*Por Vininha F.Carvalho
Os números são impressionantes: 213
veículos inscritos, mais de 4 mil quilômetros rodados
com passagem por dez cidades em cinco Estados (Goiás, Tocantins,
Maranhão, Piauí e Ceará) e R$ 30 milhões
em investimentos, incluindo valores gastos pela organização,
equipes e competidores e mais de 1.500 pessoas envolvidas em sua
execução. Este é o Rally dos Sertões,
a maior competição off road da América Latina
que largou em Goiânia (GO) dia 1 de julho e chega em Fortaleza
(CE) no próximo sábado. Dados consideráveis
que transformaram o Sertões na terceira maior prova off
road do mundo em número de participantes, atrás
apenas do Paris-Dakar (40 inscritos) e Rally
da Tunísia (250).
Em sua 12ª edição, o Rally dos Sertões
pode ser considerado um exemplo de sucesso. A prova que se iniciou
em 1992 com apenas 34 pilotos de moto e percorreu 3.500 quilômetros
entre Campos do Jordão (SP) e Natal (RN). Em 2004 recebeu
96 carros de competição (66 na categoria cross country
e outros 30 na regularidade), 86 motos e 12 caminhões,
um recorde.
Para realizar uma prova deste tamanho, além de muita organização
e trabalho, demanda possuir uma infra-estrutura gigantesca. Para
que tudo corra de acordo com o programado e possa atingir os objetivos
pré-determinados, são necessários mais de
350 profissionais envolvidos, entre médicos, equipes de
cronometragem, fiscais e motoristas, entre outros.
Entretanto, se for levado em conta os pilotos, jornalistas, e
pessoal de apoio das equipes, este número passa de 1.500
pessoas.
Além dos profissionais é necessário uma logística
afinada e o apoio de muitos veículos e equipamentos. Só
a organização do Rally dos Sertões tem 75
carros Mitsubishi L200 Sport e TR4
e mais dez motos. Mas a ação não se desenvolve
somente na terra. É necessário contar com apoio
aéreo.
Para reaizar este trabalho, a Dunas Race, organizadora
do Rally dos Sertões, conta com quatro helicópteros
(um exclusivo apenas para filmagem aérea e dois UTI) e
mais três aviões.
Crescimento:
O Rally dos Sertões `decolou`rumo ao sucesso a
partir de 1996,
quando foi criada a Dunas Race, tendo como meta formatar uma estrutura
empresarial e moderna exclusivamente para o rali, envolvendo,
neste primeiro ano, mais de 300 pessoas na organização.
A entrada de novos colaboradores e sócios permitiu essa
mudança. Fortaleza, capital do Ceará, foi o destino
final da prova, desta vez com mais de cinco mil quilômetros
e 54 inscritos nas motos e 23 carros do Brasil e do exterior.
Dado o primeiro e importante passo, a Dunas Race começou
a incrementar o rali em todos os seus segmentos.
O trabalho sério e profissional da Dunas Race, empresa
organizadora do evento dirigida por Marcos Ermírio
de Moraes e Simone Palladino, fez com
que a prova conquistasse reconhecimento internacional nesses últimos
12 anos, atraindo número cada vez maior de jornalistas.
Na edição de 2003 foram 120 profissionais. Este
ano, aproximadamente 160 profissionais já estiveram nas
salas de imprensa montadas nas cidades por onde passa o rally
e no ConectBus, um ônibus equipado com
equipamentos de ponta e que serve de midia center. Até
Fortaleza (CE) este número deverá crescer ainda
mais.
Investimentos em tecnologia:
Com a estabilidade econômica da empresa e
o retorno do investimento, a Dunas Race passou a priorizar o uso
de tecnologia de ponta na competição. Em 99 comprou
dois aviões modelo Pelicano para utilizar
no Rally dos Sertões. As aeronaves até hoje funcionam
para dar suporte à segurança dos competidores, o
que contribuiu para consolidar a credibilidade do evento e atrair
mais pilotos. Outro detalhe é que esses aviões também
são usados para agilizar a comunicação. Como
eles captam sinais de rádio à longa distância,
servem como "ponte" entre competidores, organização
e imprensa, muitas vezes espalhados pelos lugares mais isolados
do país. Com toda essa distância, o uso de dois helicópteros
UTI também faz parte dos procedimentos
de segurança da prova.
Televisão:
A Dunas Race também não poupou investimentos
na divulgação do evento, inclusive utilizando helicóptero
equipado com câmeras especiais que filmam toda a prova.
As imagens são geradas via satélite, diariamente,
para várias emissoras do país e do exterior. Os
custos para a organização do rali, que antes giravam
em torno de 200 mil reais, agora ficam na casa dos 2 milhões.
Com tudo isso, a prova tornou-se um sucesso de divulgação.
Em 2003, nada menos que 157 veículos noticiaram a prova,
1.127 reportagens foram publicadas, com 1.430 fotos na mídia.
Na telinha foram 235 horas de programação, 521 matérias
foram ao ar. As imagens do Sertões foram vistas no Brasil
e mais 40 países.
Mais informações no site www.rallydossertoes.com.br
Fonte: VipComm Assessoria de Imprensa
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Vininha F.Carvalho é editora
da Revista Ecotour
email: vininha@uol.com.br
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