisam ser valorizados, respeitados e jamais explorados. Devem
ter como foco promover a diversidade de idéias, mostrando
que somos igualmente capazes de alcançar o objetivo maior:
a vida digna a todos os animais.O Ministério Público
é "a casa do povo" e devemos entrar lá
sem medo.Nós pagamos CPMF, ICMS, IPTU, IPVA, ITR, IR, etc...,por
isto merecemos receber um tratamento de "dono da casa".
Ser protetor dos animais é uma opção, e devemos
exigir sermos respeitados como cidadãos, independente da
cor, raça, sexo ou religião, porque assim estaremos
contribuindo para que haja menos desigualdade e exclusão
no país.Precisamos romper o ciclo histórico de miséria
a que foram submetidosuma grande parte dos animais e quebrarmos
padrões ultrapassados decomportamento, cobrando a aplicação
das leis e consequentementeconseguiremos diminuir e ate mesmo
impedir as crueldades.Por isto no Dia 1o. de Abril, dia consagrado
à mentira, queremos combater a IMPUNIDADE. Não queremos
nem punir e nem favorecer ninguém.Queremos que as leis
existentes sejam aplicadas, que são normas impessoais,
feitas para defenderem a ordem social, evitando o abuso, a omissão,
garantindo assim a verdade e a segurança de todos.
A
comunidade, os políticos, a polícia e demais órgãos
de governo envolvidos na segurança pública e meio
ambiente precisam passar a interagir na busca de soluções
para o esclarecimento das mortes dos 68 animais por envenenamento,
ocorridas desde o dia 24 de janeiro de 2004-veja
cronologia, no Zoológico de São Paulo. Através
desta atitude, será permitida a neutralização
da sensação de insegurança trazida pela falta
de informações convincentes. O que temos até
o momento,entretanto, são condições mínimas
para o acompanhamento das investigações, para o
estabelecimento de avaliações nacionais ou diagnósticos
pontuais, válidos e confiáveis sob a ótica
da sociedade.
Intelectuais
brasileiros e protetores dos animais , pertencentes ao Grupo de
debates Animalivre, organizaram um manifesto pela transparência
de dados do crime, onde solicitam a todos os que defendem e protegem
os animais, que se dirijam no dia 1o.de Abril ,a um órgão
ligado ao meio ambiente de sua cidade, ou o representante do Ibama
ou mesmo ao Ministério Público e demonstre seu interesse
em ver o crime esclarecido, ou seja, que não aceita que
isto fique IMPUNE aos “olhos do mundo”. Sua maior
recompensa nesta data será contribuir para o fortalecimento
da cidadania , construindo uma sociedade mais justa , onde a VERDADE
poderá ser comemorada em todos os dias do ano.
Para inscrever-se no Grupo Animalivre:
Envie um email em branco para: animalivre-subscribe@yahoogrupos.com.br
Vininha F.Carvalho é editora
da Revista Ecotour
email: vininha@uol.com.br
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